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O nosso real despertar

Em Consciência por Victor LisboaComentários

Há livros ines­que­cí­veis por tra­ze­rem uma lição impor­tante sobre mundo, a vida ou nós pró­prios. Mas à raros livros que tra­zem não só uma, mas várias lições fun­da­men­tais. Esse é o caso da obra Sapi­ens, do his­to­ri­a­dor isra­e­lense Yuval Harari. Mas entre todas as lições desse livro, uma das mais impor­tan­tes é con­train­tui­tiva: a huma­ni­dade foi capaz de sobre­vi­ver e pro­gre­dir gra­ças a sua capa­ci­dade de acre­di­tar con­sen­su­al­mene nas fic­ções que ela pró­pria criou. É que durante aquilo que Harari deno­mina de Revo­lu­ção Cole­tiva, que ocor­reu há cerca de setenta mil anos, fomos capa­zes de criar algo que o his­to­ri­a­dor chama de lin­gua­gem fic­ci­o­nal, e isso mudou o curso da his­tó­ria.

É como se fôs­se­mos um hip­no­ti­za­dor que coloca a si mesmo em transe, ou uma cri­ança que canta uma can­ção de ninar para si até ador­me­cer e sonhar com mun­dos que ela pró­pria inventa. Foi assim que cri­a­mos o mundo de ima­gi­ná­rio cole­tivo em que vive­mos. Sim isso soa como algo feito por alguém estú­pido. Afi­nal, quem gos­ta­ria de inven­tar coi­sas para a seguir acre­di­tar nelas? Mas, ao con­trá­rio do que se supõe, esse auto­so­nam­bu­lismo não con­du­ziu nos­sos pas­sos até a beira de um abismo (ao menos até agora), e sim per­mi­tiu a cri­a­ção da civi­li­za­ção e da mai­o­ria das coi­sas que são impor­tan­tes em nos­sas vidas.

Harari, por res­pei­tar a resis­tên­cia de seus lei­to­res em acei­ta­rem a ver­dade, por vezes chama essas fic­ções de rea­li­da­des inter­sub­je­ti­vas, mas isso é o máximo de gen­ti­leza que ele se per­mite. De resto ele não cansa de nos lem­brar que vive­mos imer­sos em um mundo de fic­ções que tem menos subs­tân­cia que o vapor de uma cha­leira fer­vente.

Dinheiro, Estado, pro­pri­e­dade, repu­ta­ção social, leis, reli­giões, cul­tura: tudo isso e outras tan­tas coi­sas que com­põem os ali­cer­ces da civi­li­za­ção são ape­nas fic­ções úteis, cri­a­das para nos orga­ni­zar e mobi­li­zar nos­sas for­ças na cons­tru­ção de um mundo comum. Dinheiro é ape­nas um con­ven­ção cole­tiva sobre o valor ale­a­to­ri­a­mente atri­buído a um objeto abs­trato (moeda), sem cor­res­pon­dên­cia com seu valor real. As leis são fic­ções con­sen­su­ais que nos aju­dam a viver em soci­e­dade — por exem­plo, “pro­pri­e­dade” não é algo que existe na natu­reza, você não tem a pro­pri­e­dade da sua roupa na rea­li­dade, e quem lhe rouba o carro no mundo natu­ral não pra­tica crime algum, ape­nas detém algo que antes você deti­nha. Mesmo nos­sos sen­ti­men­tos mais nobres (honra, bon­dade, noção de dever, dig­ni­dade humana) são fic­ções, cons­truc­tos emo­ci­o­nais que ela­bo­ra­mos a par­tir de sen­ti­men­tos bru­tos — até mesmo o amor român­tico é uma inven­ção con­sen­sual (como o mitó­logo Joseph Camp­bell demons­trou, o amor român­tico não exis­tia na anti­gui­dade, e foi cri­ado na Idade Média).

Mas o fato de todas essas coi­sas e outras tan­tas serem fic­ções não as tor­nam men­ti­ras espú­rias, fan­ta­sias vazias. Na ver­dade, essas fic­ções são impor­tan­tes para a manu­ten­ção da soci­e­dade: tam­bém cada um de nós pre­cisa des­sas inven­ci­o­ni­ces huma­nas assim como o peixe pre­cisa de água (guarde essa metá­fora).

O mais doce sonho

No ter­ceiro epi­só­dio de THE CENTURY OF THE SELF, docu­men­tá­rio da BBC sobre a influên­cia das ideias de Freud na publi­ci­dade, o autor nor­te­me­ri­cano Wer­ner Erhard relata sua expe­ri­ên­cia com um grupo de volun­tá­rios que, na década de 70, deci­diu par­ti­ci­par de uma tera­pia radi­cal. O grupo par­tia do pres­su­posto de que cada ser humano pos­suía uma per­so­na­li­dade lumi­nosa e pode­rosa, mas que estava soter­rada pelos con­di­ci­o­na­men­tos soci­ais e pelas neu­ro­ses coti­di­a­nas. A par­tir desse pres­su­posto, os par­ti­ci­pan­tes sub­me­te­ram-se a pro­ce­di­men­tos expe­ri­men­tais des­ti­na­dos a eli­mi­nar todos os con­di­ci­o­na­men­tos soci­ais (outro termo para fic­ção con­sen­sual) e neu­ro­ses (pro­du­zi­das pelo nosso extremo apego à essas fic­ções). Acre­di­ta­vam que, no fundo de tudo isso, sur­gi­ria o ver­da­deiro eu autên­tico de cada um de nós.

O pro­blema não foi que o grupo de Wer­ner Erhard não con­se­guiu cum­prir essa tarefa. Ao con­trá­rio, o pro­blema é que con­se­gui­ram cum­pri-la, não encon­tra­ram nada: no fundo da natu­reza humana, eli­mi­na­dos todos o con­di­ci­o­na­men­tos, não havia nenhuma per­so­na­li­dade lumi­nosa e potente — na ver­dade, não havia coisa alguma. O grupo, claro, se dis­per­sou.

Isso nos dá um recado impor­tante: as fic­ções con­sen­su­ais de Harari são fun­da­men­tais para a manu­ten­ção da vida humana tal como a conhe­ce­mos; eli­mine-as e esta­re­mos reti­rando o chão sob nos­sos pró­prios pés. Isso é ver­da­deiro tanto para o indi­ví­duo (como o grupo de Wer­ner Erhard per­ce­beu) como para a soci­e­dade: se toda a huma­ni­dade ama­nhã con­sen­su­al­mente deci­disse não atri­buir qual­quer valor ao dólar, a eco­no­mia mun­dial rui­ria.

A lição é que essas fic­ções con­sen­su­ais são fun­da­men­tais para a vida humana, e são as res­pon­sá­veis pelas nos­sas mai­o­res pela maior parte de nossa feli­ci­dade neste mundo, e con­fe­rem sen­tido e pro­pó­sito a nos­sas vidas.

Jus­ta­mente por serem impor­tan­tes é que nos agar­ra­mos for­te­mente à elas, jus­ta­mente por isso nos envol­ve­mos tanto com essas fic­ções que esque­ce­mos total­mente de sua natu­reza mera­mente con­sen­sual. E isso acaba, para­do­xal­mente, fazendo com que elas tam­bém sejam as res­pon­sá­veis pela maior parte de nossa infe­li­ci­dade.

O pior pesadelo

As mes­mas fic­ções con­sen­su­ais que cri­a­mos para cons­truir nos­sas vidas e nossa soci­e­dade, tam­bém são res­pon­sá­veis pela maior parte do sofri­mento e da vio­lên­cia que há no mundo, podem des­truir vidas huma­nas e arrui­nar nações. Pense em quan­tas pes­soas per­dem suas vidas (ou com­pro­me­tem a vida de outros) na busca de dinheiro. Lem­bre-se de como ao longo do século XX vários Esta­dos (fic­ção con­sen­sual) tota­li­tá­rios impu­se­ram leis (fic­ção con­sen­sual) opres­so­ras para eli­mi­nar opo­si­to­res da ide­o­lo­gia (fic­ção con­sen­sual) ofi­cial, levando paí­ses intei­ros a lon­gos perío­dos de repres­são e sofri­mento, envi­ando seres huma­nos a cam­pos de con­cen­tra­ção na Polô­nia ou a pri­sões desu­ma­nas na Sibé­ria. Pense em quan­tas fic­ções con­sen­su­ais estão pre­sen­tes no cére­bro do ter­ro­rista que, moti­vado pelo fun­da­men­ta­lismo reli­gi­oso, corta cabe­ças ou joga aviões con­tra arra­nha-céus.  Faça um exer­cí­cio men­tal e liste quan­tas fic­ções con­sen­su­ais estão envol­vi­das em um daque­les rei­te­ra­dos casos em que um moto­rista armado tira a vida de outro por uma dis­cus­são de trân­sito: quan­tas fic­ções (a pro­pri­e­dade do carro é uma delas) estão envol­vi­das nesse tipo de homi­cí­dio? Vá mais longe: pense nas coi­sas que ulti­ma­mente têm sido motivo de pre­o­cu­pa­ção ou des­gosto para você, e enu­mere quan­tas delas podem ser clas­si­fi­ca­das como as fic­ções con­sen­su­ais de Harari.

Pre­ci­sa­mos apro­fun­dar nossa inves­ti­ga­ção, levan­tar a pele dessa rea­li­dade fic­ci­o­nal para com­pre­en­der­mos a nossa con­di­ção.

base-harari-impossiveisEm seu livro A Nega­ção da Morte (The Denial of Death), o antro­pó­logo norte-ame­ri­cano Ernest Bec­ker espe­cula que a cons­ci­ên­cia humana tem uma fun­ção de fil­tro da rea­li­dade. O mundo ao nosso redor, diz Bec­ker, é sublime e devas­ta­dor a um só tempo para qual­quer obser­va­dor humano real­mente atento. Mila­gres natu­rais (o espe­tá­culo da vida e da morte) ocor­rem cons­tan­te­mente diante de nos­sos olhos. Somos seres vivos morando na super­fí­cie de uma rocha gigan­tesca que está flu­tu­ando no espaço, orbi­tando uma bola de fogo 1,3 milhões de vezes maior, tudo isso em um cosmo de pro­por­ções ini­ma­gi­ná­veis. Por todos os lados, há outros seres vivos vivendo suas vidas, alguns micros­có­pi­cos como nossa flora intes­ti­nal, outros enor­mes como uma baleia. Não bas­tasse tudo isso, nós des­per­ta­mos para essa vida ao nas­cer e mal temos tempo de com­pre­en­der parte des­sas coi­sas quando nos­sos olhos já come­çam a se fechar diante da fini­tude de nos­sas vidas.

Viver cons­tan­te­mente atento e encan­tado diante dos aspec­tos des­lum­bran­tes e des­con­cer­tan­tes da vida humana e do mundo seria uma tra­gé­dia para qual­quer um de nós. Como con­se­gui­ría­mos nos con­cen­trar nas tare­fas coti­di­a­nas, em acor­dar cedo, estu­dar, tra­ba­lhar e fazer inú­me­ras outras coi­sas que exi­gem nossa aten­ção roti­neira? Por isso, como sugere Bec­ker, há em nossa cons­ci­ên­cia uma fun­ção essen­ci­al­mente fil­tra­dora: ela faz com que igno­re­mos o mundo mila­groso ao nosso redor, entor­pece nossa capa­ci­dade de nos mara­vi­lhar­mos cons­tan­te­mente e faz com que vol­te­mos nossa aten­ção com muita inten­si­dade para tudo aquilo que impeça a emer­gên­cia dessa per­cep­ção do quão a vida é sublime.

Essa era uma ideia já pro­posta por Aldous Hux­ley em As Por­tas da Per­cep­ção: a cons­ci­ên­cia ordi­ná­ria fil­tra a rea­li­dade e cria meca­nis­mos para man­ter­mos nosso foco longe de tudo aquilo que pode nos mara­vi­lhar e cons­tan­te­mente assus­tar. As fic­ções con­sen­su­ais são parte des­ses meca­nis­mos de sobre­vi­vên­cia, são o sonho que o sonha­dor cria para se man­ter sonâm­bulo e, coo­pe­rando com outros huma­nos, criar uma vida com­pre­en­sí­vel e nada assus­ta­dora ou mila­grosa — assim pode­mos ser fun­ci­o­nais, assim pode­mos ope­ra­ci­o­na­li­zar de forma efi­ci­ente nos­sas ener­gias. Mais ainda, só assim pode­mos criar as coi­sas que são capa­zes de ter algum sen­tido para nós, as coi­sas que nos fazem feli­zes.

O meca­nismo emo­ci­o­nal, por­tanto, está estrei­ta­mente vin­cu­lado às fic­ções con­sen­su­ais de Harari: acre­di­ta­mos nas fic­ções que nós pró­prios inven­ta­mos cole­ti­va­mente por­que é a par­tir delas que cons­truí­mos nossa iden­ti­dade pes­soal e atri­buí­mos sig­ni­fi­cado a nossa vida. Mas essa vin­cu­la­ção emo­ci­o­nal não só pro­duz grande sofri­mento. Ela tam­bém nos impede de per­ce­ber um pouco do mag­ní­fico espe­tá­culo da vida coti­di­ana — aquele mundo em que poe­tas e des­vi­an­tes vivem.

O despertar

Lá no iní­cio usa­mos a metá­fora do peixe e da água para des­cre­ver nossa rela­ção com as fic­ções con­sen­su­ais. Esta­mos imer­sos nes­sas fic­ções, sem elas a vida humana não é pos­sí­vel, mas coti­di­a­na­mente igno­ra­mos sua rea­li­dade. Em seu famoso dis­curso jus­ta­mente inti­tu­lado “Isso é água”, o escri­tor David Fos­ter Wal­lace fala da impor­tân­cia de per­ce­ber­mos as coi­sas fun­da­men­tais da vida que, por serem tão óbvias e esta­rem tão perto de nós, não reco­nhe­ce­mos.

Na vida prá­tica, esta­mos quase sem­pre imer­sos nesse uni­verso de coi­sas ima­gi­ná­rias inven­ta­das por nós. E quase todos os tra­di­ci­o­nais defei­tos de cará­ter decan­ta­dos pelos nos­sos ante­pas­sa­dos (egoísmo, vai­dade, pre­con­ceito, ganân­cia,…) são for­mas de “exces­siva crença” na rea­li­dade des­sas fic­ções: em todos esses casos, esta­mos tão ador­me­ci­dos para a natu­reza fic­ci­o­nal de nos­sas con­ven­ções que, nesse sonam­bu­lismo, nessa tre­menda cre­du­li­dade pelo inven­tado, nos machu­ca­mos e machu­ca­mos aque­les a nosso redor.

Uma forma de sabe­do­ria é justo des­per­tar como o peixe que per­cebe a água em que vive: na vida prá­tica, apren­der­mos a reco­nhe­cer quais são essas fic­ções con­ven­ci­o­nais e, ape­sar de usu­al­mente pros­se­guir lidando com elas com seri­e­dade e res­peito à inven­ções fun­da­men­tais para a manu­ten­ção social e mesmo para nos­sas vidas, des­per­tar e reco­nhe­cer sua natu­reza ima­gi­ná­ria quando essa crença começa a nos tra­zer sofri­mento des­ne­ces­sá­rio ou a jus­ti­fi­car atos que pas­sam por cima da decên­cia humana, da aten­ção e bene­vo­lên­cia que pre­ci­sa­mos ter uns com os outros — e com nós mes­mos.

Wer­ner Erhard, aquele cara do grupo que pre­ten­dia eli­mi­nar con­di­ci­o­na­men­tos e neu­ro­ses para reve­lar a “autên­tica per­so­na­li­dade humana”, afir­mou que seu grupo se assus­tou e se dis­sol­veu, mas que isso foi um erro — pois o medo foi maior do que a curi­o­si­dade. Para ele, o grupo deve­ria ter pros­se­guido e, reco­nhe­cendo que os blo­cos que pre­ten­dia eli­mi­nar eram, na ver­dade, o fun­da­mento da per­so­na­li­dade humana, dar um passo além para come­çar a recons­truir a per­so­na­li­dade humana a par­tir da reor­ga­ni­za­ção des­ses mes­mos blo­cos.

Nietzs­che tinha uma metá­fora a res­peito disso: a do camelo, do leão e a da cri­ança. Afir­mava que a natu­reza humana de iní­cio suporta o enorme peso das ilu­sões que lhe colo­cam nas cos­tas quando nas­ce­mos; a seguir, des­per­ta­mos como leão e des­truí­mos todas essas fic­ções; por fim, per­ce­be­mos que elas são a maté­ria com que pode­mos criar novos mun­dos e novas for­mas de ser — e assim, como cri­an­ças, come­ça­mos a recons­truir nos­sas vidas.

Neste exato momento, em que a tec­no­lo­gia maxi­mi­zou as con­sequên­cias de nos­sos erros, em que popu­la­ções intei­ras sofrem em vir­tu­des de dis­pu­tas polí­ti­cas, hos­ti­li­da­des reli­gi­o­sas e riva­li­da­des entre nações (tudo isso fic­ção con­sen­sual), em que indi­ví­duos são viti­mi­za­dos por neu­ro­ses e trans­tor­nos psi­co­ló­gi­cos, em que mata­mos e mor­re­mos em nome do dinheiro, da pro­pri­e­dade e de ide­o­lo­gias, é che­gada a hora de des­per­tar­mos dos sonhos que nós pró­prios cri­a­mos. Mas não para des­truí-los, pois agora, ao mesmo tempo em que reco­nhe­ce­mos sua natu­reza fic­ci­o­nal — tam­bém per­ce­be­mos de sua impor­tân­cia. Pre­ci­sa­mos nos tor­nar senho­res des­sas fic­ções, e não, como faze­mos hoje, agir­mos como seus ser­vos. Pre­ci­sa­mos colocá-las ao nosso ser­viço e recon­fi­gurá-las para ampliar o bene­fí­cio que pode­mos obter delas, ao mesmo tempo em que ate­nu­a­mos ao máximo seus efei­tos cola­te­rais noci­vos.

O que Erhard, Wal­lace e Nietzs­che pro­põe é que nos tor­ne­mos sonha­do­res e ao mesmo tempo arte­sãos: que sai­ba­mos cons­truir mun­dos de fic­ção inter­sub­je­tiva ade­qua­dos à nos­sas neces­si­da­des, mas que tam­bém sai­ba­mos sub­mer­gir nes­sas cri­a­ções cole­ti­vas para cons­truir uma vida com pro­pó­sito e sig­ni­fi­cado. Que sai­ba­mos des­per­tar quando é hora de des­per­tar, e sonhar quando nos­sas cri­a­ções são tão bem ela­bo­ra­das que pode­mos uti­lizá-las como fonte de gran­des ale­grias e impor­tan­tes rea­li­za­ções.

E que não esque­ça­mos, nes­ses sonhos, de cons­truir algu­mas jane­las para per­ce­ber­mos como a vida é sublime e mila­grosa. Pois nenhuma cri­a­ção humana se com­para ao mundo real. 

Victor Lisboa
Editor do site Ano Zero.

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