5. Conclusão

A verdade, a dura verdade, é que eventualmente teremos de acabar com a ilusão de que é possível viver às custas dos outros e sermos nós mesmos responsáveis por garantir nosso futuro. Ou seja, a Previdência Social servirá apenas para auxiliar os casos excepcionais de pessoas que são ou tornaram-se inativas por circunstâncias fora de seu controle e não tiveram a oportunidade de investir (ou investir por tempo suficiente) na sua previdência. Todos os demais: previdência privada.

E, acreditem, isso não é ruim.

[toc title=”Índice Geral” type=”left”] [toc_item title=”1. Introdução” page=”1″] [toc_item title=”2. Críticas à Reforma.” page=”2″] [toc_item title=”3. Apuração das Críticas.” page=”3″] [toc_item title=”4. Análise da situação.” page=”4″] [toc_item title=”5. Conclusão.” page=”5″][toc_item title=”6. Para saber mais.” page=”6″][/toc]
Um trabalhador que recebe um salário mínimo de R$ 880,00 contribui mensalmente para a Previdência, somada a contribuição patronal e a do empregado, com R$ 316,80. Se esse trabalhador aplicasse mensalmente este dinheiro em uma poupança (um investimento conservador e baixíssimo rendimento) durante 30 anos, teria, ao final, R$ 515.895,34. Um valor equivalente a 406 salários de R$ 1.270,13.

Ou seja, com 30 anos de trabalho, teria juntado o suficiente para viver 34 anos com um salário significativamente maior do que a sua média salarial. E isso se ele sacasse este dinheiro todo de uma vez – na prática, renderia bem mais do que 34 anos, porque iria ser retirado aos poucos e o restante continuaria rendendo.

No Canadá, por exemplo, um grupo de professores percebeu que não valia a pena depender da Previdência Social e criou seu próprio plano de aposentadoria. Juntos, começaram a tirar uma pequena parcela dos seus salários e investi-la. Hoje, são milionários.

É necessário que a população tome consciência do péssimo negócio, para todos, que é a Previdência Social universal. É um modelo insustentável, ilógico, oneroso, que, além de tudo, fará com que você se aposente mais tarde e com muito menos dinheiro do que teria se fosse responsável por sua própria aposentadoria. Obviamente, a transição não pode ser – e nem será – imediata. Talvez por isso a Reforma da Previdência, mesmo longe de resolver os problemas, seja necessária. Enquanto não mudamos, é necessário conter a sangria, evitar que o rombo tire dinheiro de outras áreas.

Mas, ainda mais importante, é a população abrir os olhos e perceber que nós é que somos os responsáveis por garantir nosso futuro – e que esse futuro será bem melhor para todos se ele não estiver nas mãos do governo.

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Pedro Sampaio
Psicólogo, psicoterapeuta, professor universitário, hiperativo e insone. É casado com a Psicologia, mas tem dificuldades com a monogamia intelectual, dando frequentes puladas de cerca com a Música, Filosofia, Ciência, Literatura, Cinema e Política. Cético, acredita no debate baseado em evidências, na racionalidade e na honestidade intelectual para qualquer área, mas chora até em propaganda de margarina.