Artigo traduzido por Igo Araujo dos Santos e publicado no Medium do autor.


Por muito tempo, nos tornamos drones no trabalho. Não é de se imaginar que agora eles estejam fazendo aquilo que deviam.

Não se passa um dia sem artigos sobre como robôs, drones, máquinas, inteligências artificiais e etc estão roubando postos de trabalho. Esses artigos inundam tabloides de tecnologia e mesmo a grande e respeitável mídia. Alguns entram em pânico, alguns suspiram, alguns se animam, alguns não acreditam e outros simplesmente não estão nem aí.

Ao mesmo tempo, nós lemos centenas de artigos (a maioria comemorando) sobre como softwares continuam devorando o mundo e como industrias estão sendo destruídas, e na minha opinião melhoradas por companhias como Uber, AirBnb, Arcturus BioCloud, 3D Hubs, Netflix, ou projetos como OpenBadges e Blockchain (seja por BitCoin, Ethereum ou a próxima inovação que venha da mente brilhante de um adolescente de 19 anos).

Diga uma indústria e você encontrará um grupo de pessoas que está tentando redefinir suas regras. (Se você não puder encontrar, você deveria começar a fazer esse serviço imediatamente!)

A confiança nessas duas perspectivas são os dois lados da mesma moeda. Uma não existe sem a outra e, portanto, não podemos fingir ter os benefícios de uma sem entender as consequências da outra, e vice-versa. Nós precisamos entender porque é hora de redefinir a maneira como entendemos o mundo, nossa realidade e o papel que queremos desempenhar nela.

Enquanto cada parte do mundo que conhecemos muda, também muda o mundo como um todo.

Adaptação é um processo que torna organismos mais bem [“melhor”?…] preparados para lidar com o habitat em que vivem. Num habitat mudando em ritmo acelerado, aqueles que não se adaptam na mesma velocidade irão sucumbir primeiro, devorados por aqueles que se adaptam. Como pode ver, não é uma questão de se você deveria se adaptar ou não. É uma questão de como, e quão rápido você pode fazê-lo.

O paradoxo é: se você quer mudar, se adaptar, evoluir e prosperar, o melhor lugar para começar pode parecer o mais difícil. Você precisa começar mudando a sua mentalidade e, embora você possa não ter notado, você já está fazendo isso. Usar Netflix é se adaptar e deixar de entrar no carro até a locadora (descanse em paz) mais próxima. Usar Uber é se adaptar e ter um serviço de melhor qualidade e uma forma mais eficiente como meio de transporte. E assim vai.

Entretanto, só se adaptar ao que acontece ao nosso redor não é o bastante. Pode ajudá-lo a sobreviver, pelo menos por enquanto, mas se você realmente quer prosperar nessa Economia Criativa que está sendo construída, você precisa se adaptar mais rápido. Melhor. Mude de um usuário adaptativo para um criador adaptativo.

Não é uma questão de se você deve ser adaptar ou não. É uma questão de como e o quão rápido você pode fazê-lo.
Adapte-se, ou pereça. “Não é uma questão de se você deve ser adaptar ou não. É uma questão de como e o quão rápido você pode fazê-lo.”

Você precisa estar ciente de tudo ao seu redor, como funciona e como pode ser aperfeiçoado. O que você construirá para fazer os outros se adaptarem ao seu ambiente, ao invés de se adaptar ao que os outros estão construindo.

Richard Branson disse a célebre frase: “Oportunidades nos negócios são como ônibus, sempre há outros a caminho”. Com todo respeito a um dos indivíduos e empresários que mais respeito, acredito na Economia Criativa, e o mundo de mudanças modificou esse conceito. Não se trata mais de esperar as oportunidades, trata-se de construí-las você mesmo.

“Oportunidades são como ônibus, sempre haverá outro vindo.” Você precisa construir o seu próprio!

Encontre o ofício no qual você quer mergulhar e tranque-se num quarto por 20 horas para aprendê-lo. Mergulhe nos assuntos que incendeiam sua curiosidade e encontre pessoas que trabalham neles. Cubra-se de tecnologia que mais lhe interessa e ajude outros com os mesmos interesses. Enlouqueça com aquele problema que te deixa acordado a noite inteira e pense em soluções ridículas para ele.

Brinque, jogue, explore, aprenda. Construa uma vida disso tudo, uma que mude o mundo.


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escrito por:

Ezequiel Djeredjian

Generalista. Tecnologia e empreendedorismo. | Eu gostaria de jantar com Sir Richard Branson e Louis CK. | Sempre sorrisos.


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