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Entenda a guerra às drogas em 5 minutos

Em Política por Equipe Ano ZeroComentários

Há 7 anos, a The Eco­no­mist, revista bri­tâ­nica libe­ral, decla­ra­da­mente de direita, decre­tou: a polí­tica de Guerra às Dro­gas fra­cas­sou, e pre­cisa aca­bar, dando lugar a duas polí­ti­cas dis­tin­tas — a de lega­li­za­ção para dro­gas leves e de con­trole de danos para dro­gas pesa­das.

A lógica é tão sim­ples quanto ter­rí­vel, e com o devido dis­tan­ci­a­mento já a obser­va­mos fun­ci­o­nando durante a Lei Seca dos Esta­dos Uni­dos na década de 1920:

1 — pegue um pro­duto ou hábito que, por algum motivo (isso não entra no mérito aqui), seja con­si­de­rado fun­da­men­tal por parte da comu­ni­dade e torne-o ile­gal;

2 — o resul­tado é que o pro­duto ou o hábito não será extinto, mas sim pas­sará para a clan­des­ti­ni­dade;

3 — em seguida haverá repres­são do Estado, que não con­se­guirá aden­trar todos os mean­dros do labi­rinto das rela­ções soci­ais para cap­tu­rar e punir toda deso­be­di­ên­cia à lei, mas garan­tirá a apro­va­ção legis­la­tiva de vul­to­sos gas­tos do orça­mento público com o apa­re­lha­mento esta­tal;

4 — como res­posta à repres­são esta­tal, gru­pos cri­mi­no­sos pro­vi­den­ci­a­rão aos inte­res­sa­dos acesso ao pro­duto ou hábito, com um preço infla­ci­o­nado para com­pen­sar ris­cos e finan­ciar a com­pra de arma­mento e o recru­ta­mento de sol­da­dos do crime;

5 — como decor­rên­cia do embate entre o Estado e cri­mi­no­sos, muito san­gue será der­ra­mado, mas muito dinheiro ver­terá para finan­ciar outras ati­vi­da­des do crime orga­ni­zado, for­ta­le­cendo a cri­mi­na­li­dade; e

6 — o grande volume de dinheiro decor­rente de todas essas ati­vi­da­des ilí­ci­tas pre­ci­sará ser lavado, inun­dando o sis­tema finan­ceiro inter­na­ci­o­nal com bilhões de dóla­res, ver­tendo parte desse dinheiro para cor­rom­per agen­tes públi­cos em todos os níveis.

Este vídeo explica toda essa lógica do desas­tre:

A única solu­ção é desar­mar essa arma­di­lha, lega­li­zando dro­gas leves como a maco­nha e tra­tando dro­gas pesa­das como pro­blema de saúde pública, e de repres­são poli­cial. Mas para isso é pre­ciso ven­cer um grande ini­migo: os juí­zos de valor base­a­dos em pre­con­cei­tos e não em fatos cien­tí­fi­cos, o obs­cu­ran­tismo que se sobre­põe ao escla­re­ci­mento.


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