Selo da Raposa: melhor do AZ em Fevereiro/2015

Em Selo da Raposa por Pierre ReynardComentário

reynardSau­da­ções, mon ami! Embora o país tenha parado quase que com­ple­ta­mente em feve­reiro, aqui no Tempo de Cons­ci­ên­cia tive­mos um mês agi­tado e cheio de estreias e arti­gos sen­sa­ci­o­nais. Para come­çar de ver­dade 2015, fiz uma sele­ção daque­les que vão rece­ber o selo da raposa!

Vamos lá! Na ordem de publi­ca­ção:


transaras

02/02 — Transarás por puro prazer: essa é a única lei.

 

 Muitas pessoas seguem regime até no modo de fazer sexo, ingerindo tendências da mídia que continua vendendo e norteando as normas de comportamento para cada gênero.

 

Bruna Abrahão faz sua estreia em Ano Zero com dois pés direi­tos, escre­vendo um texto que foi sucesso ins­tan­tâ­neo por tra­tar de forma franca e sem pudo­res de um assunto que diz res­peito a todos nós em vários aspec­tos de nossa vida, inclu­sive no aspecto polí­tico: o livre exer­cí­cio da sexu­a­li­dade.


mulheres

03/02 — 5 COISAS QUE MULHERES HESITAM EM FAZER POR MEDO DE ASSÉDIO

 

 E mais uma pequena liberdade, a de falar com quem quiser sem medo, de buscar informação, de fazer amizades com pessoas diferentes – tudo isso se perde, entre tantas outras pequenas liberdade que se vão todos os dias sem que a gente se dê conta.

Lara Vas­couto, em seu pri­meiro artigo publi­cado no AZ, coloca o dedo na ferida e, com uma lin­gua­gem suave e bem-humo­rada, expõe cla­ra­mente as limi­ta­ções que toda mulher enfrenta no coti­di­ano devido ao receio fun­dado de ser asse­di­ada. São coi­sas sim­ples, que todo o ser humano teria o direito (e em tese tem) de fazer, mas que para as mulhe­res sem­pre repre­sen­tam um risco de cons­tran­gi­mento, assé­dio e até mesmo estu­pro.


musica

09/02 — SUA MÚSICA FAVORITA É ALGO MUITO MAIS SÉRIO DO QUE IMAGINA

 

A cada pergunta, a música deixa de ser uma sequência de sonzinhos no alto-falante da sua casa e passa a ser algo mais. Passa a ser um produto à venda, uma mensagem que diz de múltiplas formas, um exercício de liberdade de expressão, uma paixão pela qual o artista iniciante tenta conciliar dois empregos e tempo em estúdio de gravação, uma junção de arte e tecnologia sofisticada.

Mais uma estreia no Ano Zero! E no seu artigo, Bea­triz Felix faz uma aná­lise lúcida do uni­verso da música. Num papo infor­mal, ela dá uma amos­tra de toda com­ple­xi­dade que existe por trás de uma sim­ples música que não sai da nossa cabeça.


buda

11/02 — AVENTURAS DE UM ATEU BUDISTA

 

 Um budista ateu não é exatamente uma redundância, pois budistas, pode-se dizer, são agnósticos sobre isso. Sendo assim, o uso do termo “ateu” talvez tenha sido uma ênfase na rejeição de toda metafísica ocidental e oriental.

Feve­reiro não foi só um mês de estreia, mas tam­bém um mês de con­ver­sar­mos com velhos ami­gos, como Felipe Car­va­lho, que nesse artigo con­versa com a gente sobre um livro que recen­te­mente leu e cujo título é no mínimo ins­ti­gante. Ao nar­rar a busca de Stephen Bat­che­lor pela essên­cia do budismo, Felipe fala um pouco tam­bém da busca de todos nós por um cami­nho que expresse, por sua vez, nossa pró­pria essên­cia.



procra

 

 

25/02 — POR QUE PROCRASTINADORES PROCRASTINAM

 

 O que nem o dicionário nem os falsos procrastinadores entendem é que para um verdadeiro procrastinador a procrastinação não é opcional: é algo com o qual não se sabe como lidar.

No iní­cio dessa par­ce­ria sen­sa­ci­o­nal, Ano Zero traz aos lei­to­res o pri­meiro artigo de uma nume­rosa série de tex­tos a serem tra­du­zi­dos para a lín­gua por­tu­guesa e que foram escri­tos por Tim Urban, autor do reno­mado site Wait But Why! Para come­çar, um dos mai­o­res suces­sos de Tim Urbam: como fun­ci­ona o cére­bro de um pro­cras­ti­na­dor. E como todos nós somos um pouco pro­cras­ti­na­do­res, conheça alguns per­so­na­gens que estão den­tro de você, como o Macaco da Gra­ti­fi­ca­ção Ime­di­ata, o Toma­dor de Deci­sões Raci­o­nais e o Mons­tro do Pânico. Imper­dí­vel!


profe

 

26/02 — QUEM, AFINAL, QUER SER PROFESSOR?

 

 estamos vivenciando as consequências de um novo fracasso, o do modelo político de educação que não reconhece a profissão professor com a devida relevância e que contamina a visão cultural do país transformando a escolha de um jovem por ser professor, muitas vezes, em “atitude de coragem” e não de vocação.

E para ter­mi­nar feve­reiro e lem­brar do iní­cio do Ano Letivo, Daw­ton Valen­tim trata sobre uma das cha­gas mais dolo­ro­sas e de tra­ta­mento com­plexo da soci­e­dade bra­si­leira: a des­va­lo­ri­za­ção dos pro­fes­so­res e o deses­tí­mulo per­sis­tente que acom­pa­nha aque­les que pre­ten­dem exer­cer o magis­té­rio. Não comece o ano sem ler essa lúcida refle­xão sobre algo que diz res­peito a todos nós!



Pierre Reynard
Pierre Reynard, um raposo francês radicado no Brasil, é o estagiário do Ano Zero encarregado das publicações divertidas, gerenciar nossa newsletter e também de nos fazer o café. Além disso, é o culpado por todo e qualquer erro pelo qual possamos ser responsabilizados social ou juridicamente.

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