Homem sentado sozinho olhando para o horizonte de nuvens. | Por que magoar as pessoas pode destruir você.

Por que magoar as pessoas pode destruir você

Em Comportamento, Consciência por Jon WestenbergComentário

Você sabe, eu cor­tei mui­tas rela­ções e feri um monte de gente. Isso será parte do meu legado, quer eu goste ou não. Há um monte de gente lá fora que têm uma razão legí­tima para me apon­tar e dizer: lá vai um imbe­cil.

Eu pas­sei muito tempo fazendo o que eu achava que era a melhor coisa para mim, sozi­nho, e que se danasse o custo disso para as outras pes­soas. Eu estava pronto para der­ra­mar san­gue (meta­fo­ri­ca­mente) para con­se­guir o que eu que­ria.

Quando falo com estu­dan­tes — algo que tento fazer mui­tas vezes — eu faço o meu melhor para trans­mi­tir isso a eles.

Quando você é mais jovem, antes de ter sido tes­tado, você não tende a pen­sar sobre o efeito que suas ações têm sobre os outros, e você nem mesmo se importa.

Você passa tanto tempo se esfor­çando para ven­cer que isso se torna fun­da­men­tal, e qual­quer outra coisa sim­ples­mente fica fora do radar.

Eu já vi isso acon­te­cer muito com cri­a­ti­vos e com empre­sá­rios ini­ci­an­tes.

Eles ten­tam e con­se­guem extrair tudo o que podem das pes­soas: con­ta­tos e dicas e con­se­lhos e coi­sas grá­tis e cada resí­duo de ener­gia que elas ainda tenham, e daí eles as jogam no lixo orgâ­nico e inci­ne­ram à medida em que pros­se­guem no seu cami­nho.

Eles tra­tam as pes­soas como se só tivesse uma certa quan­tia de uti­li­dade, e uma vez que esta já foi esva­zi­ada, eles não pre­ci­sam mais delas.

O fato é: se você agir assim, você não saberá das con­sequên­cias do que você está fazendo. Você não sabe as impli­ca­ções de tra­tar as outras pes­soas como se elas fos­sem dis­pen­sá­veis, de ferir e agi­tar as pes­soas ao seu redor, a fim de obter o que deseja.

Algu­mas des­sas impli­ca­ções serão men­su­rá­veis, e afe­ta­rão dire­ta­mente o seu cami­nho pela frente.

Você vai ser desa­gra­da­vel­mente sur­pre­en­dido pela forma como mui­tas vezes aque­les que você magoou entram nas órbi­tas uns dos outros — e em pouco tempo você vai pre­ci­sar da ajuda deles, como é pro­vá­vel que pareça, quando for tarde demais para tê-la.

Há algu­mas coi­sas que não são men­su­rá­veis tam­bém. Você não pode medir o que pode fazer sua feli­ci­dade. Mas des­pre­zar os outros é ruim para os negó­cios. Eu aprendi isso da pior maneira, quando pode­ria ter apren­dido assis­tindo ao filme O Pode­roso Che­fão.

Des­pre­zar as pes­soas é ruim para a alma e para a moti­va­ção, e é ruim para o seu tesão e seu cora­ção, e vira as pes­soas con­tra você. Vira sua con­fi­ança con­tra você, e trans­forma opor­tu­ni­da­des em pó. Trans­forma o melhor que você tem no pior que você já viu.

Eu acre­dito que não há nenhum ponto posi­tivo em ferir pes­soas, ou cor­tar rela­ções, ou trair a con­fi­ança. É cruel, é inú­til, e rara­mente faz de você um ven­ce­dor. Às vezes, só faz você soli­tá­rio.

Não ir com a cara das pes­soas é ruim para os negó­cios. Ferir pes­soas é ruim para os negó­cios. E você vai cair em ambas as arma­di­lhas, mais cedo ou mais tarde — o que é quase ine­vi­tá­vel.

Se você vive sua vida acre­di­tando que nunca magoou nin­guém, eu garanto que, se você se virar e per­gun­tar às pes­soas, verá um monte de gente dis­cor­dando de você.

Quando olho para meus pas­sa­dos 27 anos, eu sei que há mui­tas coi­sas de que não estou ape­nas orgu­lhoso. Eu acho que é uma qua­li­dade uni­ver­sal evo­luir e cres­cer como pes­soa.

O ver­da­deiro tru­que é trans­for­mar isso em uma estrada melhor à frente, e garan­tir que os mes­mos erros não sejam mais repe­ti­dos. Isso é difí­cil. Difí­cil, mas neces­sá­rio.

E você não vai per­der muito apren­dendo isso. Há sem­pre uma maneira melhor, mesmo que não seja tão fácil, mesmo que seja uma tone­lada de merda mais difí­cil.

Está tudo bem.

Há um velho ditado: os que vivem pela espada mor­re­rão por ela. Este é um con­ceito ao redor do qual envolvi minha cabeça, e eu não quero enfren­tar minha pró­pria lâmina nova­mente.


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Jon Westenberg
Apaixonado pela escrita, criatividade, negócios e tecnologia. É o fundador da Creatomic, uma agência de serviços criativos. Nela, trabalha com startups, empresas, publicações e criativos para atingir o público e se comunicar.

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