Nós queremos mudar o mundo | Ano Zero, o amanhã começa agora.

Queremos mudar o mundo

Em Consciência, Sobre o AZ por Equipe Ano ZeroComentários

Nós, do Ano Zero, pla­ne­ja­mos mudar o mundo, e com a sua par­ti­ci­pa­ção.

Claro, quando se fala em mudar o mundo, logo se ima­gina mudar para algo “melhor” e não, obvi­a­mente, “pior”.

Mas é que temos um pro­blema com essa pala­vra, “melhor”. É que essa pala­vra parece ter algo de muito sub­je­tivo e pes­soal. Quando fala­mos em um mundo “melhor”, cada um de nós tem uma opi­nião dife­rente, con­forme sua con­cep­ção sobre o que é certo ou errado, “bem” e “mal”. Hitler sonhava e os ter­ro­ris­tas do ISIS sonham com um mundo “melhor”, segundo suas pró­prias con­cep­ções do que é certo e errado.

Então, nós do AZ pega­mos empres­tado da bio­lo­gia o con­ceito de “evo­lu­ção”, e dize­mos que pla­ne­ja­mos mudar o mundo, não para torná-lo melhor, mas sim para torná-lo um mundo mais evo­luído.

E por evo­luído enten­de­mos algo obje­tivo e prá­tico: evo­luído é um mundo que está pronto para adap­tar-se e enfren­tar os gran­des desa­fios que se apre­sen­tam, um mundo efi­ci­ente em lidar com os pro­ble­mas que tra­zem sofri­mento, con­fu­são e vio­lên­cia à huma­ni­dade.

Mas qual a dife­rença prá­tica entre um “mundo melhor” e um “mundo evo­luído”? É que aque­les que bus­cam um mundo evo­luído não estão ten­tando seguir uma car­ti­lha teó­rica ou uma dou­trina que explica como as coi­sas são e deve­riam ser, e o que é certo e o que é errado, ten­tando impor essa car­ti­lha ou dou­trina à rea­li­dade, como se a rea­li­dade ser­visse para con­fir­mar nos­sas expec­ta­ti­vas e teo­rias. Na busca por um mundo evo­luído, o cri­té­rio prin­ci­pal é o da efe­ti­vi­dade: o que efe­ti­va­mente fun­ci­ona, o que real­mente pro­duz efei­tos quando bus­ca­mos solu­ci­o­nar os mai­o­res pro­ble­mas da huma­ni­dade?

Com esse enfo­que, não teme­mos bus­car em tra­di­ções do pas­sado e do pre­sente, e em teo­rias e filo­so­fias das mais diver­sas fon­tes, as fer­ra­men­tas e ideias neces­sá­rias para que cada um dos prin­ci­pais desa­fios huma­nos seja ade­qua­da­mente enfren­tado e resol­vido. Por­tanto, em nenhum momento pre­ten­de­mos entro­ni­zar qual­quer teo­ria ou dou­trina (qual­quer “ismo”) como se ela fosse uma ver­dade abso­luta e exclu­dente das demais teo­rias ou dou­tri­nas. Não temos com­pro­me­ti­mento com ide­o­lo­gias, mas com a efi­cá­cia e a ade­qua­ção: que­re­mos uti­li­zar tudo o que seja ade­quado para efe­ti­va­mente solu­ci­o­nar os gran­des pro­ble­mas que entra­vam o desen­vol­vi­mento do mundo.

Escla­re­cido esse ponto, resta saber como pre­ten­de­mos mudar o mundo. Qual a estra­té­gia?

Bom, a pri­meira coisa que pode­mos adi­an­tar é que ela depende de sua cola­bo­ra­ção, mas não é uma cola­bo­ra­ção típica de movi­men­tos ati­vis­tas ou enti­da­des filan­tró­pi­cas. É uma cola­bo­ra­ção muito sim­ples, embora exija muito esforço: basta você assu­mir o com­pro­misso de rea­li­zar seus sonhos.

 

APRIMORAMENTO PESSOAL

Em busca da melhor ver­são de si mesmo.

As abor­da­gens até hoje fei­tas para mudar o mundo bus­ca­vam ata­car os gran­des pro­ble­mas em um nível macro: ten­tava-se alte­rar o atual sis­tema social e suas ins­ti­tui­ções, subs­ti­tuindo-as por outro sis­tema social e novas ins­ti­tui­ções. Pense em todas as revo­lu­ções e dou­tri­nas que ten­ta­ram fazer isso no século pas­sado. Em geral, essas abor­da­gens eram con­du­zi­das con­forme deter­mi­nada ide­o­lo­gia polí­tica ou dou­trina reli­gi­osa.

O AZ pro­põe uma abor­da­gem dife­rente, uma abor­da­gem “micro”: para mudar o mundo, pre­ci­sa­mos apri­mo­rar o com­po­nente básico, a uni­dade ele­men­tar de todas as ins­ti­tui­ções e da pró­pria soci­e­dade – o ser humano.

Par­ti­mos do prin­cí­pio de que quando cada um de nós se esfor­çar no seu coti­di­ano para tor­nar-se “a melhor ver­são pos­sí­vel de si mesmo”, pro­gres­si­va­mente isso exer­cerá um efeito de trans­for­ma­ção em nos­sas rela­ções pes­so­ais e em nossa soci­e­dade e ins­ti­tui­ções. Apri­mo­rando os blo­cos de cons­tru­ção fun­da­men­tal de todos os sis­te­mas soci­ais (os indi­ví­duos), auto­ma­ti­ca­mente o mundo será tam­bém apri­mo­rado.

E qual é o con­ceito de “melhor” que ado­ta­mos? Sim­ples, aquele mesmo con­ceito sub­je­tivo que não con­vém uti­li­zar em rela­ção ao mundo, mas que aqui é bem-vindo. Ou seja, é o con­ceito de “melhor” que cada pes­soa tem sobre o que é o ideal para si, inclu­sive em rela­ção a seus mai­o­res sonhos, pro­pó­sito de vida e explo­ra­ção do poten­cial pes­soal. A noção de apri­mo­ra­mento do ser humano não deve impor ao indi­ví­duo qual­quer dou­trina ou ide­o­lo­gia pré-esta­be­le­cida, que lhe diga o que é melhor ou certo para si.

O Homem Virtruviano em Ano Zero.

Enten­de­mos que a cada um é dado cogi­tar qual é a melhor ver­são de si mesmo que gos­ta­ria de con­cre­ti­zar, e ao pro­jeto Ano Zero com­pete pro­pi­ciar o espaço de troca e divul­ga­ção de ideias, téc­ni­cas, fer­ra­men­tas, cur­sos e workshops para que nós todos rea­li­ze­mos esse poten­cial de viver o mais ple­na­mente pos­sí­vel os nos­sos sonhos.

E aqui vem um deta­lhe impor­tante: é pos­sí­vel que a pró­pria con­cep­ção pes­soal de cada um sobre o que seria sua “melhor ver­são” vá se modi­fi­cando durante o pro­cesso de apri­mo­ra­mento. Isso é parte do apren­di­zado e evo­lu­ção ine­rente a esse tipo de vivên­cia. O que inte­ressa ao AZ é o res­peito a todas as con­cep­ções de busca da feli­ci­dade e de uma vida plena.

Quando cada um de nós sen­tir-se livre e dotado dos recur­sos e apoio neces­sá­rio para tor­nar-se a cada dia um pouco mais pró­ximo da “melhor ver­são de si mesmo”, segundo seu enten­di­mento pes­soal, esse pro­cesso exer­cerá um efeito trans­for­ma­dor na pró­pria soci­e­dade.

 

APRIMORAMENTO COLETIVO

Trans­for­mar não pela revo­lu­ção, mas pela evo­lu­ção.

Quando tiver­mos uma soci­e­dade em que um per­cen­tual crí­tico de indi­ví­duos tenha assu­mido o com­pro­misso de tor­nar-se a “melhor ver­são de si mesmo”, já tere­mos um mundo trans­for­mado e mais evo­luído. Mas o nosso cami­nho não deve parar por aí. É che­gado o momento, enfim, des­ses indi­ví­duos dedi­ca­rem sua aten­ção aos prin­ci­pais pro­ble­mas que entra­vam o desen­vol­vi­mento da soci­e­dade e de suas ins­ti­tui­ções.

Até hoje, como já foi dito, a maior parte dos pro­je­tos que ten­ta­ram mudar o mundo bus­ca­vam fazê-lo atra­vés de algum tipo de revo­lu­ção — ou seja, de uma trans­for­ma­ção abrupta na estru­tura social e em suas ins­ti­tui­ções. Há vários pro­ble­mas nessa abor­da­gem. O prin­ci­pal é que sem­pre se parte de uma teo­ria ou dou­trina jamais tes­tada, ou tes­tada insu­fi­ci­en­te­mente, que des­creve a natu­reza dos pro­ble­mas do mundo e pres­creve uma solu­ção. Mas isso no final não é muito inte­li­gente: por mais que gran­des pen­sa­do­res e gurus sejam cri­a­ti­vos e por mais enge­nho­sas e sedu­to­ras que sejam suas teo­rias, o fato é que nenhuma ideia, mesmo que esteja certa em alguns aspec­tos, con­se­gue cap­tu­rar a rea­li­dade humana em toda a sua com­ple­xi­dade.

Outro pro­blema é que, pela revo­lu­ção, o antigo sis­tema social e suas ins­ti­tui­ções são tro­ca­dos por novas ins­ti­tui­ções que jamais foram sub­me­ti­das à prova antes. São ins­ti­tui­ções ide­a­li­za­das (par­tindo de uma con­cep­ção de “como o mundo deve­ria ser”), que podem apre­sen­tar, quando imple­men­ta­das no mundo real, falhas e pro­ble­mas jamais pre­vis­tos. Já as ins­ti­tui­ções anti­gas em geral se con­so­li­da­ram e per­sis­ti­ram justo por terem sido colo­ca­das à prova e se adap­tado aos desa­fios que enfren­ta­ram.

Isso não sig­ni­fica que deve­mos acei­tar as ins­ti­tui­ções já exis­ten­tes tal como elas são. A pro­posta do Ano Zero é que tra­ba­lhar­mos para a evo­lu­ção das ins­ti­tui­ções já exis­ten­tes — ou seja, seu apri­mo­ra­mento gra­dual, rea­li­zado de forma inte­li­gente e cui­da­dosa.

Desafie qualquer forma de tirania | Ano Zero

A soci­e­dade não será real­mente apri­mo­rada pela des­trui­ção das atu­ais estru­tu­ras soci­ais e sua subs­ti­tui­ção por estru­tu­ras ide­a­li­za­das, e sim pelo apri­mo­ra­mento das estru­tu­ras já exis­ten­tes. A expe­ri­ên­cia his­tó­rica demons­tra que revo­lu­ções, por melhor que sejam as aspi­ra­ções dos revo­lu­ci­o­ná­rios, criam uma etapa de caos na qual ape­nas os pio­res tipos de pes­soas, aque­las pre­dis­pos­tas à vio­lên­cia e con­du­zi­das ape­nas pelo desejo de poder, pre­do­mi­nam.

A pro­posta do AZ é impul­si­o­nar­mos a evo­lu­ção das prin­ci­pais ins­ti­tui­ções de nossa soci­e­dade com base em uma abor­da­gem de raposa para cada desa­fio emer­gente, e sem­pre obser­vando durante o pro­cesso os prin­cí­pios da demo­cra­cia, do huma­nismo, do espí­rito cien­tí­fico e da não-vio­lên­cia.

Pre­ci­sa­mos, por­tanto, de pes­soas que se reú­nam a fim de pen­sa­rem e imple­men­ta­rem solu­ções pon­tu­ais com a men­ta­li­dade de “raposa” e não de “porco-espi­nho”, na clás­sica dis­tin­ção pro­posta por Isaiah Ber­lin: enquanto a abor­da­gem de porco-espi­nho tenta expli­car todos os pro­ble­mas segundo um con­junto único de cau­sas, a abor­da­gem de raposa tenta ana­li­sar os pro­ble­mas e desa­fios con­forme suas pecu­li­a­ri­da­des e con­texto, atento à com­ple­xi­dade e ambi­gui­dade ine­rente a cada situ­a­ção humana, recu­sando eti­que­ta­men­tos de con­du­tas e a vila­ni­za­ção de seres huma­nos.

Em nossa vida coti­di­ana, todos nós par­ti­ci­pa­mos de diver­sas ins­ti­tui­ções, seja no tra­ba­lho, na escola, na uni­ver­si­dade e até mesmo na famí­lia. Se todos nós nos com­pro­me­ter­mos a nos tor­nar­mos a melhor ver­são pos­sí­vel de nós mes­mos, neces­sa­ri­a­mente come­ça­rão a sur­gir pon­tos de atri­tos entre nossa busca e essas ins­ti­tui­ções. A par­tir des­ses pon­tos de atrito, sur­gi­rão as pos­si­bi­li­da­des de reco­nhe­cer­mos em que medida as ins­ti­tui­ções de que par­ti­ci­pa­mos pre­ci­sam ser apri­mo­ra­das e como isso pode ocor­rer de forma efi­ci­ente e inte­li­gente.

Temos, então, uma estra­té­gia em dois fronts, a fim de mudar o mundo e impul­si­o­nar a sua evo­lu­ção: um número crí­tico de pes­soas com­pro­me­ti­das em tor­na­rem-se a melhor ver­são pos­sí­vel de si mes­mas e, ao mesmo tempo, em apri­mo­ra­rem as ins­ti­tui­ções soci­ais a que per­ten­cem. É um tra­ba­lho do pequeno para o maior (trans­for­mar o indi­ví­duo para trans­for­mar a soci­e­dade), e de den­tro para fora (fazer as ins­ti­tui­ções soci­ais evo­luí­rem apri­mo­rando-as inter­na­mente).

Agora que já temos o obje­tivo (um mundo mais evo­luído), e uma estra­té­gia (apri­mo­ra­mento pes­soal de um lado e cole­tivo do outro), a per­gunta que resta é: como o AZ pre­tende fazer isso?

 

O PROJETO ANO ZERO

O Ano Zero é, antes de tudo, um empre­en­di­mento. Pode­ría­mos dizer até uma empresa. Afi­nal, se dese­ja­mos apri­mo­rar as ins­ti­tui­ções, pre­ci­sa­mos tam­bém apri­mo­rar o con­ceito de empresa. Mas dife­rente dos demais empre­en­di­men­tos desse tipo, o ser­viço que o AZ ofe­rece é único: que­re­mos cola­bo­rar com a evo­lu­ção do mundo e da soci­e­dade. É como se o AZ pres­tasse o ser­viço de par­teira — um novo mundo nas­cerá do esforço de todos nós, e o AZ só presta auxí­lio e tenta faci­li­tar esse pro­cesso.

Sabe­mos que não esta­mos sozi­nhos, e que há ini­ci­a­ti­vas seme­lhan­tes ao redor de todo o pla­neta. Por isso, bus­ca­mos for­mar par­ce­rias com todos aque­las ini­ci­a­ti­vas que pos­suem obje­ti­vos seme­lhan­tes aos nos­sos, inclu­sive quando vol­ta­dos a fim espe­cí­fi­cos, como o pes­soal da Exosphere e do GED­Bi­oé­tica.

O pro­jeto AZ pre­tende (1) criar espa­ços na inter­net (e, futu­ra­mente, pre­sen­ci­ais) para a refle­xão e troca de expe­ri­ên­cias a res­peito do apri­mo­ra­mento pes­soal, (2) dis­po­ni­bi­li­zar as fer­ra­men­tas úteis para que cada pes­soa rea­lize seus sonhos e torne-se a melhor ver­são de si mesma e, por fim, (3) pro­pi­ciar os meios para que indi­ví­duos desa­pe­ga­dos de mol­du­ras ide­o­ló­gi­cas e inte­res­sa­dos em apri­mo­rar as ins­ti­tui­ções soci­ais se reú­nam e se orga­ni­zem de forma efi­caz e inte­li­gente.

Para orga­ni­zar o pro­jeto AZ, divi­di­mos nos­sas áreas de abor­da­gem da seguinte forma:

Tempo de cons­ci­ên­cia: a base de todo o apri­mo­ra­mento pes­soal é o desen­vol­vi­mento da cons­ci­ên­cia humana, para que todos per­ce­ba­mos com o máximo de luci­dez pos­sí­vel qual é a nossa con­di­ção pes­soal e cole­tiva, e quais as efe­ti­vas pos­si­bi­li­da­des de desen­vol­vi­mento que estão diante de nós. Aqui o AZ quer que res­pon­da­mos con­jun­ta­mente à seguinte per­gunta: como apro­vei­tar todo o poten­cial da cons­ci­ên­cia humana para uti­lizá-la como força impul­si­o­na­dora de nosso apri­mo­ra­mento indi­vi­dual e cole­tivo?

Tempo de amor: o fun­da­mento do apri­mo­ra­mento pes­soal é a qua­li­dade de nos­sas rela­ções com as outras pes­soas, pois essas rela­ções são a prin­ci­pal fonte de feli­ci­dade, mas tam­bém podem repre­sen­tar uma poten­cial ori­gem de entra­ves para esse desen­vol­vi­mento. Aqui bus­ca­mos res­pon­der à seguinte per­gunta: como ter rela­ções huma­nas sau­dá­veis e gra­ti­fi­can­tes com nos­sos fami­li­a­res, ami­gos e com­pa­nhei­ros, tor­nando-as rela­ções em que nos esti­mu­le­mos mutu­a­mente a bus­car a melhor ver­são de nós mes­mos?

Tempo de rea­li­zar: esse é o espaço de apri­mo­ra­mento pes­soal dedi­cado a abor­da­gem das for­mas pos­sí­veis de con­cre­ti­zar­mos nos­sos sonhos indi­vi­du­ais, inclu­sive os de natu­reza pro­fis­si­o­nal, pois o pro­pó­sito pes­soal está dire­ta­mente vin­cu­lado à nossa evo­lu­ção pro­fis­si­o­nal. Aqui bus­ca­mos res­pon­der à seguinte per­gunta: quais são as fer­ra­men­tas e téc­ni­cas con­cei­tu­ais que pode­mos uti­li­zar para rea­li­zar os nos­sos mai­o­res sonhos e o nosso pro­pó­sito de vida?

Tempo de saúde: não só a pró­pria cons­ci­ên­cia humana, mas tam­bém nossa capa­ci­dade de desen­vol­ver o apri­mo­ra­mento pes­soal estão estrei­ta­mente vin­cu­la­das à nossa dis­po­si­ção e ener­gia física, pois são o com­bus­tí­vel prin­ci­pal que temos em mãos. Mas não se trata só de saúde física, mas tam­bém do desen­vol­vi­mento da cons­ci­ên­cia cor­po­ral — ter cons­ci­ên­cia de nossa pos­tura física, dos ali­men­tos que inge­ri­mos e dos hábi­tos que esti­mu­lam ou limi­tam nossa ener­gia. Aqui pre­ten­de­mos res­pon­der cole­ti­va­mente à seguinte per­gunta: quais hábi­tos impe­dem e quais hábi­tos esti­mu­lam a maxi­mi­za­ção de nossa saúde e ener­gia física e o desen­vol­vi­mento de nossa cons­ci­ên­cia cor­po­ral?

Tempo de saber: como base para o apri­mo­ra­mento cole­tivo, só con­se­gui­mos encon­trar res­pos­tas para os gran­des entra­ves que impe­dem a evo­lu­ção das ins­ti­tui­ções se for­mos dota­dos do cor­reto conhe­ci­mento sobre as coi­sas do mundo. Aqui bus­ca­mos res­pon­der con­jun­ta­mente à seguinte per­gunta: o que pre­ci­sa­mos saber sobre as expe­ri­ên­cias do pas­sado e as ino­va­ções do pre­sente e que possa ser útil para for­mu­lar­mos alter­na­ti­vas des­ti­na­das a apri­mo­rar a soci­e­dade?

Tempo de cida­da­nia: o apri­mo­ra­mento cole­tivo na busca de uma soci­e­dade evo­luída depende não do Estado e dos pode­ro­sos agen­tes que deter­mi­nam, mui­tas vezes con­tra nossa von­tade, os des­ti­nos das nações e do mundo — depende prin­ci­pal­mente do desen­vol­vi­mento de uma cons­ci­ên­cia cidadã, do for­ta­le­ci­mento da cida­da­nia. Aqui pre­ten­de­mos res­pon­der con­jun­ta­mente à seguinte ques­tão: como pode­mos atuar em nossa comu­ni­dade para que, enquanto cida­dãos, pos­sa­mos enfren­tar e resol­ver as prin­ci­pais ques­tões soci­ais que emper­ram o desen­vol­vi­mento humano?

Tempo de jus­tiça: se nossa meta no apri­mo­ra­mento cole­tivo é a con­tí­nua evo­lu­ção das ins­ti­tui­ções soci­ais, então pre­ci­sa­mos com­pre­en­der a lin­gua­gem de pro­gra­ma­ção básica que deter­mina o fun­ci­o­na­mento des­sas ins­ti­tui­ções. E no mundo atual, essa lin­gua­gem de pro­gra­ma­ção é o direito. Que as regras e prin­cí­pios deter­mi­nam o desen­vol­vi­mento da soci­e­dade e como ajustá-las para que nos­sas ins­ti­tui­ções sejam apri­mo­ra­das con­forme nos­sas neces­si­dade cole­ti­vas de jus­tiça, pros­pe­ri­dade e liber­dade?

 

E PARA NOSSO PAÍS?

Não há melhor país do mundo para tes­tar um pro­jeto como esse. O Bra­sil pos­sui reco­nhe­ci­da­mente enorme poten­cial devido às suas dimen­sões, recur­sos e posi­ção geo­po­lí­tica, e no entanto é um país que cicli­ca­mente afunda em cri­ses que emper­ram a evo­lu­ção de toda a soci­e­dade. É como um ser humano dotado de vigor e poten­cial, mas que por algum motivo está preso em um ema­ra­nhado de impe­di­men­tos que blo­queiam sua evo­lu­ção.

O Bra­sil é o país do futuro, mas esse futuro jamais chega.

Apli­cando a noção de apri­mo­ra­mento pes­soal como veí­culo de trans­for­ma­ção e de apri­mo­ra­mento cole­tivo rea­li­zado pela evo­lu­ção das ins­ti­tui­ções exis­ten­tes, o AZ entende que há um mús­culo atro­fi­ado e ine­fi­ci­ente em nossa soci­e­dade: a cida­da­nia. Jamais a cida­da­nia foi efe­ti­va­mente atu­ante em nosso país. O Bra­sil até agora seguiu os rumos deter­mi­na­dos por oli­gar­quias públi­cas e pri­va­das, que uti­li­zam as ide­o­lo­gias ape­nas como dis­curso legi­ti­ma­dor de seus des­man­dos, enquanto os cida­dãos obser­va­vam tudo atô­ni­tos e impo­ten­tes — quando não ludi­bri­a­dos.

Mesmo agora neste momento os “novos” movi­men­tos e gru­pos que se arti­cu­lam no país são, na ver­dade, com­pro­me­ti­dos com ide­o­lo­gias de direita e de esquerda, e mui­tas vezes até par­ti­da­ri­za­dos — tudo para man­ter os cida­dãos enci­lha­dos e iner­tes enquanto as mes­mas oli­gar­quias públi­cas e pri­va­das con­ti­nuam sua dis­puta pelo poder.

Os prin­cí­pios repu­bli­ca­nos e demo­crá­ti­cos ainda não foram real­mente imple­men­ta­dos no Bra­sil, pois isso não depende do for­ta­le­ci­mento da classe polí­tica e dos par­ti­dos, e sim do for­ta­le­ci­mento dos cida­dãos enquanto cida­dãos, isto é, ape­nas quando tiver­mos cida­dãos cons­ci­en­tes, inde­pen­den­tes e atu­an­tes no âmbito de sua vida pes­soal e social é que tere­mos uma nação real­mente repu­bli­cana e demo­crá­tica.

Por isso o AZ criou um grupo embri­o­ná­rio de debate cha­mado Repú­blica AZ, em que pre­ten­de­mos res­pon­der à seguinte per­gunta: o que pre­ci­sa­mos saber e como pre­ci­sa­mos atuar enquanto cida­dãos livres de com­pro­me­ti­men­tos ide­o­ló­gi­cos e par­ti­dá­rios para que os prin­cí­pios repu­bli­ca­nos e demo­crá­ti­cos real­mente sejam imple­men­ta­dos no Bra­sil?

 

JUNTE-SENÓS

O AZ já conta com cola­bo­ra­do­res (que desen­vol­vem ati­vi­da­des) e apoi­a­do­res (que con­tri­buem com a ini­ci­a­tiva) ins­pi­ra­dos pelo nosso pro­pó­sito de auxi­liar no nas­ci­mento de um mundo mais evo­luído. Se você iden­ti­fi­cou-se com nos­sas aspi­ra­ções e pro­pó­sito, entre em con­tato (cli­que aqui), par­ti­cipe e des­cu­bra como o AZ tam­bém pode ser seu espaço para o desen­vol­vi­mento pes­soal e o for­ta­le­ci­mento da evo­lu­ção cole­tiva!

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Equipe Ano Zero
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