Imagem artística do Cyclone-4.

Incompetência fora de órbita

Em Ciência por Douglas DoninComentário

Desde que o pri­meiro humano olhou para as estre­las, nossa espé­cie sabia que seu des­tino mani­festo era a explo­ra­ção do espaço. Essa força irre­sis­tí­vel que nos impul­si­ona para fora do globo é uma das mai­o­res angús­tias exis­ten­ci­ais da huma­ni­dade, e, posta em pers­pec­tiva em um futuro não tão dis­tante, tal­vez possa ser vista como um ins­tinto básico des­ses seres que, des­pro­vi­dos de asas, voam em dire­ção ao vácuo por pura tei­mo­sia.

Mas nem toda tei­mo­sia nos pro­pul­si­ona em dire­ção aos astros. Em uma certa região do pla­neta, nota­da­mente a que habi­ta­mos, a tei­mo­sia parece ser de muito menos pro­veito ao sonho de Ícaro, e muito mais uma pro­pen­são ao andar em cír­cu­los, bater cabeça e des­truir recur­sos, riqueza e pro­du­ção, como se, ao invés de olhar­mos nosso futuro em meio aos astros, pres­tás­se­mos eterna home­na­gem à apa­ren­te­mente sau­dosa poça de lodo ances­tral da qual saí­ram nos­sos ante­pas­sa­dos mais remo­tos.

É a impres­são que fica, quando ana­li­sa­mos a tra­gé­dia humana, tec­no­ló­gica, admi­nis­tra­tiva, diplo­má­tica e finan­ceira que marca a saga bra­si­leira de colo­car saté­li­tes em órbita, a qual comen­ta­rei bre­ve­mente, em home­na­gem ao nosso retro­cesso na área, de trás para frente – neste artigo, ana­li­sando o mais novo capí­tulo de nossa jor­nada este­lar de incom­pe­tên­cia, o absurdo do pro­jeto Cyclone-4*.

 

NASCE O CYCLONE-4

Imagem artística do projeto Cyclone-4, da Alcantara Cyclone Space.

A his­tó­ria dessa tra­gé­dia começa em 21 de outu­bro de 2003, quando assi­na­mos com a Ucrâ­nia o Tra­tado entre a Repú­blica Fede­ra­tiva do Bra­sil e a Ucrâ­nia sobre Coo­pe­ra­ção de Longo Prazo na Uti­li­za­ção do Veí­culo de Lan­ça­men­tos Cyclone-4 no Cen­tro de Lan­ça­mento de Alcân­tara, assi­nado em Bra­sí­lia por Roberto Ama­ral, então Minis­tro de Estado da Ciên­cia e da Tec­no­lo­gia do ainda infante governo de Lula, e pelo Minis­tro de Rela­ções Exte­ri­o­res da Ucrâ­nia, Kostyantyn Grysh­chenko.

Era a tábua de sal­va­ção do mori­bundo pro­grama espa­cial bra­si­leiro, que já havia pas­sado por pou­cas e boas (e eu juro que con­ta­rei esta his­tó­ria de san­gue, incom­pe­tên­cia e falhas em momento apro­pri­ado).

De toda forma, o negó­cio com os ucra­ni­a­nos era um negó­cio da China: seria cri­ada a Alcân­tara Cyclone Space-ACS, com capi­tal dos dois paí­ses. Ao Bra­sil, com­pe­tia for­ne­cer o local de lan­ça­mento (que, bem ou mal, já tínha­mos, em Alcân­tara – palco de várias des­ven­tu­ras aero­es­pa­ci­ais ante­ri­o­res) e a infra­es­tru­tura de solo neces­sá­ria. À Ucrâ­nia, com­pe­tia… fazer todo o resto, ou seja, desen­vol­ver o veí­culo pra­ti­ca­mente sozi­nha.

Era um preço pequeno para, final­mente, adqui­rir­mos capa­ci­dade de colo­car nos­sos pró­prios saté­li­tes em órbita, aumen­tar nossa rede de moni­to­ra­mento cli­má­tica, ambi­en­tal, mili­tar e de tele­co­mu­ni­ca­ções, tirar da boca o gosto ruim do fiasco astronô­mico do VLS, ainda recente, e de modo geral sair da lan­ter­ni­nha da cor­rida espa­cial mun­dial. Tam­bém fazia parte dos pla­nos do país parar de pagar para lan­çar saté­li­tes no país dos outros e, ainda, fatu­rar algum dinheiro com lan­ça­mento de saté­li­tes para os outros.

O mer­cado de lan­ça­mento de saté­li­tes é um mer­cado de oferta escassa, pois, como todos sabe­mos, em razão do movi­mento de rota­ção da Terra, é muito mais fácil ven­cer a atra­ção ter­res­tre a par­tir de lan­ça­men­tos pró­xi­mos da linha do Equa­dor, onde a velo­ci­dade de rota­ção do pla­neta é a máxima, dando uma vali­osa ajuda extra para a entrada em órbita de qual­quer veí­culo que deixe o solo.

Além disso, a Terra não é per­fei­ta­mente esfé­rica, sendo mais acha­tada pró­xima aos polos, o que torna o cami­nho às regiões celes­tes mais curto a par­tir do Equa­dor. E, de todos os paí­ses do mundo, o Bra­sil pos­sui a mais larga fatia dessa linha pri­vi­le­gi­ada, tendo como seus rivais na explo­ra­ção dessa van­ta­gem alguns paí­ses afri­ca­nos, como Somá­lia, Uganda, Gabão e Quê­nia, a Indo­né­sia, na Ásia, as Mal­di­vas, e na Amé­rica do Sul Colôm­bia e Equa­dor, que, embora car­re­gando o nome do maior explo­ra­dor da Terra e da linha em si, não pare­cem ter muita voca­ção para a aven­tura espa­cial.

Os Esta­dos Uni­dos, por exem­plo, fazem seus lan­ça­men­tos na Fló­rida, no Cabo Cana­ve­ral, acima do Tró­pico de Cân­cer, lan­çando seus veí­cu­los aos céus com 200 km/h a menos do que faría­mos do Equa­dor. Isso, tra­du­zido para a força pri­mor­dial do Uni­verso – os dóla­res –, repre­senta uma des­van­ta­gem de deze­nas de milhões em com­bus­tí­vel para os ame­ri­ca­nos em rela­ção ao preço que nós, bra­si­lei­ros, pode­ría­mos cobrar.

Mas o que nos sobra em van­ta­gens geo­grá­fi­cas, com­pen­sa­mos com uma voca­ção ao enge­nho muito mais tímida do que os ame­ri­ca­nos, que pare­cem rea­li­zar os mai­o­res fei­tos mecâ­ni­cos com uma obje­ti­vi­dade que a nós, buro­cra­tas inve­te­ra­dos, parece mágica.

Ao con­trá­rio dos nos­sos com­pe­ti­do­res ian­ques, que pen­sam em tur­bi­nas e com­bus­tí­vel apa­ren­te­mente desde o berço, a nós parece mais natu­ral atin­gir os céus a par­tir de pilhas de pape­lada inú­til e cus­tosa.

De toda forma, deve­ría­mos ter agra­de­cido aos mes­mos céus que dese­já­va­mos atin­gir por ter­mos encon­trado os ucra­ni­a­nos, co-her­dei­ros de todo o know-how sovié­tico acerca de colo­car coi­sas em órbita (ou no quin­tal dos outros).

Afi­nal, tra­ba­lha­ría­mos dire­ta­mente com a len­dá­ria Yuzh­noye Design Bureau, empresa tra­di­ci­o­nal de pro­je­tos de saté­li­tes e fogue­tes da Ucrâ­nia, que, desde a época da Guerra Fria, infer­ni­zou os ame­ri­ca­nos com seus pro­je­tos de Mís­seis Balís­ti­cos Inter­con­ti­nen­tais para a União Sovié­tica.

Em 2005, foi publi­cado o Decreto 5.436, pro­mul­gando o tra­tado. Estava ofi­ci­al­mente rei­ni­ci­ada nossa cor­rida aos céus, com ape­nas algu­mas déca­das de atraso, sendo cri­ada a Alcân­tara Cyclone Space-ACS, nova menina dos olhos da Agên­cia Espa­cial Bra­si­leira.

Alcantara Cyclone Space, Binational Company

E que menina! Para a Dire­ção-Geral bra­si­leira, foi nome­ado o pró­prio Roberto Ama­ral, em 2007, o pró­prio ex-Minis­tro de Estado da Ciên­cia e da Tec­no­lo­gia que havia assi­nado o tra­tado que sal­va­ria nossa estrada aos céus – e nossa repu­ta­ção, pois a comu­ni­dade aero­es­pa­cial inter­na­ci­o­nal já duvi­dava da nossa capa­ci­dade de mesmo empi­nar pipas, após os repe­ti­dos pape­lões do VLS.

A aposta era tanta que Lula, sem sub­me­ter o assunto à vota­ção nem nada (e nem se dando o tra­ba­lho de sequer nume­rar o Decreto, que ainda hoje figura na mis­te­ri­osa base de decre­tos não-nume­ra­dos uti­li­zada para deso­var meros atos de expe­di­ente sem impor­tân­cia geral, que de uns tem­pos para cá pas­sou a ser usada tam­bém para aven­tu­ras orça­men­tá­rias mili­o­ná­rias fica­rem abaixo do radar do Prin­cí­pio da Publi­ci­dade), edi­tou o Decreto n°…. número…. bem, não tem número, mas saiu no dia 3 de março de 2009, aumen­tando o capi­tal da ACS em 100 milhões de reais, no cane­taço:

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Dnn/Dnn11975.htm

O pro­jeto ia de vento em popa… na Ucrâ­nia. O pes­soal dos Bal­cãs estava avan­çando a lar­gos pas­sos e o veí­culo estava sendo ter­mi­nado den­tro dos parâ­me­tros de per­for­mance e fun­ci­o­na­li­da­des pre­vis­tas, con­forme o com­bi­nado, cha­mus­cando repe­ti­da­mente a área de tes­tes dos cos­mó­dro­mos de Bai­ko­nur e Ple­setsk.

Por aqui, nin­guém pare­cia muito bem saber em que ponto do pro­jeto está­va­mos.

Alguns mais oti­mis­tas já fala­vam de acor­dos da ACS com a Spa­ce­META para auda­ci­o­sas mis­sões tri­pu­la­das à Lua, em que leva­ría­mos nossa ginga, cul­tura, fute­bol e samba para o astro das noi­tes, que cer­ta­mente muito sucesso iriam fazer entre os sele­ni­tas. A Goo­gle, man­te­ne­dora do Lunar XPrize, acre­di­tou – e quem não acre­di­ta­ria?

Sergio---GLXP---Budapest-2014-1

Em outros fronts – como, por exem­plo, o da prá­tica – as coi­sas eram mais nebu­lo­sas. As úni­cas deli­be­ra­ções que pare­ciam deco­lar tra­ta­vam de assun­tos como remu­ne­ra­ção dos admi­nis­tra­do­res da ACS. Um espec­tro come­çava a ron­dar o pro­jeto: a ame­aça de ina­dim­plên­cia da Agên­cia Espa­cial Bra­si­leira.

Na Assem­bleia Geral, o Dr. Oleh Uruskyi, Pre­si­dente da Agên­cia Espa­cial Esta­tal da Ucrâ­nia e repre­sen­tante ofi­cial da Parte Ucra­ni­ana, refle­tindo o temor dos seus com­pa­tri­o­tas, pediu aos cole­gas bra­si­lei­ros que tives­sem a gen­ti­leza de per­gun­tar ao Governo bra­si­leiro se ele esta­ria por­ven­tura inte­res­sado em CUMPRIR O MÍNIMO COMBINADO, e levar as obras pro­me­ti­das à frente.

Foi o iní­cio de uma longa via-cru­cis do Governo da Ucrâ­nia, na pes­soa do Dr. Oleh Uruskyi, para mera­mente extrair do Governo bra­si­leiro alguma res­posta sobre se con­ti­nu­a­riam ou não no pro­jeto, visto que as obras esta­vam con­ge­la­das e a AEB estava devendo cada vez mais à ACS. O dinheiro, que antes fluía, mis­te­ri­o­sa­mente estan­cou.

 

A INCOMPETÊNCIA AS CARAS

Base de Alcântara, no Maranhão

Longe dali, as expli­ca­ções come­ça­vam a apa­re­cer. As empre­sas envol­vi­das na cons­tru­ção da infra­es­tru­tura de Alcân­tara, que pare­ciam estra­nha­mente vora­zes em recur­sos públi­cos, figu­ra­vam como bene­fi­ciá­rias do esquema do Petro­lão, e a situ­a­ção pare­cia cada vez mais de com­pe­tên­cia da Polí­cia Fede­ral do que da Agên­cia Espa­cial Bra­si­leira.

A Lava-Jato colo­cou sob o holo­fote uma série de con­tra­tos de cons­tru­ção que mais pare­ciam des­ti­na­dos a fazer deco­lar pro­pi­nas do que saté­li­tes. O esquema cri­mi­noso de cor­rup­ção dei­xou nos­sos par­cei­ros ucra­ni­a­nos per­ple­xos. E olha que esta­mos falando de ucra­ni­a­nos.

Por outro lado, quem ficava com a boca nas ore­lhas eram nos­sos com­pa­nhei­ros de BRIC, a Rús­sia (que estava em briga com a Ucrâ­nia, por causa da Cri­méia), e a China, para quem pagá­va­mos para colo­car nos­sos saté­li­tes em órbita.

Aqui, o dinheiro para avan­çar o Cyclone-4 e nos dar auto­no­mia espa­cial secou, mas, no mesmo período, des­pe­ja­mos 80 milhões de dóla­res no saté­lite Cbers-4, lan­çado pelo foguete Longa Mar­cha 4B de Taiyuan, nor­deste da China, em 2014, sem nem pes­ta­ne­jar, por­que com­pa­nheiro de BRIC é com­pa­nheiro de BRIC.

Longa Mar­cha. Bem, pelo menos eles che­gam lá.

Os ucra­ni­a­nos, entre­tanto, mesmo se sen­tindo traí­dos, não para­ram de insis­tir – tam­bém pudera, gas­ta­ram mais de bilhão de dóla­res sem con­tra­par­tida do Bra­sil, e suas con­sul­tas eram visu­a­li­za­das, mas rude­mente não-res­pon­di­das. O veí­culo estava pronto, tes­tado, fun­ci­o­nando, e nada do Bra­sil se apro­xi­mar de mera­mente arru­mar um sim­ples local para lançá-lo no quin­tal do Sr. Sar­ney.

Eis que, em 2015, saiu do Ita­ma­raty a seguinte men­sa­gem, a mando de Dona Dilma:

Trans­cri­ção da Men­sa­gem do Chan­ce­ler Bra­si­leiro

SG/1 /UCRA ETEC

Em 16 de julho de 2015
Senhor Embai­xa­dor,

Faço refe­rên­cia ao Tra­tado sobre Coo­pe­ra­ção de Longo Prazo na Uti­li­za­ção do Veí­culo de Lan­ça­men­tos Cyclone-4 no Cen­tro de Lan­ça­mento de Alcân­tara, assi­nado em Bra­sí­lia, em 21 de outu­bro de 2003.

2. A esse res­peito, informo Vossa Exce­lên­cia de que, após minu­ci­oso exame rea­li­zado em nível téc­nico, cujos ele­men­tos de infor­ma­ção e resul­ta­dos foram objeto de aná­lise e deci­são no mais alto nível, o Governo bra­si­leiro che­gou à con­clu­são de que ocor­reu sig­ni­fi­ca­tiva alte­ra­ção da equa­ção tec­no­ló­gico-comer­cial que jus­ti­fi­cou o ini­cio da par­ce­ria decor­rente do Tra­tado em ques­tão.

3. Nes­sas con­di­ções, invo­cando o artigo 17, item 3, do refe­rido Tra­tado, trans­mito a Vossa Exce­lên­cia a deci­são irre­vo­gá­vel do Governo bra­si­leiro de denun­ciá-lo.

Apro­veito a opor­tu­ni­dade para reno­var a Vossa Exce­lên­cia os pro­tes­tos de minha mais alta estima e con­si­de­ra­ção.

Mauro Vieira
Minis­tro de Estado das Rela­ções Exte­ri­o­res

A Sua Exce­lên­cia o Senhor Rostys­lay Tro­nenko
Embai­xa­dor da Ucrâ­nia

Sim­ples­mente ras­ga­ram o acordo. Tchau, saté­lite bra­si­leiro.

E, para não dei­xar dúvida, ela ainda publi­cou em decreto que ras­gou o acordo:

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Decreto/D8494.htm

Todo o inves­ti­mento posto fora. Milhões pagos. O veí­culo pronto, boni­ti­nho, segundo as espe­ci­fi­ca­ções, fun­ci­o­nando direi­ti­nho. E, o melhor, com a Ucrâ­nia furi­osa com a gente que­rendo cobrar nos órgãos inter­na­ci­o­nais mais de 2 bilhões de inde­ni­za­ção que eles gas­ta­ram no inves­ti­mento. E com PLENA razão.

Não que isso importe: no site do pro­jeto, ainda está de pé a seção “for cus­to­mers” já anun­ci­ando como con­tra­tar o ser­viço de lan­ça­mento de saté­li­tes. Quem ligar pedindo infor­ma­ções vai ter uma bela sur­presa.

Na data de hoje, em junho de 2016, diz o site, con­ge­lado como uma triste lem­brança:

STATUS DO PROJETO
Os acon­te­ci­men­tos atu­ais na Ucrâ­nia não têm impac­tado o desen­vol­vi­mento do Pro­jeto Cyclone-4. Atu­al­mente, o desen­vol­vi­mento de Veí­cu­los Lan­ça­do­res está a pro­gre­dir como pre­visto, e ele estará pronto para entrega à Alcan­tara na segunda metade de 2015. Uma parte sig­ni­fi­ca­tiva das ati­vi­da­des da cons­tru­ção civil do local de lan­ça­mento foi con­cluída tam­bém. A mai­o­ria dos equi­pa­men­tos de apoio ter­res­tre foi con­tra­tada, e alguns já foram rece­bi­dos em Alcân­tara.”

PROJECT STATUS
The cur­rent events in Ukraine have not impac­ted the Cyclone-4 Pro­ject deve­lop­ment. Cur­ren­tly, the Launch Vehi­cle deve­lop­ment is pro­gres­sing as sche­du­led, and it will be ready for deli­very to Alcan­tara in the second half of 2015. A sig­ni­fi­cant por­tion of the Launch Site civil cons­truc­tion acti­vi­ties has been com­ple­ted as well. Most of Ground Sup­port Equip­ment has been con­trac­ted, and some has alre­ady been recei­ved in Alcan­tara.”

Eu acha­ria de bom tom adi­ci­o­nar aos nos­sos futu­ros cli­en­tes:

OH, a pro­pó­sito, esque­ce­mos de dizer que ABANDONAMOS O PROJETO COMPLETAMENTE, mas este site é muito legal de qual­quer maneira por isso vamos deixá-lo online.”

OH, by the way, we for­got to say we ABANDONED THE WHOLE  PROJECT ALTOGHETHER, but this site is pretty cool anyway so we’ll be lea­ving it online.”

A men­sa­gem ainda em expo­si­ção tran­qui­liza, em junho de 2016:

e ele estará pronto para entrega à Alcan­tara na segunda metade de 2015”.

and it will be ready for deli­very to Alcan­tara in the second half of 2015”.

É assim que nós bra­si­lei­ros apa­ren­te­mente que­re­mos atin­gir as estre­las: come­ça­mos com milhões e milhões apro­va­dos, por decre­tos não-nume­ra­dos, se neces­sá­rio, e ter­mi­na­mos com um site triste que nem sequer alguém se dá ao tra­ba­lho de atu­a­li­zar.

Imagem de Cyclone-4.


Artigo ori­gi­nal­mente pos­tado no site do autor, Andar 86.
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Douglas Donin
Especialista em Direito Internacional e graduando em Economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, já foi ditador da Latvéria e inimigo de estelionatários neopentecostais no site "Duvido".

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