Os Vikings são conhecidos ao longo da história por suas características únicas e habilidades marítimas. Eram construtores navais, mestres marítimos, guerreiros, comerciantes e invasores. Os Vikings criaram suas primeiras forjas na Escandinávia, começando por volta do século 8 D.C. a saquear regiões através da Ásia, do Oriente Médio, África do Norte e a Europa. Eles investiam particularmente sobre as Ilhas Britânicas, a Islândia e a Gronelândia. Sua presença foi imortalizada devido às narrativas orais transmitidas por monges islandeses do século 13.

Os nórdicos invadiram e conquistaram vastos territórios, como o Norte da Escandinávia e a Europa Central. E seu alcance se estendeu para muito mais longe, às vezes chegando à beira do Mediterrâneo e ao Norte da África. Mas até hoje se acreditava que não fizeram maiores avanços.

vikings américa

Porém uma nova descoberta pode mudar tudo isso.

Já havia indícios de que os vikings poderiam ter chegado até o Canadá a partir da Groenlândia, mas ainda faltava elementos que pudessem confirmar a suspeita. Na década de 1960, pesquisadores descobriram um local em L’Anse aux Meadows, no norte da Terra Nova, ilha e província canadense, que parece ter evidências de atividade Viking.

Mas ainda era incerto se os nórdicos realmente se estabeleceram na região ou apenas cruzaram o local brevemente. A dificuldade de responder a essas questões encontra-se nos objetos que os vikings deixavam para trás. Seus barcos, edifícios e utensílios domésticos foram todos feitos de material orgânico, e todas as paisagens costeiras expostas carecem de evidência de assentamentos.

Mas recentemente novas pesquisas confirmaram a teoria que por anos não passou de especulação. Aproximadamente em 645 quilômetros da região foram encontrados os primeiros vestígios e analisados via satélite. Os arqueólogos acreditam ter descoberto outra região Viking na ponta sul da Terra Nova. Se confirmado, será uma prova concreta de que os vikings, e não Cristóvão Colombo, foram os primeiros europeus a pisar e colonizar o continente norte-americano cerca de 1.000 anos atrás.

A arqueóloga Sarah Parcak – famosa por usar imagens de satélite em infravermelho e análise química para investigar um terreno e identificar sinais indicadores da atividade humana que são invisíveis aos olhos, tal como mudanças químicas no solo -, depois de encontrar locais antigos anteriormente desconhecidos no Egito e Roma, voltou sua atenção para supostos assentamentos nórdicos na América do Norte.

Partindo do princípio de analisar os mapas e determinar onde seria um bom local para instituir a aldeia, Sarah então olhou para as imagens de satélite. Ao fazer isso, sua atenção foi atraída para Point Rosee, uma outra ilha canadense, que parecia mostrar que algo tinha mudado a composição química do solo. Isso levou sua equipe até o local para  escavações. O que eles descobriram poderia alterar a história dos Vikings.

Sob a superfície da região escavada, pedras e pilhas de carvão enegrecidas sugeriam a existência de uma lareira, e dentro dessas suposta lareira foram encontrados resquícios de ferro cozido. Isto é indicativo de fundição, uma técnica que nenhuma outra cultura de nenhuma civilização da época americana utilizava no momento, aproximadamente um milênio atrás.

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Uma região analisada por Sarah H. Parcak via satélite, indicando um suposto local de atividade Viking.

Os cientistas também descobriram o que parecem ser paredes de relva, tais como as observadas em assentamentos Viking conhecidos em outras partes do Atlântico Norte. Se esses resultados forem confirmados ao longo da realização de mais testes e escavações, seria uma descoberta incrível.


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escrito por:

Rodrigo Zottis

Rapaz que só faz o que faz pois espera que um dia seu legado possa ser completamente auto-explicativo.


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