cinco dicas para entender a meditação

Cinco dicas para entender a meditação

Em Consciência, O MELHOR DO AZ, Série Meditação por Victor LisboaComentário

Primeiro: A Meditação é como roupa.

Para cada ser humano no pla­neta há uma medi­ta­ção — a sua medi­ta­ção. Ela é como uma roupa feita sob medida: a medi­ta­ção que cai bem em você não é a medi­ta­ção que é con­for­tá­vel e ajus­tada para o corpo e mente de outra pes­soa.

Mas há ele­men­tos comuns a toda medi­ta­ção, como há ele­men­tos comuns a todas as rou­pas.

E esses ele­men­tos em comum eu iden­ti­fi­quei após minha tra­je­tó­ria pes­soal por várias esco­las budis­tas, ao longo de mais de duas déca­das. Come­cei com uma grande sim­pa­tia pelo Zen Budismo. Foi quando acom­pa­nhei o tra­ba­lho de Alfredo Ave­line na revista budista Bodi­satva, antes de ele tro­car o Zen pelo Budismo Tibe­tano e tor­nar-se o Lama Padma San­tem (numa curi­osa com­bi­na­ção de mahayana sob a chan­cela de um grupo vaj­rayana, da linha­gem nyingma). Em seguida, estu­dei bre­ve­mente na escola tibe­tana de Tsongkhapa. Por fim, retor­nei ao Zen Budismo com ori­en­ta­ção da Monja Ishin, uma ame­ri­cana que resol­veu se radi­car em Porto Ale­gre após anos de for­ma­ção no Japão, e fiz algu­mas aulas de medi­ta­ção do Pro­fes­sor Mon­teiro, que ficou dezoito anos no Japão, fazendo mes­trado e dou­to­rado sobre o Budismo na China.

Se há pala­vra que reflete essa minha tra­je­tó­ria é “errá­tica”. Como bom oci­den­tal, armo acam­pa­mento em torno de certo apren­di­zado e depois passo para outro tipo de ensi­na­mento, de pre­fe­rên­cia algum que con­teste ou ao menos con­traste com o ante­rior. Não pro­fesso qual­quer reli­gião em par­ti­cu­lar, e ten­tei abs­trair des­ses apren­di­za­dos o que pode ser pra­ti­cado e com­pre­en­dido para além da mol­dura de dog­mas e prin­cí­pios espi­ri­tu­ais.

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Mas des­con­fio que, durante essa tra­je­tó­ria, des­co­bri a roupa feita sob medida para mim. A medi­ta­ção que mais se encaixa com minha vivên­cia pes­soal. Se ofe­reço minha expe­ri­ên­cia agora, é por­que medi­ta­ção é como roupa: cada um tem a sua, mas todas as rou­pas tem a mesma uti­li­dade.

Segundo: Meditação é como exercício físico.

E quando fala­mos de medi­ta­ção, é disso que tra­ta­mos: de uti­li­dade. Por favor, eli­mine de sua cabeça qual­quer ideia que asso­cie medi­ta­ção budista a algo “trans­cen­dente” (como aque­les que pre­gam a tal “medi­ta­ção trans­cen­den­tal” gos­tam de supor), a algo “mís­tico”, “espi­ri­tu­a­li­zado” ou, pior ainda, reli­gi­oso. Essas são as prin­ci­pais ideias que impe­dem as pes­soas de con­se­gui­rem ver­da­deiro bene­fí­cio com a medi­ta­ção budista: a crença de que a medi­ta­ção levará você a algum estado de êxtase mís­tico, a uma posi­ção de supe­ri­o­ri­dade espi­ri­tual em con­tra­ponto ao mundo “mate­rial”.

Não, a medi­ta­ção não tem nada a ver com uma fan­ta­si­osa fuga para rei­nos meta­fí­si­cos, com o suposto des­per­tar de um sonho que seria essa rea­li­dade em que vive­mos. A medi­ta­ção é um exer­cí­cio para man­ter sua mente aqui, neste ins­tante do mundo con­creto no qual você e eu esta­mos imerso e ao qual per­ten­ce­mos.

A medi­ta­ção é uma prá­tica, um exer­cí­cio para a mente que poten­ci­a­liza suas facul­da­des da mesma forma que há exer­cí­cios físi­cos que poten­ci­a­li­zam nosso tônus mus­cu­lar e elas­ti­ci­dade.

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E, como o exer­cí­cio físico, a medi­ta­ção depende de ser pra­ti­cada com frequên­cia. Assim como o tônus mus­cu­lar só surge com o exer­cí­cio repe­tido ao longo de sema­nas, até mesmo meses, os efei­tos da medi­ta­ção na cons­ci­ên­cia humana só sur­gem com paci­ên­cia e dis­ci­plina.

Mas qual é a assi­dui­dade ideal da medi­ta­ção? Por quanto tempo ela deve durar? Bem, isso depende, pois aqui é bom lem­brar daquela com­pa­ra­ção que fize­mos com uma roupa: cada um tem uma frequên­cia e tempo de medi­ta­ção que se ajusta per­fei­ta­mente à sua pes­soa. Alguns dizem que o ideal é medi­tar todos os dias, em duas oca­siões, de quinze minu­tos a meia hora. Há inclu­sive pes­soas que par­ti­ci­pam de reti­ros em que se medita por dias a fio, pra­ti­ca­mente durante todo o tempo em que não se está dor­mindo ou satis­fa­zendo outras neces­si­da­des fisi­o­ló­gi­cas.

Para mim, pelo menos, a “roupa medi­ta­tiva” ideal é todos os dias úteis, durante vinte minu­tos e pela manhã. Mas o ideal é que os ini­ci­an­tes come­cem com perío­dos e frequên­cias meno­res, até se acos­tu­ma­rem, exa­ta­mente como alguém que não está acos­tu­mado a fazer exer­cí­cios deve come­çar levan­tando pesos peque­nos.


Terceiro: Meditação é como lavar as mãos.

Mas, afi­nal, por que medi­tar? Aqui quero con­tar uma his­tó­ria engra­çada. Na Idade Média, nos paí­ses euro­peus em que a reli­gião hebraica era proi­bida e os judeus eram per­se­gui­dos, havia uma lista de vários “hábi­tos tipi­ca­mente judai­cos” que eram divul­ga­dos pelas auto­ri­da­des entre a popu­la­ção, para aju­dar no reco­nhe­ci­mento de judeus dis­si­mu­la­dos. Entre eles estava o estra­nho hábito de lavar as mãos antes das refei­ções. Isso mesmo, para os euro­peus medi­e­vais era uma esqui­si­tice que alguém lavasse as mãos antes de comer algo — não lhes ocor­ria que esse não era um cos­tume neces­sa­ri­a­mente reli­gi­oso, mas uma prá­tica de higi­ene bem salu­tar.

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Hoje em dia é bem difí­cil que alguém não se dete­nha por alguns segun­dos e ana­lise se suas mãos estão sujas e pre­ci­sam ser lava­das antes de segu­rar uma fatia de pizza ou de bolo sem o uso de um guar­da­napo. É algo auto­má­tico, um hábito sau­dá­vel tão intro­je­tado no nosso cos­tume que con­si­de­ra­mos natu­ral.

Mas, para nos­sos ante­pas­sa­dos euro­peus, um pouco de imun­dí­cie nas mãos antes das refei­ções não inco­mo­dava nem um pouco.

O mesmo ocorre com a medi­ta­ção. Assim como o corpo pro­duz natu­ral­mente suor, nossa mente pro­duz natu­ral­mente pen­sa­men­tos — e, embora mui­tos des­ses pen­sa­men­tos sejam salu­ta­res, o acú­mulo caó­tico deles ao longo de um dia inteiro deixa nossa cons­ci­ên­cia um bocado bagun­çada. Assim como nossa soci­e­dade ado­tou o hábito, antes con­si­de­rado estra­nho e hoje tão natu­ral, de lavar-se as mãos antes das refei­ções, um dia quem sabe nossa civi­li­za­ção vai ado­tar o tam­bém salu­tar cos­tume de todos medi­tar­mos dia­ri­a­mente para man­ter­mos a cons­ci­ên­cia sem muita bagunça.


Quarto: Meditar é fazer uma reforma no seu banheiro.

E como é que a medi­ta­ção ajuda a dei­xar a cons­ci­ên­cia livre da bagunça?

Antes de mais nada, é bom des­fa­zer mais uma con­fu­são a res­peito da medi­ta­ção. Não, a medi­ta­ção não tira de sua cabeça de “pen­sa­men­tos nega­ti­vos”, não livra você dos “sen­ti­men­tos inde­se­já­veis”. Esses pen­sa­men­tos e sen­ti­men­tos con­ti­nuam lá, você sem­pre os viven­ci­ará. A medi­ta­ção não faz você “ser alguém melhor”, a medi­ta­ção faz com que você per­ceba e viven­cie quem você é exa­ta­mente neste pre­ciso momento. É bem ver­dade que, com a con­ti­nui­dade diá­ria da medi­ta­ção, aos pou­cos você vai notar que algu­mas coi­sas melho­ram e que, para efei­tos prá­ti­cos, você tor­nou-se alguém mais “apri­mo­rado”, mas isso não é exa­ta­mente uma mudança em quem você é, e sim em uma ampli­a­ção daquilo que você já é neste exato momento. Não se tira nada de sua vida, nem pen­sa­men­tos nega­ti­vos, nem sen­ti­men­tos inde­se­já­veis: ape­nas o lugar em que eles estão ficou maior.

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É isso mesmo. Pense, por exem­plo, como você fica abor­re­cido com um pequeno pro­blema do seu dia a dia, alguma boba­gem irre­le­vante que fala­ram a você mas que lhe irrita muito. Algu­mas pes­soas ficam de mal humor durante o resto do dia quando seu carro é arra­nhado ou quando alguém lhes fecha no trân­sito. E nem pre­ciso falar do que ocorre quando nos vemos diante daque­les pro­ble­mas real­mente sérios, que nos arra­sam total­mente.

Nes­ses casos, e em tan­tos outros de nossa vida coti­di­ana, é como se esti­vés­se­mos den­tro de uma pequena saleta junto com aquele pro­blema, junto com aquele pen­sa­mento feio ou aquele sen­ti­mento desa­gra­dá­vel. É como ficar em um banheiro minús­culo em que colo­ca­ram uma grande gela­deira duplex: nós não con­se­gui­mos espaço sequer para res­pi­rar, não con­se­gui­mos dei­xar de pres­tar aten­ção na gela­deira e, ao mesmo tempo, somos inca­pa­zes de ver todos os lados dessa mesma gela­deira que pre­en­che toda nossa visão, por­que não pode­mos nos mover con­for­ta­vel­mente ao redor dela. Nem há a opção de deci­dir onde colo­car essa gela­deira, por­que sim­ples­mente ela já ocupa quase todo o espaço dis­po­ní­vel.

Se a gela­deira é um fato, pen­sa­mento ou sen­ti­mento des­con­for­tá­vel, esse banheiro minús­culo é a sua cons­ci­ên­cia.

E quando você medita, é como se a gela­deira ainda esti­vesse lá, mas o minús­culo banheiro trans­forma-se em um grande está­dio de fute­bol. Final­mente, você pode con­se­gue res­pi­rar e se movi­men­tar. Final­mente, não é obri­gado a ficar olhando e sendo cutu­cado pela gela­deira. E, melhor ainda, pode olhar a gela­deira em todos os seus lados, pode até mesmo dis­tan­ciar-se dela e ver que, afi­nal, ela nem era tão grande assim.

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Dito em outras pala­vras, as pare­des do minús­culo banheiro come­çam a se ampliar quando você sim­ples­mente aceita ficar ali, tran­qui­la­mente, junto àquela grande gela­deira.

Aquele pro­blema que tanto lhe inco­mo­dava, aquele sen­ti­mento que lhe per­se­guia, pode ser ana­li­sado em todos os seus aspec­tos, e ele não domina com­ple­ta­mente sua aten­ção. Há espaço para outras coi­sas. Aliás, até mesmo o seu ego, que antes era tão grande ao ponto de ocu­par com­ple­ta­mente todas as dimen­sões daquele minús­culo banheiro e ser con­fun­dindo com sua pró­pria cons­ci­ên­cia, agora pode ser obser­vado den­tro desse grande está­dio. Você, por fim, vê o quanto seu ego é pequeno, o quanto ele é frá­gil e, até mesmo, um pouco feio. Mas você não sente raiva ou ver­go­nha pelos defei­tos de seu ego. Afi­nal, um “jul­ga­mento” sobre o que é certo e errado tam­bém é um outro objeto den­tro desse espaço ampli­ado. Você assume um olhar amo­roso, com­pre­en­sivo, sobre seu ego e suas falhas — mas, por outro lado, agora ele já não con­trola total­mente sua vida.

Há, tam­bém, eta­pas da medi­ta­ção em que esse está­dio con­verte-se em algo ainda mais amplo. Em deter­mi­na­dos momen­tos, esse está­dio tem suas pare­des der­ru­ba­das e nos vemos no meio de um imenso oce­ano. Às vezes, até mesmo, não há sequer o oce­ano. Esses são os gran­des momen­tos, mas é bom não se pre­o­cu­par tanto com isso agora e nem falar muito a res­peito, e sim dei­xar a coisa fluir natu­ral­mente. A busca de “obje­ti­vos”, a for­mu­la­ção de metas e de pré-con­cep­ções sobre o que você deve sen­tir e tor­nar-se após a prá­tica medi­ta­tiva é algo que atra­pa­lha a pró­pria medi­ta­ção. É curi­oso, mas o ideal é ado­tar uma pos­tura de quem não busca nada com a medi­ta­ção: sim­ples­mente medite, sem pen­sar no que pode acon­te­cer.

Por fim, como começar a meditar?

A medi­ta­ção é efi­caz jus­ta­mente por­que é sim­ples. Basta fazer o seguinte:

1- Arranje um local para medi­tar em silên­cio, um espaço em que você não seja impor­tu­nado por 5 a 15 minu­tos;

2 — Sente-se con­for­ta­vel­mente no chão, com as per­nas dobra­das de forma a não ser uma pos­tura for­çada, apoi­ando a base de sua coluna no canto de uma almo­fada baixa e firme, que per­mita man­ter sua coluna ereta sem dor, como na foto abaixo;

3 — Deite suas mãos sobre as coxas e, com os olhos aber­tos, des­canse suas pál­pe­bras, diri­gindo seu olhar para um ponto ligei­ra­mente além de onde estão suas per­nas;

4 — Mar­que em seu celu­lar ou des­per­ta­dor o tempo da medi­ta­ção — reco­mendo come­çar com 5 minu­tos.

5 — Agora, fei­tas essas pre­li­mi­na­res, comece a medi­tar: basta pres­tar aten­ção em sua res­pi­ra­ção e con­tar cada expi­rar de 1 até 10. Quando che­gar a 10, rei­ni­cie a con­ta­gem.

6 — Sem se esfor­çar, mas de forma muito gen­til e suave, tente não pen­sar em coisa alguma, ape­nas na con­ta­gem durante as expi­ra­ções, rei­ni­ci­ando sem­pre após o 10. É natu­ral que, em algum momento, você se apa­nhe pen­sando em algo. Quando isso ocor­rer e você per­ce­ber, ape­nas diga men­tal­mente a si mesmo a pala­vra “pen­sando” e retome a con­ta­gem do ponto onde estava (se não lem­brar, reco­mece do 1).

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O impor­tante é não se recri­mi­nar quando per­ce­ber que esque­ceu a con­ta­gem e come­çou a pen­sar em algo. Sim­ples­mente repita “pen­sando” com uma pos­tura emo­ci­o­nal tran­quila, neu­tra, e retome a con­ta­gem. Nossa mente não con­se­gue evi­tar de pro­du­zir pen­sa­men­tos, então é muito nor­mal que isso ocorra. Não faça grande caso da situ­a­ção e tam­bém não faça muito esforço para man­ter-se con­cen­trado na con­ta­gem das expi­ra­ções — a medi­ta­ção é uma prá­tica rela­ci­o­nada à sua­vi­dade no con­trole de seus pen­sa­men­tos, e não à rigi­dez.

Quando a prá­tica da medi­ta­ção tor­nar-se mais habi­tual e você cons­ta­tar que já con­se­gue ficar lon­gos momen­tos sem pen­sar, você pode aban­do­nar a con­ta­gem de 1 até 10. Sim­ples­mente man­te­nha um foco suave nas expi­ra­ções. Esse foco, repe­tindo, não pode ser intenso: diga­mos que você deve man­ter-se 25% con­cen­trado na expi­ra­ção, e o res­tante de sua aten­ção deve estar rela­xada, tran­quila.

Por fim, na tra­di­ção budista, há algo bem legal cha­mado sangha, uma comu­ni­dade de pes­soas que bus­cam esti­mu­lar reci­pro­ca­mente a con­ti­nui­dade da prá­tica da medi­ta­ção. Em sua ori­gem ori­en­tal, a sangha cos­tuma pos­suir um vín­culo reli­gi­oso e estar asso­ci­ada a algum tipo de auto­ri­dade sacer­do­tal. Várias ins­ti­tui­ções reli­gi­o­sas budis­tas esti­mu­lam a exis­tên­cia de sanghas coor­de­na­das por um monge, lama ou indi­ví­duo que atua sob a ori­en­ta­ção de uma des­sas auto­ri­da­des reli­gi­o­sas. Mas isso não é uma regra.

Dito de uma forma sim­ples e mais ajus­tada à men­ta­li­dade oci­den­tal moderna, uma sangha é um grupo de ami­gos que con­ver­sam, mas em silên­cio: eles medi­tam jun­tos em alguns momen­tos da semana, num espaço espe­ci­al­mente pre­pa­rado para a ati­vi­dade. É até mesmo pos­sí­vel que, após essa con­versa silen­ci­osa, ocorra uma troca de vivên­cias a res­peito de como foi a medi­ta­ção naquele encon­tro e de como a prá­tica tem refle­tido em sua expe­ri­ên­cia coti­di­ana.

Assim, eles se apoiam mutu­a­mente até que a prá­tica de “lavar as mãos” torne-se natu­ral e a pes­soa encon­tre a forma de medi­tar que, feito uma roupa, ajusta-se melhor a seu corpo. Então, uma maneira bem útil de come­çar a medi­tar é encon­trar um grupo de ami­gos que lhe ajude a lem­brar da impor­tân­cia de man­ter esse hábito.

Não há male­fí­cios na medi­ta­ção, não há qual­quer con­train­di­ca­ção — é algo sim­ples e que traz ape­nas bene­fí­cios. A medi­ta­ção não exige que você se vin­cule a qual­quer crença reli­gi­osa ou ide­o­lo­gia. Medi­tar não custa nada, demanda só alguns minu­tos de seu tempo. Então, por­que não come­çar agora?

Victor Lisboa
Editor do site Ano Zero.

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