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A galinha dos ovos de ouro e a grande canja pop

Em Arte, Consciência por Muriel ParaboniComentários

1. Quem veio primeiro: Warhol ou a sopa?

É indis­cu­tí­vel a influên­cia da arte pop na cul­tura em geral e na arte con­tem­po­râ­nea. Tanto no efeito da rela­ção ovo-gali­nha (quem veio pri­meiro?) que se coloca cons­tan­te­mente entre a cul­tura de con­sumo e a pro­du­ção atual de arte, como em seus pro­ce­di­men­tos esté­ti­cos.

A ponta da agu­lha em que cul­tura e arte se tocam aqui é a pró­pria ques­tão da legi­ti­ma­ção da arte enquanto arte, tanto quanto da cul­tura enquanto cul­tura. Em outras pala­vras, a ques­tão do valor, que des­per­tou o inte­resse de Jean Bau­dril­lard. Aliás, é pre­ciso con­cor­dar com ele diante dessa pro­ble­má­tica, ao apon­tar Andy Warhol como o artista-sín­tese de uma cul­tura der­ri­só­ria – que se des­poja dos valo­res em simu­la­ções sim­bó­li­cas, subs­ti­tu­tas dos mes­mos, rea­li­da­des de segundo, ter­ceiro graus.

É pos­sí­vel que nenhum outro artista pop tenha per­so­ni­fi­cado melhor esse espaço gra­vi­ta­ci­o­nal para­do­xal­mente vazio entre a pro­du­ção de cul­tura e a pro­du­ção de arte como o fez Warhol. E, como vere­mos, essa orbi­ta­ção será essen­cial em sua obra. Nas pala­vras do pró­prio Bau­dril­lard:

Warhol me inte­ressa por­que ele desen­volve uma estra­té­gia mecâ­nica ori­en­tada pela mídia. Ela coin­cide com a estra­té­gia do sis­tema, porém é mais rápida do que o pró­prio sis­tema. Ela não dis­puta o sis­tema, mas o empurra ao ponto do pró­prio absurdo, pelo ato de repe­tir à exaus­tão a sua trans­pa­rên­cia.”

pistol

Gun, 1981.

Nos pró­xi­mos pará­gra­fos pre­tendo falar em linhas gerais sobre a legi­ti­ma­ção da arte pop na cul­tura atra­vés da per­so­na­li­dade, das idéias e ações de Andy Warhol, cer­cando essa ques­tão pelos seus dois extre­mos-apa­ren­te­mente-opos­tos: a arte pop como pro­posta de arte legí­tima e séria; e a arte pop como pro­posta de chiste, de iro­nia com a cul­tura e com a pró­pria arte. A idéia é rea­pre­sen­tar alguns argu­men­tos conhe­ci­dos, apro­xi­mando as teses séria e irô­nica como os dois lados de uma mesma moeda, em cuja ten­são reside o valor da arte pop e da cul­tura que a ori­gina e legi­tima.

2. Europa Vs. Estados Unidos

 

Como se sabe, a arte pop teve dois des­do­bra­men­tos sig­ni­fi­ca­ti­vos: na Europa, com mais ênfase na França e na Ingla­terra, onde em fun­ção do pós-guerra par­tiu de um con­texto menos oti­mista e rece­beu um tra­ta­mento “rea­lista-crí­tico” bas­tante decla­rado; e nos Esta­dos Uni­dos, que pro­ta­go­ni­zou o lado vito­ri­oso do pós-guerra e de uma cul­tura de con­sumo em eufo­ria que dei­xava à som­bra os pró­prios efei­tos cola­te­rais. Warhol está situ­ado exa­ta­mente aí, na Nova York dos anos 50, entre a fome e o mal-estar que o excesso pode pro­vo­car, entre a eufo­ria e a depres­são que dela inter­de­pende.

On the Balcony (detalhe), de Peter Blake (1965-67): a arte pop feita na Europa antes de Andy Warhol trazia uma carga expressa de crítica social, pessimismo e decadentismo.

On the Bal­cony (deta­lhe), de Peter Blake (1965–67): a arte pop feita na Europa antes de Andy Warhol tra­zia uma carga expressa de crí­tica social, pes­si­mismo e deca­den­tismo.

Os dois lados da arte pop ope­ra­vam a par­tir do mesmo eixo e por­tanto dos mes­mos pro­ce­di­men­tos: o tipo de cul­tura que se con­sa­grava no mundo com o fim da segunda guerra, bem como as suas con­sequên­cias. Era a par­tir da cul­tura que os artis­tas pop tra­ba­lha­vam e por­tanto era para a cul­tura que as suas obras deve­riam se vol­tar. Assim, tanto na Europa como nos Esta­dos Uni­dos, as regras ele­men­ta­res do jogo foram basi­ca­mente as mes­mas:

a) Apro­pri­a­ção de ima­gens, acon­te­ci­men­tos, obje­tos, pro­du­tos e pes­soas da cul­tura;

b) Apli­ca­ção de pro­ce­di­men­tos téc­ni­cos usu­ais da publi­ci­dade, dos meios edi­to­ri­ais, da indús­tria de entre­te­ni­mento e de pro­du­tos;

c) Repro­du­ção, repe­ti­ção serial com o obje­tivo de esva­ziar o con­teúdo, cha­mando aten­ção para o pro­ce­di­mento antes de tudo cul­tu­ral e não tanto para o tema figu­rado;

d) Nive­la­mento das peças de arte pop à con­di­ção de mer­ca­do­ria de con­sumo pela mul­ti­pli­ca­ção entró­pica em escala simi­lar à da indús­tria, espe­ci­al­mente a midiá­tica.

Esses pro­ce­di­men­tos no entanto ganham matu­ri­dade e con­sis­tên­cia nas mãos de Warhol, cuja pro­du­ção em solo ame­ri­cano logo come­çou a influ­en­ciar e defi­nir uma mudança na pró­pria arte pop que vinha sendo pro­du­zida na Europa.

Ape­sar de Andy Warhol e da maior parte da cena pop de Nova York que o seguia, a mai­o­ria dos artis­tas pop euro­peus (embora se uti­li­zando das téc­ni­cas ame­ri­ca­nas em cer­tos momen­tos) não que­ria abrir mão da van­guarda, mesmo que pare­cesse deses­pe­ran­çosa. E eles con­ti­nu­a­ram mos­trando isso de maneira con­vin­cente. (…) O pop Euro­peu sor­ria como o pop Ame­ri­cano, mas nos pri­mei­ros anos esse sor­riso não era de coe­são. A arte pop, nos dois lados do Atlân­tico, está cheia de bom humor e de crí­tica desi­lu­dida ao mesmo tempo. (…) Con­tudo, depois de 1964/65 Nova York pas­sou a exer­cer uma influên­cia defi­ni­tiva sobre a cena Euro­péia — foi nessa época que Andy Warhol pro­cla­mou que estava aban­do­nando a pin­tura. Artis­tas euro­peus como Peter Phi­lips e Allen Jones, na Ingla­terra, pas­sa­ram a seguir os ame­ri­ca­nos Mel Ramos e Tom Wes­sel­mann em seu uso da cor, ima­gem e estilo.” (Gary Coul­ter — Jean Baudrillard´s Andy Warhol Sur­vi­ves Euro Pop, publi­cado no site Euro­Art Maga­zine em 2010)

Warhol vai se tor­nar o cen­tro de influên­cia da arte pop nos dois con­ti­nen­tes, des­ta­cando-se dos demais artis­tas da época pela abor­da­gem incan­sá­vel dos temas da cul­tura, cen­trada na exaus­tão do gesto mecâ­nico e da repe­ti­ção.

3. A virada de Warhol

No período de 1964/65, ao aban­do­nar a pin­tura para assu­mir as téc­ni­cas mecâ­ni­cas da publi­ci­dade, Warhol deixa defi­ni­ti­va­mente de lado qual­quer inten­ção expli­ci­ta­mente crí­tica que ainda pudesse per­sis­tir em seu tra­ba­lho. Ele decide fazer da sua obra e de si mesmo even­tos per­ma­nen­tes dessa cul­tura, espé­cie de auto-sacri­fí­cio diá­rio pro­ta­go­ni­zando e tes­te­mu­nhando o mito do sur­gi­mento e da desa­pa­ri­ção dos pro­du­tos na suces­são dos dias de uma soci­e­dade cen­trada no con­sumo.

Seguindo por esse arris­cado cami­nho, Warhol vai aca­bar mul­ti­pli­cando-se em mui­tos, incor­po­rando a um só tempo o mais comum dos homens, con­su­mista, super­fi­cial e ato­mi­zado, e o artista céle­bre, crí­tico, irô­nico e obser­va­dor da cul­tura, com tudo e nada a dizer, sendo ele pró­prio o porta-voz vivo de sua tese cir­cu­lar, uma tese sem tese: todo indi­ví­duo é vazio de sig­ni­fi­cado, é um pro­duto dese­jante e con­su­mi­dor, é um can­di­dato para a fama, que, para Warhol, é o coro­a­mento do “pro­cesso de indi­vi­du­a­ção” con­su­mista.

Em sua extensa pro­du­ção, que atra­ves­sou três déca­das em ritmo cons­tante, Warhol se apro­priou de todas as meni­fes­ta­ções da cul­tura que cru­za­ram a fron­teira do sig­ni­fi­cado. Tal­vez essa tenha sido a sua grande ques­tão como artista, motivo pelo qual deci­diu ele pró­prio se ofe­re­cer em expe­ri­mento e sacri­fí­cio para a arte e para a cul­tura.

Uma das inumeráveis variações da célebre série de Campell´s Soup Cans, cuja obra original data de 1962.

Uma das inu­me­rá­veis vari­a­ções da céle­bre série de Campell´s Soup Cans, cuja obra ori­gi­nal data de 1962.

Entre as séries de maior des­ta­que rea­li­za­das pelo artista estão as pin­tu­ras de pro­du­tos de con­sumo, como as famo­sas Latas de Sopa Campbell’s (1962), as pin­tu­ras sobre foto­gra­fias de jor­nal, à exem­plo do Levante Racial Ver­me­lho (1963), e as séries de seri­gra­fias com cele­bri­da­des, entre as quais as Marilyns Mon­roes e os Elvis Pres­leys. Em todas essas obras o mesmo ponto em comum: pro­du­tos, per­so­na­li­da­des e even­tos noti­ci­o­sos rea­pre­sen­ta­dos em seu esva­zi­a­mento serial, na bana­li­dade pela repro­du­ção, na pla­na­ri­dade pela exi­gên­cia de apelo de ima­gem para con­sumo.

4. Dançando na chuva

Três con­si­de­ra­ções finais são impor­tan­tes para carac­te­ri­zar a rele­vân­cia de Warhol e da arte pop em sua eclo­são na cul­tura. A pri­meira delas é a forma como o artista pas­sou a tra­ba­lhar, tão logo se ins­ta­lou em sua fama. Apro­vei­tou o pró­prio fas­cí­nio quase obses­sivo pela cul­tura, pela mídia e pelo con­sumo – ele pró­prio decla­rou em seus diá­rios que era “casado” com a tele­vi­são e com um gra­va­dor de fitas cas­sete – para trans­for­mar seu ate­lier numa fábrica, a Fac­tory, lugar onde a pró­pria cul­tura da época pas­sou a cir­cu­lar de forma quase obri­ga­tó­ria, cabendo a Warhol não mais que regis­trar a “super­fi­cial inti­mi­dade” do que via.

Sendo Warhol ele pró­prio uma cele­bri­dade, e sendo o seu ate­lier um dos “luga­res” tanto de pro­du­ção como de cir­cu­la­ção e con­sumo da cul­tura, parece ter-se cri­ado aí o ponto zero, onde arte e cul­tura se encon­tram num vazio total­mente indi­fe­rente às ori­gens, em outra des­cri­ção de Bau­dril­lard para o fenô­meno da simu­la­ção. Ele pró­prio vai apli­car o con­ceito nomi­nal­mente a Warhol e à arte em geral:

Tudo o que carac­te­riza o tra­ba­lho de Andy Warhol — o advento da bana­li­dade, os ges­tos e ima­gens meca­ni­za­dos, e espe­ci­al­mente a sua ´ico­no­la­tria´ — ele trans­for­mou tudo aquilo num evento de grande inte­resse. Era ele e nin­guém mais! Logo outros o esta­vam simu­lando, mas ele era o grande simu­la­dor, com estilo para fazê-lo!”

fama, que para Warhol é o coroamento do “processo de individuação” consumista.

Warhol tra­ba­lhando em “Flowers”, 1965.

O segundo ponto diz res­peito ao arse­nal teó­rico de que Warhol dis­pu­nha, à des­peito do que sus­pei­tam mui­tos dos seus crí­ti­cos. Camu­flado em seu modo de vida fes­tivo e em seus dis­cur­sos ambí­guos, por trás estava um con­sis­tente conhe­ci­mento da his­tó­ria da arte e da cul­tura. O crí­tico David Syl­ves­ter comenta a série de tor­sos que Warhol rea­li­zou a par­tir do estudo de escul­tu­ras pro­du­zi­das na Gré­cia Antiga.

O torso é um dos gran­des temas que a arte do nosso milê­nio recu­pe­rou da Gré­cia e da Roma anti­gas. Aqui, porém, o fato de que as ima­gens são foto­grá­fi­cas é mais sig­ni­fi­ca­tivo. E toda a obra madura de Warhol é como que ins­pi­rada pela reve­la­ção de que um pin­tor moderno pode­ria e deve­ria explo­rar a foto­gra­fia como os pin­to­res renas­cen­tis­tas explo­ra­ram a Antigüi­dade clás­sica. Pois a foto­gra­fia veio assu­mir a cre­di­bi­li­dade que o Renas­ci­mento encon­trou nas for­mas e ima­gens grecco-roma­nas, embora não pelas mes­mas razões: aque­las antigüi­da­des obti­ve­ram sua legi­ti­mi­dade pela beleza, ao passo que as foto­gra­fias pela sua ver­dade. (…) Warhol usava foto­gra­fias para obter gla­mour, e não ver­dade. Os ros­tos que apa­re­cem mais repe­ti­da­mente em sua obra são os de Eli­sa­beth Tay­lor, Marilyn Mon­roe, Jac­que­line Ken­nedy, Elvis Pres­ley e outros do tipo. Ele se vol­tou para as foto­gra­fias de estre­las, assim como o Renas­ci­mento se vol­tava para as anti­gui­da­des, a fim de encon­trar ima­gens de deu­ses.” (Fábrica a Gal­pão, publi­cado em 2006 no livro Sobre arte moderna, da Cosac & Naify).

Da mesma forma, Warhol recons­trói a mito­lo­gia de sua soci­e­dade a par­tir das evi­dên­cias da cul­tura: even­tos, pro­du­tos e per­so­na­li­da­des. Ele iden­ti­fica e realça os guer­rei­ros, heróis, sobe­ra­nos de seu tempo, em ver­dade ima­gens repro­du­zi­das em série, envol­tas por nar­ra­ti­vas even­tu­al­mente banais: cele­bri­da­des que são ao mesmo tempo pro­du­tos e con­su­mi­do­res, pro­du­tos de con­sumo que são cele­bri­da­des, notí­cias cuja tra­gé­dia, dor, vio­lên­cia e catás­trofe é neu­tra­li­zada em sua espe­ta­cu­la­ri­dade serial, tal é a angu­la­ção da tra­gi­co­mé­dia humana em sua fase de alto con­sumo.

Che Guevara, um herói banal.

Che Gue­vara, um herói banal.

Por fim, o aspecto tal­vez mais fas­ci­nante da forma como Warhol viveu, pro­du­ziu e se colo­cou na cul­tura: com um meio passo para trás em rela­ção a si mesmo e ao mundo cul­tu­ral, será mesmo? Enigma de difí­cil res­posta: até que ponto ele era capaz de estar dis­tan­ci­ado e envol­vido ao mesmo tempo com a cul­tura para pro­du­zir as suas obras? Ponto tal­vez dos mais sen­sí­veis e onde a maior parte dos crí­ti­cos têm se debru­çado: seria a arte pop, e Andy Warhol, nada mais do que arte publi­ci­tá­ria que­rendo pare­cer arte que des­de­nha a publi­ci­dade? Uma res­posta posi­tiva para essa ques­tão, como o fez Harold Rosen­berg mais em defesa da arte abs­trata do que em crí­tica ao pop, só pode­ria obje­ti­var a des­le­gi­ti­ma­ção do legado da pop arte, o que não é de grande pro­veito. Por que jogar o bebê com a água do banho?

É claro que Warhol não pôde estar total­mente livre de ide­a­li­zar a sua pró­pria cul­tura, ou ao menos de ao ten­tar não fazê-lo, cor­rer o risco do resul­tado con­trá­rio — seu fas­cí­nio pelas cele­bri­da­des era real, tanto que ele pró­prio tor­nou-se uma com muito gosto. Mas ao mesmo tempo era a faca da cons­ci­ên­cia da his­tó­ria da arte que atra­ves­sava seus pro­ce­di­men­tos e se ins­cre­via ine­vi­ta­vel­mente em suas obras, pro­vo­cando uma alta ten­são crí­tica da qual nem ele pró­prio podia ter abso­luto con­trole. É pre­ciso lem­brar além e tal­vez antes de tudo que Warhol era um empre­sá­rio e a sua pro­du­ção artís­tica res­pei­tava a lógica de seus negó­cios, os quais esta­vam liga­dos aos mer­ca­dos de moda, cul­tura e arte que em sua época con­so­li­da­vam Nova Ior­que como a capi­tal da cul­tura mun­dial. Ele pro­ta­go­ni­zava um momento his­tó­rico, afi­nal.

No entanto, a forma como toda essa dinâ­mica de envol­vi­mento e dis­tan­ci­a­mento se dava na vida e no tra­ba­lho diá­rio do artista tal­vez não seja tão impor­tante, na medida em que para rea­li­zar obra tão pro­lí­fica, com tal den­si­dade e rever­be­ra­ção crí­tica, ele Warhol cer­ta­mente have­ria de ser ou de tor­nar-se um hábil esgri­mista da cul­tura, um rápido passo den­tro e já outro fora, envol­vido e obser­va­dor, ana­lí­tico e apai­xo­nado, pro­duto e ao mesmo tempo artí­fice do momento, da pró­pria obra-con­sumo, parte inte­grante e átomo dessa mesma cul­tura. O ritmo e a desen­vol­tura dessa dança, isso tam­bém se cons­trói pela mito­lo­gia que o pró­prio mer­cado neces­sita eri­gir em torno do artista para vendê-lo. No fundo, e por mais hábil que fosse, Warhol estava envol­vido até o pes­coço nessa arma­di­lha ines­ca­pá­vel — e sabia muito bem disso.

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