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As 20 mulheres que mudaram a Ciência (e o mundo)

Em Ciência por Alysson AugustoComentário

A Hydro­gene, um blog de ilus­tra­ções grá­fi­cas no Tum­blr, criou repre­sen­ta­ções mini­ma­lis­tas da obra de 20 mulhe­res que foram e são muito impor­tan­tes para a ciên­cia.

A equipe AZ traz essas belas ima­gens junto com peque­nas des­cri­ções de quem foram essas gran­des men­tes femi­ni­nas da ciên­cia e o que repre­sen­tam para o mundo.

Todas as sim­ples e sig­ni­fi­ca­ti­vas obras de arte abaixo estão dis­po­ní­veis para venda neste link — tam­bém como cases de iPhone e Sam­sung Galaxy. Se você é fã de alguma des­sas cien­tis­tas em espe­cí­fico, você tam­bém pode com­prar car­ta­zes de cada cien­tista indi­vi­du­al­mente.

mulheres que mudaram a ciência

Ilus­tra­ção mini­ma­lista das 20 mulhe­res que muda­ram a Ciên­cia. Cli­que para ampliar.

Abaixo, você poderá conhe­cer, em pou­cas pala­vras, o que cada uma fez e repre­senta para a ciên­cia e para a huma­ni­dade.

1 - Marie Curie

Marie Curie — Ganha­dora do Prê­mio Nobel em Física e em Quí­mica.

As con­quis­tas de Marie incluem a teo­ria da radi­o­a­ti­vi­dade (termo que ela mesma cunhou), téc­ni­cas para iso­lar isó­to­pos radi­o­a­ti­vos e a des­co­berta de dois ele­men­tos, o polô­nio e o rádio. Sob a dire­ção dela foram con­du­zi­dos os pri­mei­ros estu­dos sobre o tra­ta­mento de neo­plas­mas com o uso de isó­to­pos radi­o­a­ti­vos. A cien­tista fun­dou os Ins­ti­tu­tos Curie em Paris e War­saw, que até hoje são gran­des cen­tros de pes­quisa médica. Durante a Pri­meira Guerra Mun­dial, fun­dou os pri­mei­ros cen­tros mili­ta­res no campo da radi­o­a­ti­vi­dade.

6 - Jane Goodall

Jane Goo­dall — Famosa antro­pó­loga e pri­ma­tó­loga (estudo dos pri­ma­tas) bri­tâ­nica, é tam­bém bas­tante envol­vida com paci­fismo.

Estu­dou a vida social e fami­liar dos chim­pan­zés (Pan tro­glody­tes) em Gombe, Tan­zâ­nia, ao longo de 40 anos. Os seus estu­dos con­tri­buí­ram para o avanço dos conhe­ci­men­tos sobre a apren­di­za­gem social, o raci­o­cí­nio e a cul­tura dos chim­pan­zés sel­va­gens.

4 - Grace Hopper

Grace Hop­per — Ana­lista de Sis­tema, cri­a­dora de uma das pri­mei­ras lin­gua­gens de pro­gra­ma­ção e do pri­meiro com­pi­la­dor.

Foi ela quem criou a lin­gua­gem de pro­gra­ma­ção Flow-Matic, hoje extinta. Esta lin­gua­gem ser­viu como base para a cri­a­ção do COBOL. Ela tam­bém foi uma das pri­mei­ras pro­gra­ma­do­ras do Har­vard Mark I em 1944. Den­tre outras rea­li­za­ções da almi­rante está a cri­a­ção do pri­meiro com­pi­la­dor, de COBOL, sendo a pri­meira lin­gua­gem de pro­gra­ma­ção de com­pu­ta­do­res a se apro­xi­mar da lin­gua­gem humana ao invés da lin­gua­gem de máquina.

3 - Sally Ride

Sally Ride — Pri­meira mulher Ame­ri­cana no Espaço.

Em 18 de junho de 1983, Ride entrou para a his­tó­ria como a pri­meira ame­ri­cana a subir ao espaço, como inte­grante da tri­pu­la­ção da Chal­len­ger, na mis­são STS-7, que colo­cou em órbita dois saté­li­tes de comu­ni­ca­ção, rea­li­zou expe­ri­men­tos far­ma­cêu­ti­cos e foram os pri­mei­ros tanto a colo­car um saté­lite em sua órbita no espaço, quanto em reco­lher outro ava­ri­ado para den­tro do ôni­bus espa­cial.

5 - Rosalind Franklin

Rosa­lind Fran­klin — Física (que tra­ba­lhou com bio­lo­gia) Bri­tâ­nica, a res­pon­sá­vel pela des­co­berta da estru­tura heli­coi­dal do DNA.

Ini­ciou a apli­ca­ção de estu­dos com difra­ção do raio-X para deter­mi­na­ção da estru­tura da molé­cula do DNA. Este tra­ba­lho per­mi­tiu ao bioquí­mico norte-ame­ri­cano James Dewey Wat­son e aos bri­tâ­ni­cos Mau­rice Wil­kins e Fran­cis Crick con­fir­mar a dupla estru­tura heli­coi­dal da molé­cula do DNA, dando-lhes o Nobel de Fisi­o­lo­gia ou Medi­cina (1962), sendo ela a grande injus­ti­çada, já que o Nobel não pode ser atri­buído pos­tu­ma­mente.

2 - Rachel Carson

Rachel Car­son — Pri­meira cien­tista a pes­qui­sar a fundo os pos­sí­veis male­fí­cios do uso de agro­tó­xi­cos.

Escri­tora, cien­tista bió­loga e eco­lo­gista norte-ame­ri­cana. Atra­vés da publi­ca­ção de Silent Spring (1962), aju­dou a lan­çar a cons­ci­ên­cia ambi­en­tal moderna.

7 - Lise Meitner

Lise Meit­ner — Física aus­tríaca que des­co­briu a fis­são nuclear.

Em feve­reiro de 1939, Meit­ner publi­cou a expli­ca­ção física sobre o pro­cesso que deno­mi­nou de fis­são nuclear. Meit­ner pro­vou que a divi­são do átomo de Urâ­nio (em áto­mos de Bário e Criptô­nio) libera ener­gia e nêu­trons, que por sua vez cau­sam fis­são em mais áto­mos libe­rando neu­trões e assim suces­si­va­mente, dando ori­gem a uma série de fis­sões nucle­a­res com libe­ra­ção con­tí­nua de ener­gia, num pro­cesso deno­mi­nado rea­ção em cadeia. Meit­ner reco­nhe­ceu o poten­cial explo­sivo desse pro­cesso. Ime­di­a­ta­mente esses resul­ta­dos foram con­fir­ma­dos no mundo inteiro. Tal des­co­berta fez com que outros cien­tis­tas se jun­tas­sem para con­ven­cer Albert Eins­tein a escre­ver uma carta ao Pre­si­dente Fran­klin D. Roo­se­velt, aler­tando-o quanto aos peri­gos do Pro­jeto Manhat­tan. Embora o quí­mico Otto Han tenha rece­bido, em 1944, o Prê­mio Nobel de Quí­mica pela pes­quisa em fis­são nuclear sem cre­di­tar devi­da­mente Lise Meit­ner, mui­tas pes­soas con­si­de­ram Meit­ner a “mulher mais impor­tante na ciên­cia do século XX”.

8 - Barbara McClintock

Bar­bara McClin­tock — Botâ­nica norte-ame­ri­cana que des­co­briu a trans­po­si­ção gené­tica.

É con­si­de­rada, ao lado de Gre­gor Men­del e Tho­mas Hunt Mor­gan, uma das três mais impor­tan­tes figu­ras da his­tó­ria da gené­tica. Empre­en­deu uma das mais espe­ta­cu­la­res des­co­ber­tas da gené­tica, os genes sal­ta­do­res ou trans­po­sões. Pas­sa­ram-se mais de trinta anos entre a sua des­co­berta, fun­da­men­tal para a gené­tica, e o rece­bi­mento do Prê­mio Nobel em 1983.

9 - Elizabeth Blackwell

Eli­za­beth Blackwell — A pri­meira mulher a exer­cer a Medi­cina nos Esta­dos Uni­dos.

Em 11 janeiro de 1849 se tor­nou a pri­meira mulher a rece­ber um dou­to­rado nos Esta­dos Uni­dos. Em 1868 fun­dou uma Uni­ver­si­dade Médica da Mulher e no ano seguinte foi para a Ingla­terra onde ela foi pro­fes­sora de gine­co­lo­gia até sua apo­sen­ta­do­ria em 1907.

10 - Jocelyn Bell Burnell

Jocelyn Bell Bur­nell — Astro­fí­sica bri­tâ­nica que des­co­briu os pri­mei­ros pul­sa­res.

Como estu­dante de pós-gra­du­a­ção des­co­briu os pri­mei­ros pul­sa­res quando estu­dava sob a ori­en­ta­ção de Antony Hewish. A des­co­berta ren­deu a Hewish o Nobel de Física de 1974, com­par­ti­lhado com Mar­tin Ryle, tendo ela sido excluída, ape­sar de ter feito a obser­va­ção. Bell Bur­nell foi pre­si­dente da Royal Astro­no­mi­cal Soci­ety entre 2002 e 2004, pre­si­dente do Ins­ti­tute of Phy­sics entre 2008 e 2010, e pre­si­dente inte­rina no começo de 2011.

11 - Dorothy Hodgkin

Dorothy Hodg­kin — Deter­mi­nou a estru­tura da vita­mina B12.

Tendo deter­mi­nado a estru­tura da vita­mina B12, o que lhe ren­deu o Nobel de Quí­mica de 1964, tam­bém foi a res­pon­sá­vel por desen­vol­ver a cris­ta­lo­gra­fia de raios X, um método usado para deter­mi­nar a estru­tura tri­di­men­si­o­nal de bio­mo­lé­cu­las.

12 - Ada Lovelace

Ada Love­lace — Cri­a­dora do pri­meiro algo­ritmo a ser pro­ces­sado por máqui­nas.

Desen­vol­veu os algo­rit­mos que per­mi­ti­riam à máquina com­pu­tar os valo­res de fun­ções mate­má­ti­cas, além de publi­car uma cole­ção de notas sobre a máquina ana­lí­tica. Por esse tra­ba­lho é con­si­de­rada a pri­meira pro­gra­ma­dora de toda a his­tó­ria.

13 - Shirley Ann Jackson

Shir­ley Ann Jack­son — a pri­meira mulher afro-ame­ri­cana a se dou­to­rar no MIT.

Como pes­qui­sa­dora de par­tí­cu­las subatô­mi­cas durante os anos 1970, Jack­son estu­dou e con­du­ziu pes­qui­sas em uma nume­rosa quan­ti­dade de labo­ra­tó­rios de Física pres­ti­gi­a­dos na Europa e nos EUA. Inte­res­sada no estudo de pro­pri­e­da­des ele­trô­ni­cas e mag­né­ti­cas de trans­porte de sis­te­mas de semi­con­du­to­res, é tam­bém a oitava pre­si­dente do Rens­se­laer Poly­te­ch­nic Ins­ti­tute. Em 1995 foi desig­nada pelo pre­si­dente Bill Clin­ton para ser­vir como pre­si­dente da Comis­são Regu­la­dora Nuclear dos EUA (NRC), tor­nando-se a pri­meira mulher afro-ame­ri­cana a man­ter essa posi­ção.

14 - Flossie Wong-Staal

Flos­sie Wong-Staal — Pri­meira cien­tista a clo­nar o HIV e deter­mi­nar a fun­ção de seus genes

Dando o grande passo para pro­var que o HIV é a causa da AIDS, Flos­sie ela­bo­rou o mape­a­mento gené­tico do vírus, dando iní­cio assim às suas pes­qui­sas pela des­co­berta de retro­vi­rus. Foi nome­ada pela revista Dis­co­ver como sendo uma das 50 mais extra­or­di­ná­rias cien­tis­tas mulhe­res, além de, em 2007, ter sido nome­ada pelo The Daily Tele­graph como o 32° dos “Top 100 Gênios Vivos”.

15 - Kalpana Chawla

Kal­pana Cha­wla — Astro­nauta indi­ana morta em mis­são espa­cial.

Foi uma astro­nauta norte-ame­ri­cana nas­cida na Índia, inte­grante da tri­pu­la­ção da nave Colum­bia que se desin­te­grou na reen­trada na atmos­fera ao fim da mis­são STS-107, em feve­reiro de 2003, matando todos os tri­pu­lan­tes. Seu irmão, San­jay Cha­wla, fez a seguinte decla­ra­ção: “Para mim, minha irmã não mor­reu. Ela é imor­tal. Não são imor­tais as estre­las? Ela é uma estrela per­ma­nente no céu, o lugar a que ela per­tence”.

16 - Alice Ball

Alice Ball — Quí­mica afro-ame­ri­cana que desen­vol­veu a vacina con­tra a lepra

Além de con­du­zir estu­dos que tor­na­ram pos­sí­vel o desen­vol­vi­mento da vacina con­tra a lepra, ela tam­bém foi a pri­meira mulher afro-ame­ri­cana a con­cluir uma pós-gra­du­a­ção na Uni­ver­si­dade de Havaí com grau de mes­tre.

17 - Maryam Mirzakhani

Maryam Mir­zakhani — Pri­meira mulher e pri­meira ira­ni­ana a ser hon­rada com a meda­lha Fields

Sendo a pri­meira mulher e ira­ni­ana a rece­ber o mais pres­ti­gi­ado prê­mio em Mate­má­tica, bus­cou com­pre­en­der a sime­tria de super­fí­cies cur­vas. Tam­bém pro­vou que geo­dé­si­cas com­ple­xas e seus fechos em espa­ços modu­la­res são sur­pre­en­den­te­mente regu­la­res, em vez de irre­gu­la­res ou frac­tais, como antes se pen­sava. Suas con­tri­bui­ções foram rele­van­tes para a dinâ­mica e a geo­me­tria das super­fí­cies de Rie­mann e seus espa­ços de módu­los.

18 - Chien-Shiung Wu

Chien-Shiung Wu — Física sino-esta­du­ni­dense que con­du­ziu o Wu Expe­ri­ment.

Dando impor­tan­tes con­tri­bui­ções para o campo da Física Nuclear, Wu tra­ba­lhou no Pro­jeto Manhat­tan, mas é mais conhe­cida por con­du­zir o expe­ri­mento Wu, que con­tra­di­zia a lei hipo­té­tica de con­ser­va­ção da pari­dade. Esta des­co­berta resul­tou em seus cole­gas Tsung-Dao Lee e Chen-Ning Yang ganha­rem o Prê­mio Nobel em Física de 1957, o que tam­bém ren­deu a Wu o pri­meiro Prê­mio Wolf em Física em 1978. Sua espe­ci­a­li­za­ção em física expe­ri­men­tal evo­cou com­pa­ra­ções com Marie Curie. Seus ape­li­dos incluem “a pri­meira-dama da Física”, “a Madame Curie chi­nês”, e “a Rai­nha da Pes­quisa Nuclear”.

19 - Hedy Lamarr

Hedy Lamarr — Inven­tora aus­tríaca que deu a base para a tele­fo­nia celu­lar.

Além de inven­tora radi­cada nos EUA, Lamarr tam­bém era atriz. A sua mais sig­ni­fi­ca­tiva con­tri­bui­ção tec­no­ló­gica deu-se durante a Segunda Guerra Mun­dial, tendo sido a sua co-inven­ção, jun­ta­mente com o com­po­si­tor George Antheil, de um sis­tema de comu­ni­ca­ções para as For­ças Arma­das dos Esta­dos Uni­dos que ser­viu de base para a atual tele­fo­nia celu­lar.

20 - Valentina Tereshkova

Valen­tina Teresh­kova — Pri­meira mulher a ir ao espaço.

Oriunda de famí­lia pro­le­tá­ria, essa cos­mo­nauta foi trans­for­mada em heroína naci­o­nal após o sucesso de sua mis­são, e con­de­co­rada por líde­res sovié­ti­cos, rus­sos e estran­gei­ros de várias gera­ções. Nos anos seguin­tes se tor­nou pro­e­mi­nente na soci­e­dade e na polí­tica do país, pri­meiro na União Sovié­tica e depois na Rús­sia. Até os dias atu­ais, é a única mulher a ter feito um voo solo ao espaço.


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É graduando em Filosofia pela PUCRS, professor de ensino médio e faz vídeos para o Youtube (conheça aqui). E, não menos importante, editor do melhor site da internet, o Ano Zero. Mas o necessário a saber mesmo é de seu amor declarado por churros.

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