“Não sei”

“Não entendi”

“Não Consigo”

“No fim das contas, errei”

Estas frases resumem 90% da experiência de um aluno de “exatas”, que é basicamente uma bipolaridade entre desespero e apatia por tudo ser tão difícil e pelo ERRO ser seu “amigo” constante.

Um professor de Física nos dizia que aprender é doloroso, é difícil, que resistimos porque o cérebro, neste sentido, é análogo aos músculos: precisa “ferir” e “matar” os músculos pra ganhar massa muscular. E, pior, ele ainda nos dizia que nossa mente não é lógica, que lidar logicamente e racionalmente com as coisas nos deixa exaustos e é difícil, exige esforço, disciplina.

Não há muito espaço pra condescendência. É bem verdade que professores mais preguiçosos só veem os resultados finais, desconsiderando as linhas de raciocínio: o pior é que podemos errar tão errado que acertamos os resultados finais partindo de raciocínios bizarramente errados. Mas, no fim das contas, mesmo para os professores que avaliam o raciocínio e desenvolvimento das questões, há uma linha clara e objetiva entre “você está errado” e “você está certo”. E adivinha: se você estiver errado, dificilmente será aprovado.

Eu já reparei que nas “humanas” é incomum lidar com o desentendimento e com o erro. Dizer “você está errado” não é só indelicado e indecoroso, mas blasfemo. É raríssimo ver um aluno de humanas repetir as quatro frases com que abri esta ponderação. Não há “não entendi”, mas “este é o meu entendimento de X”, uma maneira maconhada de dizer “este é meu jeito ninja de ser”. Não há “não consigo”, há “eu não adoto estes paradigmas”. Não há “errei”, há o “discordo, mas nossos pontos de vida são equivalentes”.

Isso abre espaço para uma enorme condescendência e uma enorme arbitrariedade. E abre espaço pra coisa ser fácil além da conta para os “queridinhos” e impossível para os “odiadinhos” dos professores.

Só que isso não é um problema inescapável das “humanas”. Estas disciplinas também dependem de raciocínio rigoroso, disciplinado, de uma constante autocorreção para se manter na linha lógica e racional. Boa parte destas disciplinas lidam com fronteiras objetivas claras entre estar correto ou não estar correto.

Então a coisa é que “humanas” não são mais fáceis, “mais zoadas” (como dizem alguns das “exatas”), não são “coxa”. Todo aquele que buscar refinamento intelectual inescapavelmente lidará, na maior parte do tempo, com aquelas quatro frases que iniciam esta divagação. Se os alunos de “humanas” não estão lidando com isso é porque não estão lidando com CIÊNCIAS Humanas, como deveria ser, mas com “ciências”, com pregação doutrinária ideológica e enculcação partidária, com um tipo “secular” de teologia, não com ciência.

Aprender física ou matemática dóis, frustra, é penoso e é muito difícil. Aprender linguística, história, filosofia, sociologia e afins, igualmente. Ou não se está num processo de refinamento intelectual e aprendizado, mas de treinamento ideológico.

Sinto informar, mas mentiram para muitos alunos de “humanas” e não lhes ensinaram as ciências que certa vez os interessaram.

Leandro Bellato
Metereologista com a cabeça nas nuvens e o pé nas estrelas, flutua sem rumo satisfazendo sua vasta curiosidade sobre os mais variados e desconexos temas, de literatura à astrofísica, de antropologia à bioquímica, de cultura pop aos pré-socráticos.
  • Isabella Passos

    Boa lembrança, Leandro, mas também concordo com Foucault quando ele defende que própria “ciências humanas” carrega em si uma abertura para este erro. “Analisar a si mesmo” carrega dificuldade intransponíveis. E melhor é ter consciência disso.

    • É como o colega falou no comentário lá em cima: é inerente ao objeto das ciências humanas certa imprecisão.

      Mas ao mesmo tempo acho que as pessoas superestimam essa questão da ausência de leis do comportamento, ou de uma precisão “muito precisa” no estudo do comportamento e nas ciências humanas em geral.

      Estudos quantitativos trabalham basicamente com estatística, e acham tendências probabilísticas de comportamentos de populações (amostras, na verdade). E se viram muito bem com isso.

      Essa meta de “vamos descobrir leis sobre x” é um ranço positivista. Não faz muito mais sentido hoje. Até nas exatas existe imperam as análises probabilísticas.

  • Giuliano Fordelone

    Muitooo bom!

  • Breno

    É como você disse em seu texto “nossa mente não é lógica” Se o objeto de estudo das ciências humanas não é lógico como poderia ela ser totalmente lógica? Não existem leis do comportamento humano, como existem formulas matemáticas e físicas. Os positivistas e economistas tentaram criar essas leis e não deu certo.

    • Não existem leis no sentido matemático, mas existem tendências bem acessadas pela estatística — que embasa boa parte das pesquisas, por exemplo, em psicologia social.

  • Leandro, até entendo o seu ponto de vista, mas acho o texto muito aberto, e quase (eu disse quase) preconceituoso. Acontece que a dinâmica das ciências são diferentes, mesmo entre as ciências exatas e as ciências naturais. Entre essas duas há, por exemplo, durante a aplicação prática de uma fórmula matemática, a inclusão de muitas variáveis, a priori inexistentes na formulação precisa do cálculo. Agora imagine uma situação onde o próprio ato de buscar entender aquela coisa já está preso na dinâmica do próprio objeto! Sim, é importantíssimo entender todos os pontos de vista antes de bater qualquer martelo. Aí é que caímos no problema de ter uma ciência de longíssimas discussões e poucos pontos de convergência. Isso pode sim ter a ver com doutrinação – pode! – mas não seria a concepção do objeto, digo, a definição de uma “natureza humana”, um produto próprio das dinâmicas socioculturais? Aí está. As ciências humanas são dinâmicas sim, e talvez muito abrangentes e pouco precisas, ok… Mas isso é algo quase inerente ao seu objeto.

    • Gostei e concordo com boa parte do que vc disse, mas acho que o Leandro quis abordar o caso mais genérico que é o de que as ciências humanas em sua forma mais veiculada no Brasil tem mais a ver com pregar jargões do que estudar fenômenos rigorosamente.

      Eu estudo psicologia. Lá fora, boa parte da grade é tomada por disciplinas sobre psicometria e estatística. Aqui no Brasil, entretanto, em boa parte das universidades apenas prega-se análises críticas e construcionismo social. Tudo com pautas políticas por trás. Talvez seja um legado muito típico da América Latina.

      • Considerando que eu estou adiando a leitura de um texto sobre o Maio de 68 pra vir aqui responder o seu comentário, não posso dizer que discordo hahaha. O que posso dizer é que eu também estudo psicologia, e que, pra mim, seja “psicometria e estatística”, seja “fenomenologia e esquizoanálise”, tudo possui um “fundo” político que influencia até mesmo na maneira como o objeto é constituído para depois ser analisado. Nesse sentido, ambos andam por aí pregando a palavra da salvação, só que alguns escancaram isso por conta da história da própria vertente teórica.

        • Existe um sem número de variáveis que influenciam na adoção de um indivíduo por uma linha teórica, uma abordagem, qualquer coisa.

          Existe também um sem número de motivos por trás do surgimento de uma nova maneira de pensar.

          Mas isso é ponto pacífico. Só que é meio infrutífero discutir as áreas levantando as influências políticas de uma ou de outra. Deve-se se ater ao sistema teórico proposto e discutir, articular, que seja.

          As pessoas perdem muito tempo desconstruindo politicamente quando a questão a ser respondida pode não ter nada a ver com desconstrução.

          • Cara, não sei… Conheço pessoas de várias vertentes que se preocupam muito em “desconstruir” o objeto das outras vertentes. Sei que isso é explícito nas vertentes mais politizadas. De qualquer forma, um mainstream não precisaria “desconstruir”, como dizem. Bastaria, para ele, “construir” – um mundo sob sua imagem e semelhança.

            Se as pessoas perdem muito tempo desconstruindo? Sim! E faz parte da ideia de muitos debates e poucos resultados que até citei no primeiro comentário que fiz.

            Agora, se um tratado filosófico é um tratado filosófico, ele deve sempre permitir algum tipo de “construção”. “Desconstrução” é ganhar espaço, e acho a batalha academicamente proveitosa. “Construção” é usar o espaço ganho… Talvez ambos os lados (existem lados aqui?) façam isso, a sua maneira, muito bem, ou não existiriam.

          • Em tese o que vc falou pode ser verdade, sobre essa parte de ter de desconstruir para construir. O problema mesmo é que na realidade existem áreas comprometidas apenas com a desconstrução. E não é um tipo de desconstrução que visa abrir caminho para outros construírem. São desconstruções fúteis do tipo “que pais é esse?”, “Que polícia é essa que sei lá o que?”.

            Esses caras parecem ter 2/3 dos pés na poesia e apenas um dedo mindinho na filosofia e na ciência (se é que tem algum).

          • Se é disso que estamos falando (e receio que isso corresponda a maioria das pessoas, mas não sei bem até onde isso se aplica no desenvolvimento das vertentes teóricas das ciências humanas), eu só diria pra retirarmos a poesia daí e colocarmos senso comum mesmo. Poesia é vida hahahahahaha

          • Aí depende do objetivo da pessoa (ou da área). Algumas áreas estão realmente mais comprometidas com poesia, outras são mais empiristas, no sentido de que querem compreender um problema e estudar maneiras de intervir no dito cujo.

            Só acho que seja estranho ter uma disciplina dentro das Ciências Humanas, que não queira fazer bem ciência, mas poesia. Acho que esse uso promíscuo do termo “Ciências” confunde tudo, porque a rigor ciência é só “estar ciente de, saber algo”. Só que cada hora se aproveitam de um significado da palavra: uma hora usa-se o termo latto, outra, o mais estrito (relacionado a método científico e tal).

          • Hm… A discussão tá longa, mas tá tão legal que não quero sair dela hahaha
            Só me ajude a entender, você pode citar o nome de “ciências” humanas comprometidas com a “poesia” e não com a “intervenção”?

          • Discussão curta pra mim é um oxímoro. rs

            Toda a linha desconstrucionista não parece estar comprometida com intervenção, a não ser que se entenda intervenção de maneira diferente nesse contexto. Intervenção que digo é pensar operacionalmente num problema e criar maneiras de resolver. Se a área se mantém em algum tipo de discussão conceitual apenas, não estamos propriamente falando de algo que intervém.

          • Bem… foi mal pela demora, mudei de conta e não recebi a notificação do Disqus. Então, Felipe… Acontece que eu vejo intervenções práticas de áreas geralmente chamadas de “desconstrucionistas”,por isso pedi que dissesse o nome de alguma específica.

            Eu acredito que a discussão conceitual seja importantíssima – indispensável, na verdade – mas, a priori, isso não é uma intervenção direta no âmbito social que fica fora dos muros da universidade, o que é absurdo se pensarmos no potencial prático e imediato da ciência e da filosofia.

            Acho que desenrolo melhor se você puder apontar o dedo pra alguma vertente/área. Não vou te julgar moralmente por isso, prometo kkkkkkk

          • Bom, agora acho mais fácil vc me indicar uma área desconstrucionista que seja prática, que intervenha, do que eu, que aparentemente não conheço. haha

          • Que inversão do ônus absurda! Eu nunca aceitaria! Com essa configuração de debate, você pode só dizer que as áreas que aponto não são “desconstrucionistas”, ou negar que esse ou aquele tipo de intervenção seja intervenção de fato – você me deixa sem critério e ainda me força a contra-argumentar um argumento seu inexistente: o de que essas vertentes não fazem nada), mas é só o Disqus, então vamos lá hahahahaha.

            Primeiro, acho importante fazer o papel ridículo, mas necessário, de que “intervenção” possui diversos níveis e que não me convém abordar todos eles porque, obviamente, possuo limitações.

            Vamos à minha queridíssima Fenomenologia. Ela, apesar de ser tida como excessivamente crítica e “desconstrucionista”, exerceu papel essencial no respeito à pessoa, especialmente por embasar o movimento antimanicomial e estabelecer um novo modelo de cuidado que permitiu que deixássemos os grandes e insalubres hospícios de lado (http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1809-68672013000200011). Ainda sobre a desconstrução dos hospícios (que provocavam, muitas vezes, eles mesmos as doenças), também vale a pena apontar na direção do papel da esquizoanálise e da Análise Institucional (http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2178-700X2014000100009). Não fosse a desconstrução e a crítica dessas vertentes, movimentos como a Psiquiatria na Comunidade, a Psiquiatria Institucional, a Antipsiquiatria ou mesmo a Reforma Psiquiátrica Italiana jamais teriam existido. Nesse sentido, cada usuário do CAPS é um exemplo de intervenção.

            No menos geral, podemos ver no psicodrama também uma série de contribuições terapêuticas – já que ele mesmo pode se apresentar como prática clínica (http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-53932012000100014), e o mesmo vale para a esquizoanálise (http://www.feata.edu.br/downloads/revistas/avessodoavesso/v4_artigo02_esquizoanalise.pdf).

          • Engraçado que quando vc pediu pra eu citar, eu pensei exatamente em Análise Institucional e Esquizoanálise. De longe, a esquizoanálise — segundo o que eu to pensando aqui como área realmente intervencionista — me parece a melhor candidata, afinal, é uma área de clínica, que por definição tem uma atuação bem prática (e eu não sou desses que acha que teoria é dispensável não; só to fazendo um recorte pro tema aqui).

            Agora, com a Análise Institucional e com a Fenomenologia eu fico confuso — até porque não tenho conhecimento aprofundado sobre.

            Me parece que elas são áreas essencialmente filosóficas, no sentido continental. Elas problematizam. E é evidente que de qualquer problematização podem surgir passos iniciais pra uma transformação prática posterior. Mas não é isso que to chamando de intervenção, até porque se considerarmos isso como intervenção, então qualquer coisa é intervenção, o que também tornaria o conceito inócuo.

          • Eu respondi isso aqui, mas o comentário foi apagado quando cliquei em “publicar” hahahahaha. Me dê mais um tempinho pra ter a vontade de reescrever tudo e reencontrar os artigos </3

          • Hahaha é desanimador mesmo. Mas vai no seu tempo.

          • Vamos lá! Hahahaha

            Então, Felipe, primeiro sobre a Fenomenologia. Se ela é essencialmente filosófica? Sim, é! Se é uma ciência? Sob o risco de receber algumas pedradas, eu posso dizer que sim, também! Acontece que a Fenomenologia é formulada entre o empirismo e o idealismo, e não é fácil negar que ela mesma nasce em uma busca por romper com as próprias divisões de conhecimento até então dadas. Sobre isso, posso te recomendar todas as faces desse assunto que estão no livro “Ideias para uma Fenomenologia pura e para uma filosofia fenomenológica”, do próprio Husserl. A volta para explicar os comos e porquês da Fenomenologia se situar para além da filosofia é complicada e, possivelmente, não é útil pra nossa conversa agora. Dada a dica, pulemos XD

            [No texto perdido, eu expliquei brevemente qual seria essa base firme da Fenomenologia, mas cara… não vai rolar, exceto se você realmente quiser kkkkkkk]

            O que nos importa dela é o posicionamento de que há uma vivência existencial na qual o próprio mundo é colocado entre parênteses (embora o percebamos, não sabemos se o que percebemos são “fenômenos” ou “nômenos” – manifestações do real ou o real de fato), e que tal vivência nunca é abordada pela ciência psicológica que objetifica. O que é essa “vivência”? Resumamos com um isso aí e agora, não como as suas ondas cerebrais, mas como você mesmo, a sua consciência, percebendo agora esse texto, como você vive e percebe isso.

            Nesse sentido, a Fenomenologia embasa a ciência enquanto ontologia e epistemologia. Posso citar a presença dela na “clínica humanista-fenomenológica” (http://www.scielo.br/pdf/rlpf/v13n1/11.pdf), no seu formato mais direto como “clínica fenomenológica-existencial” (http://blog.newtonpaiva.br/psicologia/wp-content/uploads/2012/08/pdf-e2-13.pdf), e posso, com alguma ousadia, mostrar essas duas como desdobramentos da “clínica fenomenológica” (http://www.scielo.br/pdf/ptp/v26nspe/a07v26ns.pdf). Todas partindo não do entendimento das ondas cerebrais, mas da percepção em si. Rigorosas filosofica e socialmente dentro da proposta de que o estudo psicológico que parte do “externo”, do mundo objetivo, se fundamenta na própria percepção restrita do empirismo, e recai num ciclo vicioso que só é quebrado pela imediaticidade do “cogito ergo sum”, complementado por uma impossibilidade da negação da própria percepção.

            Quanto à Análise, primeiro eu preciso de dizer que ela sofre do mal de boa parte das ciências que, extremamente relevantes, encontram empecilhos para se adequarem à lógica capitalista (Antropologia, Sociologia, Linguística… Enquanto disciplinas, possuem uma dificuldade imensa de se adequarem às “intervenções práticas”). No caso da Análise, seu envolvimento com a política deixa as coisas ainda mais complicadas, já que lhe cabe o papel escancarado de atacar a própria lógica que a faz ser vista como “sem utilidade”. Se esperamos, assim, uma Análise pró-econômica-capitalista, pró-econômica-socialista, pró-econômica(?)-anarquista, ela será absolutamente inútil.

            Por outro lado, enquanto disciplina social, devemos agradecer que ela parta dos interesses pessoais e individuais apresentados sob os modelos de insurreições/comunidades, e que, assim, constitua os seus interesses, ainda, de uma forma eticamente “pura” – em oposição à tão discutível adaptação da economia.

            De qualquer forma, a Análise possui sim um belo papel intervencionista! E em moldes que me surpreenderam quando comecei a estudá-la duas semanas atrás hahahahaha. Os moldes de estratégias para a intervenção são consideravelmente claros (http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1808-42812007000300013), e, felizmente, conseguem agir sobre a própria dinâmica institucional (http://www.scielo.br/pdf/csc/v8n1/a19v08n1). O mais legal é que ela é tudo isso, e ainda é a única capaz de iniciar um artigo discutindo o próprio conceito de intervenção hahahahaha (http://www.mnemosine.com.br/ojs/index.php/mnemosine/article/viewFile/247/pdf_232)

            PS: O Psicodrama, bem como a Gestalt e suas ramificações também possuem muito das suas bases na Fenomenologia, mas isso sempre passa despercebido.

          • Velho, aconteceu de novo… e nem me dei conta. Ele é publicado e depois some. Vou te acusar não, mas desisto kkkkkkk
            Posso te mandar os artigos por e-mail, se for o caso.