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E se problemas físicos fossem tratados como doença mental?

Em Saúde, Tempo de Saber por Equipe Ano ZeroComentário

Um em cada qua­tro de nós tra­vará uma bata­lha com uma doença men­tal em algum momento de nos­sas vidas. Só nesta última semana, um em cada seis adul­tos tive­ram um pro­blema de saúde men­tal.

Mas ape­sar da sua pre­va­lên­cia ina­cre­di­ta­vel­mente gene­ra­li­zada, doen­ças men­tais são ainda rode­a­das por equí­vo­cos e estigma.

Hoje, pode ser hora de mudar isso.

10 de outu­bro é o Dia Mun­dial da Saúde Men­tal, con­forme a Orga­ni­za­ção Mun­dial da Saúde. Espera-se com isso lidar com a quan­ti­dade de desin­for­ma­ção e desa­fiar os equí­vo­cos que impe­dem que mui­tas pes­soas falem sobre este pro­blema gene­ra­li­zado.

A cada ano há um tema dife­rente, e neste ano o assunto é “Pri­mei­ros Socor­ros Psi­co­ló­gi­cos”.

Um dos equí­vo­cos mais comuns e sem dúvida mais frus­tran­tes, é que a doença men­tal seja de alguma forma uma esco­lha ou falta de força de von­tade.

O qua­dri­nista Robot Hugs trans­for­mou o caso em óti­mos qua­dri­nhos cha­ma­dos “Con­se­lhos Úteis”, em que se ima­gina a noção absurda de dar con­se­lhos como os dados a pes­soas com doen­ças men­tais, só que a pes­soas com pro­ble­mas físi­cos.

Isso não quer dizer que dar con­se­lhos não é útil – longe disso. Mas você não diz para alguém com um braço que­brado “basta se esfor­çar mais pra ajei­tar isso”, ou a alguém com pres­são arte­rial ele­vada “tomar medi­ca­men­tos todos os dias não é muito natu­ral.”

Conselhos úteis (helpful advice), arte de Robot Hugs, traduzida para português.

Help­ful Advice”, de Robot Hugs

O fato é que doen­ças men­tais não são sele­ti­vas quando se trata de quem afe­tam – se é você, um ente que­rido, um amigo, um fami­liar, um colega, meda­lhis­tas olím­pi­cos, líde­res mun­di­ais, gran­des pen­sa­do­res, ato­res, mode­los ou músi­cos.

O este­reó­tipo de alguém que sofre de doença men­tal pode ser uma pes­soa que se tor­nou um recluso social e encon­tra-se na cama todo o dia, mas nos últi­mos anos têm-se visto um aumento da “depres­são de alta fun­ci­o­na­li­dade” ou “alta ansi­e­dade”.

Estas são pes­soas que, super­fi­ci­al­mente, pare­cem feli­zes, bem suce­di­das e mui­tas vezes estar todas indo bem, mas na ver­dade estão sofrendo de pro­ble­mas de saúde men­tal. É ainda mais comum que isso não seja detec­tado, nem decla­rado ou resol­vido.

Então, o que você pode fazer como indi­ví­duo? A comu­ni­ca­ção muda as per­cep­ções, e isso é fun­da­men­tal.

Se você ou alguém que você conhece está sofrendo de pro­ble­mas de saúde men­tal, exis­tem mui­tos luga­res onde você pode ir para ten­tar aju­dar a ali­viar o pro­blema, seja sim­ples­mente con­ver­sando com alguém, visi­tando seu médico ou bus­cando ajuda atra­vés de um punhado de ins­ti­tui­ções de cari­dade, inclu­sive mesmo por apli­ca­ti­vos de celu­lar.

Você tam­bém pode sim­ples­mente par­ti­ci­par na cam­pa­nha, com­par­ti­lhando infor­ma­ções nas redes soci­ais e uti­li­zando a hash­tag no Twit­ter #Dia­Mun­di­al­Da­Saú­de­Men­tal.

Neste dia mundial da saúde mental, precisamos combater o estigma. - Por Pictoline

Neste dia mun­dial da saúde men­tal, pre­ci­sa­mos com­ba­ter o estigma. — Por Pic­to­line

Abaixo, conheça as doen­ças men­tais mais comuns:

Doenças mentais G1

Mais infor­ma­ções no site G1

Equipe Ano Zero
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