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Como largar seu emprego e viajar pelo mundo

Em Comportamento, Consciência por Mark MansonComentário

(Esta é a tra­du­ção auto­ri­zada do artigo ori­gi­nal, escrito por Mark Man­son em seu site. Se você quer acom­pa­nhar os novos arti­gos em lín­gua inglesa, cli­que aqui e assine a news­let­ter de Mark)


Qua­tro anos atrás, em uma manhã enso­la­rada de abril, fui até o escri­tó­rio em que tra­ba­lhava, ves­tindo um terno ligei­ra­mente maior que meu tama­nho, com 24 anos de idade e ainda sem expe­ri­ên­cia. Era meu pri­meiro dia de tra­ba­lho em um grande e pres­ti­gi­ado banco no cen­tro de Bos­ton. O pri­meiro dia na car­reira que defi­ni­ria cla­ra­mente o resto da minha vida.

Eu me senti estra­nha­mente pode­roso quando peguei meu car­tão de iden­ti­fi­ca­ção e tive acesso ao ele­gante ele­va­dor pra­te­ado. Era isso. Eu final­mente era um real, fun­ci­o­nal e ativo adulto.

Mas essa sen­sa­ção de poder se esvaiu assim que fui levado até meu novo cubí­culo. Cinza, esté­ril, sem graça. Olhei ao redor e per­cebi um punhado de outros sujei­tos ambi­ci­o­sos, de vinte e pou­cos anos, esqui­si­ta­mente enfi­a­dos em ter­nos bara­tos ou outros tra­jes pro­fis­si­o­nais. Alguns tra­ba­lhando furi­o­sa­mente em seus com­pu­ta­do­res, fana­ti­za­dos. Outros recli­na­dos em suas cadei­ras, des­pro­vi­dos de vida como se bas­tasse um ato­la­mento de papel na impres­sora para que enfi­as­sem uma bala em suas cabe­ças.

Eu seria um deles, em breve.

Sen­tei, bebendo ner­vo­sa­mente meu ener­gé­tico enquanto espe­rava que minha super­vi­sora viesse para me ori­en­tar naquela manhã. Ela che­gou lá pelas oito e meia, e pelas nove havia me mos­trado pro­ce­di­men­tos inú­teis o bas­tante para tor­nar até o mais monó­tono texto da facul­dade inte­res­sante o bas­tante para ganhar uma vibrante vida na minha memó­ria. Eu acor­dei às seis e meia para isso???

Às dez da manhã eu me per­gun­tava silen­ci­o­sa­mente a par­tir de que horá­rio eu já pode­ria sair dali. Havia trans­cor­rido duas horas da minha car­reira de finan­cista e eu já estava ima­gi­nando uma rota de fuga. “Isso não é um bom sinal”, pen­sei em seguida.

Eu lar­guei o emprego seis sema­nas depois.

Eu ado­ra­ria dizer a você que dei­xar o banco foi um daque­les momen­tos triun­fan­tes, em que saí do escri­tó­rio com um sor­riso mali­ci­oso e o punho erguido como Kevin Spa­cey. Mas a rea­li­dade é que me senti como um idi­ota. Eu tre­mia enquanto con­ver­sava com meu gerente. Quando ele me per­gun­tou o que eu pla­ne­java fazer, minha inse­gura res­posta a res­peito de um blog sobre con­se­lhos para encon­tros amo­ro­sos debe ter pare­cido tão ridí­cula para ele quanto para mik. Na hora do almoço, a notí­cia se espa­lhou pela minha equipe de tra­ba­lho. A maior parte dos cole­gas ficou con­fusa, cons­tran­ge­do­ra­mente evi­tando con­ver­sar comigo e sequer dizendo adeus. Ima­gino que eles acha­vam que eu havia colo­cado meu futuro na pri­vada e puxado a des­carga. Parte de mim achava a mesma coisa.

Recebi um bocado de emails de lei­to­res per­gun­tando como con­se­gui via­jar pelo mundo sem ter um cha­mado “emprego fixo”.

A res­posta mais direta é “inter­net”. Além do meu blog, eu tenho outros web­si­tes e pro­je­tos que me ren­dem dinheiro. Eu escrevi um livro. E tam­bém fiz um bocado de tra­ba­lho fre­e­lan­cer durante alguns anos.

Mui­tas pes­soas sonham em aban­do­nar o batente. Elas que­rem dei­xar de lado a esca­da­ria de suas car­rei­ras e encon­trar um jeito de ter mais tempo para fazer o que gos­tam. Eu endosso essa deci­são com todo meu cora­ção. Embora tenha me sen­tido estú­pido quando aban­do­nei o banco e tenha des­per­di­çado os dois anos seguin­tes apa­vo­rado, falido e tra­ba­lhando todas as horas dia e noite, essa foi uma das melho­res deci­sões que já tomei.

Já há um monte de tex­tos sobre esses assun­tos: dei­xar seu emprego, fazer grana online, come­çar um negó­cio, via­jar ao redor do mundo, etc. E um bocado deles são óti­mos. Mas mui­tos não tra­tam da rea­li­dade emo­ci­o­nal — lidar com as dúvi­das, encon­trar moti­va­ção, evi­tar de des­car­re­gar o estresse nos seus rela­ci­o­na­men­tos e ami­za­des. Quero apre­sen­tar um retrato rea­lista dessa mudança de vida. Há um monte de desa­fios, tanto emo­ci­o­nais quando men­tais, mas enco­rajo você a dar esse salto.

 

POR QUE VOCÊ DEVE SE ATERRORIZAR

 

Per­gunta honesta: você ama o que faz?

Se a res­posta não for um auto­má­tico e retum­bante “Sim! Eu vivo por essa coisa!”, então enco­rajo você a seri­a­mente pen­sar em fazer a res­peito. Isso pode soar radi­cal, mas sério, em cem anos você e todo mundo que conhece vai estar morto e seus bis­ne­tos não fica­rão com olhos mare­ja­dos lem­brando como você ganhou aquele décimo ter­ceiro ou uma sala de canto só sua no escri­tó­rio. Pare de enro­lar.

É pro­vá­vel que a ideia de dei­xar seu emprego deixe você ater­ro­ri­zado. Isso é nor­mal e pre­vi­sí­vel… até mesmo bom.

Quando dei­xei o banco naquele dia, eu tinha ape­nas a vaga ideia do que faria. Eu estava escre­vendo em um blog e publi­cando em foruns locais sobre minha vida afe­tiva e aven­tu­ras com mulhe­res como jovem bacha­réu. Eu ganhei alguns segui­do­res locais e até fiz algum dinheiro dando con­se­lhos para homens e pales­trando para peque­nos gru­pos pela cidade. Eu não estava nem perto de ganhar dinheiro para poder me sus­ten­tar, mas eu sabia que esse era um novo mer­cado que cres­cia rapi­da­mente. E com tra­ba­lho duro com­bi­nado com minha pou­pança, eu (inge­nu­a­mente) acre­di­tava que podia ter um negó­cio de ver­dade imple­men­tado e em fun­ci­o­na­mento den­tro de alguns meses.

Ocorre que levou quase 18 meses para obter uma fonte de renda con­sis­tente. Eu fiquei sem grana em diver­sas oca­siões, fui sus­ten­tado pela minha ex-namo­rada por um período e daí vol­tei para a casa da minha mãe. Na maior parte de 2008 e 2009 e tra­ba­lhei entre 10 e 16 horas por dia e a mai­o­ria dos meus pro­je­tos falha­ram e fize­ram pouco ou nenhum dinheiro.

Eu estava estres­sado, para dizer o mínimo.

As pes­soas me per­gun­tam o que me moti­vou durante esse período. A res­posta é o ter­ror. Com­pleto e inequí­voco ter­ror diá­rio. Eu estava abso­lu­ta­mente ater­ro­ri­zado com a ideia de falhar. Claro que havia amor envol­vido nisso (eu amava meu tra­ba­lho e ainda amo). Mas tam­bém era disso que vinha o ter­ror: da ideia de que eu jamais faria dinheiro daquilo que eu amava; da ideia de que eu teria de vol­tar a tra­ba­lhar em algo que eu odi­ava; da ideia de que eu tinha des­per­di­çado dois anos da minha vida sem nada para mos­trar; da ideia de que todos os meus ami­gos e fami­li­a­res que acha­vam que eu tinha enlou­que­cido pro­va­riam estar com a razão.

Esse medo me man­teve acor­dado durante as madru­ga­das e, mais impor­tante, me man­teve tra­ba­lhando durante essas madru­ga­das.

Ao longo dos anos conheci algu­mas pes­soas que que­riam lar­gar seus empre­gos, come­çar seus pró­prios negó­cios, criar novas fon­tes de renda. E eles esta­vam apa­vo­ra­dos. Óbvio. Deve­riam estar. Mas ao invés de con­ver­ter seu ter­ror em atos, eles gas­ta­ram todo seu tempo pla­ne­jando e pla­ne­jando e pla­ne­jando sem fazer nada.

90% de seus pla­nos vão falhar não importa o que você faça. Acos­tume-se a isso.

E isso ocorre não por­que nós somos pés­si­mos pla­ne­ja­do­res, mas por­que há mui­tos fato­res des­co­nhe­ci­dos. E a única maneira de des­co­brir esses fato­res e se adap­tar a eles é ten­tando e falhando. Então sim, você deve ficar apa­vo­rado com a ideia de que vai falhar. E é justo por isso que você deve agir de qual­quer modo.

Quando decidi aban­do­nar o banco, alguns ami­gos e fami­li­a­res suge­ri­ram que eu con­ti­nu­asse a cons­truir meu pró­prio negó­cio para­le­la­mente até ter uma fonte con­sis­tente de renda. Olhando para trás, acho que se eu tivesse feito isso, eu não teria sucesso. Desis­tir seria fácil demais. Eu não teria a ener­gia ou tempo neces­sá­rios. Não have­ria aquele medo  cons­tan­te­mente pre­sente. O ter­ror que aquele ato impul­sivo me trouxe era minha moti­va­ção mais pode­rosa. Eu estava com­pro­me­tido. Eu ven­ce­ria ou mor­re­ria ten­tando. Vendi minhas coi­sas (vide­o­game, com­pu­ta­dor, móveis, gui­tarra — tudo). Parei com a maior parte dos meus hob­bies. Perdi con­tado com alguns ami­gos. Eu sabia que todas essas coi­sas retor­na­riam assim que eu tivesse sucesso. Mas falhar não era uma opção.

Ser inte­li­gente é ótimo. Tra­ba­lhar com ética é ótimo. A capa­ci­dade de se adap­tar é defi­ni­ti­va­mente neces­sá­ria. Mas você tam­bém pre­cisa de uma moti­va­ção emo­ci­o­nal para empur­rar você a rea­li­zar seus sonhos. Todos conhe­cem aquela sen­sa­ção na qual você sabe vis­ce­ral­mente o que deve ser feito, sen­tido e dese­jado, mas lhe falta a moti­va­ção emo­ci­o­nal ou meios neces­sá­rios para real­mente se levan­tar e fazer o que é pre­ciso. E aí você con­ti­nua sen­tado na mesa que você odeia dia após dia, ano após ano, espe­rando por alguma coisa que nunca vai vir, apri­si­o­nado em seu con­forto e seguro em sua medi­o­cri­dade.

Ater­ro­rize-se. Use isso como ali­ado. De a si mesmo nenhuma opi­nião exceto seu sonho.

Não há nenhum motivo para você fazer algo que odeia. Nenhum.”

 

PLANEJANDO SUA FUGA

 

Ok, tudo isso é certo e bom, mas vamos falar da rea­li­dade. Espe­ci­al­mente se você tem cri­an­ças, des­pe­sas com sua casa, des­pe­sas com seu carro, des­pe­sas edu­ca­ci­o­nais e pro­ble­mas de saúde. O que você fará?

1. Venda todas as coi­sas inú­teis e colo­que suas finan­ças em ordem. Pos­ses exces­si­vas são con­tra­pro­du­ti­vas durante a busca por um estilo de vida ainda dis­tante. E elas fre­quen­te­mente são con­tra­pro­du­ti­vas para alcan­çar­mos a feli­ci­dade no geral. Se você pos­sui alguma coisa que está con­su­mindo você finan­cei­ra­mente (móveis, carro, etc.), con­si­dere a pos­si­bi­li­dade de estan­car a san­gria e se livrar desse encargo o mais rápido que puder. Endi­vi­dar-se é dia­bó­lico. Escrevi um artigo inteiro sobre livrar-se do entu­lho exces­sivo e des­ne­ces­sá­rio, que pode ser lido aqui. Ao fazer isso ini­ci­al­mente você pode sen­tir urti­cá­ria. Ou então você tal­vez possa sen­tar aí (nova­mente) e pen­sar que sou um total maluco irre­a­lista e que jamais pode­ria se livrar de seu sofá ita­li­ano com super-duplo-reves­ti­mento que sim­ples­mente com­bina com a sala inteira, mas foda-se, venda-o de qual­quer maneira. Há um milhão de sofás no mundo, mas sua expe­ri­ên­cia de vida acon­tece ape­nas uma vez. Corra atrás dela.

Em casos extre­mos, isso pode envol­ver a venda de sua casa. Isso pode soar insano e tal­vez com­ple­ta­mente irra­zoá­vel para você, espe­ci­al­mente se tiver uma famí­lia. Se é assim, então o alu­gue. Obvi­a­mente o cami­nho a tra­çar pode variar, depen­dendo de quem você é e das cir­cuns­tân­cias de sua vida. Por­que ficar preso mise­ra­vel­mente e finan­cei­ra­mente a uma casa se você pode ser feliz em um apar­ta­mento? Bum.

2. Ava­lie suas fon­tes de renda

As pes­soas pare­cem acre­di­tar que estão apri­si­o­na­das a uma car­reira de 9 horas em 5 dias por semana, mas na ver­dade há outras opções. Você ape­nas tem que estar dis­posto a cor­rer alguns ris­cos e tra­ba­lhar um pouco duro.

Uma lista incom­pleta de opções para tirar sua bunda da cadeira e explo­rar o mundo são:

  • Junte-se a uma orga­ni­za­ção de volun­ta­ri­ado. Se você não se importa de sujar suas mãos e se colo­car em ambi­en­tes extre­mos, então uma orga­ni­za­ção de volun­ta­ri­ado, seja uma ONG ou outro tipo de orga­ni­za­ção (ex., Gre­en­pe­ace) estão sem­pre pro­cu­rando por ajuda. Você pro­va­vel­mente será envi­ado a paí­ses em desen­vol­vi­mento, mas em algu­mas des­sas nações é sur­pre­en­den­te­mente agra­dá­vel viver (Tai­lân­dia, Colôm­bia, Filip­nas, Peru, etc.). Uma vez em que você esti­ver em outro con­ti­nente, ir de um país a outro rara­mente custa mais do que cin­quenta dóla­res de pas­sa­gem de ôni­bus, trem ou avião.
  • Ensine uma lín­gua. O paga­mento é baixo e o tra­ba­lho é duro, mas essa alter­na­tiva lhe garan­tirá uma via­gem paga para outro con­ti­nente e com frequên­cia umas boas férias. Asia é um con­ti­nente para fazer isso sem ser exi­gido expe­ri­ên­cia na lín­gua do país. Se você for dar aulas na Europa, você tem que saber pelo menos a lín­gua do lugar. Uma amiga meu ensi­nou inglês na Coreia do Sul por seis meses, pegou o dinheiro que fez e ficou três meses na índia, então deu aulas nas Fili­pi­nas por outros seis meses e então via­jou pelo Sudo­este Asiá­tico por um tempo depois disso. Nada má essa expe­ri­ên­cia.
  • Encon­tre uma fonte de renda móvel. Poker. Nego­ci­a­ção de ações. Fre­e­lan­cing. Con­sul­to­ria. Mar­ke­ting na inter­net. Blog­ging. Design grá­fico ou web­de­sing. Literatura/jornalismo. Esses são todos os tra­ba­lhos que fiz com o pé na estrada. São todas fon­tes de renda que podem ser man­ti­das inde­pen­den­te­mente de sua loca­li­za­ção (e tenho cer­teza que esqueci algu­mas outras ati­vi­da­des). Algu­mas delas pos­suem uma curva de apren­di­zado longa e aci­den­tada, mas nunca houve um melhor tempo para come­çar do que agora.
  • Ini­cie um negó­cio online. Este é um tópico com­plexo do qual outras pes­soas podem falar muito melhor do que eu, mas star­tups da inter­net podem fre­quen­te­mente ser cri­a­das e admi­nis­tra­das de qual­quer lugar. Na ver­dade, há um certo número de “incu­ba­do­ras de star­tups” ao redor do mundo onde empre­en­de­do­res da inter­net se con­gre­gam em luga­res com alta qua­li­dade de vida e bai­xos cus­tos (Chi­ang Mai na Tai­lân­dia, Bali na Indo­né­xia, Medel­lin na Colôm­bia, etc.).
  • Con­vença sua empresa a dei­xar que tra­ba­lhe remo­ta­mente. Não é uma opção para todo mundo, mas se você é um pro­gra­ma­dor, desen­vol­ve­dor ou desig­ner, então essa pode ser uma opção para você.
  • Seja trans­fe­rido para outro con­ti­nente. Outra opção, se você tra­ba­lha em uma mul­ti­na­ci­o­nal é ser trans­fe­rido para uma de suas várias fili­ais pelo mundo. Você pode fre­quen­te­mente ter mais tempo de férias ao tra­ba­lhar em outros paí­ses e além disso essa alter­na­tiva per­mi­tirá que explore o lugar em que tra­ba­lha.
  • Encon­tre empre­gos enquanto viaja. Isso é fácil em alguns paí­ses e incri­vel­mente difí­cil em outros. Mas achar tra­ba­lho em hos­tels, bares e res­tau­ran­tes nas cida­des em que esti­ver para sus­ten­tar sua esta­dia é pos­sí­vel onde quer que você vá. Um bocado de gente faz isso. Leva tempo e exige esforço, e obvi­a­mente é um pouco estre­sante, mas pode ser feito.
  • Tra­ba­lhe em um cru­zeiro ou em uma com­pa­nhia aérea. Sério. Essas pes­soas pos­suem uma incrí­vel fle­xi­bi­li­dade com o seu tempo no mar e onde quer que forem. Conheci uma mulher que tra­ba­lhava em um cru­zeiro na Costa Rica e ela já tinha estado em mais de 75 paí­ses, vivendo em uma dúzia deles por mais de seis meses. Ela estava perto dos 30. A mesma ideia vele para tra­ba­lhar em uma com­pa­nhia aérea em uma exten­são menor (e como mais jet lag).
  • Ini­cie sua nova car­reira durante a via­gem. Em cer­tos paí­ses em desen­vol­vi­mento, par­ti­cu­lar­mente na Ásia, há uma demanda extre­ma­mente alta por oci­den­tais com gra­du­a­ção uni­ver­si­tá­ria, para ocu­pa­rem luga­res de ges­tão com bons salá­rios. Paí­ses como China, Malá­sia e Sin­ga­pura valo­ri­zam um bocado o talento oci­den­tal. Não ape­nas uma pes­soa recen­te­mente for­mada pula vários degraus na escada da car­reira ao tra­ba­lhar em um des­ses paí­ses, mas tam­bém podem ter um aumento na qua­li­dade de vida e um baixo custo de vida

Você pode com­bi­nar algu­mas des­sas estra­té­gias. Às vezes você pode só via­jar com suas eco­no­mias e come­çar a pen­sar em fon­tes de renda enquanto está com o pé na estrada. Algu­mas pes­soas podem via­jar com suas eco­no­mias, come­çar um blog no cami­nho, fazer alguma con­sul­to­ria online, tra­ba­lhar em alguns ser­vi­ços esqui­si­tos aqui e ali, e quando suas eco­no­mias se esgo­ta­rem, podem já ter con­se­guido uma fonte de renda modesta mas que não depende de sua loca­li­za­ção. Mas como sem­pre, o Goo­gle é seu amigo. Não há escas­sez de sites e recur­sos sobre ONGs, star­tups da inter­net, mar­ke­ting, imi­gra­ção, ser mochi­leiro, etc.

3. Cal­cule sua “velo­ci­dade de escape”. Faça alguma pes­quisa e esco­lha o seu pri­meiro des­tino. Você quer ten­tar uma star­tup de inter­net na Ásia? Tra­ba­lhar numa ONG na Amé­rica Cen­tral? Ir como mochi­leiro para a Europa e arru­mar tra­ba­lhos esqui­si­tos no cami­nho? Um monte de pes­soas vie­ram me dizer “quero viver via­jando, como faço?”. Bem, depende de onde você vai. Você pode viver como um rei com mil dóla­res na Tai­lân­cia e Fili­pi­nas, ou gas­tar essa quan­tia em uma semana no México. Depende onde você vai e o que estará fazendo.

Outro fator são seus deve­res finan­cei­ros. Se você tem débi­tos, você pre­cisa incluir essa variá­vel no seu cál­culo. Se você tem pro­ble­mas de saúde, então pre­cisa fazer um bocado de pes­quisa sobre isso tam­bém. Cal­cule o valo que pre­cisa ganhar para sobre­vi­ver aonde quer que deseje ir. Isso pode exi­gir que arrume um emprego quando che­gar ao seu des­tino. Pode exi­gir que junte um bocado de dinheiro agora e venda alguns bens. Pode exi­gir a cri­a­ção de algum negó­cio online. De qual­quer maneira, faça seu orça­mento, e você saberá quando esti­ver pronto.

4. Aperte o gati­lho. Uma vez que você sou­ber o quanto deve eco­no­mi­zar e/ou qual será sua fonte de renda inde­pen­dente de loca­li­za­ção, tra­ba­lhe na dire­ção de sua meta com tudo o que você pos­sui. Isso pode exi­gir que se demita ime­di­a­ta­mente para libe­rar mais tempo e tra­ba­lhar no seu plano. Seja cri­a­tivo e não seja orgu­lhoso quanto a isso. Um amigo meu deci­diu aban­do­nar seu estilo de vida total­mente e se mudou de volta para a casa dos seus pais por quase um ano antes de ele come­çar a via­jar. Eu dormi por uns tem­pos no sofá de um amigo. Depois vol­tei para a casa da minha mãe até ter dinheiro sufi­ci­ente para com­prar uma pas­sa­gem até a Argen­tina. Quando che­guei lá, pude viver bem com cerca de metade da fonte de renda que eu pre­ci­sa­ria para viver nos EUA. Foi ali que ini­ciei meu negó­cio.

Mas, como eu disse, pla­ne­jar não coloca você den­tro do avião. Pla­neje o melhor que puder, mas depois se atire no fogo. Não deixe nenhuma outra opção para você mesmo senão ven­cer. Vai ser duro e colo­car a prova seus ner­vos, mas é assim que você cresce. É assim que você espreme o fruto da vida. Ater­ro­rize a si mesmo. E depois gar­ga­lhe ao lem­brar disso.

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