“O objetivo dos textos da série A Descoberta Mais Importante/Quem você realmente é não é provar qualquer coisa ou apenas instruir, mas fazer um alerta”, diz o autor a seguir, na apresentação da “biblioteca”. Esse alerta, no programa didático, está inserido na terceira etapa. O texto dessa terceira etapa, A Natureza da Prisão Humana, seria publicado hoje, após idas e vindas de revisões e de reformulações do autor em consulta a seus colaboradores, por tratar-se de um assunto que exige extrema prudência na exposição.

Mas um colaborador nesta semana mesmo levou ao conhecimento do autor o conteúdo de um filme, Mother!, de Darren Aronofsky, que apresenta em alegoria o mito judaico da criação. Esse era justo o mito que estava na versão inicial no texto a ser publicado hoje, como recurso didático de ilustração, e que acabou sendo retirado por transmitir mais informação do que o autor julgava conveniente.

A correspondência (simbólica) entre o conteúdo do filme e pontos apresentados no próximo texto é impressionante. Por isso, o autor decidiu reformular o texto para retomar o uso ilustrativo do mito judaico-cristão da queda do ser humano. Essa “sincronicidade” dá ao leitor uma oportunidade de imersão única:

Por isso recomenda-se aos leitores, de forma veemente, que assistam o filme Mother! (ainda nos cinemas) antes da publicação do próximo texto, o que ocorrerá quinta-feira que vem, e tentem responder a seguinte pergunta:

Por que o poeta não expulsa os visitantes?

Assistir o filme garantirá uma experiência de imersão no conteúdo do próximo texto. Aos leitores que estão em cidades na qual o filme não está em exibição, por gentileza entrar em contato com a equipe do AZ ([email protected]).

Enquanto isso, temos um cronograma especial no AZ, preparatório do próximo texto. Assim, publicamos abaixo a apresentação da “biblioteca”, que contém documentos que são mencionados pelo autor em seus textos. Seguem, também, comentários elaborados pelo próprio autor a respeito da documentação.

Sexta-feira e na próxima segunda-feira, publicaremos outros dois textos que servirão de conteúdo de apoio para o próximo texto, sendo também recomendada sua leitura. O primeiro do filósofo Thomas Metzinger, sobre a natureza da consciência, o segundo do biólogo Jared Diamond, sobre a Revolução Neolítica.

Ainda antes de quinta-feira, os textos publicados nas etapas anteriores serão apresentados em versão PDF na sua formatação definitiva.

Equipe AZ.

 


A BIBLIOTECA

O objetivo dos textos da série A Descoberta Mais Importante/Quem você realmente é não é provar qualquer coisa ou apenas instruir, mas fazer um alerta, algo que se tem repetido insistentemente. O conhecimento apresentado antecede e é independente das descobertas científicas e da publicação de teorias que servem de embasamento a essas descobertas. Porém, escolheu-se este momento para a publicação desse conhecimento justo porque a humanidade já chegou ela própria no estágio em que pode perceber tudo por si mesma – e essa possibilidade vem acompanhada do risco de lidar com aquilo que não se compreende, o que torna mais urgente o alerta. Graças a isso, já há material o suficiente de pesquisadores e teóricos sobre os temas aqui apresentados, e esse material serve de suporte para tornar o conhecimento mais consistente aos olhos do leitor.

É com esse intuito que se apresenta esta “biblioteca” com material selecionado. Infelizmente, quase todo o material está na língua inglesa, pois é difícil encontrar material relevante produzido na língua portuguesa. De qualquer forma, os colaboradores envidarão esforços para atualizar a biblioteca com material em português.

[Nota do AZ: esta biblioteca será atualizada constantemente, e sempre que houver uma atualização os assinantes da news letter receberão informação a respeito. Por isso, não deixe de assiná-la.]


 

Material sobre a descoberta do hipercontexto:

  • The Emergent UniverseDavid Wallace. O trabalho epistemológico e de divulgação científica mais importante sobre a existência do hipercontexto. Leitura altamente recomendada, embora exija certo conhecimento de lógica formal. Considera-se a obra de divulgação mais consistente a respeito do tema, por apresentar argumentos sólidos e demonstrar que a recusa em aceitar as evidências sobre o hipercontexto não tem qualquer fundamento epistemológico ou científico.
  • Is the Moon there when nobody looks?David Mermin. Artigo importante e histórico de David Mermin, em que expôs todo o desconforto da comunidade científica diante dos paradoxos do Teorema de Bell e das descobertas paradoxais feitas em laboratório, as quais somente a proposta do hipercontexto explica com consistência e embasamento matemático.
  • A Snapshot of Foundational Attitudes Toward Quantum Mechanics Maximilian Schlosshauer, Johannes Kofler e Anton Zeilinger. Uma pesquisa sobre a receptividade da existência do hipercontexto na comunidade científica, revelando que nas últimas décadas tornou-se a segunda interpretação a contar com mais simpatizantes.
  • O Paradoxo EPRFranciele Renata Henrique. Documento útil que tenta explicar os aspectos mais importantes do Paradoxo EPR (em português).
  • Many-Worlds Interpretations Can Not Imply ‘Quantum Immortality’Jacques Mallah. Texto importante por refutar uma das falácias mais populares sobre o hipercontexto (e que pode servir de base para outras falácias do mesmo gênero): a de que haveria uma realidade alternativa na qual determinado indivíduo jamais morreria, como resultado da coexistência de probabilidades.
  • The quantum source of space­time Ron Cowen. Matéria de divulgação científica da Nature, importante por tratar do papel fundamental do entrelaçamento na urdidura do espaço-tempo e da força gravitacional.
  • An Introduction to Backflow Effect J. M. Yearsley e J. J. Halliwell. Estudo que demonstra as possibilidades de medição do efeito Backflow em diferentes pacotes gaussianos.
  • Backflow Time ArrivalM. Ruggenthaler. Estudo em que fica claro que o efeito Backflow depende da diferença de velocidade de chegada ao obstáculo das versões coexistentes de uma mesma partícula.

 

Material sobre a natureza e a evolução no hipercontexto:

  • The Dawn of the Quantum Biology Philip Ball. Matéria de divulgação científica da Nature, publicada em 2011 e importante por fazer uma síntese de todas as linhas de pesquisas relativas às estratégias evolutivas em relação ao hipercontexto.
  • Quantum coherence in photosynthesisElisabet Romero, Ramuns Augulis, Vladimir Novoderenzhkin, Marco Ferreti et al. Estudo sobre como o processo de fotossíntese de qualquer planta utiliza o hipercontexto e as realidades alternativas para maximizar a velocidade do transporte de energia luminosa.
  • A Quantum Origin of LifePaul C. Davies. Uma proposta de surgimento da replicação e uso da entropia a partir da lógica inerente ao hipercontexto.
  • Does quantum mechanics play a non-trivial role in life? Paul C. Davis. Outro estudo do papel do hipercontexto na existência da vida orgânica.
  • Bacteria as Multicelular Organisms James Shapiro. Um estudo que demonstra que bactérias reunidas em colônias se diferenciam e integram um sistema com controle temporal e espacial altamente sofisticado.

 

Material sobre o funcionamento da psique humana no hipercontexto.

  • Many Minds Interpretation of Quantum Mechanics Michael Lockwood. Paper em que o autor propugna uma perspectiva da mente humana no âmbito do hipercontexto (com várias “mentes” controladas por uma só “Mente”) e da interação de sistemas macroscópicos em tramas de realidade distintas.
  • The Ego Tunnel Thomas Metzinger. Obra importante em que Metzinger sintetiza sua proposta de modelo de mundo e identidade pessoal construído pelo cérebro.
  • Beyond the Stalemate Stuart Kauffman. digressão em que Kauffman estuda a relação consciência e corpo com base no hipercontexto, estuda os aspectos do livre arbítrio e de um possível panpsiquismo.
  • Brain and Mind in Everett WorldAndreas Wichert. Estudo em que o autor tenta redefinir a identidade humana e a causalidade da perspectiva da existência do hipercontexto.
  • Quantum features of consciousness, computers and brain – Michael Mensky. Paper em que Mensky analisa o papel da consciência humana na percepção de tramas de realidade no hipercontexto.
  • Extended Everett Concept and consciousness Michael Mensky. Trabalho em que Mensky apresenta sua proposta de que a consciência pode ser definida como “a” separação da percepção do hipercontexto em contextos específicos.
  • Introduction to the Transcendent Function Jeffrey C. Miller. Trecho da obra The Transcendent Function: Jung’s Model of Psychological Growth Through Dialogue With the Unconscious, que trata da Função Transcedente propugnada por Jung.
  • Introdução ao Huig Ming GingCarl Gustav Jung. Texto em que Jung apresenta de forma didática alguns dos conceitos principais de seu mapeamento da Matriz: arquétipos (complexos anímicos parciais), mandalas e individuação (em português).
  • Prefácio ao I Ging traduzido por Richard Willhem Carl Gustav Jung. Célebre introdução de Jung ao trabalho do sinólogo Richard Wilhem, útil para compreender a natureza da sincronicidade em contraposição à causalidade (em português).

 

Material para as próximas etapas.

  • Klis Silva

    Obrigado! Estava ansioso por isso. Boa leitura e consulta à todos!

  • Klis Silva

    Parabéns ao autor e a equipe do ANO ZERO!

  • Magnífico!
    Estava procurando no início dessa semana alguns dos materiais…parece que leram minha mente 😀

    Ainda há um livro que não encontrei em versão digital, e parece que não há impresso na língua portuguesa, que é o livro “A interpretação da natureza e da psique”, de Jung e Pauli. Se alguém souber de um PDF, mesmo que inglês, agradeço a colaboração.

    • Agapito Agapito

      Tenho a Natureza da Psique. – Jung.

      • Rogério Mansini

        Boas Agapito. Tem PDF? Pode compartilhar? Valeu!!!

        • Agapito Agapito

          Sim! PDF. Posso compartilhar com prazer. Me envie seu email, que te mando o ebook. Tenho quase todos dele em PDF.

  • Alberto Graciano Oliveira

    Fantástico!