Você sabe, eu cortei muitas relações e feri um monte de gente. Isso será parte do meu legado, quer eu goste ou não. Há um monte de gente lá fora que têm uma razão legítima para me apontar e dizer: lá vai um imbecil.

Eu passei muito tempo fazendo o que eu achava que era a melhor coisa para mim, sozinho, e que se danasse o custo disso para as outras pessoas. Eu estava pronto para derramar sangue (metaforicamente) para conseguir o que eu queria.

Quando falo com estudantes – algo que tento fazer muitas vezes – eu faço o meu melhor para transmitir isso a eles.

Quando você é mais jovem, antes de ter sido testado, você não tende a pensar sobre o efeito que suas ações têm sobre os outros, e você nem mesmo se importa.

Você passa tanto tempo se esforçando para vencer que isso se torna fundamental, e qualquer outra coisa simplesmente fica fora do radar.

Eu já vi isso acontecer muito com criativos e com empresários iniciantes.

Eles tentam e conseguem extrair tudo o que podem das pessoas: contatos e dicas e conselhos e coisas grátis e cada resíduo de energia que elas ainda tenham, e daí eles as jogam no lixo orgânico e incineram à medida em que prosseguem no seu caminho.

Eles tratam as pessoas como se só tivesse uma certa quantia de utilidade, e uma vez que esta já foi esvaziada, eles não precisam mais delas.

O fato é: se você agir assim, você não saberá das consequências do que você está fazendo. Você não sabe as implicações de tratar as outras pessoas como se elas fossem dispensáveis, de ferir e agitar as pessoas ao seu redor, a fim de obter o que deseja.

Algumas dessas implicações serão mensuráveis, e afetarão diretamente o seu caminho pela frente.

Você vai ser desagradavelmente surpreendido pela forma como muitas vezes aqueles que você magoou entram nas órbitas uns dos outros – e em pouco tempo você vai precisar da ajuda deles, como é provável que pareça, quando for tarde demais para tê-la.

Há algumas coisas que não são mensuráveis também. Você não pode medir o que pode fazer sua felicidade. Mas desprezar os outros é ruim para os negócios. Eu aprendi isso da pior maneira, quando poderia ter aprendido assistindo ao filme O Poderoso Chefão.

Desprezar as pessoas é ruim para a alma e para a motivação, e é ruim para o seu tesão e seu coração, e vira as pessoas contra você. Vira sua confiança contra você, e transforma oportunidades em pó. Transforma o melhor que você tem no pior que você já viu.

Eu acredito que não há nenhum ponto positivo em ferir pessoas, ou cortar relações, ou trair a confiança. É cruel, é inútil, e raramente faz de você um vencedor. Às vezes, só faz você solitário.

Não ir com a cara das pessoas é ruim para os negócios. Ferir pessoas é ruim para os negócios. E você vai cair em ambas as armadilhas, mais cedo ou mais tarde – o que é quase inevitável.

Se você vive sua vida acreditando que nunca magoou ninguém, eu garanto que, se você se virar e perguntar às pessoas, verá um monte de gente discordando de você.

Quando olho para meus passados 27 anos, eu sei que há muitas coisas de que não estou apenas orgulhoso. Eu acho que é uma qualidade universal evoluir e crescer como pessoa.

O verdadeiro truque é transformar isso em uma estrada melhor à frente, e garantir que os mesmos erros não sejam mais repetidos. Isso é difícil. Difícil, mas necessário.

E você não vai perder muito aprendendo isso. Há sempre uma maneira melhor, mesmo que não seja tão fácil, mesmo que seja uma tonelada de merda mais difícil.

Está tudo bem.

Há um velho ditado: os que vivem pela espada morrerão por ela. Este é um conceito ao redor do qual envolvi minha cabeça, e eu não quero enfrentar minha própria lâmina novamente.


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escrito por:

Jon Westenberg

Apaixonado pela escrita, criatividade, negócios e tecnologia. É o fundador da Creatomic, uma agência de serviços criativos. Nela, trabalha com startups, empresas, publicações e criativos para atingir o público e se comunicar.


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