Porco da revolução dos bichos, liderando cães. | Os bichos de Orwell e nosso status na fazenda humana

Os bichos de Orwell e nosso status na fazenda humana

Em Consciência, Política, Sociedade por Felipe NovaesComentário

As coi­sas que você pos­sui, aca­bam pos­suindo você.”

~Tyler Dur­den


Pas­sei muito do meu tempo como lei­tor me dedi­cando a livros de divul­ga­ção cien­tí­fica e de filo­so­fia. Cresci inte­lec­tu­al­mente com eles, aprendi a raci­o­ci­nar e a argu­men­tar, aprendi a pen­sar cri­ti­ca­mente sobre o que faz ideias e teo­rias serem váli­das (mesmo que pro­vi­so­ri­a­mente). Mas durante esse tempo tal­vez tenha igno­rado a pre­ci­o­si­dade das his­tó­rias de fic­ção, como nar­ra­ti­vas fic­tí­cias que mos­tram de maneira clara e exci­tante o fun­ci­o­na­mento do mundo real.

George Orwell parece ser um escri­tor modelo em apre­sen­tar his­tó­rias inte­li­gen­tes, pro­fun­das, mas ao mesmo tempo com lin­gua­gem aces­sí­vel. E foi por esse plano de fundo que entendi A Revo­lu­ção dos Bichos.

A obra ajuda não só a enten­der as crí­ti­cas de Orwell ao sta­li­nismo (libe­rais chiam nesse ponto, pois gos­tam de des­pre­zar as dife­ren­ças entre os pro­je­tos comu­nis­tas, pois é mais fácil cri­ti­car um pre­tenso único comu­nismo do que ter que cri­ti­car cada uma de suas tona­li­da­des ide­o­ló­gi­cas), mas tam­bém fazem cap­tar algo muito pro­fundo que diz res­peito à psi­co­lo­gia da nossa espé­cie, algo que parece estar pre­sente em todas as épo­cas, ape­sar da rou­pa­gem dis­tinta que pode assu­mir.

Denunciando o stalinismo

WAR & CONFLICT BOOK ERA: WORLD WAR II/PERSONALITIES

Quem é homem? Quem é porco?

O escri­tor inglês, um comu­nista trot­kista con­victo, par­ti­ci­pou de guer­ras e se expôs publi­ca­mente a favor do regime comu­nista, mas sua esco­lha polí­tica não emba­çou sua capa­ci­dade crí­tica, tendo sido sua obra proi­bida em diver­sos paí­ses por conta da suti­leza e força de sua denún­cia do mito e da dis­to­pia sta­li­nista que a URSS tinha se tor­nado.

O mais bizarro disso tudo é que na pró­pria Ingla­terra a obra de Orwell foi boi­co­tada, pois a par­tir da Segunda Guerra Mun­dial até o fim da Guerra Fria (termo cunhado por Orwell!), o bloco soci­a­lista e capi­ta­lista pas­sa­riam a viver uma rela­ção de amor e ódio que pode­ria ser aba­lada a qual­quer momento.

A crí­tica his­tó­rica e ide­o­ló­gica clara explica parte do rebu­liço que A Revo­lu­ção dos Bichos cau­sou, mas não acho que dê conta de todo o caso. Além de falar sobre um grupo de pes­soas e um momento muito espe­cí­fico da His­tó­ria, a obra tam­bém faz alu­são — mesmo invo­lun­ta­ri­a­mente — a com­por­ta­men­tos huma­nos anti­gos e arrai­ga­dos. Isso por­que a pró­pria uto­pia comu­nista no século XX esbar­rava fron­tal­mente nesse aspecto fun­da­men­tal: o desejo de sta­tus (que tam­bém é título de um livro muito inte­res­sante do filó­sofo Alain de Bot­ton).

Para per­ce­ber a pre­sença desse ele­mento, entre­tanto, é pre­ciso pen­sar na estru­tura basal dessa his­tó­ria, bem como em alguns exem­plos espe­cí­fi­cos que acon­te­cem durante suas pági­nas.

O livro conta a his­tó­ria dos ani­mais de uma fazenda (por­cos, vacas, gali­nhas, gan­sos, cava­los, cães, ove­lhas e até um corvo), que resol­vem se rebe­lar con­tra o dono e expulsá-lo do lugar. Os ani­mais deve­riam ser os novos donos e ges­to­res, e assim acon­tece.

O líder inte­lec­tual do grupo, que incita a todos para a tal revo­lu­ção, era um porco cha­mado Major. O suíno morre e outro assume seu lugar, dando con­ti­nui­dade ao pro­jeto da inde­pen­dên­cia ani­mal. Mas, como já vimos várias vezes na his­tó­ria, quem assume a mis­são de espa­lhar uma men­sa­gem não pode evi­tar (ou faz de pro­pó­sito mesmo) que a men­sa­gem seja con­ta­mi­nada pelas suas pró­prias pers­pec­ti­vas. A lide­rança é tro­cada mais uma vez e um dés­pota napo­leô­nico toma o poder. A mani­pu­la­ção era tama­nha que novas regras eram cri­a­das a todo momento, mas os bichos eram con­ven­ci­dos de que tais regras novas, na ver­dade, sem­pre exis­ti­ram, eles é que não haviam repa­rado.

O exem­plo mais recente que se tem disso é o governo da Irman­dade Muçul­mana no Egito pou­cos anos atrás. A Irman­dade inflava a Cons­ti­tui­ção com novos arti­gos quando era con­ve­ni­ente, e fin­gia que eles sem­pre esti­ve­ram lá.

Assim, o que antes era uma comu­ni­dade de tra­ba­lho cole­tivo fun­ci­o­nando sob o lema da igual­dade entre os bichos, começa aos pou­cos a apre­sen­tar inco­e­rên­cias, algu­mas que vão emer­gindo natu­ral­mente, e outras à força mesmo.

versão suína

Quem é homem? Quem é porco? (ver­são suína de Orwell)

A pró­pria hie­rar­quia já cri­ada é algo que pro­mete ir afas­tando a alme­jada igual­dade. Os por­cos, a classe inte­lec­tual, passa pouco a pouco a tra­ba­lhar menos e jus­ti­fi­car seu ócio com tra­ba­lhos buro­crá­ti­cos e inte­lec­tu­ais que nin­guém vê e que os outros ani­mais, por sua infe­ri­o­ri­dade inte­lec­tual, não con­se­gui­riam com­pre­en­der — segundo os pró­prios por­cos.

A dife­rença entre as espé­cies ani­mais e suas capa­ci­da­des físi­cas come­çou a repre­sen­tar um entrave aos pre­cei­tos igua­li­ta­ris­tas da revo­lu­ção. É claro que um burro ou um cavalo teria mais con­di­ções de tra­ba­lhar duro do que uma gali­nha ou um ganso. E essa é uma das exce­len­tes metá­fo­ras que George Orwell usa para falar das dife­ren­ças entre os seres huma­nos. Pode­mos ale­gar uma suposta igual­dade pelo fato de ser­mos entes de uma única espé­cie, mas indi­vi­du­al­mente há dife­ren­ças que viram limi­ta­ções ou van­ta­gens em rela­ção acerto tipo de tarefa. Há pes­soas melho­res em ati­vi­da­des inte­lec­tu­ais do que em ati­vi­da­des físi­cas e vice-versa; há outros que se desem­pe­nham bem em ambas.

O modo como o sis­tema tem de lidar com essas dife­ren­ças é apro­veitá-las em favor dos indi­ví­duos, colo­cando-os em dife­ren­tes fun­ções de acordo com seus talen­tos. Outro cami­nho é supri­mir essas dife­ren­ças ou sim­ples­mente fin­gir que elas não exis­tem, dei­xando todos divi­di­rem todas as tare­fas igual­mente e ponto final.

Isso não é uma defesa do libe­ra­lismo, até por­que acre­dito que no comu­nismo possa haver ambas as alter­na­ti­vas. O que estou dizendo é que obvi­a­mente exis­tem dife­ren­ças indi­vi­du­ais e não pode­mos igno­rar essa ques­tão.

No caso da fazenda dos ani­mais, as dife­ren­ças foram sola­pa­das, mas a auto­e­leita elite inte­lec­tual suína come­çou a acu­mu­lar cada vez mais pri­vi­lé­gios para si mesma, do mesmo modo que nobres fize­ram na Idade Média, ou que gran­des empre­sá­rios aca­bam fazendo no mundo capi­ta­lista pro­du­zido pelas revo­lu­ções bur­gue­sas — e como Sta­lin e seus súdi­tos fize­ram na URSS tam­bém.

Ou seja, tanto Sta­lin quanto sua ver­são suína cri­a­ram as con­di­ções per­fei­tas para que uma elite extre­mista e cor­rupta ascen­desse ao poder — com direito a uma milí­cia armada pro­te­gendo o regime, eli­mi­nando ame­a­ças e rees­cre­vendo a his­tó­ria con­ve­ni­en­te­mente.

Mas, como já foi dito, para além de mos­trar essa rou­pa­gem pró­pria do século XX, o gênio inglês deu mar­gem para que pen­se­mos para a estru­tura humana sub­ja­cente a toda essa desi­gual­dade que parece nos puxar como o hori­zonte de even­tos de um buraco negro.

As raízes da desigualdade

Logo no iní­cio da trama, uma égua muito vai­dosa é repre­en­dida por ques­ti­o­nar se pode­ria con­ti­nuar usando suas fiti­nhas de cabelo após a revo­lu­ção. É dito que fiti­nhas no cabelo eram coisa de huma­nos, mar­cas da explo­ra­ção e deviam ser extin­tas, pois ani­mais andam sem ade­re­ços, e em 4 patas.

Isso tem pro­fun­das raí­zes na nossa rea­li­dade, pois em geral a esquerda tem em mente sem­pre essas dis­tin­ções entre o que seriam mar­cas de um mundo bur­guês e o que seriam os sinais legí­ti­mos de um mundo feito para os popu­la­res.

O mundo capi­ta­lista fomenta mais a ideia de indi­ví­duo do que de cole­ti­vi­da­des, pois o indi­ví­duo é o que inte­ressa ao sis­tema. O motor que esti­mula o con­sumo é basi­ca­mente a noção de que somos seres sepa­ra­dos dos outros, e como tais, pre­ci­sa­mos nos dis­tin­guir mate­ri­al­mente deles. Daí nasce a moda, o “con­sumo, logo, existo”.

Em outras pala­vras, o sta­tus é impor­tante no capi­ta­lismo, e quanto mais capa­ci­dade de con­sumo, maior o sta­tus. Por isso esse desejo pre­cisa ser esti­mu­lado dia­ri­a­mente atra­vés de pro­pa­gan­das e con­ver­sas com nos­sos pró­prios pares no tra­ba­lho, na facul­dade, em casa.

Está tudo inter­na­li­zado. Natu­ra­li­za­mos a vir­tude e o poder embu­ti­dos na capa­ci­dade de con­su­mir e osten­tar riqueza.

Isso é o que está no fun­da­mento do desejo da égua por fiti­nhas no cabelo. Ela que­ria ser dife­rente, que­ria osten­tar.

Mas será pos­sí­vel exe­crar de nos­sas almas esse desejo? Nem o soci­a­lismo con­se­guiu isso, com toda a sua filo­so­fia vol­tada à anu­la­ção desse tipo de desejo capi­ta­lís­tico e indi­vi­du­a­lista. E isso faz todo sen­tido, pois indí­cios mos­tram que ao longo da his­tó­ria esse desejo sem­pre exis­tiu, mas com rou­pa­gens dife­ren­tes, adap­tado às pos­si­bi­li­da­des de cada tempo.

Alain de Bot­ton, em Desejo de Sta­tus, traça esse cami­nho do sta­tus ao longo da his­tó­ria oci­den­tal. Pas­sa­mos pelo gla­mour dos cava­lei­ros medi­e­vais, dos clé­ri­gos, pelos cava­lhei­ros ingle­ses, com sua afe­ta­ção e habi­li­da­des na dança e nas gen­ti­le­zas, e pela mudança drás­tica que a Revo­lu­ção Fran­cesa cau­sou no modo como se enten­dia o sta­tus e a posi­ção do homem na soci­e­dade, bem como suas ambi­ções.

Na Idade Média, a rela­ção entre sta­tus e posi­ção social era dife­rente. Cer­ta­mente um nobre tinha mais sta­tus que um cam­po­nês, mas como não exis­tia chance de um servo ascen­der à nobreza, não exis­tia o sen­ti­mento de inveja no sen­tido de “droga, um dia quero ter o que esse cara tem”. Res­tava às pes­soas sim­ples­mente se con­for­ma­rem com essa hie­rar­quia rígida e estar den­tro dela da melhor maneira pos­sí­vel.

Revolução Francesa

A Revo­lu­ção Fran­cesa — fim da soci­e­dade de pri­vi­lé­gios da Idade Média e iní­cio de um desejo por sta­tus irre­freá­vel. O céu é o limite.

Com o fim da soci­e­dade de pri­vi­lé­gios e ascen­são dos bur­gue­ses, o desejo de sta­tus encon­trou terra fér­til para se pro­li­fe­rar. A riqueza, assim pen­sa­vam os libe­rais, estava dis­po­ní­vel para cada um desde que tra­ba­lhasse. Por­tanto, o mise­rá­vel era mise­rá­vel por pre­guiça, por falta de reti­dão moral para enri­que­cer; o rico, por­tanto, era mais vir­tu­oso do que o pobre. Esse tipo de posi­ção emer­giu jun­ta­mente com uma nova con­cep­ção cristã: os indi­vi­du­a­lis­tas pro­tes­tan­tes pas­sa­ram a enten­der que o sucesso finan­ceiro estava atre­lado ver­da­dei­ra­mente à vir­tude. Um homem rico era um homem aben­ço­ado por Deus.

Como her­dei­ros des­sas remo­de­la­ções da rea­li­dade, que­re­mos sta­tus como nunca, pois a riqueza é (ao menos teo­ri­ca­mente) dis­po­ní­vel a todos. Isso gera uma sede imensa pelo poder, bem como uma pos­si­bi­li­dade bem alta de frus­tra­ção — pois a res­pon­sa­bi­li­dade pelo fra­casso num mundo capi­ta­lista é só do indi­ví­duo; ele não tem uma casta ou esta­men­tos soci­ais duros para cul­par (daí a impor­tân­cia de crí­ti­cas à nossa rea­li­dade social, pois mos­tra os mitos teó­ri­cos nos quais caí­mos dia­ri­a­mente).

Essa faísca de desejo pelo con­sumo indi­vi­du­a­li­zante que apa­rece algu­mas vezes em A Revo­lu­ção dos Bichos parece estar ligada tam­bém ao cha­mado con­sumo cons­pí­cuo, que tal­vez possa ser pen­sado tam­bém como uma nova forma de pen­sar na obten­ção de sta­tus.

Esse con­ceito se refere ao cerne do con­sumo, que não é a fun­ci­o­na­li­dade, mas a osten­ta­ção. As pes­soas osten­tam o que con­so­mem, o que pos­suem, e isso não se res­tringe ao capi­ta­lismo, não se limita à nossa época.

pavao-cauda-dourada

Assim como um pavão ostenta sua causa alta­mente cus­tosa, um sujeito de alto sta­tus ostenta rou­pas, ade­re­ços e car­ros alta­mente cus­to­sos como forma de pro­pa­gan­dear seus recur­sos far­tos.

Olhando para cul­tu­ras de caça­do­res-cole­to­res, nota­mos que exis­tem ves­ti­men­tas dis­tin­tas para cada posi­ção social. As mais ele­va­das geral­mente osten­tam ade­re­ços cada vez mais pecu­niá­rios (no sen­tido que Thor­tein Ver­ben dá a essa expres­são), como se fos­sem pavões. É como se impli­ci­ta­mente a seguinte men­sa­gem esti­vesse sendo trans­mi­tida: “olha, eu sou tão pode­roso que posso andar por aí osten­tando esse cha­péu enorme ou essa cauda super incô­moda, e mesmo assim posso me pro­te­ger e ofe­re­cer ainda mais recur­sos do que os que eu des­per­diço”. É o que se pas­sa­ria na cabeça de um pavão, se ele pen­sasse como um humano.

Quem defen­deu esse modelo pela pri­meira vez foi o polí­mata super­do­tado Thors­tein Veblen,e  desde então uma série de pes­qui­sas cien­tí­fi­cas pare­cem con­fir­mar empi­ri­ca­mente a tese do eco­no­mista e soció­logo. Segundo ele, o sta­tus esta­ria dire­ta­mente ligado a essa capa­ci­dade de osten­tar coi­sas fun­ci­o­nal­mente inú­teis. E quanto maior o sta­tus, quanto maior a osten­ta­ção, mais oci­oso seria tal sujeito ou camada social.

Essa é o cerne da sua obra semi­nal, A Teo­ria da Classe Oci­osa. Assim, a classe mais osten­ta­dora seria sem­pre aquela que menos pro­duz, mas a que mais uti­liza os recur­sos pro­du­zi­dos pelas clas­ses mais bai­xas, na base do pro­cesso pro­du­tivo. Mas todas bus­ca­riam a osten­ta­ção de um modo ou de outro.

Isso é basi­ca­mente o que acon­tece com os por­cos, na ale­go­ria de Orwell. Eles estão no topo da hie­rar­quia na granja, sendo assim, se esqui­vam de todas as manei­ras do tra­ba­lho, enquanto usu­fruem livre e exa­ge­ra­da­mente do que os outros ani­mais pro­du­zem. Isso é basi­ca­mente o que acon­tece no capi­ta­lismo e foi o que acon­te­ceu nas ten­ta­ti­vas de esta­be­le­cer o comu­nismo — e é o que o autor mos­tra acon­te­cendo em sua his­tó­ria.

A his­tó­ria con­tada pelo autor bri­tâ­nico tem um alto com­po­nente de crí­tica à rea­li­dade de sua época — e que de certa forma está bem viva ainda hoje — e tam­bém sobre ele­men­tos mais pro­fun­dos que pro­po­si­tal­mente ou não, aca­bam sendo sus­ci­ta­dos depen­dendo do olhar com que lemos seu livro.

A ques­tão da osten­ta­ção, do con­sumo e do sta­tus nunca foi tão viva, e se Orwell não nos dá uma solu­ção para isso, cum­pre bem seu maior obje­tivo que é denun­ciar essa rea­li­dade que está pre­sente tanto na supres­são e coer­ção esta­li­nis­tas quanto na suposta liber­dade do mundo capi­ta­lista.

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Felipe Novaes
Já quis ser paleontólogo, biólogo, astrônomo, filósofo e neurocientista, mas parece ter se encontrado na psicologia evolucionista. Nas horas vagas lê compulsivamente, escreve textos sobre a vida, o universo e tudo mais, e arruma um tempinho para o Positrônico Podcast. Contudo, durante todo o tempo procura se aprimorar na sabedoria e nas artes jedis do aikido.

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