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Livros, filmes, séries e como aproveitar 2015

Em Tempo de Curtir por Felipe NovaesComentário

Não tenho o cos­tume de usar o iní­cio do ano, ou seu fim, para pla­ne­jar ati­vi­da­des, bolar metas ou para fazer levan­ta­men­tos do que foi feito. Encaro o tempo de forma con­tí­nua, então qual­quer época é pro­pí­cia para me pro­gra­mar e refle­tir sobre êxi­tos e falhas.

Entre­tanto, é impor­tante que sai­ba­mos tran­si­tar bem entre nos­sas pró­prias pre­fe­rên­cias – no meu caso, a visão mais ampla que não vê muito sen­tido nas con­ven­ções soci­ais — e pela adap­ta­ção neces­sá­ria para se viver bem no mundo.

E foi pen­sando nisso que resolvi entrar pro­vi­so­ri­a­mente no espí­rito de iní­cio de ano e dar algu­mas dicas sobre fil­mes, séries e livros com os quais tive con­tato nos últi­mos 365 dias e que dei­xa­ram sua marca de algum modo.

 

Wild Cards

George RR Martin

Parem de matar o cara, ele está escre­vendo como nunca!

A pri­meira dica na ver­dade não é um livro, mas uma saga lon­guís­sima no melhor estilo George R. R. Mar­tin. O pro­lixo autor e assas­sino serial de per­so­na­gens que­ri­dos é edi­tor e tam­bém autor da cole­ção Wild Cards, junto com outros escri­to­res de alta qua­li­dade. A obra conta com mais de 10 livros, den­tre os quais só 3 foram tra­du­zi­dos para o por­tu­guês até o momento.

É uma mis­tura de fic­ção cien­tí­fica, mis­té­rio e muita ação ao con­tar a his­tó­ria de um uni­verso para­lelo que tem iní­cio no fim da Segunda Guerra Mun­dial, quando um vírus ali­e­ní­gena é libe­rado na Terra, matando e trans­for­mando boa parte da popu­la­ção em mutan­tes. Nessa linha tem­po­ral, passa a exis­tir os Ases (mutan­tes com apa­rên­cia humana, mas muito pode­ro­sos) e Curin­gas (os que fica­ram defor­ma­dos demais para se mis­tu­ra­rem ao resto dos ter­rá­queos).

Assim, a Guerra Fria vira uma ver­da­deira cor­rida arma­men­tista de bom­bas, mas tam­bém des­ses Ases, seres pode­ro­sos recru­ta­dos (mui­tas vezes à força) para defen­der seus paí­ses. E é nesse con­texto que o mundo vai mudando até che­gar à década de 90, com muita cons­pi­ra­ção, ali­e­ní­ge­nas e mutan­tes embre­nha­dos numa rede de intri­gas dig­nas de Game of Thro­nes.

O estilo lite­rá­rio é pare­cido com o de GoT, com cada capí­tulo focado em um per­so­na­gem, e aos pou­cos suas his­tó­rias vão se tocando até per­ce­ber­mos o plano de fundo comum do enredo.

 

O Jogo do Anjo
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Outro livro que vale a indi­ca­ção é O Jogo do Anjo, escrito por Car­los Ruiz Zafón. A his­tó­ria conta a vida de um escri­tor que deseja, sobre­tudo, ganhar dinheiro com seu tra­ba­lho lite­rá­rio. Mas tem um amor proi­bido e uma doença ter­mi­nal que lhe tiram o ânimo para a vida e para o tra­ba­lho. Tudo muda quando um mis­te­ri­oso edi­tor pro­mete mun­dos e fun­dos caso aceite escre­ver um livro muito espe­cí­fico.

Além de inte­res­san­tís­sima, a pri­meira coisa que me atraiu e me man­teve com os olhos vidra­dos nas pági­nas foi o estilo de escrita de Zafón. É uma incrí­vel mis­tura de sim­pli­ci­dade nar­ra­tiva, eru­di­ção e sofis­ti­ca­ção no uso das pala­vras. Além disso, o fato do pro­ta­go­nista ser escri­tor tam­bém me des­per­tou inte­resse na hora, obvi­a­mente.

Zafón é autor de outras obras que se pas­sam todas num mesmo uni­verso, podendo pes­car refe­rên­cias e eas­ter eggs de obras ante­ri­o­res.

 

Neil Gaiman e Tess Garritsen

Isso é Sandman!

Isso é Sand­man!

Como um rápido bônus nesse campo da fic­ção, indico os alu­ci­nan­tes livros de inves­ti­ga­ção da ex-médica e autora Tess Ger­rit­sen (que começa por O Cirur­gião, ape­sar de ter livros fora desse uni­verso da dete­tive Riz­zoli  e da médica Isles) e o fan­tás­tico autor de fan­ta­sia Neil Gai­man, que pro­duz no uni­verso dos qua­dri­nhos (como o exce­lente e psi­co­dé­lico Sand­man) e dos livros.

Indico que os curi­o­sos come­cem pelos seus livros de con­tos, Coi­sas Frá­geis (1 e 2). São peque­nos e já dá pra come­çar a enten­der o estilo, para depois par­tir para coi­sas mais com­ple­xas, como Deu­ses Ame­ri­ca­nos. Esse último é uma exce­lente pedida para quem ama mito­lo­gia e gosta de refle­tir sobre os velhos e os novos tem­pos.

 

Confissões de um Ateu Budista

Stephen Batchelor

Stephen Bat­che­lor

No campo dos livros de não-fic­ção, que por sinal é o tipo que mais leio, acho que vale indi­car Con­fis­sões de um Ateu Budista e O que é Ciên­cia, Afi­nal?.

O pri­meiro é escrito por Stephen Bat­che­lor, um budista que man­tém o espí­rito rebelde da mesma con­tra-cul­tura na qual conhe­ceu o Budismo em seus anos áureos e rebel­des. No livro ele conta como migrou de uma crença quase cega, nos pres­su­pos­tos um tanto eso­té­ri­cos do budismo tibe­tano (desde pecu­li­a­ri­dade até a crença numa espé­cie de trom­beta que, quando tocada, impede que chova, até ele­men­tos bási­cos do budismo geral, como crença em karma e renas­ci­mento), pas­sando pela sobri­e­dade e mini­ma­lismo do zen-budismo core­ano até che­gar numa abor­da­gem mais secu­lar e tal­vez mais fiel ao que Gau­tama teria pre­gado ori­gi­nal­mente, geral­mente atri­buída ao Budismo The­ra­vada.

O livro é inte­res­sante não só por expor a tra­je­tó­ria do eru­dito, mas tam­bém por con­tar com algu­mas doses da eru­di­ção típica de quem já foi monge. Há toda uma dis­cus­são, mais pro fim, (1) sobre os tex­tos mais anti­gos do budismo (o cânone páli), (2) sobre o que teria sido acrés­cimo pos­te­rior e (3) como algu­mas con­tin­gên­cias his­tó­ri­cas típi­cas da Índia con­tem­po­râ­nea de Buda teriam seme­ado o incon­for­mismo do nobre Gau­tama com a fixi­dez social e reli­gi­osa de suas ter­ras, moti­vando-o a desis­tir de sua antiga vida em busca de uma forma mais gra­ti­fi­cante e rea­lista de se viver neste mundo (do mesmo jeito que Super­tramp teve sua incon­for­mi­dade pro­du­zida pela con­vi­vên­cia fami­liar con­fli­tu­osa).

 

O que é Ciência, Afinal?

Calma! A ciência não é como você imagina!

Calma! A ciên­cia não é como você ima­gina!

Esse é escrito pelo pro­lí­fico filó­sofo da ciên­cia cha­mado A. F. Chal­mers, que nos conta de forma ins­ti­gante o que é a ciên­cia. Ele embarca em expli­ca­ções pro­fun­das sobre as prin­ci­pais for­mu­la­ções dos mais clás­si­cos filó­so­fos da área, incluindo Pop­per e Kuhn.

Esse é o tipo de tema extenso e pro­fundo que toma­ria todo um artigo, por­tanto, aqui me dete­nho mais ao básico.

Mas saiba que até você, fan­boy de Carl Sagan, deve lê-lo. O que aprendi estu­dando Filo­so­fia da Ciên­cia é que mui­tas vezes os cien­tis­tas sabem muito pouco sobre os pres­su­pos­tos embu­ti­dos nos méto­dos que usam. É claro, se todo cien­tista for parar pra se dedi­car à refle­xão inten­siva sobre isso, nenhum deles fará ciên­cia, pois fica­rão esta­ci­o­na­dos em teo­ri­za­ções que mui­tas vezes duram déca­das sem uma res­posta coe­rente. No entanto, o mero conhe­ci­mento des­sas ques­tões amplia de  uma maneira ini­ma­gi­ná­vel as arti­cu­la­ções pos­sí­veis pelo método empí­rico.

 

True Detective

WTF?

WTF?

No que­sito série, 2014 foi muito gene­roso. Tive­mos a HBO exi­bindo a curta e exce­lente True Detec­tive — que já ganha o espec­ta­dor com a música de aber­tura — estre­lada por Matthew Mcco­naughey e sur­pre­en­dendo a todos na inter­pre­ta­ção do dete­tive Rust Cohle, um cara taci­turno, mas com um incrí­vel ar filo­só­fico e badass ao mesmo tempo.

Algu­mas pes­soas ado­ra­ram o per­so­na­gem, mas não cur­ti­ram muito a série em si. O que posso dizer, sem pare­cer pre­ten­si­oso, é que os fãs e apre­ci­a­do­res de Robert Cham­bers e H. P. Love­craft vão enten­der do que se trata a his­tó­ria mais pro­va­vel­mente do que aque­les que nunca ouvi­ram falar nesse gênero cha­mado hor­ror cós­mico.

Enfim, a série fala sobre dois dete­ti­ves com per­so­na­li­da­des muito dife­ren­tes: um é intro­ver­tido, ateu, pes­si­mista e adora filo­so­far, enquanto o outro é mais sociá­vel, tra­di­ci­o­nal, con­ser­va­dor e reli­gi­oso, como todo sulista ame­ri­cano. Eles come­çam a inves­ti­gar um assas­si­nato que, apa­ren­te­mente, repro­duz uma série de homi­cí­dios que ocor­reu anos antes, tra­zendo de volta his­tó­rias e cons­pi­ra­ções já enter­ra­das, algo que parece bei­rar um abismo mais pro­fundo do que todos sus­pei­ta­vam no iní­cio.

Hannibal

Adivinhem o que/quem vamos comer hoje?

Adi­vi­nhem o que/quem vamos comer hoje?

Outra série que pos­sui um clima denso e som­brio é Han­ni­bal. Em alguns epi­só­dios era neces­sá­rio vol­tar a alguns diá­lo­gos de tão densa que a coisa é.

O pro­grama conta com uma tri­lha sonora que parece criar um efeito de balão sendo inflado. Fica­mos apre­en­si­vos por­que sabe­mos que em algum momento vai haver um estouro, mas não sabe­mos quando acon­te­cerá. É como se o Han­ni­bal fosse um tigre sor­ra­teiro, frio, pres­tes a dar o bote na jugu­lar de alguém sem que nin­guém des­con­fie do perigo que corre.

A fri­eza e pro­fun­di­dade inte­lec­tual do psi­qui­a­tra – que de certa forma é um para­lelo inte­res­sante com o clás­sico O Médico e o Mons­tro – criam um con­traste per­tur­ba­dor com a mons­tru­o­si­dade que se esconde por trás de sua más­cara de sábia calma.

Will Graham, o inves­ti­ga­dor que usa suas habi­li­da­des sin­gu­lar­mente empá­ti­cas para enten­der os cri­mes dos serial kil­lers, tam­bém se vê numa teia gru­denta quando a mani­pu­la­ção de seu con­sul­tor e amigo Han­ni­bal Lec­ter começa a fazer com que sua per­so­na­li­dade se perca em meio a tan­tas dúvi­das sobre si, sobre suas memó­rias, sobre quem real­mente é.

 

Black Mirror

Você gasta seu dinheiro em apps 24 h por dia e depois trabalha mais pra comprar mais apps, mais entretenimento.

Você gasta seu dinheiro em apps 24 h por dia e depois tra­ba­lha mais pra com­prar mais apps, mais entre­te­ni­mento.

Essa é uma série inglesa com pou­cos epi­só­dios por tem­po­rada. Cada pro­grama é uma his­tó­ria dife­rente, com per­so­na­gens novos, tal­vez tam­bém numa dife­rente época. No entanto, os epi­só­dios são uni­dos pela temá­tica que faz uso de uma tec­no­lo­gia futu­rista que lem­bra muito a nossa atual era de smartpho­nes, tablets, comu­ni­ca­ção vir­tual con­tí­nua e ins­tan­tâ­nea, regis­tro com­pul­sivo de ima­gens e momen­tos. Tudo isso car­re­gado da refle­xão sobre o impacto social que essas tec­no­lo­gias cau­sam no coti­di­ano das pes­soas, em rela­ções que pare­cem se dar de maneira total­mente novas gra­ças a essas fer­ra­men­tas.

Como bom fã da Filo­so­fia da Mente, con­sigo enxer­gar nessa série cená­rios futu­rís­ti­cos não muito absur­dos que desa­fiam as refle­xões filo­só­fi­cas. Por exem­plo, em um dos epi­só­dios, uma mulher deso­lada pela morte repen­tina do marido con­trata um ser­viço que pro­mete reco­lher todas as infor­ma­ções dei­xa­das por ele na inter­net (face­book, twit­ter, vídeos, comen­tá­rios, blog, etc) e simu­lar sua per­so­na­li­dade com um soft­ware. Feito isso, ela pode con­ver­sar via bate-papo com o homem, como se fosse o pró­prio côn­juge teclando de algum lugar. Ela se sur­pre­ende, fica emo­ci­o­nada e ao mesmo tempo assus­tada, pois real­mente parece o marido.

A his­tó­ria faz com que ques­ti­o­ne­mos até que ponto uma simu­la­ção indi­fe­ren­ciá­vel de uma per­so­na­li­dade real não é aquela per­so­na­li­dade de fato. Em outras pala­vras, como diria um argu­mento clás­sico da Filo­so­fia da Mente, se eu pinto um qua­dro idên­tico nos míni­mos deta­lhes à Mona Lisa de Da Vinci, até que ponto não posso afir­mar que meu qua­dro não é a pró­pria Mona Lisa?

E, para além disso, já pen­sou nas con­sequên­cias soci­ais de uma tec­no­lo­gia como essa? Como o ser humano enca­ra­ria o luto?

Enfim, as pers­pec­ti­vas são múl­ti­plas. Veja Black Mir­ror e garanto que vai ficar de cabe­los em pé.

Sobre filme é mais com­pli­cado falar, ou melhor, de lem­brar. Vejo mui­tos fil­mes, pra­ti­ca­mente um ou dois por semana, então fica mais com­pli­cado lem­brar de todos e com­pará-los cui­da­do­sa­mente. Ten­tei usar o Fil­mow como auxí­lio para relem­brar meu catá­logo de fil­mes de 2014.

Minha pri­meira dica é Inte­res­te­lar. Ele faz a cabeça de fãs de fic­ção cien­tí­fica, pois parece um epi­só­dio de Through The Wormhole, só que sem o Mor­gan Fre­e­man e com uma his­tó­ria muito humana a ser con­tada no meio de toda a con­fu­são das leis da física e do futuro incerto real da nossa raça. Mas, enfim, quem qui­ser uma aná­lise apro­fun­dada pode ler Inte­res­te­lar e o con­fronto com o indi­zí­vel.

Um filme que vale a pena ser citado pelo que­sito diver­são é Guar­diões da Galá­xia. A con­tra­mão de todas as expec­ta­ti­vas, o filme foi uma exce­lente comé­dia e aven­tura do uni­verso Mar­vel. Cer­tas estru­tu­ras con­cei­tu­ais, entre­tanto, encer­ram alguma pro­fun­di­dade, o que é ines­pe­rado nesse tipo de filme, como explica o Vic­tor no exce­lente texto Guar­diões da Galá­xia e o Cris­ti­a­nismo Pri­mi­tivo.

E para fechar, os dois últi­mos fil­mes que vi em 2014: Boyhood e Pre­des­ti­na­tion.

 

Boyhood

9O pri­meiro é a sin­gela vida de um garo­ti­nho que nasce numa famí­lia con­tur­bada e que vai cres­cendo em meio a isso tudo.

O filme foi gra­vado ao longo de pouco mais de uma década, acom­pa­nhando o enve­lhe­ci­mento real dos ato­res. Duas coi­sas podem resu­mir o que me cha­mou a aten­ção nesse filme: (1) o quanto a bana­li­dade da vida humana é tudo, menos banal, o que em parte me lem­bra muito a máxima zen-budista que faço ques­tão de lem­brar todo dia e agir em con­for­mi­dade com ela (o que não quer dizer que eu con­siga): sam­sara é nir­vana e nir­vana é sam­sara. (2) Boyhood tam­bém é a opor­tu­ni­dade de con­tem­plar de forma impres­si­o­nante a linha de even­tos que vai pro­du­zindo os inte­res­ses e a per­so­na­li­dade de uma pes­soa, res­pon­dendo às neces­si­da­des e opor­tu­ni­da­des do seu ambi­ente nativo (claro, tem ainda a vari­ân­cia cor­res­pon­dente à gené­tica… O ambi­ente não está sozi­nho nessa).

 

Predestination

Não, você não imagina o que é isso tudo.

Não, você não ima­gina o que é isso tudo.

E, por último, cito Pres­des­ti­na­tion que, assim como Boyhood, é com Ethan Hawke. Esse é um filme com poten­cial de clás­sico sci-fi, que narra a mis­são de uma espé­cie de agente que tra­ba­lha para uma com­pa­nhia ame­ri­cana cuja fun­ção é moni­to­rar o tempo, se asse­gu­rando de que bes­tei­ras não acon­te­çam para emba­ra­lhar a linha tem­po­ral tra­di­ci­o­nal.

Falar muito sobre Pre­des­ti­na­tion é sinô­nimo de sol­tar mui­tos spoi­lers, então vou dei­xar o lei­tor sedento por mais infor­ma­ções. Para isso, veja o filme. Garanto que você che­gará ao tér­mino do filme com umas 5 ou 6 cone­xões a mais entre seus neurô­nios do cór­tex fron­tal.

Essas são as minhas dicas, daquilo que eu reco­men­da­ria que as pes­soas les­sem e vis­sem neste ano. E você? Tem alguma boa dica para com­par­ti­lhar? Deixe nos comen­tá­rios!

Felipe Novaes
Já quis ser paleontólogo, biólogo, astrônomo, filósofo e neurocientista, mas parece ter se encontrado na psicologia evolucionista. Nas horas vagas lê compulsivamente, escreve textos sobre a vida, o universo e tudo mais, e arruma um tempinho para o Positrônico Podcast. Contudo, durante todo o tempo procura se aprimorar na sabedoria e nas artes jedis do aikido.

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