As imagens abaixo estão entre as mais impressionantes já produzidas desde o início dos ataques israelenses à Faixa de Gaza, todos eles integrando a Operação Limite Protetor, um extermínio cruel que causaria inveja aos comandantes nazistas que idealizaram o blitzkrieg alemão durante a Segunda Grande Guerra.

Essas fotografias, tiradas por diversas agências jornalísticas do mundo, compõem um panorama eloquente da tragédia humana que está ocorrendo diante dos olhos do mundo inteiro, sem que nada seja feito. Na prática, é como se não houvessem olhos observando tais atrocidades.

Em 1936, Aldous Huxley publicou Sem Olhos em Gaza, um romance que narra a história de um protagonista que busca um significado para a vida. Em um momento do livro Huxley escreve essas palavras, que se encaixam perfeitamente no que está acontecendo hoje na região da Palestina:

“Estados e nações não existem como tal. Há apenas pessoas, grupos de pessoas que vivem em determinadas áreas, mantendo certas alianças. Nações não irão mudar sua política até que cada indivíduo mude sua política pessoal. Um dos maiores atrativos do patriotismo é que ele satisfaz aos nossos piores desejos. Na personificação de nossa nação, somos capazes, vicariosamente, de agredir e trair com a sensação de estarmos sendo profundamente virtuosos.”

Des petits Palestiniens blessés par des frappes israéliennes sont pris en charge à l'hôpital Al-Najar de Rafah, le 1er août. "La plupart des blessés qui arrivent en salle d'urgence sont des femmes et des enfants", selon l'organisation Médecins sans frontières.

Os pequenos palestinos atingidos durante o ataque israelense são atendidos no hostpital Al-Najar de Rafah, em 1º de agosto. A maior parte dos que chegam à sala de emergência são crianças e mulheres”, segundo a organização Médicos sem Fronteiras.  (AFP PHOTO / BILAL TELAWI)

Explosion monumentale à Gaza lors d'un bombardement, le 29 juillet. Les frappes israéliennes tuent chaque jour des dizaines de personnes. Le chiffre s'élève parfois à plus d'une centaine en 24 heures. Le dernier bilan fait état de plus de 1.500 Palestiniens tués, en grande majorité des civils.

Explosão monumental em Gaza durante um bombardeio dia 29 de julho. Os ataques israelenses matam a cada dia dezenas de pessoas. Às vezes esse número sobe para centenas em questão de 24 horas. O último balanço reporta mais de 1.500 palestinos mortos, a maioria civis.  (AP Photo/Hatem Moussa)

Des Palestiniens évacuent le cadavre d'un homme tué par une frappe à Beit Hanun, le 26 juillet.

Os palestinos carregam o cadáver de um homem morto durante um ataque à Beit Hanun, dia 26 de julho.  (AFP PHOTO/MARCO LONGARI)

Le corps sans vie d'un jeune Palestinien à l'hôpital Al-Shifa, à Gaza, le 20 juillet. Au moins 242 enfants ont trouvé la mort depuis le début de l'opération Bordure protectrice, estime l'Unicef.

O corpo sem vida de um jovem palestino no hospital Al-Shifa, em Gaza, no dia 20 de julho. Ao menos 242 crianas foram mortas depois do começo da operação “Limite Protetor”, estimou a UNICEF.  (AFP PHOTO / MAHMUD HAMS)

Des Palestiniennes pleurent la mort d'un membre de leur famille, le 22 juillet. Il s'appelait Hasan Baker, il avait 60 ans.

Mulheres palestinas choram a morte de um membro de sua família, no dia 22 de julho. Ele chamava-se Hasan Baker, e tinha 60 anos. (AFP PHOTO / MOHAMMED ABED)

Le ciel de Gaza éclairé par l'offensive israélienne, dans la nuit du 28 au 29 juillet.

O céu de Gaza iluminado pela ofensiva israelense, durante a noite entre 28 e 29 de julho.  (Khalil Hamra/AP/SIPA)

Le minaret de la mosquée d'Al-Sousi, dans le camp de déplacés de Shati, au nord de la bande de Gaza, a fait les frais des bombardements effectués par Israël. Photo prise le 30 juillet.

O minarete da mesquita de Al-Sousi, no acampamento para refugiados em Shati, ao norte da Faixa de Gaza, tombou após os bombardeios efetuados por Israel. A foto é de 30 de julho. (AP Photo/Lefteris Pitarakis)

L'unique centrale électrique de Gaza a elle aussi subi les foudres de Tsahal, se consumant sous le regard impuissant des pompiers, le 29 juillet.

A única central de energia elétrica em Gaza também foi alvo da fúria israelense, ardendo sob os olhares impotentes dos bombeiros, em 29 de julho.  (REUTERS/Ahmed Zakot)

Les refuges des Nations unies eux-même ne sont pas à l'abri. Le 30 juillet, une école de l'ONU dans le camp de Jabalyia a été touchée. Deux salles de classe ont été frappées de plein fouet.

Nem abrigos da ONU estão imunes. Em 30 de julho, uma escola da ONU no campo de Jabalyia foi atacada. Duas salas de aula foram duramente atingidas.  (AFP PHOTO / MARCO LONGARI)

Cet enfant se trouvait sur le site de l'école des Nations unies lorsqu'elle a été bombardée. Il a ensuite été transporté vers l'hôpital Kamal Adwan à Gaza.

Essa criança estava na escola da ONU quando ela foi bombardeada. Ela em seguida foi conduzida ao hostpital Kamal Adwan em Gaza.  (AFP PHOTO / MOHAMMED ABED)

Un jeune Palestinien vu devant la carcasse suspendue d'un d'âne tué par la frappe contre l'école des Nations unies, le 30 juillet.

Um jovem palestino fotografado diante da carcaça de um burro morto, logo após o bombardeio à escola da ONU, dia 30 de julho.  (AFP PHOTO/ MARCO LONGARI)

Le quartier de Shejaiya, vu ici le 28 juillet, atteste de la violence des bombardements effectués à Gaza par l'armée israélienne contre les zones résidentielles.

O quarteirão de Shejaya, visto aqui em 28 de julho, comprova a violência dos bombardeios efetuados em Gaza pelo exército israelense contra as zonas residenciais.  (AFP PHOTO/MAHMUD HAMS)

Un char israélien à l'entrée de la bande de Gaza, le 28 juillet. Selon Thomas Coex, responsable de l'AFP Photo à Jérusalem, les tanks sont responsables de la mort de nombreux Palestiniens .

Um tanque israelense entrando na Faixa de Gaza, dia 28 de julho. Segundo Thomas Coex, responsável em Jerusalém pela agência que produziu esta foto, os tanques são responsáveis pela morte de muitos palestinos (AFP PHOTO/DAVID BUIMOVITCH)

Des roquettes tirées depuis la bande de Gaza, en direction d'Israël, le 24 juillet 2014. Le Hamas a tiré au moins 2.968 roquettes sur Israël depuis le début de l'opération Bordure protectrice, selon l'armée israélienne.

Foguetes disparados da Faixa de Gaza em direção a Israel, no dia 24 de julho. O Hamas lançou ao menos 2.968 foguetes em direção de Israel após o começo da operação “Limite Protetor”, segundo o exército israelense. (AFP PHOTO / JACK GUEZ)

Trois civils ont été tués par des roquettes palestiniennes depuis le 8 juillet. Ci-dessus, des Israéliens, pour la plupart résidents de la ville de Sdérot, installés sur une colline surplombant la bande de Gaza, le 20 juillet, pour regarder les bombardements sur l'enclave palestinienne.

Apenas três civis foram mortos pelos foguetes palestinos após dia 8 de julho. Acima, israelenses, em sua maioria moradores da vila de Sdérot, instalaram-se sobre uma colina com vista para a Faixa de Gaza, no dia 20 de julho, para poderem assistir aos bombardeios contra o enclave palestino. (JACK GUEZ/AFP)

Les funérailles d'Hussein Abu al-Naja, tué par une frappe israélienne, le 28 juillet à Gaza.

O funeral de Hussein Abu al-Naja, morto por um ataque israelense em 28 de julho em Gaza.  (REUTERS/Ibraheem Abu Mustafa)

Un garçon palestinien ensanglanté qui, selon les médecins, a été blessé par des tirs israéliens, est pris en charge à l'hôpital Al-Shifa, dans la ville de Gaza, le 20 juillet.

Um menino palestino ensanguentado (que, segundo os médicos, foi ferido por disparos israelenses), é socorrido no Hospital Shifa na Cidade de Gaza, em 20 de julho.  (AP images/REX/SIPA)

Un proche pleure devant les corps de trois enfants tués par une frappe contre le camp de Chati, le 28 juillet.

Um familiar chora diante dos corpos de três crianças mortas por disparos desferidos contra o acampamento de Shati, em28 de julho.   (AFP PHOTO/MARCO LONGARI)

Funérailles de Jalila Ayyad, une chrétienne tuée dans l'effondrement de sa maison, le 27 juillet. Selon des propos de sa famille relayés par l'AFP, la victime avait la double nationalité franco-palestinienne.

Funeral de Jalila Ayyad, um cristão morto no desabamento de sua casa em 27 de julho. De acordo com sua família, em depoimento retransmitido pela AFP, a vítima tinha dupla nacionalidade franco-palestina.  ( AFP PHOTO/MOHAMMED ABED)

Un proche tient le corps de Salma Radiya, une Palestinienne de deux ans tuée dans une frappe, le 23 juillet 2014.

Um familiar carrega o corpo de Radiya Salma, uma menina palestina de dois anos que foi morta com um tiro em 23 de Julho de 2014. (AFP PHOTO/MARCO LONGARI)

Le port de la bande de Gaza brûle après avoir été ciblé par les bombardements israéliens, le 29 juillet. Les longues colonnes de fumée ne semblent pas encore près de disparaître du paysage de Gaza : vendredi 1er août, la trêve humanitaire n'a pas tenu trois heures .

O porto de Gaza queima depois de ter sido alvo de bombardeios israelenses em 29 de julho. Longas colunas de fumaça parecem um elemento constante na paisagem Gaza: na sexta-feira, dia 1º de agosto, a trégua humanitária não demorou três horas.  (LOULOU D’AKI/AFP)
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escrito por:

Victor Lisboa