Assim como David Bowie, astrônomos frequentemente se perguntam se há vida em Marte. E embora nós tenhamos estudado o mistério há 40 anos, ainda temos de encontrar uma resposta.

Mas um novo paper, publicado na revista Astrobiology, avalia as últimas quatro décadas de análise do planeta vermelho, e argumenta que a possibilidade de haver vida microbiana em Marte é maior do que muitos cientistas e não cientistas podem pensar.

A pesquisa baseia-se nas experiências de “lançamento marcado” (Labeled Release – LR) a partir das sondas Mars Viking na década de 1970.

O LR foi concebido para procurar assinaturas metabólicas – substâncias químicas produzidas por organismos vivos. As sondas encontraram alguns químicos interessantes, mas os autores do relatório de 1976, Gilbert Levin e Patricia Ann Straat, consideraram os resultados inconclusivos.

Os mesmos dois cientistas trabalharam no novo estudo, que reexaminou os dados da sonda Viking em combinação com resultados recentes de outras missões que exploraram a água, metano e compostos orgânicos.

Eles concluíram que as explicações não-biológicas para os dados de Viking são insatisfatórias e que a hipótese biológica ainda é uma forte candidata.

Nas experiências de LR, amostras de solo marciano foram inoculadas com uma gota de uma solução diluída de nutrientes com um isótopo radioativo do carbono. O ar acima das amostras foi monitorizado, e os pesquisadores posteriormente detectaram o isótopo radioativo de dióxido de carbono das amostras.

Quando os resultados foram repetidos uma semana depois, eles não encontraram a mesma assinatura – uma indicação de que a reação química não depende de um organismo vivo.

A hipótese alternativa sugere que há um agente oxidante presente, que transformou os compostos adicionais em dióxido de carbono. Um composto conhecido como dióxido de titânio de peróxido-modificado parece produzir resultados semelhantes aos vistos pelas sondas Viking.

“Mesmo se alguém não está convencido de que os resultados do LR Viking dão fortes evidências de vida em Marte, este paper mostra claramente que a possibilidade deve ser considerada”, disse Chris McKay, editor sênior da Astrobiology e astrobiólogo do Centro de Pesquisa Ames da NASA em Moffett Field, Califórnia, em um comunicado.

Pode parecer um “pequeno e terrível caso“, mas a presença de vida microbiana em Marte pode ser crucial para decidir qual é a melhor abordagem para futuras missões tripuladas para o planeta vermelho.

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Equipe Ano Zero

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