Há pouco tempo, publicamos uma ótima notícia acerca de um curso online e gratuito sobre Budismo, oferecido pela Universidade de Harvard. O curso referido apresenta as crenças budistas para o público novato, e ilumina o conhecimento dos profissionais. Agora o Centro Ho Para Estudos Budistas, na Universidade de Stanford, oferece uma maneira de continuar sua auto-educação: uma expansiva série de palestras sobre budismo disponível no YouTube.

Os 35 vídeos da Stanford postados até agora — sendo o mais antigo datado de cerca de um ano — apresentam palestras de uma variedade de especialistas, incluindo praticantes ativos e estudiosos. É uma série em andamento, também, com uma agenda cheia de conversações previstas para 2017.

Se o currículo de Harvard é, com toda certeza, uma ótima maneira de familiarizar-se com o Budismo, o curso da Stanford vai um pouco mais longe, discutindo a religião a partir de uma variedade de perspectivas. Há conversas sobre a sabedoria budista, revelações históricas recentes, discussões de conceitos complexos e sobre como seria levar a religião para novas áreas geográficas.

A fala mais recentemente publicada é de Christian K. Wedemeyer, professor associado de história das religiões na University of Chicago Divinity School. Sua palestra é chamada “Retóricas de solidariedade na literatura do Sūtra Mahāyāna, ou ‘você é tão vaidoso, aposto que acha que este Sūtra é sobre você’.”

(Estudos budistas em Stanford) — Vídeos em inglês


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Equipe Ano Zero
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  • LEGAL!

    Queria aproveitar pra comentar uma coisa sobre mim relação com o budismo. Não que alguém se importe. hahaha Mas acho que pode ser o caso de outras pessoas, e estas questões podem impedir que entrem em contato com o ótimo mundo de treinamento mental (e espiritual?) que o budismo proporciona.

    Meus amigos sempre olharam meio desconfiados pra minha proximidade com o budismo. “Como um cara tão envolvido com a ciência pode ser de uma religião, praticar uma religião ou simplesmente ter simpatia por várias coisas de uma religião?”

    Em primeiro lugar, isso é obviamente um preconceito bobo. Não necessariamente (eu disse não necessariamente) ter uma religião implica em não poder ser cientista. Isso é muito discutível, por isso reforcei o “não necessariamente”.

    Em segundo lugar, seria mais idiota ainda desprezar a riqueza conceitual e, mais ainda, a riqueza da prática budista para nosso aprimoramento como pessoas.

    O que eu sempre gostei no budismo é essa abertura para potenciais informações que possam colocar em questão seus argumentos (por mais que a gente saiba que no cotidiano da prática exista certo viés em privilegiar os argumentos que conduzam às conclusões já estabelecidas de sua própria tradição, como mostra o Stephen Batchelor em seus livros.

    Independente disso, é louvável a abertura dos budistas para o diálogo com a ciência, em especial ceder a si mesmos para experimentos da neurociência.

    • É realmente incrível essa abertura dos budistas para com a ciência. Inclusive é incrível como, em palestras sobre budismo, volta e meia a ciência é resgatada, fundamentando assim aquilo que, à primeira vista, soa como misticismo, dando aspectos científicos sobre por que a prática budista é efetiva e o que ela significa para os nossos corpos, nossa mente. A gente sabe que uma religião merece aplausos quando ela não tem medo da ciência, afinal não promete mais do que realmente consegue disponibilizar a seus praticantes, coisas que podem ser cientificamente corroboradas.