perdas sociais carne

As perdas sociais de se consumir carne

Em Consciência, O MELHOR DO AZ, Sociedade por Alysson AugustoComentário

Todos apren­de­mos na escola sobre os três seto­res da eco­no­mia. O pri­má­rio, cor­res­pon­dente à agri­cul­tura e à pecuá­ria; o secun­dá­rio, que é o setor indus­trial; e por fim o ter­ciá­rio, o comér­cio vare­jista e a pres­ta­ção de ser­vi­ços. Todos os três em cons­tante cor­re­la­ção direta e situ­a­dos geo­gra­fi­ca­mente. Os seto­res pri­má­rio e secun­dá­rio cos­tu­mam ficar à mar­gem de zonas urba­nas resi­den­ci­ais, onde se con­cen­tra o ter­ciá­rio, vol­tado à dis­tri­bui­ção de pro­du­tos para o con­su­mi­dor.

Até aí, tudo bem. É o básico da escola. O pro­blema é que nós agi­mos como se não sou­bés­se­mos disso.

Não cos­tu­ma­mos ver o copo plás­tico como o que um dia foi petró­leo líquido. Não cos­tu­ma­mos ver uma panela de aço como o que um dia foi ferro e car­bono. Não cos­tu­ma­mos ver um saqui­nho de iogurte como o que um dia foi uma vaca lei­teira. Da mesma forma, não cos­tu­ma­mos ver um pedaço de carne emba­lada à vácuo como o que um dia foi um filhote de gado ino­cente.

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Por mais cor­ri­queira e apa­ren­te­mente sem gran­des pro­ble­mas, essa des­co­ne­xão não é por acaso. Desde o século XX, o ter­ciá­rio foi o setor econô­mico que mais se desen­vol­veu, decor­rente de uma grande redu­ção da popu­la­ção rural. Essa urba­ni­za­ção das rela­ções mer­can­tis não afeta ape­nas a eco­no­mia, mas tam­bém aspec­tos soci­ais, polí­ti­cos e cul­tu­rais, e inclu­sive visões de mundo de cará­ter indi­vi­dual.

A mai­o­ria de nós nasce, vive e morre em con­tato íntimo e direto com o ambi­ente urbano, o que enraíza no ima­gi­ná­rio cole­tivo a ideia de que os pro­du­tos que usa­mos e os ali­men­tos que ser­vi­mos à mesa são, de fato, aquilo o que vemos e não há muito o que se ques­ti­o­nar sobre isso.

O leite bran­qui­nho e fresco, os ovos enfi­lei­ra­dos em cai­xas, a carne com colo­ra­ção sem­pre ver­me­lha, fati­ada e higi­e­ni­ca­mente emba­lada: Todos os pro­du­tos que uti­li­za­mos são vis­tos como nada além de bens de con­sumo, que basta pagar­mos ao aten­dente de caixa para os ter­mos e nada há além disso.

O vín­culo habi­tual que cul­ti­va­mos com pro­du­tos emba­la­dos à pronta entrega está asso­ci­ado às nos­sas urgên­cias por pra­ti­ci­dade e sim­pli­ci­dade, que são nos­sas duas ali­a­das numa soci­e­dade na qual o tempo é um recurso escasso e há uma cons­tante impo­si­ção externa de pri­o­ri­da­des.

Se ao cida­dão medi­ano não é uma pri­o­ri­dade saber a ori­gem e o pro­cesso vin­cu­lado aos pro­du­tos que con­some, pode­mos nos per­gun­tar sobre as per­das que disso decor­rem em rela­ção à carne que come­mos.

1 — Perda de valores

Atu­al­mente vive­mos em uma soci­e­dade que adota, den­tre seus valo­res morais cole­ti­vos, o de que é ético comer carne. Essa ideia não é de todo equi­vo­cada. A ali­men­ta­ção humana não pode ser con­si­de­rada dis­so­ci­ada da cul­tura e das con­quis­tas his­tó­ri­cas e soci­ais, e jus­ta­mente por isso os hábi­tos soci­al­mente arrai­ga­dos estão vin­cu­la­dos a certa visão de mundo.

Homem orgulhosamente posando à frente de uma montanha de dezenas de milhares de crânios de bisão, assassinados em 1870.

Homem orgu­lho­sa­mente posando à frente de uma mon­ta­nha de deze­nas de milha­res de crâ­nios de bisão, assas­si­na­dos em 1870.

Embora seja comu­mente o motivo prin­ci­pal, as pes­soas não comem carne ape­nas pelo pra­zer que sen­tem. A carne ocupa posi­ção cen­tral na cul­tura oci­den­tal, sendo vista como o prin­ci­pal ali­mento. Comer carne em nossa soci­e­dade é sinô­nimo de “comer bem”, e é por isso que a sim­ples pre­sença de carne em um prato designa o pró­prio nome do prato.

Porém, e jus­ta­mente por isso, temos de levar em con­si­de­ra­ção o fato de que os valo­res morais de qual­quer soci­e­dade não são imu­tá­veis. Se os fos­sem, a escra­vi­dão ainda hoje seria aceita, o voto femi­nino não teria qual­quer reco­nhe­ci­mento e o casa­mento entre pes­soas de mesmo sexo sequer seria cogi­tado.

Nessa cons­tante mudança de para­dig­mas, temos de rea­va­liar cons­tan­te­mente nos­sas pers­pec­ti­vas frente ao mundo e aos novos valo­res que sur­gem, enten­dendo o motivo de seu sur­gi­mento e a que pre­o­cu­pa­ções eles pre­ten­dem apre­sen­tar uma res­posta.

E um des­ses novos valo­res é o da cons­ci­en­ti­za­ção em rela­ção aos direi­tos dos ani­mais. Esse valor coloca-se con­tra o uso de peles de ani­mais, as rinhas de ani­mais, a farra do boi, as tou­ra­das, bem como con­tra o con­sumo da carne. São prá­ti­cas que redu­zem a qua­li­dade valo­ra­tiva do mundo à medida em que negam a seres vivos o direito à plena dig­ni­dade.

2 — Perda de sentimentos

Você é um homem ou um rato?”

rato laboratorio

Per­gun­tar isso a alguém geral­mente tende a soar ofen­sivo, mas, con­forme estudo publi­cado no perió­dico cien­tí­fico Sci­ence, tal­vez seja um elo­gio. Em pes­qui­sas rea­li­za­das na Uni­ver­si­dade de Chi­cago, ratos eram pre­sos enquanto outros esta­vam livres para comer cho­co­late. Os ratos livres comu­mente opta­vam por, antes de comer, libe­ra­rem seus par­cei­ros, para a seguir divi­di­rem o doce. O estudo con­cluiu que ratos têm com­pai­xão por seus seme­lhan­tes.

É bem pos­sí­vel que tenha lhe pas­sado pela cabeça que nós, huma­nos, temos com­pai­xão, mas, como no caso dos ratos, ela é diri­gida ape­nas àque­les que são da nossa espé­cie.

Porém, de acordo com outro estudo, huma­nos têm mais empa­tia por cães mal­tra­ta­dos do que por outros huma­nos. “Cachor­ros e gatos são ani­mais de esti­ma­ção e cos­tu­mam fazer parte da famí­lia. São ani­mais aos quais mui­tas pes­soas atri­buem carac­te­rís­ti­cas huma­nas”, con­cluiu-se.

Dessa forma, a fami­li­a­ri­dade e a inti­mi­dade adqui­rida em rela­ção a um ser vivo define o que você pensa e o que você faz por ele.

macaco

É muito comum que o ser humano seja extre­ma­mente sen­sí­vel a ponto de, diante de qual­quer mal­dade, sen­tir nojo, repulsa, asco ou qual­quer ati­tude de desa­pro­va­ção frente a isso. Sabendo disso, empre­sas do ramo ali­men­tí­cio des­pen­dem milhões de reais em pro­pa­gan­das na ten­ta­tiva de ludi­briar seus con­su­mi­do­res, os fazendo acre­di­tar que, durante o pro­cesso de com­po­si­ção do pro­duto que lhe ser­virá à mesa, o abate é “huma­ni­tá­rio” e os ani­mais não pas­sam por qual­quer sofri­mento.

É muito comum que empre­sas se uti­li­zem de sím­bo­los total­mente con­trá­rios à ideia de dor e sofri­mento para ven­der seus pro­du­tos. Temos, por exem­plo, a McDonald’s, com o seu “McLan­che Feliz”; a Sadia, com o seu “que­rido” e naci­o­nal­mente reco­nhe­cido “Leque­tre­que” (sim, esse é o nome do peru­zi­nho com ócu­los de moto­queiro), mas­cote ofi­cial que pede aos con­su­mi­do­res que comam seus paren­tes mor­tos; bem como a JBS-Fri­boi, que se uti­liza de con­tra­tos mili­o­ná­rios com gran­des sím­bo­los naci­o­nais, como Roberto Car­los e Tony Ramos, para fir­mar pro­xi­mi­dade com o público con­su­mi­dor, além de abu­sar do termo “qua­li­dade” na venda de seus pro­du­tos — o que já está pro­vado se tra­tar de pro­pa­ganda enga­nosa.

O des­co­nhe­ci­mento dos pro­ces­sos de extra­ção, fabri­ca­ção e comér­cio dos pro­du­tos que uti­li­za­mos, de rou­pas a res­tos de ani­mais emba­la­dos, é neces­sá­rio para que tais empre­sas con­ti­nuem a fazer o que fazem e a lucrar em cima disso. É pre­ciso que seja­mos enga­na­dos sen­ti­men­tal­mente para que con­su­ma­mos carne como se não hou­vesse qual­quer pro­blema nisso.

Se você ainda duvida de nossa empa­tia em rela­ção aos seres de outras espé­cies, de nossa inca­pa­ci­dade de pro­vo­car sofri­mento des­ne­ces­sá­rio a seres ino­cen­tes, então dê uma olhada neste vídeo de pega­di­nha, de Ivo Holanda, no qual as pes­soas se recu­sam — e ainda se pros­tram con­tra — a fazer parte desse pro­cesso que fin­gem não conhe­cer:

 O Moedor de Porco - Ivo Holanda https://www.youtube.com/watch?v=5d_y9Hhk2r8

 

Defi­ni­ti­va­mente, somos seres dota­dos de com­pai­xão e empa­tia. O pro­blema é que as empre­sas que paga­mos para que matem ani­mais em nosso nome sabem disso, e se esfor­çam para que não venham a público os pro­ces­sos de explo­ra­ção ani­mal. A elas, só importa que veja­mos recor­tes da rea­li­dade — ou seja, peda­ços de ani­mais emba­la­dos, com a apa­rên­cia de serem ape­nas coi­sas, sem vida e sem sen­ti­men­tos, sem pode­rem sen­tir dor, afeto ou mesmo empa­tia por seus seme­lhan­tes.

Ainda está em dúvida? Então deixe que Kate Coo­per, con­sul­tante de mar­ke­ting da indús­tria ali­men­tí­cia, fale a você sobre os inte­res­ses que exis­tem em você não saber nada sobre os pro­ces­sos que tor­na­ram pos­sí­veis o seu bife na mesa:

 Os segredos do marketing de alimentos - https://www.youtube.com/watch?v=-zF4iF09fXY

Quando está no super-mer­cado, você não quer pen­sar de onde vie­ram os pro­du­tos. Não quer pen­sar como os ani­mais foram cri­a­dos, como foram tra­ta­dos. O poder da igno­rân­cia inten­ci­o­nal não pode ser subes­ti­mado. Isso é cru­el­dade sis­te­ma­ti­zada, em escala gigan­tesca, e só con­se­gui­mos ficar sem culpa por­que todo mundo está con­di­ci­o­nado para fin­gir que não vê.”

Viver uma vida sem exer­cer a com­pai­xão e empa­tia por outros seres, por­tanto, é viver uma perda de sen­ti­men­tos.

E aí, você é um homem ou um rato?

 

3 — Perda de racionalidade

Não se trata de afir­mar que uma pes­soa que adere a uma dieta sem carne seja “melhor” que uma que come carne por pra­zer. Embora a soci­e­dade oci­den­tal esteja base­ada em prin­cí­pios raci­o­nais, ainda assim pode­mos afir­mar que a raci­o­na­li­dade, se tomada como único cri­té­rio para apro­va­ção de deter­mi­na­dos valo­res, não neces­sa­ri­a­mente valida qual­quer pos­tura que se pre­tenda ética. Afi­nal, é jus­ta­mente por isso que tra­tei de explo­rar as per­das emo­ci­o­nais antes de che­gar aqui, mos­trando que com­pai­xão e empa­tia são valo­res de natu­reza humana tão rele­van­tes quanto os valo­res raci­o­nais.  A raci­o­na­li­dade, por si só, pode ser egoísta.

Porém, fala­re­mos dos efei­tos do con­sumo de carne sob o enfo­que raci­o­nal.

A indús­tria da cri­a­ção de ani­mais para con­sumo (carne, lei­tes, ovos etc.) é uma das mais degra­dan­tes do ponto de vista ambi­en­tal. Não é a toa que Rajen­dra Pachauri, pre­si­dente do IPCC e prin­ci­pal cien­tista cli­má­tico da ONU, após estudo que com­pro­vou que a pro­du­ção de carne lança mais gases de efeito estufa do que o setor de trans­por­tes, fez um apelo de cará­ter público: “as pes­soas deve­riam con­si­de­rar comer menos carne como uma forma de com­ba­ter o aque­ci­mento glo­bal”.

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Porém, a indús­tria não ape­nas con­tri­bui para o aque­ci­mento glo­bal com a emis­são de gases de efeito estufa (de forma ainda mais pre­ju­di­cial que todos os polu­en­tes emi­ti­dos por aviões, car­ros e cami­nhões do pla­neta inteiro), como tam­bém exige uma demanda colos­sal por cada vez mais ter­re­nos para mono­cul­tura de grãos, que serão usa­dos para ali­men­ta­ção dos ani­mais de corte (sendo que pode­riam ser­vir dire­ta­mente para a ali­men­ta­ção humana). Essa neces­si­dade de expan­são da indús­tria de ani­mais acaba por pres­si­o­nar a der­ru­bada das flo­res­tas, em espe­cial a amazô­nica, na pro­cura de mais pasto para cri­a­ção de gado.

Ainda segundo a ONU, até o ano de 2050 estima-se que a popu­la­ção mun­dial seja de nove bilhões de pes­soas. Como já mos­trado aqui, se optás­se­mos por uma dieta diá­ria à base de carne, só con­se­gui­ría­mos ali­men­tar cerca de duas bilhões de pes­soas no mundo, sendo que, atu­al­mente, temos sete. Para as esti­ma­ti­vas da ONU, é defi­ni­ti­va­mente inviá­vel man­ter­mos nos­sos cos­tu­mes ali­men­ta­res.

Somos seres em cons­tante busca da sobre­vi­vên­cia. Porém não é pos­sí­vel sobre­vi­ver sem ter solo firme e fér­til para pôr os pés e per­pe­tuar a espé­cie. O fato é que todos os dados indi­cam que o con­sumo de pro­du­tos ani­mais é, a médio e longo prazo, inviá­vel para a nossa pró­pria exis­tên­cia. O pla­neta Terra é inca­paz de acom­pa­nhar o atual ritmo de con­sumo de car­nes.

 

4 — Perda de autocrítica

É real­mente neces­sá­rio que eu coma carne? Há algo de errado em meu pra­zer indi­vi­dual estar acima da vida de seres ino­cen­tes? A minha pre­fe­rên­cia pela carne deve estar acima da neces­si­dade de comer carne?

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Pou­cas são as pes­soas que, durante uma vida inteira, che­gam a se fazer essas per­gun­tas. Tais per­gun­tas, embora pos­sam soar agres­si­vas aos cos­tu­mes de alguém total­mente habi­tu­ado ao con­sumo de peda­ços de ani­mais, estão liga­das à mais plena auto­crí­tica frente ao mundo e frente a si mesmo.

Auto­crí­tica é, por defi­ni­ção, a capa­ci­dade de reco­nhe­cer as qua­li­da­des e os defei­tos do pró­prio cará­ter, assim como os erros e acer­tos de cada uma de suas ações. Ser auto­crí­tico, por­tanto, é dis­tri­buir suas pos­sí­veis ações e suas pos­sí­veis inten­ções sobre os dois lados de uma balança, na ten­ta­tiva de des­co­brir para qual dos lados você está mais apto a agir e quais as con­sequên­cias posi­ti­vas e nega­ti­vas disso.

Esta­mos habi­tu­a­dos a agir de modo auto­má­tico, inse­ri­dos num pro­cesso mas­si­fi­cante de ali­e­na­ção do con­sumo. A ten­dên­cia é a sumis­são aco­mo­dada a con­di­ci­o­na­men­tos exter­nos. Agir assim, sem refle­xão, sem ao menos for­mu­lar inti­ma­mente aque­las três per­gun­tas e ten­tar res­pondê-las para si com hones­ti­dade, é uma perda de auto­crí­tica.

 

5 — Perda de humanidade

 

Per­der valo­res, per­der sen­ti­men­tos, per­der raci­o­na­li­dade, per­der auto­crí­tica: o que mais o con­sumo de carne pode­ria tirar de você?

A pró­pria com­po­si­ção da soma des­sas per­das: huma­ni­dade.

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E não falo de huma­ni­dade como algo comum a todos nós, que designe a espé­cie humana. Falo de huma­ni­dade como a mes­cla das qua­li­da­des que levam os seres huma­nos a esten­de­rem os seus valo­res, o seus sen­ti­men­tos de com­pai­xão e empa­tia, a sua raci­o­na­li­dade e a sua auto­crí­tica a pata­ma­res e a níveis para além do seu pró­prio campo de visão, para além do seu umbigo.

Há no mundo 1,35 bilhão de bois e vacas. Cri­a­mos 930 milhões de por­cos, 1,7 bilhão de ove­lhas e cabras, 1,4 bilhão de patos, gan­sos e perus, 170 milhões de búfa­los. Some todos eles e temos uma popu­la­ção de ani­mais quase equi­va­lente à humana dedi­cando sua vida a nos ali­men­tar. Além disso, temos a popu­la­ção de fran­gos e gali­nhas abas­te­cendo a Terra de ovos e carne branca: 14,85 bilhões. Só no Bra­sil há 172 milhões de cabe­ças de gado bovino – uma para cada cabeça humana.

Ou seja: a quan­ti­dade de seres vivos que temos em nos­sas mãos, neste mundo, para explo­rar­mos e matar­mos, é muito além da quan­ti­dade de mem­bros da nossa espé­cie. E mesmo assim pre­ci­sa­re­mos aumen­tar essa explo­ra­ção ainda mais para dar conta de ali­men­tar as pró­xi­mas gera­ções.

Mas não pre­ci­sa­mos ter sen­ti­men­tos por ani­mais para dei­xar­mos de con­su­mir carne. Além dos avi­sos já aler­ta­dos pela ONU, con­ti­nuar a man­ter os ani­mais e os ali­men­tos de ori­gem ani­mal como sendo as fon­tes prin­ci­pais de ali­men­tos para a popu­la­ção humana do pla­neta é con­de­nar milha­res de milhões de pes­soas à fome.

Se as ter­ras cul­ti­vá­veis, atu­al­mente uti­li­za­das na cri­a­ção de ani­mais, fos­sem usa­das na pro­du­ção de vege­tais, gera­riam uma quan­ti­dade subs­tan­ci­al­mente maior de ali­men­tos para con­sumo humano, per­mi­tindo ali­men­tar um número muito supe­rior de seres huma­nos – e de modo ético e eco­lo­gi­ca­mente mais cor­reto.

Viver uma vida que não se estenda para além de seu pró­prio umbigo, por­tanto, é viver uma perda de huma­ni­dade.

Assista à intro­du­ção do filme-docu­men­tá­rio Ter­rá­queos. Não con­tém cenas for­tes.


 Terráqueos - https://www.youtube.com/watch?v=B09JFDNKn_A

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É graduando em Filosofia pela PUCRS, professor de ensino médio e faz vídeos para o Youtube (conheça aqui). E, não menos importante, editor do melhor site da internet, o Ano Zero. Mas o necessário a saber mesmo é de seu amor declarado por churros.

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