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Quem comete mais assassinatos: animais ou humanos?

Em Ciência por Equipe Ano ZeroComentário

A his­tó­ria de Cain e Abel nos mos­tra o mal que é que­brar o sagrado con­trato social ao come­ter assas­si­na­tos con­tra outros seres huma­nos. Mesmo hoje, parece que somos mais pro­pen­sos a fale­cer pelas mãos de um seme­lhante do que de cau­sas natu­rais. Mas lhe peço para con­si­de­rar os suri­ca­tos.

Sim, os suri­ca­tos, de acordo com uma pes­quisa recente, têm uma chance de 20% de serem víti­mas de assas­si­na­tos por parte de mem­bros de sua pró­pria espé­cie. Este estudo ana­li­sou mais de 1000 espé­cies de mamí­fe­ros, exa­mi­nando a taxa de vio­lên­cia den­tro das pró­prias espé­cies.

Ed Young, do The Atlan­tic, orga­ni­zou os mamí­fe­ros mais vio­len­tos do estudo num belo grá­fico e os huma­nos nem mesmo apa­re­cem na lista.

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Lista de mamí­fe­ros que mais matam sua pró­pria espé­cie. Suri­cato em pri­meiro, urso mar­rom por último. Fonte: The Atlan­tic

Vários pri­ma­tas pipo­cam na lista, suge­rindo que nós com­par­ti­lha­mos um legado de leta­li­dade. De fato, deve ter havido um momento na his­tó­ria humana em que figu­rá­va­mos entre os 30 mamí­fe­ros mais vio­len­tos da Terra. Mas a soci­e­dade nos mudou.

O estudo afirma que, para huma­nos que vive­ram entre 500 e 3000 anos atrás, as taxas de morte por assas­si­nato pode­riam estar entre 15 e 30%.

Con­tudo, os níveis de vio­lên­cia letal muda­ram atra­vés da his­tó­ria humana e podem ser asso­ci­a­das a mudan­ças nas orga­ni­za­ções sócio-polí­ti­cas das popu­la­ções huma­nas”, dizem os auto­res.

Mas o estudo tam­bém argu­menta que, ainda que não seja­mos o número um em matar nos­sos seme­lhan­tes, não sig­ni­fica que não tenha­mos o poten­cial para ser o número um.

Toda­via, Polly Wies­s­ner, um antro­pó­logo na Uni­ver­si­dade de Utah, e outros tive­ram pro­ble­mas com os dados da aná­lise, citando a defi­ni­ção de “assas­si­nato” como muito abran­gente.

Wies­s­ner disse ao The Atlan­tic,

Eles cri­a­ram uma ver­da­deira sopa de letras, mis­tu­rando con­fli­tos indi­vi­du­ais com agres­sões soci­al­mente orga­ni­za­das, cani­ba­lismo ritu­a­lís­tico e mais. As fon­tes dos dados usa­dos para vio­lên­cia pré-his­tó­rica têm con­fi­a­bi­li­dade muito variá­veis. Quando reti­ra­dos de con­texto, são ainda menos con­fiá­veis.”


Artigo ori­gi­nal em Big Think.
Tra­du­ção de Igo Araujo dos San­tos.


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