Sem olhos em Gaza - as mais impressionantes imagens do ataques

Sem olhos em Gaza — as mais impressionantes imagens do ataques

Em Política por Victor LisboaComentário

As ima­gens abaixo estão entre as mais impres­si­o­nan­tes já pro­du­zi­das desde o iní­cio dos ata­ques isra­e­len­ses à Faixa de Gaza, todos eles inte­grando a Ope­ra­ção Limite Pro­te­tor, um exter­mí­nio cruel que cau­sa­ria inveja aos coman­dan­tes nazis­tas que ide­a­li­za­ram o blitz­krieg ale­mão durante a Segunda Grande Guerra.

Essas foto­gra­fias, tira­das por diver­sas agên­cias jor­na­lís­ti­cas do mundo, com­põem um pano­rama elo­quente da tra­gé­dia humana que está ocor­rendo diante dos olhos do mundo inteiro, sem que nada seja feito. Na prá­tica, é como se não hou­ves­sem olhos obser­vando tais atro­ci­da­des.

Em 1936, Aldous Hux­ley publi­cou Sem Olhos em Gaza, um romance que narra a his­tó­ria de um pro­ta­go­nista que busca um sig­ni­fi­cado para a vida. Em um momento do livro Hux­ley escreve essas pala­vras, que se encai­xam per­fei­ta­mente no que está acon­te­cendo hoje na região da Pales­tina:

Esta­dos e nações não exis­tem como tal. Há ape­nas pes­soas, gru­pos de pes­soas que vivem em deter­mi­na­das áreas, man­tendo cer­tas ali­an­ças. Nações não irão mudar sua polí­tica até que cada indi­ví­duo mude sua polí­tica pes­soal. Um dos mai­o­res atra­ti­vos do patri­o­tismo é que ele satis­faz aos nos­sos pio­res dese­jos. Na per­so­ni­fi­ca­ção de nossa nação, somos capa­zes, vica­ri­o­sa­mente, de agre­dir e trair com a sen­sa­ção de estar­mos sendo pro­fun­da­mente vir­tu­o­sos.”

Des petits Palestiniens blessés par des frappes israéliennes sont pris en charge à l'hôpital Al-Najar de Rafah, le 1er août. "La plupart des blessés qui arrivent en salle d'urgence sont des femmes et des enfants", selon l'organisation Médecins sans frontières.

Os peque­nos pales­ti­nos atin­gi­dos durante o ata­que isra­e­lense são aten­di­dos no host­pi­tal Al-Najar de Rafah, em 1º de agosto. A maior parte dos que che­gam à sala de emer­gên­cia são cri­an­ças e mulhe­res”, segundo a orga­ni­za­ção Médi­cos sem Fron­tei­ras.  (AFP PHOTO / BILAL TELAWI)

Explosion monumentale à Gaza lors d'un bombardement, le 29 juillet. Les frappes israéliennes tuent chaque jour des dizaines de personnes. Le chiffre s'élève parfois à plus d'une centaine en 24 heures. Le dernier bilan fait état de plus de 1.500 Palestiniens tués, en grande majorité des civils.

Explo­são monu­men­tal em Gaza durante um bom­bar­deio dia 29 de julho. Os ata­ques isra­e­len­ses matam a cada dia deze­nas de pes­soas. Às vezes esse número sobe para cen­te­nas em ques­tão de 24 horas. O último balanço reporta mais de 1.500 pales­ti­nos mor­tos, a mai­o­ria civis.  (AP Photo/Hatem Moussa)

Des Palestiniens évacuent le cadavre d'un homme tué par une frappe à Beit Hanun, le 26 juillet.

Os pales­ti­nos car­re­gam o cadá­ver de um homem morto durante um ata­que à Beit Hanun, dia 26 de julho.  (AFP PHOTO/MARCO LONGARI)

Le corps sans vie d'un jeune Palestinien à l'hôpital Al-Shifa, à Gaza, le 20 juillet. Au moins 242 enfants ont trouvé la mort depuis le début de l'opération Bordure protectrice, estime l'Unicef.

O corpo sem vida de um jovem pales­tino no hos­pi­tal Al-Shifa, em Gaza, no dia 20 de julho. Ao menos 242 cri­a­nas foram mor­tas depois do começo da ope­ra­ção “Limite Pro­te­tor”, esti­mou a UNICEF (AFP PHOTO / MAHMUD HAMS)

Des Palestiniennes pleurent la mort d'un membre de leur famille, le 22 juillet. Il s'appelait Hasan Baker, il avait 60 ans.

Mulhe­res pales­ti­nas cho­ram a morte de um mem­bro de sua famí­lia, no dia 22 de julho. Ele cha­mava-se Hasan Baker, e tinha 60 anos. (AFP PHOTO / MOHAMMED ABED)

Le ciel de Gaza éclairé par l'offensive israélienne, dans la nuit du 28 au 29 juillet.

O céu de Gaza ilu­mi­nado pela ofen­siva isra­e­lense, durante a noite entre 28 e 29 de julho.  (Kha­lil Hamra/AP/SIPA)

Le minaret de la mosquée d'Al-Sousi, dans le camp de déplacés de Shati, au nord de la bande de Gaza, a fait les frais des bombardements effectués par Israël. Photo prise le 30 juillet.

O mina­rete da mes­quita de Al-Sousi, no acam­pa­mento para refu­gi­a­dos em Shati, ao norte da Faixa de Gaza, tom­bou após os bom­bar­deios efe­tu­a­dos por Israel. A foto é de 30 de julho. (AP Photo/Lefteris Pita­ra­kis)

L'unique centrale électrique de Gaza a elle aussi subi les foudres de Tsahal, se consumant sous le regard impuissant des pompiers, le 29 juillet.

A única cen­tral de ener­gia elé­trica em Gaza tam­bém foi alvo da fúria isra­e­lense, ardendo sob os olha­res impo­ten­tes dos bom­bei­ros, em 29 de julho.  (REUTERS/Ahmed Zakot)

Les refuges des Nations unies eux-même ne sont pas à l'abri. Le 30 juillet, une école de l'ONU dans le camp de Jabalyia a été touchée. Deux salles de classe ont été frappées de plein fouet.

Nem abri­gos da ONU estão imu­nes. Em 30 de julho, uma escola da ONU no campo de Jabalyia foi ata­cada. Duas salas de aula foram dura­mente atin­gi­das.  (AFP PHOTO / MARCO LONGARI)

Cet enfant se trouvait sur le site de l'école des Nations unies lorsqu'elle a été bombardée. Il a ensuite été transporté vers l'hôpital Kamal Adwan à Gaza.

Essa cri­ança estava na escola da ONU quando ela foi bom­bar­de­ada. Ela em seguida foi con­du­zida ao host­pi­tal Kamal Adwan em Gaza.  (AFP PHOTO / MOHAMMED ABED)

Un jeune Palestinien vu devant la carcasse suspendue d'un d'âne tué par la frappe contre l'école des Nations unies, le 30 juillet.

Um jovem pales­tino foto­gra­fado diante da car­caça de um burro morto, logo após o bom­bar­deio à escola da ONU, dia 30 de julho.  (AFP PHOTO/ MARCO LONGARI)

Le quartier de Shejaiya, vu ici le 28 juillet, atteste de la violence des bombardements effectués à Gaza par l'armée israélienne contre les zones résidentielles.

O quar­tei­rão de She­jaya, visto aqui em 28 de julho, com­prova a vio­lên­cia dos bom­bar­deios efe­tu­a­dos em Gaza pelo exér­cito isra­e­lense con­tra as zonas resi­den­ci­ais.  (AFP PHOTO/MAHMUD HAMS)

Un char israélien à l'entrée de la bande de Gaza, le 28 juillet. Selon Thomas Coex, responsable de l'AFP Photo à Jérusalem, les tanks sont responsables de la mort de nombreux Palestiniens .

Um tan­que isra­e­lense entrando na Faixa de Gaza, dia 28 de julho. Segundo Tho­mas Coex, res­pon­sá­vel em Jeru­sa­lém pela agên­cia que pro­du­ziu esta foto, os tan­ques são res­pon­sá­veis pela morte de mui­tos pales­ti­nos (AFP PHOTO/DAVID BUIMOVITCH)

Des roquettes tirées depuis la bande de Gaza, en direction d'Israël, le 24 juillet 2014. Le Hamas a tiré au moins 2.968 roquettes sur Israël depuis le début de l'opération Bordure protectrice, selon l'armée israélienne.

Fogue­tes dis­pa­ra­dos da Faixa de Gaza em dire­ção a Israel, no dia 24 de julho. O Hamas lan­çou ao menos 2.968 fogue­tes em dire­ção de Israel após o começo da ope­ra­ção “Limite Pro­te­tor”, segundo o exér­cito isra­e­lense. (AFP PHOTO / JACK GUEZ)

Trois civils ont été tués par des roquettes palestiniennes depuis le 8 juillet. Ci-dessus, des Israéliens, pour la plupart résidents de la ville de Sdérot, installés sur une colline surplombant la bande de Gaza, le 20 juillet, pour regarder les bombardements sur l'enclave palestinienne.

Ape­nas três civis foram mor­tos pelos fogue­tes pales­ti­nos após dia 8 de julho. Acima, isra­e­len­ses, em sua mai­o­ria mora­do­res da vila de Sdé­rot, ins­ta­la­ram-se sobre uma colina com vista para a Faixa de Gaza, no dia 20 de julho, para pode­rem assis­tir aos bom­bar­deios con­tra o enclave pales­tino. (JACK GUEZ/AFP)

Les funérailles d'Hussein Abu al-Naja, tué par une frappe israélienne, le 28 juillet à Gaza.

O fune­ral de Hus­sein Abu al-Naja, morto por um ata­que isra­e­lense em 28 de julho em Gaza.  (REUTERS/Ibraheem Abu Mus­tafa)

Un garçon palestinien ensanglanté qui, selon les médecins, a été blessé par des tirs israéliens, est pris en charge à l'hôpital Al-Shifa, dans la ville de Gaza, le 20 juillet.

Um menino pales­tino ensan­guen­tado (que, segundo os médi­cos, foi ferido por dis­pa­ros isra­e­len­ses), é socor­rido no Hos­pi­tal Shifa na Cidade de Gaza, em 20 de julho.  (AP images/REX/SIPA)

Un proche pleure devant les corps de trois enfants tués par une frappe contre le camp de Chati, le 28 juillet.

Um fami­liar chora diante dos cor­pos de três cri­an­ças mor­tas por dis­pa­ros des­fe­ri­dos con­tra o acam­pa­mento de Shati, em28 de julho.   (AFP PHOTO/MARCO LONGARI)

Funérailles de Jalila Ayyad, une chrétienne tuée dans l'effondrement de sa maison, le 27 juillet. Selon des propos de sa famille relayés par l'AFP, la victime avait la double nationalité franco-palestinienne.

Fune­ral de Jalila Ayyad, um cris­tão morto no desa­ba­mento de sua casa em 27 de julho. De acordo com sua famí­lia, em depoi­mento retrans­mi­tido pela AFP, a vítima tinha dupla naci­o­na­li­dade franco-pales­tina.  ( AFP PHOTO/MOHAMMED ABED)

Un proche tient le corps de Salma Radiya, une Palestinienne de deux ans tuée dans une frappe, le 23 juillet 2014.

Um fami­liar car­rega o corpo de Radiya Salma, uma menina pales­tina de dois anos que foi morta com um tiro em 23 de Julho de 2014. (AFP PHOTO/MARCO LONGARI)

Le port de la bande de Gaza brûle après avoir été ciblé par les bombardements israéliens, le 29 juillet. Les longues colonnes de fumée ne semblent pas encore près de disparaître du paysage de Gaza : vendredi 1er août, la trêve humanitaire n'a pas tenu trois heures .

O porto de Gaza queima depois de ter sido alvo de bom­bar­deios isra­e­len­ses em 29 de julho. Lon­gas colu­nas de fumaça pare­cem um ele­mento cons­tante na pai­sa­gem Gaza: na sexta-feira, dia 1º de agosto, a tré­gua huma­ni­tá­ria não demo­rou três horas.  (LOULOU D’AKI/AFP)
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Victor Lisboa
Editor do site Ano Zero.

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