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4 razões pelas quais é tão difícil ser um finalizador

Em Comportamento, Consciência por Luke BlackburnComentário

As pes­soas mais atra­en­tes do mundo são as fina­li­za­do­ras. As pes­soas que fina­li­zam pro­je­tos, con­cluem pen­sa­men­tos, exe­cu­tam pla­nos, desen­vol­vem ideias intei­ra­mente, tocam a última nota, ter­mi­nam lutas e fecham capí­tu­los. Elas fazem essas coi­sas ape­sar das feiú­ras e imper­fei­ções pois elas sabem que esse é o ponto de par­tida para a gran­di­o­si­dade.

Elas são tão raras.

Pense no outro lado da moeda. Por exem­plo, o cara que pega um vio­lão e toca alguns acor­des de sua música favo­rita e, em seguida, para tudo e diz: “Eu não aprendi a coisa toda.” Ou quando você encon­tra um artigo fas­ci­nante na inter­net que pro­mete falar sobre cinco par­tes de uma série, mas ape­nas duas foram escri­tas.

As pes­soas se sen­tem atraí­das pelos fina­li­za­do­res por­que eles são dife­ren­tes. Eles usam sua ima­gi­na­ção e habi­li­da­des para pre­sen­tear o mundo com suas cri­a­ções.

Algu­mas déca­das atrás, você cri­ava coi­sas por­que você estava ente­di­ado. Hoje, por você ter tan­tas coi­sas para se entre­ter, a cri­a­ção tor­nou-se uma res­posta esque­cida para o seu tédio.

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Não é culpa da tec­no­lo­gia. É a inér­cia e a pres­são social. A tec­no­lo­gia tem nos dado tanto novas manei­ras de nos entre­ter quanto novas manei­ras de criar e com­par­ti­lhar. A mai­o­ria de nós está ape­nas esco­lhendo a pri­meira.

Com que frequên­cia você cos­tuma ler posts sobre mara­to­nas de seri­a­dos, ao invés de apren­der a pin­tar ou escre­ver uma his­tó­ria?

Como soci­e­dade, nós ape­nas valo­ri­za­mos o sex appeal. Nós não nos impor­ta­mos com o pro­cesso, nós só que­re­mos o resul­tado final.

Grande parte de sofri­mento des­ne­ces­sá­rio é cau­sado pela falta de ati­vi­dade cri­a­tiva na vida de alguém.
jasonzook

Os seres huma­nos nas­cem cri­a­do­res. O mundo inteiro de uma cri­ança é um pro­cesso lúdico e cri­a­tivo. É um meio de expres­são e auto-des­co­berta. Cri­an­ças con­si­de­ram a cri­a­ção como um com­por­ta­mento nor­mal — por­que é.

Mas, em algum momento da vida, nós olha­mos para os adul­tos e per­gun­ta­mos: “Ei, por que você não está cons­truindo ou cri­ando alguma coisa?” Uma res­posta honesta à per­gunta é uma acu­sa­ção grave para a nossa soci­e­dade. A res­posta geral­mente é: “Bem, por­que eu não sou muito bom.” Ou “Eu estou pre­o­cu­pado com o que as outras pes­soas vão pen­sar.”

A soci­e­dade des­trói a ima­gi­na­ção e a cri­a­ção das cri­an­ças por conta do nosso pró­prio medo e inse­gu­rança de não nos enqua­drar­mos. O que pode­ria ser se man­ti­vés­se­mos a men­ta­li­dade de cri­a­ção como sendo um hobby, uma diver­são?

Não estou dizendo que é fácil. É difí­cil criar algo novo e ori­gi­nal. Isso exige pen­sa­mento, cri­a­ti­vi­dade, ins­pi­ra­ção, deter­mi­na­ção e um monte de tra­ba­lho!

Há qua­tro razões pelas quais a cri­a­ção de algo novo é tão difí­cil. Se você se tor­nar ciente delas, será um pouco menos frus­trante na pró­xima vez que você ten­tar. Eu as des­co­bri durante os últi­mos dois anos de auto-explo­ra­ção em empre­en­de­do­rismo, música, arte e escrita.

1 — Musculatura criativa enfraquecida

O pro­cesso cri­a­tivo é como se exer­ci­tar. É um grupo de mús­cu­los men­tais que pre­ci­sam ser tra­ba­lha­dos a fim de melho­rar e fica­rem mais for­tes.

Se você vai fazer exer­cí­cios na barra fixa, levar seu queixo ape­nas metade do cami­nho até o nível da barra não vai desen­vol­ver seus mús­cu­los. A única maneira de se apri­mo­rar é fazer o cami­nho com­pleto repe­ti­das vezes.

Assim que você começa a explo­rar seus talen­tos e a des­co­brir o que você deseja criar, isso pode ser assus­ta­dor por­que é um ter­ri­tó­rio des­co­nhe­cido. Feliz­mente, não há maneira certa ou errada, tudo é ape­nas sobre a cri­a­ção de coi­sas que você gosta.

2 — Conheça o seu inimigo: a dúvida sobre si mesmo

Há um ciclo que afeta cri­a­do­res. É algo como isto:

ciclo criativo

Quando essa cen­te­lha de ins­pi­ra­ção surge e você tem o esboço de um grande tra­ba­lho que bri­lha em sua mente, é fácil come­çar a tra­ba­lhar. Escre­ver um esboço e pla­ne­jar o pro­cesso cri­a­tivo é fácil, por­que a ideia ainda está viva em sua mente. Puxá-la de sua mente para mani­festá-la no mundo físico é a parte mais difí­cil.

Cada pro­jeto tem uma bifur­ca­ção no meio do cami­nho. A bifur­ca­ção é a dúvida sobre si mesmo e fazer ques­tões como “Isso vale a pena?” e “Será que alguém se importa que fiz isso?”

É neces­sá­rio lutar con­tra esses pen­sa­men­tos tóxi­cos e lem­brar-se que isso pode não ser agra­dá­vel, mas você pre­cisa con­ti­nuar para que você possa apren­der e melho­rar.

3 — Comparando-se aos outros

Pense na pri­meira vez em que você pra­ti­cou algum esporte, a pri­meira vez em que você tocou algum ins­tru­mento, ou a pri­meira vez em que falou com uma pai­xão. Você pro­va­vel­mente foi sugado por isso. Em rela­ção aos outros mari­nhei­ros de pri­meira via­gem, você pode ter sido bom, mas em com­pa­ra­ção com aque­les de vasta expe­ri­ên­cia, houve uma dife­rença sig­ni­fi­ca­tiva.

bob esponja

Isso é da natu­reza humana, mas você tem que lutar con­tra esse desejo. Quando você é novato em qual­quer coisa, você só deve se com­pa­rar con­sigo mesmo.

Você ouve um músico clás­sico mun­dial, você lê um poeta lau­re­ado, você usa um pre­mi­ado soft­ware ou assiste a um atleta pro­fis­si­o­nal e pensa: “Uau, eles fazem pare­cer tão fácil.” Acre­dite ou não, em algum momento de sua vida, eles tam­bém eram nova­tos. O que os fez gran­des são as incon­tá­veis horas de falhar e ten­tar nova­mente, até que eles obti­ves­sem os resul­ta­dos que que­riam.

Para viver uma vida única em que você ape­nas segue sua pró­pria estrela, você só pode se com­pa­rar ao seu dia ante­rior de tra­ba­lho.

4 — Tornando-se um finalizador

Há uma dis­tri­bui­ção pare­tal que afeta o pro­cesso cri­a­tivo. Os pri­mei­ros 80% do tra­ba­lho são fáceis em com­pa­ra­ção aos últi­mos 20%.

trabalho tempoO poli­mento, edi­ção e fina­li­za­ção de todo o pro­jeto serão frus­tran­tes, por­que é mui­tas vezes um pro­cesso de sub­tra­ção em vez de adi­ção.

Então, ao invés de pen­sar que você está quase ter­mi­nando quando a maior parte do artigo foi escrito, aprenda a espe­rar a parte mais difí­cil ao final. Ela é a parte mais impor­tante do pro­cesso.

Você não sabe a ale­gria e a satis­fa­ção que vem de con­cluir o pro­cesso até que você o faça pelo menos uma vez.

Da pró­xima vez que você tiver essa cen­te­lha de ins­pi­ra­ção, eu o enco­rajo a levar a sério e ten­tar criar algo com ela. Lem­bre-se que os seres huma­nos são cri­a­do­res de nas­cença. Fle­xi­one os mús­cu­los men­tais e, com o tempo, eles tor­na­rão um pouco mais fácil de con­cluir esses pro­je­tos.

Esta­mos cons­truindo uma comu­ni­dade de Fina­li­za­do­res na Exosphere. Nós enco­ra­ja­mos você a ter­mi­nar o que come­çou, mesmo que esteja ficando feio e dis­tante da per­fei­ção — e garanto que será nas pri­mei­ras vezes. Torne-se um fina­li­za­dor e crie algo novo. O mundo está espe­rando.

Boas coi­sas estão por vir,

Luke


(Tra­du­ção do artigo ori­gi­nal, publi­cado no Medium, com auto­ri­za­ção do autor.)

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