banheiro sujo

É no banheiro que você se revela

Em Comportamento, Consciência por Natalia MarquesComentário

É pos­sí­vel ana­li­sar tam­bém um indi­ví­duo espe­cí­fico a par­tir da forma que ele des­carta o seu lixo e tudo o que envolve a ques­tão higi­ê­nica pes­soal.

Estou viven­ci­ando uma tarefa quase que diá­ria de lavar banhei­ros, e, por mais estra­nho que possa ser, e às vezes sinto certo nojo perante as coi­sas que vejo, tento tirar algum pro­veito disso. Além de ser o momento onde eu mais reflito sobre pas­sado, pre­sente e futuro, é o momento tam­bém que eu mais tenho idéias. Enfim, é aquela tarefa que se tenho que fazer, vou fazer com amor, bem feito e apro­vei­tar o momento.

Exis­tem estu­dos que mos­tram o quanto seu lixo pode dizer sobre você, o que e quanto você des­carta. Isso tende a variar bas­tante con­forme a região, con­ti­nente, cul­tura, aspec­tos econô­mi­cos. Dá para ima­gi­nar o tipo de lixo que um ame­ri­cano pro­duz? E o de um índio? Isso con­fere uma aná­lise de forma gene­ra­li­zada de dois extre­mos, porém, per­cebi que é pos­sí­vel ana­li­sar tam­bém um indi­ví­duo espe­cí­fico a par­tir da forma que ele des­carta o seu lixo e tudo o que envolve a ques­tão higi­ê­nica pes­soal.

Não estou dizendo para vas­cu­lhar o saco de lixo do seu vizi­nho, ape­sar de saber que mui­tas pes­soas fazem isso. É algo mais sutil, de forma obser­va­dora.

Edu­ca­ção, no meu ponto de vista, é algo que vai além do que você mos­tra em público. Quem é edu­cado, sim­ples­mente é, inclu­sive quando está sozi­nho. Não pre­cisa mos­trar para nin­guém, não pre­cisa apa­ren­tar ser para um grupo ou alguém. Digo isso por­que mui­tas pes­soas ten­tam con­quis­tar alguém pela edu­ca­ção (que na mai­o­ria das vezes não tem). É algo inte­li­gente e estra­té­gico de se fazer, cos­tuma ter efeito, mas aí mora um grande perigo. Homens cos­tu­mam fazer muito isso, eu tenho per­ce­bido desde então, mas aí pre­gam uma grande peça em você, pois pecam nos deta­lhes que tal­vez você tenha que con­vi­ver pelo resto do rela­ci­o­na­mento. Edu­ca­ção vai muito além de abrir a porta do carro, de pagar a conta, de afas­tar a cadeira para você sen­tar. Puro cli­chê nos dias atu­ais.

Bons costumes no banheiro, sinais de educação:

- Uti­li­zando o vaso sani­tá­rio:

Pri­meiro, é neces­sá­rio levan­tar a tampa. O assento que vem depois, como o pró­prio nome diz, é para sen­tar. Se não for usá-lo, levante-o tam­bém.
O ori­fí­cio do vaso é grande e bem fácil de acer­tar a “mira”. Isso vale para homens e mulhe­res. E se mesmo assim, res­pin­gar na borda dele, pegue um papel e limpe. Isso é edu­cado. Pin­gos no chão estão fora de cogi­ta­ção e eu já nem sei como eles podem acon­te­cer!
Sem­pre aperte a des­carga! Ela serve para levar embora até a rede de esgoto os seus resí­duos cor­pó­reos. Veri­fi­que se não sobrou nada e abaixe a tampa.

- Uti­li­zando o mic­tó­rio (só para homens):

É mais prá­tico que o vaso sani­tá­rio, pois não há neces­si­dade de levan­tar tampa. Após o uso, aperte a des­carga para que res­pin­gos de urina não fiquem ali, secando e pro­vo­cando um odor desa­gra­dá­vel. Porém, se sua mira não for muito boa ou esti­ver embri­a­gado, você corre o risco de uri­nar (muito ou tudo) no chão ou na parede e isso é extre­ma­mente MAL EDUCADO. Se for seu caso, vá para o vaso. Se pos­sí­vel, sente!

- O que fazer com o papel higi­ê­nico usado:

Tal­vez seja você que vai reti­rar o seu lixo, mas tal­vez não, e obri­gar alguém a ver o que você fez com o papel é muito chato, mesmo que esteja pagando.  A sacada da edu­ca­ção é maior ainda em locais onde você nem ima­gina quem irá fazer a lim­peza do local. Enten­deu?
Dobrar o papel higi­ê­nico e tam­bém o absor­vente é sem­pre muito edu­cado!
Asse­gure-se de que jogou o papel/absorvente no lixo e não no chão, e muito menos no vaso sani­tá­rio. Isso faz as coi­sas entu­pi­rem.

- Lavando as mãos:

É pos­sí­vel exe­cu­tar essa tarefa sem fazer meleca na pia. O dis­pen­ser de sabo­nete cos­tuma eje­tar o líquido por baixo, posi­ci­one sua mão ali e aperte. Leve suas mãos até a pia e abra a tor­neira. Depois que tirar o excesso, você poderá enxu­gar suas mãos com 2 folhas de papel, uma toa­lha se for em um banheiro resi­den­cial ou naque­les jatos de ar. Não é neces­sá­rio um monte de papel e nem sair pin­gando pelo banheiro todo. Lem­bre de jogar o papel no lixo, nunca no chão ou na pia. Isso tam­bém faz as coi­sas entu­pi­rem.

É fácil!

Ati­tu­des con­trá­rias a essas eram comuns aos homens e acei­tas pelas mulhe­res até o século pas­sado, mas os tem­pos são os outros e hoje em dia a mai­o­ria das mulhe­res não se vê indo atrás do homem abai­xando a tampa ou lim­pando o banheiro a cada usada. Atu­al­mente as mulhe­res per­ce­be­ram que são capa­zes de fazer tudo o que um homem faz e até mais, e os homens gos­tam disso tam­bém, afi­nal, nin­guém mais quer ficar ban­cando tudo sozi­nho, certo? Então, é bom cola­bo­rar!


Mas, vol­tando a ques­tão da edu­ca­ção… Supondo que você esteja inte­res­sado em alguém e essa pes­soa pareça ser edu­cada, tire a prova final visi­tando o banheiro após ela. Algu­mas situ­a­ções são mais fáceis que outras, mas é pos­sí­vel, e é uma com­pro­va­ção infa­lí­vel da edu­ca­ção de alguém.
Ana­li­se­mos: se o indi­ví­duo exe­cuta todas as nor­mas de civi­li­dade num banheiro como eu elen­quei ante­ri­or­mente, ele é res­pon­sá­vel por aquilo que faz e pensa em alguém que ele nem ima­gina quem seja, no caso, em quem vai lim­par o local. Pode ter cer­teza, ele real­mente é edu­cado e será edu­cado com você tam­bém, não é mera apa­rên­cia. Caso con­trá­rio, não se engane. Uma hora ou outra será mal-edu­cado com você tam­bém. E se o rela­ci­o­na­mento vin­gar, ixe, não há amor que dure por muito tempo.

Con­se­lho para os homens que que­rem con­quis­tar uma mulher:

Você nem ima­gina quanto, mas mulhe­res são extre­ma­mente estra­te­gis­tas. E se você acha legal uma mulher culta, inte­li­gente, sen­sí­vel e autên­tica, fique esperto, ela é mais ainda! Hoje em dia mulher não quer pro­blema pra cabeça, homem tem que agre­gar e não fazê-la per­der tempo lim­pando banheiro. Elas repa­ram os míni­mos deta­lhes e per­ce­bem que esse des­lize mos­tra gran­des sinais da per­so­na­li­dade de um tipo de homem que ela não vai que­rer pra vida dela.


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