Estariam os robôs futuramente roubando os nossos empregos? Seria a automatização iminente?

Para aqueles que trabalham em restaurantes, principalmente aos que servem pizza, a resposta parece ser sim.

No fim de maio, a Pizza Hut anunciou que, até o final do ano, um robô chamado “Pimenta” iria começar a receber ordens e pagamentos em alguns dos seus restaurantes asiáticos, proporcionando “diversão e experiência para o cliente”.

Há diversas pesquisas que sugerem que os trabalhadores do restaurante não são os únicos em risco.

Um estudo amplamente citado por Carl Frey e Michael Osborne, na Universidade de Oxford, demonstrou que tantos quanto 47% dos norte-americanos, que trabalham em empregos com poucas qualificações, estarão altamente suscetíveis à automação ao longo das próximas duas décadas.

Mas um novo documento de trabalho por Melanie Arntz, Terry Gregory e Ulrich Zierahn, do Centro de Investigação Econômica Europeia, demonstra um quadro ligeiramente mais positivo aos empregados.

O estudo anterior foi questionado por especialistas, e em seguida a proporção de trabalhadores norte-americanos que seriam automatizados em tais empregos. Mas o estudo mais recente sugere que o método dessa pesquisa era muito vago.

Analisando dados mais específicos, os pesquisadores descobriram que muitos trabalhos envolvem diversas tarefas, das quais apenas algumas máquinas podem facilmente manipular.

Tome funcionários que desenvolvem atividades de escrita, contabilidade e auditoria: o estudo anterior disse que as chances de computadores suplantarem tais profissionais ao longo dos próximos 20 anos era de 98%.

Mas um estudo mais recente descobriu que três quartos desses trabalhos envolvem algum trabalho de interação cara a caraca com alguém, tarefas que robôs ainda têm muita dificuldade.

Aplicando uma análise semelhante a todas as tarefas, eles acham que apenas 9%, e não 47%, estão em alto risco de automação.

Contudo, algumas ressalvas estão em ordem: os empregadores poderiam reestruturar postos de trabalho para separar as tarefas que são mais ou menos fáceis de automatizar.

Se isso for difícil, outra possibilidade é que eles simplesmente renunciem à interação humana de seus serviços.

Um sorriso e um pouco de bate-papo parece ser uma parte dos serviços que contratamos, até que a automatização se torne comum, por exemplo.

E, finalmente, mesmo que 9% seja mais perto da verdade, isso ainda ameaça a subsistência de milhões de pessoas.

Para a parcela mais pobre da população, a proporção de postos de trabalho sob risco sobe para 26%, uma vez que mais deles trabalham em tipos de trabalhos de rotina mais suscetíveis à automação.

Mesmo assim, os autores oferecem mais algumas razões para não entrarmos em pânico sobre o desemprego induzido pelos robôs.

Ambos os estudos olham apenas para o que é tecnicamente possível. Se o trabalho é barato, as empresas terão poucas razões para investir em máquinas.

A Nissan, fabricante de automóveis, usa robôs de forma mais intensa no Japão do que nos locais de menor salário, como na Índia. Para um exército de robôs tornar-se um cenário preocupante, deve valer a pena para alguém construí-lo.

Mesmo se uma onda de automatização varrer a força de trabalho, o emprego total não pode cair. A inovação pode baixar os preços e, assim, estimular os rendimentos indiretamente, aumentando a demanda por novos postos de trabalho de qualquer outras formas.

Isso é o que aconteceu no passado, de qualquer modo: quando caixas automáticas foram introduzidas, o número de caixas na América aumentou realmente, uma vez que o dispositivo ajudou a cortar custos, permitindo aos bancos abrir novas filiais.

Desde aos ludistas até para Keynes, muitos têm se preocupado desnecessariamente sobre o desemprego tecnológico em massa.

Mesmo se as coisas são diferentes hoje em dia, pelo menos, a transição é susceptível a ser lenta. O Boston Consulting Group prevê que apenas 25% dos carros vendidos em 2035 terão quaisquer recursos de automatização, por exemplo.

Se os robôs não roubarem os nossos empregos, devemos pelo menos ser capazes de vê-los chegando.

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escrito por:

Rodrigo Zottis

Rapaz que só faz o que faz pois espera que um dia seu legado possa ser completamente auto-explicativo.


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