Capa do artigo "Talvez você não saiba o que é o amor", de Mark Manson. Tradução de Ano Zero.

Talvez você não saiba o que é amor

Em Comportamento, Consciência por Mark MansonComentários

Sen­ta­mos em silên­cio. Minha amiga olhou pro­fun­da­mente para seu copo vazio, mexendo o gelo com seu canudo. “Uau “, disse ela. Eu sento e espero que ela diga mais alguma coisa. O que come­çou como uma noite fes­tiva, de alguma forma se tor­nou uma longa dis­cus­são pro­funda sobre o amor, o que ele é e como é algo raro.

Então, final­mente, eu digo : “Uau, o quê?”

Eu só estou pen­sando que eu nunca expe­ri­men­tei isso.”

Bem, tal­vez você ape­nas ainda não tenha encon­trado a pes­soa certa”, digo — a coisa mais cli­chê e que todo amigo diz nesta situ­a­ção.

Não”, ela diz. “Quero dizer, eu nunca tinha expe­ri­men­tado isso com nin­guém. Meus pais, minha famí­lia, até mesmo a mai­o­ria dos meus ami­gos.” Ela olha para mim, com os olhos vidra­dos e molha­dos: “tal­vez eu não saiba o que é o amor”.


Quando você é um ado­les­cente, ser “popu­lar” é como fazer negó­cio. Você acu­mula tanta popu­la­ri­dade quanto pos­sí­vel e, em seguida, encon­tra outras cri­an­ças com mais popu­la­ri­dade e você nego­cia com elas com­par­ti­lhando essa popu­la­ri­dade para fazer uns aos outros ainda mais popu­la­res.

E se em algum momento você cruza com uma cri­ança muito menos popu­lar do que você, você diz pro babaca ir se fer­rar e parar de ser um per­de­dor, pois ser amigo de um babaca sig­ni­fi­ca­ria dimi­nuir sua popu­la­ri­dade – afi­nal, as outras cri­an­ças popu­la­res podem vê-lo, e vão comen­tar entre si sobre isso.

O saldo de sua popu­la­ri­dade deter­mina o nível de pro­cura por um rela­ci­o­na­mento com você. Se você for pés­simo em espor­tes, e espor­tes são popu­la­res, em seguida haverá menos demanda por sua ami­zade. Se você é incrí­vel em tocar vio­lão, e vio­lões são popu­la­res, então o seu esto­que de popu­la­ri­dade vai subir de forma ade­quada e as pes­soas vão gos­tar de você nova­mente. Desta forma, o ensino médio é uma cor­rida arma­men­tista cons­tante para cul­ti­var tanta popu­la­ri­dade quanto for pos­sí­vel.

A maior parte das bes­tei­ras que esses ado­les­cen­tes pen­sam é resul­tado desse “mer­cado” de popu­la­ri­dade. Eles fodem com a pró­pria cabeça e se gabam de mer­das que eles não fazem. Eles pen­sam que amam as pes­soas que na ver­dade odeiam e pen­sam que odeiam as pes­soas que real­mente amam, sim­ples­mente por­que essas coi­sas os fazem pare­cer mais popu­la­res do que são, e isso os traz mais segui­do­res no Snap­chat e uns amas­sos na for­ma­tura.

(amor) Relações condicionais são todas fumaça e espelhos onde você nunca realmente sabe quem é a outra pessoa.

Rela­ções con­di­ci­o­nais são fei­tas de fumaça e espe­lhos, em que você nunca real­mente sabe quem é a outra pes­soa.

Essas ami­za­des de ensino médio são con­di­ci­o­na­das pela natu­reza. São rela­ções do tipo: “eu faço isso pra você se você fizer isso pra mim”. São aque­las ami­za­des em que a mesma pes­soa que num ano é seu melhor amigo por­que você gosta do mesmo DJ que ela no ano seguinte é o seu pior ini­migo, por­que eles tira­ram sarro de você na aula de bio­lo­gia.

Essas rela­ções são incons­tan­tes. E super­fi­ci­ais. E alta­mente dra­má­ti­cas. E essa é a razão de nin­guém sen­tir falta ou que­rer vol­tar ao ensino médio.

E isso é bom. A nego­ci­a­ção no mer­cado da popu­la­ri­dade faz parte de cres­cer e des­co­brir quem você é. Você tem que par­ti­ci­par de todas essas bes­tei­ras, a fim de supe­rar isso e apren­der.

Por­que, em algum momento, você vai ultra­pas­sar essa forma “toma lá/dá cá” de viver a vida. Você começa a apre­ciar as pes­soas ape­nas pelo que elas são, não por­que jogam fute­bol ou usam a mesma marca de papel higi­ê­nico que você.

Mas nem todo mundo supera essas rela­ções con­di­ci­o­nais. Mui­tas pes­soas, por qual­quer motivo, ficam pre­sas no mer­cado da popu­la­ri­dade e con­ti­nuam a jogar esse jogo mesmo depois de adul­tas. A mani­pu­la­ção se torna mais sofis­ti­cada, mas os mes­mos jogos estão lá. Elas nunca aban­do­nam a crença de que o amor e a acei­ta­ção estão con­di­ci­o­na­dos a algum bene­fí­cio que pro­pi­ciam às outras pes­soas, a alguns requi­si­tos que pre­ci­sam pre­en­cher.

O pro­blema com as rela­ções con­di­ci­o­nais é que elas, por natu­reza, pri­o­ri­zam algo acima do rela­ci­o­na­mento. Por­tanto, não é você que real­mente me inte­ressa, mas sim o seu acesso às pes­soas do mundo da música. Ou não é real­mente eu que te inte­resso, mas meu rosto extra­or­di­na­ri­a­mente bonito e meus fãs vir­tu­ais (eu sei, eu sei — tá OK).

Essas rela­ções con­di­ci­o­nais podem real­mente che­gar a um nível emo­ci­o­nal fodido. Por­que a deci­são de bus­car a popu­la­ri­dade não acon­tece por acaso. Bus­ca­mos a popu­la­ri­dade por­que nos sen­ti­mos uns mer­das e pre­ci­sa­mos deses­pe­ra­da­mente nos sen­tir de outra forma.

(amor) Relações condicionais, muitas vezes, fazem com que você sinta algo por uma pessoa, mas a mostrando algo completamente diferente.

Rela­ções con­di­ci­o­nais, mui­tas vezes, fazem com que você sinta algo por uma pes­soa, mas a mos­trando algo com­ple­ta­mente dife­rente.

Por­tanto, não é real­mente você que me inte­ressa, mas sim usar você para me fazer sen­tir bem comigo mesmo. Tal­vez eu esteja sem­pre ten­tando lhe pou­par ou cor­ri­gir os seus pro­ble­mas ou pro­por­ci­o­nar coi­sas para você ou impres­si­oná-lo de alguma forma. Tal­vez eu esteja usando você para ter sexo, dinheiro ou para impres­si­o­nar os meus ami­gos. Tal­vez você esteja me usando para ter sexo, e isso me faz sen­tir bem, por­que pela pri­meira vez eu me sinto que­rido e visto.

Ima­gine do jeito que você qui­ser, mas no final do dia tudo segue sendo o mesmo. Esses são os rela­ci­o­na­men­tos cons­truí­dos con­di­ci­o­nal­mente. Eles são cons­truí­dos com: “Eu vou te amar somente se você fizer eu me sen­tir bem comigo mesmo; você vai me amar ape­nas se eu fizer você se sen­tir bem con­sigo mesmo.”

Rela­ções con­di­ci­o­nais são ine­ren­te­mente egoís­tas. Quando eu me pre­o­cupo com o seu dinheiro mais do que com você, então real­mente tudo o que estou tendo é um rela­ci­o­na­mento com esse dinheiro. Se você se pre­o­cupa com o sucesso da car­reira da sua par­ceira mais do que com ela, então você real­mente não tem um rela­ci­o­na­mento com ela, só com a sua car­reira. Se a sua mãe só cuida de você e te ensina que não é bom beber muito por­que isso faz ela se sen­tir melhor sobre si mesma enquanto mãe, então ela real­mente não tem um rela­ci­o­na­mento com você — ela tem um rela­ci­o­na­mento com o sen­tir-se bem sobre si mesma enquanto mãe.

Quando nos­sos rela­ci­o­na­men­tos são con­di­ci­o­nais, nós não temos rela­ções ver­da­dei­ras.

Nós nos ape­ga­mos aos obje­tos super­fi­ci­ais e ideias e depois ten­ta­mos vivê-los indi­re­ta­mente atra­vés das pes­soas que nos apro­xi­mam disso. Essas rela­ções con­di­ci­o­nais, em seguida, nos tor­nam ainda mais soli­tá­rios por­que nenhuma cone­xão real está sem­pre sendo feita.

Rela­ções con­di­ci­o­nais podem nos acos­tu­mar a ser­mos tra­ta­dos mal. Afi­nal, se eu estou namo­rando alguém por­que ela tem um corpo sarado que impres­si­ona todos os meus ami­gos de cara, então eu sou mais pro­penso a me per­mi­tir ser tra­tado como lixo por ela, por­que, afi­nal, eu não estou com ela pelo jeito que ela me trata, eu estou com ela para impres­si­o­nar os outros.

Rela­ções con­di­ci­o­nais não duram por­que as con­di­ções em que são base­a­das nunca duram. E quando as con­di­ções se vão, é como se um tapete fosse puxado debaixo de você — as duas pes­soas envol­vi­das vão cair e se machu­car e você nunca per­ce­berá isso che­gando.

Esta natu­reza tran­si­tó­ria das rela­ções con­di­ci­o­nais geral­mente é algo que as pes­soas só podem per­ce­ber com a pas­sa­gem de uma quan­ti­dade sufi­ci­ente de tempo. Ado­les­cen­tes são jovens e estão ape­nas des­co­brindo suas iden­ti­da­des, por isso faz sen­tido esta­rem cons­tan­te­mente obce­ca­dos com a forma como eles são vis­tos pelos outros. Mas, com o pas­sar dos anos, a mai­o­ria das pes­soas per­ce­bem que pou­cas pes­soas per­ma­ne­cem em suas vidas. E pro­va­vel­mente há uma razão para isso.

Como a mai­o­ria das pes­soas mais velhas, a mai­o­ria des­ses jovens então pas­sará a pri­o­ri­zar rela­ci­o­na­men­tos incon­di­ci­o­nais — rela­ci­o­na­men­tos onde cada pes­soa é aceita incon­di­ci­o­nal­mente como ele ou ela é, sem expec­ta­ti­vas adi­ci­o­nais. Isso é cha­mado de “idade adulta” e é uma terra mís­tica que pou­cas pes­soas, inde­pen­den­te­mente da sua idade, já viram, e menos ainda habi­tam.

O tru­que para “cres­cer” é pri­o­ri­zar rela­ci­o­na­men­tos incon­di­ci­o­nais, para apren­der a apre­ciar alguém ape­sar de suas falhas, erros, ideias fura­das, e jul­gar um par­ceiro ou um amigo ape­nas com base em como eles tra­tam você, e não com base em como você se bene­fi­cia a par­tir deles, para final­mente vê-los como um fim em si mes­mos, em vez de um meio para outro fim.

Rela­ci­o­na­men­tos incon­di­ci­o­nais são rela­ções em que ambas as pes­soas res­pei­tam e apoiam uma a outra sem qual­quer expec­ta­tiva de algo em troca. Dito de outra forma, cada pes­soa no rela­ci­o­na­mento é valo­ri­zada prin­ci­pal­mente pelo seu papel no pró­prio rela­ci­o­na­mento — a empa­tia e apoio mútuos — não pelo seu tra­ba­lho, sta­tus, apa­rên­cia, sucesso ou qual­quer outra coisa.

Rela­ci­o­na­men­tos incon­di­ci­o­nais são os úni­cos rela­ci­o­na­men­tos reais. Eles não são aba­la­dos pelos altos e bai­xos da vida. Eles não são alte­ra­dos pelos bene­fí­cios super­fi­ci­ais e nem por falhas. Se você e eu temos uma ami­zade incon­di­ci­o­nal, não importa se eu per­der o meu emprego, se me mudar para outro país, ou você mudar de sexo e come­çar a tocar cava­qui­nho; você e eu vamos con­ti­nuar a nos res­pei­tar e apoiar um ao outro. A rela­ção não é sub­me­tida ao mer­cado da popu­la­ri­dade, onde eu dei­xa­ria você no mesmo ins­tante em que isso afe­tasse minhas chan­ces de impres­si­o­nar os outros. E eu defi­ni­ti­va­mente não daria bola se você optasse por fazer algo com sua vida que eu não faria com a minha.

Pes­soas com rela­ções con­di­ci­o­nais nunca apren­de­ram a ver as pes­soas ao seu redor em ter­mos de outra coisa senão os bene­fí­cios que elas pro­por­ci­o­nam. Isso por­que elas pro­va­vel­mente cres­ce­ram em um ambi­ente onde só foram apre­ci­a­das pelos bene­fí­cios que elas for­ne­ciam.

Os pais, como de cos­tume, são mui­tas vezes os cul­pa­dos aqui. Mas a mai­o­ria dos pais não são cons­ci­en­te­mente “con­di­ci­o­nais” em rela­ção as filhos (na ver­dade, as chan­ces são de que eles nunca tenham sido ama­dos incon­di­ci­o­nal­mente por seus pais, então eles estão ape­nas repro­du­zindo o que apren­de­ram a fazer). Mas, como em todas as prá­ti­cas de rela­ci­o­na­mento, isso começa na famí­lia.

Se o seu pai só apro­vava você quando você obe­de­cia suas ordens, se sua mãe só gos­tava de você quando tirava boas notas, se seu irmão só foi legal com você quando nin­guém mais estava por perto… todas essas coi­sas trei­nam você para tra­tar a si mesmo, incons­ci­en­te­mente, como se fosse uma fer­ra­menta para os bene­fí­cios de outras pes­soas. Você então cons­truirá seus futu­ros rela­ci­o­na­men­tos mol­dando a si mesmo para aten­der às neces­si­da­des de outras pes­soas. Não as suas pró­prias neces­si­da­des. Você tam­bém vai cons­truir seus rela­ci­o­na­men­tos mani­pu­lando outros para aten­der às suas neces­si­da­des, em vez de você mesmo cui­dar disso. Esta é a base para um rela­ci­o­na­mento tóxico.

As con­di­ções vêm de ambos os sen­ti­dos. Você não fica amigo de uma pes­soa que está usando você para se sen­tir melhor sobre si mesmo, a menos que você tam­bém esteja de alguma forma obtendo algum bene­fí­cio com essa ami­zade. Ape­sar do que toda menina que posta as ele­gan­tes cita­ções da Marilyn Mon­roe no Face­book pensa, não é por aci­dente que você acaba namo­rando alguém que lhe usa por causa de seus seios enquanto você está incon­di­ci­o­nal­mente amando-o. Não, você aceita as con­di­ções dessa pes­soa por­que você estava usando-a para aten­der às suas pró­prias con­di­ções.

(amor) Meme com Marilyn Monroe:

Morta por over­dose quando estava mise­rá­vel e sozi­nha, mas citada déca­das depois por mulhe­res que bus­cam se sen­tir melhor por esta­rem mise­rá­veis e sozi­nhas.”

A mai­o­ria dos rela­ci­o­na­men­tos con­di­ci­o­nais come­çam incons­ci­en­te­mente — isto é, eles come­çam sem pen­sa­mento cons­ci­ente sobre quem é essa pes­soa ou por que ela gosta de você, nem com a per­cep­ção cons­ci­ente do que o com­por­ta­mento dela em rela­ção a você pode indi­car a seu res­peito. Você só vê suas tatu­a­gens baca­nas e inveja sua bici­cleta radi­cal e quer estar perto dela.

As pes­soas que entram em rela­ções con­di­ci­o­nais o fazem pela sim­ples razão de que essas rela­ções as fazem se sen­tir real­mente bem. Mas essas pes­soas nunca param para se ques­ti­o­nar por que isso é tão bom. Afi­nal de con­tas, a cocaína faz você se sen­tir muito bem, mas você não vai sair cor­rendo para com­prar um monte agora que você leu isso, não é?

(Não res­ponda isso.)

Crie situ­a­ções hipo­té­ti­cas base­a­das nos seus rela­ci­o­na­men­tos. Per­gunte a si mesmo:

  • Se eu per­desse meu emprego, meu pai ainda me res­pei­ta­ria?”
  • Se eu parasse de lhe dar dinheiro, mamãe ainda me ama­ria e me acei­ta­ria?”
  • Se eu dis­sesse à minha esposa que eu que­ria come­çar uma car­reira como fotó­grafo, isso des­trui­ria nosso casa­mento?”
  • Se eu parasse de fazer sexo com esse cara, ele ainda iria que­rer me ver?”
  • Se eu dis­sesse a Jake que eu dis­cordo for­te­mente da sua deci­são, ele para­ria de falar comigo?”

Mas você tam­bém pre­cisa se ​​virar e per­gun­tar sobre si mesmo, tam­bém:

  • Se eu me mudasse para Ken­tucky, eu ainda man­te­ria con­tato com Paul?”
  • Se John não me con­se­guisse ingres­sos gra­tui­tos para con­cer­tos, eu me inco­mo­da­ria de sair com ele?”
  • Se meu pai parasse de pagar a escola, eu ainda iria visitá-lo?”

Há um milhão de per­gun­tas hipo­té­ti­cas e você deve­ria estar se per­gun­tando cada uma delas. O tempo todo.

Por­que se alguma delas tem uma res­posta dife­rente de: “Isso não muda­ria nada”, então você pro­va­vel­mente tem um rela­ci­o­na­mento con­di­ci­o­nal em suas mãos — isto é, você não tem o rela­ci­o­na­mento real amo­roso que acha que tem.

Dói admi­tir, eu sei.

Mas espere, tem mais!

Se você qui­ser remo­ver ou repa­rar as rela­ções con­di­ci­o­nais de sua vida e ter rela­ci­o­na­men­tos incon­di­ci­o­nais for­tes, você vai ter que mijar em algu­mas pes­soas. O que quero dizer é que você tem que parar de acei­tar as con­di­ções das pes­soas. E você tem que aban­do­nar as suas pró­prias.

Isso envolve, inva­ri­a­vel­mente, dizer a alguém pró­ximo um “não” justo na situ­a­ção em que ele não que­ria ouvir isso. Isso vai cau­sar um drama. Uma merda de tem­pes­tade de drama, mui­tas vezes. Afi­nal, você estará pegando de volta par­tes de você que alguém tem uti­li­zado para se sen­tir melhor, estará negando isso a ele a par­tir de então. A rea­ção dele será ficar com raiva e culpá-lo. Ele vai dizer um monte de coi­sas ruins sobre você.

Mas não se desa­nime. Este tipo de rea­ção é ape­nas mais uma prova de um rela­ci­o­na­mento con­di­ci­o­nal. Um amor honesto real é dis­posto a res­pei­tar e acei­tar algo que não se quer ouvir. Um amor con­di­ci­o­nal vai revi­dar.

Mas esse drama é neces­sá­rio. Por­que uma das duas coi­sas vai sair dessa situ­a­ção. Ou a pes­soa não será capaz de abrir mão de suas con­di­ções e, por­tanto, sairá da sua vida (que, em última aná­lise, é uma coisa boa na mai­o­ria dos casos). Ou a pes­soa será for­çada a apre­ciá-lo incon­di­ci­o­nal­mente, para amá-lo ape­sar dos incô­mo­dos que você pode repre­sen­tar para ela ou para a sua auto-estima.

Isso é real­mente muito difí­cil, é claro. Mas rela­ci­o­na­men­tos são difí­ceis por natu­reza, por­que as pes­soas são difí­ceis por natu­reza. Se a vida fosse somente diver­ti­mento e boquete, então nada de bom jamais seria feito. E nin­guém jamais iria cres­cer.


Artigo tra­du­zido e ori­gi­nal­mente publi­cado no site do autor.


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