capaceticismo

Ceticismo científico: você está fazendo isso errado

Em Ciência, Comportamento, Consciência por Felipe NovaesComentários

Sem­pre fui um entu­si­asta da ciên­cia. No meu modo de enxer­gar o mundo, não fazia muito sen­tido sim­ples­mente acre­di­tar super­fi­ci­al­mente em alguma visão sobre seu fun­ci­o­na­mento. Ao con­trá­rio, quando se tra­ba­lha com o método cien­tí­fico, adquire-se a pos­si­bi­li­dade de bolar hipó­te­ses sobre como alguma coisa fun­ci­ona, e em seguida, testá-las.

Assim, temos uma retro­a­li­men­ta­ção entre a cons­tru­ção de teo­rias sim­ples e pode­ro­sas (leia-se par­ci­mo­ni­o­sas) e da prer­ro­ga­tiva de tes­tar essas ideias. Tes­tar é impor­tante por­que o que pen­sa­mos teo­ri­ca­mente pode fazer muito sen­tido, mas só sabe­mos se aquele pen­sa­mento cor­res­ponde à rea­li­dade tes­tando-o (lem­brando que “teste”, aqui, não tem a ver com sua expe­ri­ên­cia de vida, mas com tes­tes con­tro­la­dos cien­ti­fi­ca­mente). Essa é a beleza do método cien­tí­fico.

O que con­quis­ta­mos com isso em ter­mos de bens prá­ti­cos (edu­ca­ção, tec­no­lo­gia, saúde) e de expli­ca­ções para temas mais pro­fun­dos sobre a vida, o uni­verso e de tudo mais dis­pensa mai­o­res comen­tá­rios, pois basta olhar ao redor ou ligar a tele­vi­são que será per­ce­bido. Porém, mui­tas pes­soas ainda têm uma ati­tude hos­til em rela­ção à ciên­cia e mani­fes­tam um ceti­cismo infan­til quanto aos estu­dos mais con­so­li­da­dos por evi­dên­cias diver­sas.

Lamen­ta­vel­mente, isso não parte ape­nas do senso comum, for­mado por pes­soas com enten­di­mento nulo ou insu­fi­ci­ente sobre o conhe­ci­mento e meto­do­lo­gia cien­tí­fica. Tam­bém vem, em grande medida, da onda pós-moderna e irra­ci­o­na­lista que toma de assalto as uni­ver­si­da­des.

Como podem tan­tas pes­soas ter uma ati­tude tão con­tra­di­tó­ria em rela­ção à ciên­cia? Como podem acre­di­tar que um remé­dio vai fazer efeito ou que o com­pu­ta­dor vai ligar ao aper­tar um botão e ao mesmo tempo não acei­ta­rem que o homem foi à Lua, ou que o pla­neta está pas­sando por um período de aque­ci­mento glo­bal, ou des­con­fi­a­rem da Evo­lu­ção e do Big Bang, se todas essas con­clu­sões são tira­das com base num mesmo pro­ce­di­mento?

Pen­sando nisso, resolvi men­ci­o­nar a Evo­lu­ção para ilus­trar um dos erros mais comuns que as pes­soas come­tem ao jul­gar deter­mi­nada teo­ria popu­lar, e tam­bém lis­tar alguns dados que podem escla­re­cer um pouco esse ‘des­tram­be­lha­mento’ cog­ni­tivo.

A Evolução injustamente no banco dos réus

Em geral, quanto mais uma deter­mi­nada teo­ria cien­tí­fica inter­fere nas cren­ças pes­so­ais do público, mais refra­tá­ria a popu­la­ção se torna em rela­ção a essa dada teo­ria. É o caso da Evo­lu­ção, desde que Darwin come­çou a divul­gar as pri­mei­ras evi­dên­cias sobre esse pro­cesso, em mea­dos do século XIX. Não vou expli­car minu­ci­o­sa­mente como fun­ci­ona a evo­lu­ção por sele­ção natu­ral, mas vou falar o sufi­ci­ente para elu­ci­dar as crí­ti­cas popu­la­res mais erra­das sobre o tema.

Em suma, a Evo­lu­ção é o pro­cesso des­crito por uma das teo­rias atu­ais mais cor­ro­bo­ra­das inter­dis­ci­pli­nar­mente. Isso sig­ni­fica que exis­tem evi­dên­cias vin­das da gené­tica, pale­on­to­lo­gia, psi­co­lo­gia, neu­ro­ci­ên­cia, bio­lo­gia, antro­po­lo­gia, só para citar algu­mas. Temos mui­tos moti­vos, por­tanto, para acei­tar essa como a melhor teo­ria para expli­car de onde vie­mos, assim como temos óti­mos indí­cios para acei­tar a Rela­ti­vi­dade Geral e Espe­cial como as melho­res expli­ca­ções para a gra­vi­dade e para a ine­xis­tên­cia de um sis­tema refe­ren­cial abso­luto.

Evolucionismo: para alguns, é Darwin se metendo onde não deve.

Evo­lu­ci­o­nismo: para alguns, é Darwin se metendo onde não deve.

Porém, são duas as recla­ma­ções mais cita­das pelo público que se recusa a acei­tar a pers­pec­tiva evo­lu­ci­o­nista: (i) “mas a evo­lu­ção é só uma teo­ria”; ou então (ii) “não vejo nenhum macaco hoje em dia parindo um ser humano”.

Sobre (i), é bom escla­re­cer que usar esse argu­mento é dar um grande ates­tado de igno­rân­cia quanto ao fun­ci­o­na­mento do método cien­tí­fico — o que é muito comum mesmo entre espe­ci­a­lis­tas. A ciên­cia não tra­ba­lha com teo­rias no sen­tido que enten­de­mos coti­di­a­na­mente, como uma espé­cie de hipó­tese ima­gi­ná­ria, um achismo. Em ter­mos de método cien­tí­fico, teo­ria é o nome que damos a hipó­te­ses for­te­mente cor­ro­bo­ra­das por evi­dên­cias. Desse modo, as cha­ma­das teo­rias repre­sen­tam o que existe de mais fun­da­men­tado no mundo cien­tí­fico, e a evo­lu­ção é uma delas.

Numa vari­a­ção bem comum desse ponto, alguns dizem que o Cri­a­ci­o­nismo é uma visão alter­na­tiva per­fei­ta­mente cabí­vel em rela­ção à Evo­lu­ção. Isso não é ver­dade por um motivo sim­ples: o Cri­a­ci­o­nismo não é uma teo­ria cien­tí­fica, então é no mínimo des­pro­por­ci­o­nal usá-lo como alter­na­tiva. Seria como se eu dis­sesse que o mito da Caixa de Pan­dora pode expli­car os males do mundo como alter­na­tiva à filo­so­fia ou à psi­co­lo­gia.

Para (ii), tenho o que ima­gino ser uma ana­lo­gia pode­rosa que explica muito sim­ples e efi­ci­en­te­mente por que esse raci­o­cí­nio está errado.

Pense no inglês bri­tâ­nico e no ame­ri­cano. Temos duas lín­guas iguais, mas com sota­ques asso­ci­a­dos bem dis­tin­tos. Levando em conta que os Esta­dos Uni­dos come­ça­ram como uma colô­nia inglesa, não pode­mos supor que um inglês che­gando ao Novo Mundo já tinha seu modo de falar ins­tan­ta­ne­a­mente mudado. Para haver essa dife­ren­ci­a­ção, foram neces­sá­rios sécu­los. Os falan­tes foram se modi­fi­cando gra­du­al­mente, até que os sota­ques se trans­for­ma­ram total­mente. Seria sim­ples­mente inco­e­rente ques­ti­o­nar­mos por que não vemos ingle­ses parindo filhos com sota­que ame­ri­cano ainda hoje. 

A universidade pública forma pesquisadores. Ou não?

O mais pre­o­cu­pante dessa situ­a­ção é que tais péro­las não ocor­rem somente na popu­la­ção leiga, como seria de se espe­rar. Os resul­ta­dos pre­li­mi­na­res de um estudo ainda não publi­cado, do Labo­ra­tó­rio de Psi­co­me­tria e Psi­co­lo­gia Posi­tiva (LP3UFRJ) [do qual faço parte], mos­tram que a situ­a­ção tam­bém pode ser pre­o­cu­pante na esfera aca­dê­mica.

Cri­a­mos uma Escala de Ati­tude em Rela­ção à Ciên­cia tanto para o público geral (EARC-G) quanto para a Psi­co­lo­gia (EARC-P) [se você quer par­ti­ci­par, entre em con­tato conosco]. A ideia era exa­ta­mente a mais óbvia pos­sí­vel, isto é, ver como as pes­soas em geral (inde­pen­dente de grau de ins­tru­ção, área, gênero etc) e estu­dan­tes e pro­fis­si­o­nais da Psi­co­lo­gia rea­giam à ciên­cia, se eles estu­dam ati­va­mente publi­ca­ções cien­tí­fi­cas, se gos­tam do que lêem, se acre­di­tam que o método cien­tí­fico ajuda mais do que atra­pa­lha, e assim por diante.

Sério, você está fazendo isso errado.

Sério, você está fazendo isso errado.

Ainda não fina­li­za­mos a coleta de dados, mas esta­mos encon­trando resul­ta­dos inte­res­san­tes e pre­o­cu­pan­tes. Resul­ta­dos pre­li­mi­na­res mos­tra­ram que a ati­tude em rela­ção à ciên­cia (na Psi­co­lo­gia) de alu­nos de uni­ver­si­da­des par­ti­cu­la­res é maior do que a de alu­nos de uni­ver­si­da­des públi­cas, ana­li­sando uma amos­tra de diver­sos esta­dos. Isto é, parece que alu­nos de uni­ver­si­da­des públi­cas estão saindo de lá com uma certa repulsa em rela­ção ao método cien­tí­fico, ou no mínimo indi­fe­rença — o que é total­mente o oposto do espe­rado.

Isso é pre­o­cu­pante. É como se tivés­se­mos uma escola de con­fei­tei­ros, e esses con­fei­tei­ros saís­sem do curso sem apren­der nada sobre fazer bolos, ou achando que é irre­le­vante apren­der sobre bolos. 

Por trás do véu do ceticismo ingênuo contra a ciência

Não levan­ta­mos esta infor­ma­ção no nosso estudo, mas um dado inte­res­sante que qual­quer uni­ver­si­tá­rio pode per­ce­ber em seu dia-a-dia é a exis­tên­cia de um ceti­cismo ingê­nuo em rela­ção a cer­tos ele­men­tos do uni­verso das ciên­cias.

Por exem­plo, mui­tas pes­soas (inclu­sive não uni­ver­si­tá­rios) são resis­ten­tes quanto a acei­tar fatos já con­su­ma­dos, como a ida do homem à Lua e o aque­ci­mento glo­bal. Mui­tas des­sas refu­ta­ções são pau­ta­das em pen­sa­mento cons­pi­ra­tó­rio, o que sem­pre começa com uma inter­ro­ga­ção muito gené­rica e ape­la­tiva: “Mas será que…” ou “E se…”.

Uma das mai­o­res evi­dên­cias dessa estru­tura argu­men­ta­tiva é a série Anci­ent Alien, do His­tory Chan­nel.

Geral­mente os epi­só­dios come­çam com uma expli­ca­ção aceita entre os cien­tis­tas, sobre como as pirâ­mi­des foram cons­truí­das, por exem­plo. Mas, em seguida, vem a inter­ro­ga­ção cética gené­rica, invo­cando o que a ausên­cia de certa evi­dên­cia x pode­ria sig­ni­fi­car, ou como tal teo­ria mais aceita pode­ria ser, na ver­dade, fruto de alguma cons­pi­ra­ção para escon­der fatos sinis­tros.

Porque, óbvio, um canal sobre História PRECISA falar de Aliens.

Por­que, óbvio, um canal sobre His­tó­ria PRECISA falar de Ali­ens.

Em suma, essa é a base do tal ceti­cismo ingê­nuo. São levan­ta­das todas as pos­si­bi­li­da­des de que uma dada con­clu­são cien­tí­fica esteja errada, nem que isso leve em conta deu­ses ou ali­e­ní­ge­nas com uma tec­no­lo­gia divina. E o inte­res­sante desse fenô­meno é que ele não parte neces­sa­ri­a­mente de pes­soas com baixo grau de esco­la­ri­dade ou que são aves­sas à ciên­cia; pelo con­trá­rio, às vezes parece vir mais de pes­soas com boa ins­tru­ção, que cos­tu­mam ler livros e jor­nais.

Foi pen­sando nes­sas rela­ções que o psi­có­logo Stephan Lewan­dowsky rea­li­zou uma pes­quisa inves­ti­gando como o ceti­cismo em rela­ção ao aque­ci­mento glo­bal e a ida do homem à Lua se rela­ci­o­nam com carac­te­rís­ti­cas inves­ti­ga­das pre­vi­a­mente. Por exem­plo, em outra pes­quisa, Lewan­dowsky obser­vou que sujei­tos que creem numa ide­o­lo­gia libe­ral de mer­cado são mais pro­pen­sos a não acre­di­ta­rem que HIV causa AIDS, ou que o fumo real­mente causa cân­cer de pul­mão. Estu­dos ante­ri­o­res tam­bém repor­tam que o pen­sa­mento cons­pi­ra­tó­rio está sig­ni­fi­ca­ti­va­mente cor­re­la­ci­o­nado com o ceti­cismo ingê­nuo (Stephen repor­tou os resul­ta­dos de sua pes­quisa na Sci­en­ti­fic Ame­ri­can e na Psy­cho­lo­gi­cal Sci­ence).

As aná­li­ses mos­tra­ram que há for­tes cor­re­la­ções entre os fato­res apon­ta­dos, isto é, sujei­tos fiéis à ide­o­lo­gia de livre mer­cado e indi­ví­duos com uma estru­tura cog­ni­tiva carac­te­ri­zada pela ide­a­ção cons­pi­ra­tó­ria são pro­pen­sos não só a desa­cre­di­ta­rem o aque­ci­mento glo­bal e a via­gem à Lua, mas tam­bém a exi­bir a mesma pos­tura em rela­ção à ciên­cia como um todo.

Explica-se isso pelo fato de a ide­o­lo­gia lais­sez-faire, por exem­plo, dei­xar seus adep­tos em alerta quanto à pos­si­bi­li­dade de alguma evi­dên­cia cien­tí­fica ter sido for­jada com base em dis­pu­tas de mer­cado (empre­sas de cigarro per­de­riam mer­cado com a cons­ta­ta­ção dos males que o fumo causa para a saúde; empre­sas polui­do­ras teriam pro­ble­mas ao ser cons­ta­tado que estão de fato aju­dando a des­truir as con­di­ções ambi­en­tais favo­rá­veis à vida ter­res­tre).

O pen­sa­mento cons­pi­ra­tó­rio, por sua vez, obvi­a­mente faz com que algum cená­rio oculto, conhe­cido por pou­cos pri­vi­le­gi­a­dos, seja reve­lado como a ver­da­deira causa de algo, uma rea­li­dade por trás do véu, por assim dizer — seja ela a Nova Ordem Mun­dial, Deus, a CIA ou os Grays.

Pode­ría­mos espe­cu­lar tam­bém se o grau de ins­tru­ção inter­fere nos níveis de acei­ta­ção da ciên­cia e rejei­ção das pseu­do­ci­ên­cias. É coe­rente pen­sar que gru­pos mais ins­truí­dos (com Ensino Supe­rior, por exem­plo) teriam esse tipo de incli­na­ção, porém, isso parece ser um dos mitos da divul­ga­ção cien­tí­fica. Evi­den­te­mente que uma pes­soa que é cri­ada em con­tato com a ciên­cia vai conhe­cer mais sobre a temá­tica, mas isso parece não ser rele­vante em ter­mos de rejei­ção de pseu­do­ci­ên­cias. Paí­ses que se posi­ci­o­nam muito bem no ran­king mun­dial de edu­ca­ção cien­tí­fica tam­bém tem alta pon­tu­a­ção na rejei­ção da Evo­lu­ção e crença no Cri­a­ci­o­nismo, por exem­plo, como ocorre nos EUA.

Em suma, cos­tu­ma­mos pen­sar no conhe­ci­mento em rela­ção à ciên­cia e rejei­ção de pseu­do­ci­ên­cias como um dos extre­mos de uma linha, mas os resul­ta­dos suge­rem que é mais rea­lista pen­sar em ter­mos de duas linhas inde­pen­den­tes: uma para o nível de conhe­ci­mento cien­tí­fico e outra para os níveis de crença em pseu­do­ci­ên­cia.

Assim, como o estudo de Lewan­dowsky mos­tra, outros pare­cem mos­trar que o que mais exerce impacto na acei­ta­ção de teo­rias cien­tí­fi­cas e rejei­ção de pseu­do­ci­ên­cia não é bem o nível de conhe­ci­mento que se tem, mas a ide­o­lo­gia.

Se você foi cri­ado em uma famí­lia cristã pra­ti­cante, é bem pro­vá­vel que você desen­volva certo ceti­cismo em rela­ção à Teo­ria da Evo­lu­ção, por exem­plo. E isso é cons­ta­tado tanto pelas pes­quisa quan­ti­ta­ti­vas quanto pela minha expe­ri­ên­cia coti­di­ana. O Pirulla fez um vídeo que traz várias refe­rên­cias inte­res­san­tes sobre isso:

 

A ideologia é o fator mais importante, no fim das contas 

Isso é o mesmo que dizer que por mais que um grupo de pes­soas tenha mui­tos conhe­ci­men­tos sobre ciên­cia, elas não neces­sa­ri­a­mente vão rene­gar pen­sa­men­tos obs­cu­ran­tis­tas, cons­pi­ra­tó­rios, mági­cos ou pseu­do­ci­en­tí­fi­cos, em nome do know-how que pos­sui.

Porém, sim, temos que con­ti­nuar nos esfor­çando para que a popu­la­ção tenha cada vez mais acesso e moti­va­ção para enten­der como o mundo fun­ci­ona, por uma pers­pec­tiva cien­tí­fica, mas é inú­til acre­di­tar que somente isso pode mudar real­mente a rea­li­dade cul­tu­ral para além da mera for­ma­ção de indi­ví­duos capa­zes para o mer­cado de tra­ba­lho. Pode­mos ter uma soci­e­dade super pro­du­tiva e fun­ci­o­nal, mas que ainda deseja que Cri­a­ci­o­nismo seja ensi­nado nes­sas esco­las, como ocorre em paí­ses como Esta­dos Uni­dos e Coreia do Sul, o que soa con­tra­di­tó­rio em rela­ção ao que con­si­de­ra­mos bom senso e coe­rên­cia, mas que os dados mos­tram que é muito comum mundo afora.

Felipe Novaes
Já quis ser paleontólogo, biólogo, astrônomo, filósofo e neurocientista, mas parece ter se encontrado na psicologia evolucionista. Nas horas vagas lê compulsivamente, escreve textos sobre a vida, o universo e tudo mais, e arruma um tempinho para o Positrônico Podcast. Contudo, durante todo o tempo procura se aprimorar na sabedoria e nas artes jedis do aikido.

Compartilhe