O Homo sapiens é uma espécie hábil em teorias da conspiração. Vá até o youtube e digite algo como Illuminati ou Nova Ordem Mundial e choverá vídeos inteiros sobre como o mundo é governado secretamente pelo anticristo, seja ele um político, uma entidade demoníaca, economistas, empresários ou até alienígenas que saem de seus impérios intergalácticos para governar este planetinha que nem numa posição geométrica pitagórica fica em relação à Via Láctea.

Nem toda conspiração é escalafobética, entretanto. Algumas são mais veladas, e por serem aparentemente mais sérias e lúcidas, têm maior poder de persuasão. É esse o caso de todas as manifestações virtuais sobre o uso da substância fosfoetanolamina, que sempre invocam algum tipo de conluio entre indústria farmacêutica e médicos – só para citar um caso bastante atual.

Claro, numa sociedade de estrutura capitalista, é esperado que pessoas e instituições queiram maximizar seus lucros, e isso muitas vezes significa assegurar que as pessoas utilizem serviços mais caros do que outros potencialmente mais eficientes e baratos. Mas o que choca é a quantidade de vezes que o argumento da dobradinha “indústria farmacêutica + capitalismo” é usado de forma totalmente irresponsável e ignorante sempre que algumas pessoas não gostam de determinado dado da realidade, como um resultado (ou ausência de) de alguma pesquisa científica.

Mas isso não é uma tendência contemporânea. Analisando um pouco a história humana, se atendo ao modo como os sistemas explicativos religiosos/mitológicos, filosóficos e (por último na nossa história epistêmica) científicos são estruturados internamente como lentes com as quais visamos enxergar a realidade (tanto a realidade última quanto a aparente ou próxima), temos uma boa ideia de que a mania de encontrar causas ocultas e verdades só vistas por poucos iluminados tem uma raiz em comum com a própria humanidade e o início de sua produção cultural/intelectual.

A conspiração para além dos blogueiros espinhentos

terra plana
Descobri recentemente que alguns resistentes em pleno séc. XXI não aceitam a esfericidade da Terra. Nesse momento vi que era perda de tempo discutir sobre a ida ou não do homem à Lua com conspiradores.

De qualquer forma, ninguém precisa exatamente da internet para deparar com o “melhor” da “conspiratosfera”. Isso porque teorias como essas não são uma primazia de blogueiros desocupados, mas uma prática louvável entre os mais respeitados romancistas, ensaístas, filósofos e acadêmicos em geral. A própria história humana é uma concatenação de explicações alinhavando evidências e fazendo brotar teorias que tem muito dessa essência especuladora do conspiracionista mais marginal [no sentido de estar à margem das explicações oficiais mesmo, não de serem criminosos ou algo assim].

O primeiro choque de realidade que tive sobre esse escapamento das teorias da conspiração do fundo das revistas de baixa circulação e dos vídeos que se propõem a explicar toda a realidade numa tacada só, foi quando entrei na universidade. Psicologia não era o curso que eu esperava que fosse. Na verdade, as Ciências Humanas não eram bem o que eu esperava que fossem.

Guiados pela Teoria Crítica da Sociedade, professores – e naturalmente seus discípulos, quer dizer, alunos – não estavam muito interessados em mostrar teorias científicas muito atuais, mas em mostrar como uma abordagem teórica e prática (a bendita praxis) poderia servir para mudar efetivamente o mundo, enfraquecendo o poder da lógica de mercado, por exemplo. Ou seja, de ciência de fato (como ciência cognitiva, psicologia evolucionista, estatística, neurociência) víamos muito pouco, pois o curso se concentrava nessa adoração da Escola de Frankfurt, que se foca basicamente em usar a psicanálise, a sociologia, história e antropologia nesse papel militante de mudar as coisas – mas que efetivamente não muda muita coisa, só torna as pessoas hipercéticas.

E a ideia central dessa proposta de macrovisão sobre o mundo e suas transformações é que tudo pode ser descrito basicamente em termos de luta de classes. Além disso, nosso papel seria basicamente não estudar cientificamente os fenômenos, mas construir maneiras de militar a favor de mudanças sociais. É o corolário da teoria marxista se manifestando de forma mais clara possível, que pode ser resumindo como o aprendizado da capacidade de perscrutar os fatos por trás dos fatos.

Charge Freud e Marx
Existe uma trama secreta por trás da formação de todos os times.

Em certo sentido, então, essa Teoria Crítica é uma boneca russa da conspiração, pois é regida por um forte algoritmo conspiratório, e as teorias que dão sua estrutura, por sua vez, também seguem a mesma ideia. Esse também é o caso da Psicanálise.

Freud, que ao contrário do que o grande público pensa, não era psicólogo, mas um neurologista que desenvolveu a Psicanálise, foi aos poucos percebendo que existiam comportamentos que não eram passíveis de explicação em termos de causas explícitas, pensamentos manifestos. Portanto, houve a necessidade de assimilar um construto já existente no final do século XIX, o de inconsciente, para trabalhar com lapsos verbais, mnemônicos, chistes e atitudes contraditórias que aparentemente seguiam uma lógica oculta que nem a própria pessoa parecia reconhecer.

O problema da teoria freudiana não é esse caráter de ocultismo conspiracionista a que ela leva, tanto é que a atual ciência cognitiva reaproveitou uma versão menos afetiva desse mesmo construto, o inconsciente. A questão é que esse suposto mecanismo obscuro só é acessado pelo analista – a autoridade suprema – por meio da fala do paciente. Não existe efetivamente nenhum método que guie a corroboração desses fenômenos com suposta natureza Inconsciente (com “i” maiúsculo); tampouco é possível um cenário experimental que venha a mostrar que os palpites estão errados. A estrutura teórica da Psicanálise arma uma cama de gato tal que o psicanalista sempre pode estar correto sobre seus palpites, e isso não é nem um pouco positivo para uma pretensa explicação da realidade – o que evita enormemente o jogo “cara eu ganho, coroa você perde”.

De qualquer maneira, a larvinha da conspiração está aí: o Inconsciente, aquela instância lá quietinha, influenciando o nosso comportamento, sendo a causa mais profunda de nosso mundo afetivo, de nossos gostos e desgostos. E o psicanalista é basicamente a única autoridade capacitada a tateá-lo.

Platonismo: conspiração para aristocratas

Piteco: mito da caverna de Platão
A vida verdadeira, a realidade verdadeira, para além dos sentidos?

Se quisermos retroceder no tempo, encontraremos algo muito parecido. Lembra daquele papo sobre o Mundo das Ideias, sobre a Alegoria da Caverna? Germe conspiratório puro.

Platão, ou Arístocles, como alguns acham que foi seu verdadeiro nome, alegava que o mundo sensível que vemos é basicamente uma farsa. Seriam apenas sombras de uma dimensão verdadeira, aquela alcançada pelas ideias. Portanto, uma árvore vista não seria real no mesmo sentido que a ideia da árvore; e isso valeria também para atributos abstratos como a coragem ou a sabedoria: a coragem ou a sabedoria observadas nas pessoas não seriam perfeitas, mas imperfeitas, pois só o que seria real e perfeito seria a ideia de coragem, a ideia de sabedoria.

Como todo bom conspirador, Platão tinha um bom palpite sobre quem deveria ser aquele com a capacidade de acessar esse Mundo das Formas, essa Verdade: o filósofo, o amigo da sabedoria (filo – amigo; sophia – sabedoria), seria esse desbravador, usando como ferramenta sua racionalidade e lógica. Daí a ideia da República dos Filósofos, em que somente esses homens sábios seriam capazes de governar devidamente, o que na verdade alguns dizem ser o protótipo de uma ditadura.

Cristianismo: a conspiração para os camponeses

As influências do pensamento de Platão ressoaram fortemente entre os neoplatônicos gnósticos cristãos.

Não existia um grupo unificado chamado de “gnósticos”, mas os historiadores agrupam sob essa alcunha uma série de cultos que pulularam nos primeiros séculos cristãos, e que chegaram a ser mais numerosos e populares do que a corrente cristã hoje nomeada como ortodoxa, que daria origem à Igreja Católica.

O Cristianismo em si é uma crença conspiratória no sentido stricto que venho mencionando: acredita-se em uma única divindade, Javé, e esse ser teria criado tudo o que existe e permaneceria nos julgando do alto de um não-lugar, para que no final nossos atos morais e imorais fossem contabilizados e nós fôssemos mandados para o Céu ou para o Inferno, como uma versão atualizada do Tribunal de Osíris, mas sem a pena.

"O leão não vai comer ninguém. Ele é só uma ilusão do Demiurgo."
“O leão não vai comer ninguém. Ele é só uma ilusão do Demiurgo.”

Os gnósticos eram cristãos, mas um tipo bem especial, se pensarmos no Cristianismo que venceu a batalha de memes e sobreviveu aos dias de hoje. Segundo eles, Javé seria uma espécie de Demiurgo apenas, uma divindade inferior e caída, criadora do mundo material, corrompido e imperfeito por natureza; em suma, o deus que aparece no Antigo Testamento. A verdadeira divindade, a do Novo Testamento, a digna de ser cultuada, seria Sophia, a mãe do Demiurgo – também chamado em alguns textos gnósticos de Ialdabaoth. E a ideia fundamental, talvez o que realmente possibilite chamar correntes cristãs tão diferentes de gnósticas, é a referência à gnosis (conhecimento, em grego), o conhecimento secreto que cada ser humano teria que acessar interiormente para chegar à Verdade Suprema.

Esses cristãos místicos enxergavam todo o resto como seres deludidos, enganados, perseguindo verdades superficiais e falsas.

O Judaísmo ficou conhecido como “a religião do livro”, e o Cristianismo, inicialmente apenas uma seita judaica marginal, pegou carona. Mas, apesar dessa peculiaridade em relação aos credos pagãos, podemos dizer que todas as crenças, todos os credos ao longo da jornada do Homo sapiens sapiens por aqui, são marcadas por histórias. Narramos a nossa vida pessoal e isso é o que nos ajuda a achar coerência teleológica nela. Fazemos a mesma coisa com a história da civilização ou com o Cosmos. Somos viciados nisso, e nesses contos também explicitamos nossa mania de conspiração.

A ficção científica, a mitologia moderna por excelência; e o fundo da conspiração contemporânea

Hoje em dia não escrevemos mais mitos como uma tentativa de dar significado à existência, mas escrevemos histórias assumidamente fictícias que não deixam de capturar esse mesmo desejo humano primal.

Histórias de ficção científica, um gênero historicamente recente, desenvolvem a admiração e a crítica para com o mundo tecnológico em que vivemos, um mundo dominado pelo pensamento científico. E talvez seja nesse gênero que a centelha da conspiração se manifeste de maneira mais elegante e sedutoramente crível para o ser humano contemporâneo.

Philip K. Dick, por exemplo, se consagrou por escrever um subgênero da ficção científica relacionado à especulação sobre a natureza última da realidade. Ao contrário de Platão, dos cristãos ortodoxos ou dos gnósticos, Dick era capaz de construir uma realidade por trás da realidade, como bonecas russas, mas que não tinham a ver exatamente com algo transcendental e espiritual. A Realidade (em maiúsculas mesmo) poderia ser um mundo de seres em 4D, criaturas de um universo paralelo, humanos futuristas ou qualquer coisa do tipo.

"Eles estão achando que eu sou o Philip K. Dick, mas na realidade sou um replicante."
“Eles estão achando que eu sou o Philip K. Dick, mas na realidade sou um replicante.”

Essa migração da especulação sobre o cerne da Realidade da esfera metafísica religiosa para uma metafísica mais técnica e fisicalista é notada muito claramente se formos comparando os mitos antigos com as histórias contadas pelos humanos modernos e contemporâneos. Se a religião tem o papel principal quanto à epistemologia numa sociedade, temos uma Realidade religiosa; se é a ciência que tem esse papel epistemológico alfa, temos a Realidade como algo tecnológico, orgânico.

Em Valis, livro meio autobiográfico que acabei de ler, paira o questionamento sobre a real natureza de uma experiência enigmática que Horselover (sim, uma tradução do nome Philip, do grego filos + hypos = o que gosta de cavalos) teve: teria sido uma mera paranoia gnóstica? Comunicação com aliens? Alguma experiência bizarra do governo? Alguma inteligência artificial terrena ou alienígena? Êxtase místico?

De qualquer forma, Horselover parece cumprir a diretriz básica do conspiracionista iluminado: só ele teve acesso a uma experiência que o convenceu de que o mundo como o conhecemos é uma cortina que tapa uma realidade traseira bem mais ampla; somente ele enxerga nesse mundo ilusório as evidências que confirmariam sua hipótese principal, ou porque é mais esperto que os outros ou porque foi escolhido para ser o conduíte da Revelação.

Esse prolífico autor de ficção científica talvez tenha muito em comum com dois expoentes da ficção científica televisiva posteriores à sua produção, Arquivo X e Matrix.

Ora, Scully, isso aqui é uma óbvia prova de que a ciência não é neutra. Claro que esses resultados foram forjados para acobertar uma conspiração entre grays e a indústria farmacêutica"
“Ora, Scully, isso aqui é uma óbvia prova de que a ciência não é neutra. Claro que esses resultados foram forjados para acobertar uma conspiração entre grays e a indústria farmacêutica”

Não sei se é consenso entre especialistas, mas me parece que para as pessoas nascidas dos anos 90 para cá, essas duas histórias foram as introduções pop à ficção científica para quem não viu filmes mais antigos, ou que não tinha o costume de ler ficções mais clássicas, tipo o próprio Dick ou Asimov.

Curiosamente, tanto Matrix e Arquivo X tem muitíssimo em comum tanto com o Gnosticismo (e, consequentemente, com Platonismo, Neoplatonismo e Cristianismo) quanto com Dick.

Arquivo X foi uma série que mostrou o dia-a-dia de dois agentes do FBI: Mulder e Scully. O primeiro, um fanático por lendas urbanas e coisas do gênero, que diz ter testemunhado a abdução de sua irmã quando ambos eram crianças. Scully, a médica cética que representa o freio da razão sobre os voos quase psicóticos de Mulder.

Matrix, filme que mostra um futuro pós-apocalíptico em que o mundo foi dominado por uma I.A. que aprisionou os humanos numa realidade virtual que visa nos manter entretidos numa suposta ‘realidade’, enquanto não passamos de baterias para esses organismos cibernéticos na realidade verdadeira (pra invocar aqui um pleonasmo necessário).

Um problema que todas essas abordagens tentam responder é o do cerne da realidade.

Interesses sociais como a esfera mais básica da realidade? Hã… Não.

De Platão, passando pelos mais plurais cristianismos, até Fox Mulder, Scully e os rebeldes de Zion ou Sião, todos são pessoas com farpas na mente, com um forte sentimento de que o que é aparente aos nossos sentidos, à nossa cognição, é interligado semântica e teleologicamente por alguma causa oculta.

Isso é evidente até mesmo quando saímos dessas discussões sobre a Realidade (ontologia) e adentramos em esferas que parecem ter menos essa preocupação de distinguir a realidade da falsidade, ao menos num sentido explícito.

Quando cientistas sociais desconsideram todo o jogo de regras internas da ciência (o próprio método científico) e condicionam o resultado de uma pesquisa aos vieses e relações sociais dos cientistas, isso é uma escolha ontológica também, e bem conspiratória – por mais que seja um tantinho bizarro reduzir a realidade ao social, pois obviamente a esfera sociológica só pode existir se outras mais básicas vierem na frente, como a Física.

"Essas balas apenas ocultam a luta de classes subjacente. Basta um "não passará" e desconstruirei o conceito de "projétil em alta velocidade".
– Essas balas apenas ocultam a luta de classes subjacente. Basta um “não passará!” e desconstruirei o conceito opressor de “projétil disparado em alta velocidade”.

Esse tipo de equívoco às vezes é transportado para as ciências “mais duras”, como a Química ou a Biologia, o que também reflete na Medicina – que não é bem uma ciência, mas é uma clínica que se baseia em resultados de pesquisas científicas. Esse é o caso que citei no início do texto, envolvendo a cura do câncer e o composto fosfoetanolamina.

A despeito dos detalhes mais cavernosos dessa questão, podemos ver que ali está presente um mecanismo repetitivo: a conspiração da indústria farmacêutica, que por sua vez tem conexão com a ideia implícita de que os interesses econômicos e sociais estão na frente do método científico. Segundo essa concepção, seriam esses interesses que guiariam os acontecimentos, na realidade.

Não quero eximir a ciência dessa história, porém. De acordo com a ideia que quis trazer aqui, a ciência também é, no fundo, o desvelamento de uma realidade oculta às formas ordinárias de investigação, como o senso comum. Mas, talvez, o que faça com que a ciência represente a melhor das formas de conhecimento é que há um método, um controle sobre variáveis, e isso diminui bastante a tendência natural de deformarmos a investigação por conta dos nossos vieses.

Mas isso não tem nada a ver com o conspiracionismo tolo e banal. O banal é aquele que você usa e continua usando para explicar as derrotas seguidas de seu time no Campeonato Brasileiro, afinal, sua equipe é tão boa que ela só pode perder por causa de algum mega complô que no final das contas vai explicar uma derrota aceita em troca de lucro.

No entanto, não podemos nos iludir sobre o poder de abandonar essa tendência. O raciocínio conspiratório, em essência, é como o pensamento classificador próprio de nossa espécie, que gera muitas maravilhas, mas que também gera o preconceito e a discriminação.

Da mesma forma, o teor conspiratório da estrutura dos nossos pensamentos e inferências sobre a realidade nos ajudam a buscar variáveis latentes que explicam o que observamos no mundo, e é graças a isso que surgem maravilhas como a ciência e a filosofia. Entretanto, lembre-se que também é graças a isso que surge o ceticismo sobre a ida do homem à Lua, sobre alienígenas que vem à Terra só pra estripar vacas, ou complôs sobre uma Nova Ordem Mundial – o que, em suma, não passa de paranoia entremeada de alguma sofisticação intelectual.


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escrito por:

Felipe Novaes

Já quis ser paleontólogo, biólogo, astrônomo, filósofo e neurocientista, mas parece ter se encontrado na psicologia evolucionista. Nas horas vagas lê compulsivamente, escreve textos sobre a vida, o universo e tudo mais, e arruma um tempinho para o Positrônico Podcast. Contudo, durante todo o tempo procura se aprimorar na sabedoria e nas artes jedis do aikido.


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