Na semana passada, a última semana de 2014 antes do início das festividades de fim de ano, uma sucessão de eventos confirmaram que o projeto Ano Zero está nos trilhos e pronto para fazer de 2015 um ano especial, de consolidação e crescimento de suas aspirações.

Para começar, no sábado de 13 de dezembro Natalia Marques e eu visitamos a sede do Papo de Homem e participamos, junto com Pedro Burgos, Bia Amorim e Débora Cortela do encontro d’O Lugar sobre como cultivar comunidades digitais transformadoras. Recebidos com muito carinho e atenção pelo Guilherme Valadares, das 10h às 19h ouvimos com atenção o resultado de seus 8 anos de experiência na condução de projetos importantes como o Papo de Homem, a Cabana e O Lugar.

O foco do encontro foi a construção coletiva de uma comunidade baseada em redes sociais mas centrada em valores humanos realmente transformadores. Para o Ano Zero isso foi muito importante, pois ficou mais do que claro que o projeto não deve caminhar na direção de ser um site com artigos publicados periodicamente, e sim uma genuína comunidade formada por laços de confiança e nutrida pela empolgação, pelo sentimento de perecimento de todos que se identificam com as mesmas aspirações de um futuro sustentável, tolerante e de crescimento mútuo a partir da da formação de uma consciência coletiva da humanidade.

O primeiro resultado desse curso na verdade já tinha sido criado pelo Alysson Augusto dias antes: um grupo de autores e leitores do Ano Zero no Facebook, para começarmos a trocar ideias sobre o projeto e os textos publicados no site. De início, nas primeiras semanas, o grupo vai ser aberto apenas aos leitores convidados pelos primeiros membros. Mas logo logo nós vamos abrir para a participação de todos que quiserem!

Bem, ocorre que fui para São Paulo na sexta dia 12, e no ônibus que me levaria até o Aeroporto encontrei a seguinte poesia:

poema

Tentei tirar essa foto várias vezes, pois o ônibus chacoalhava um bocado e a imagem ficava sempre tremida. Esse poema de José Nedel poderia muito bem ter sido escrito para expressar o coração do projeto Ano Zero – ou melhor, da comunidade Ano Zero.

Na segunda-feira, dia 15, rolou a confraternização de fim de ano da turma do Ano Zero, uma reunião de gente maravilhosa e inteligente. Papos descontraídos e muito calor humano sedimentaram ainda mais essa noção de uma genuína comunidade. Como Douglas Donin disse no fim da festa, várias das conversas que rolaram naquela noite poderiam ter sido gravadas e convertidas em podcasts.

Da esquerda para a direita, autores do AZ: Fábio Pinto, Wagner Pacheco, Douglas Donin, Victor Lisboa, Josmael Corso e Mauricio Bohrer
Da esquerda para a direita, autores do AZ: Fábio Pinto, Wagner Pacheco, Douglas Donin, Victor Lisboa, Josmael Corso e Mauricio Bohrer

Foi ideia de Fabio Pinto, durante a festa, fazer uma brincadeira. Ele propôs 3 perguntas para serem respondidas livremente e folhas de papel, sem identificação, pela turma presente: o que quero, o que não quero e o que me motiva em relação ao Ano Zero em 2015? O resultado pode ser visto a seguir.

oquememove

oquequerooquenaoquero

Dessas respostas a gente saca que o pessoal quer ser apresentado em 2015 a visões desafiadoras, pensamento crítico e fórmulas sustentáveis que proponham soluções e façam essas soluções realmente acontecerem. O que move a todos é a curiosidade, a possibilidade de descoberta, a vontade de conhecer a si próprio, de aprender a viver coletivamente e com o sentimento de que se participa de algo maior que sua individualidade. E também, claro, carboidratos – porque a gente também precisa de carboidratos para se mover.

Mas é também muito importante saber o que não queremos, e nisso o pessoal foi certeiro. Informações redundantes, respostas prontas, rótulos descartáveis, comodismo e falta de senso crítico: tudo isso tem que ficar bem longe do Ano Zero. Para manter esse compromisso ao longo de 2015 precisamos da participação e da energia de todos os membros do Ano Zero, e também da contínua cobrança dos leitores.

Ainda na mesma semana, Fabio Pinto me presenteou com primeira camiseta do Ano Zero, um gesto de carinho com todo o projeto. Em breve, mais dessas camisetas estarão por aí, circulando pelas ruas do país!

camisetaAZ

E na sexta-feira chega na sede de Ano Zero um lindo cartão de Natal feito por alguém que tem essa data de amor e confraternização no nome: Natalia Marques resgatou a arte dos cartões de natal artesanais e escreveu uma comovente mensagem sobre o futuro do AZ, cheia de amor e inspiração:

cartaocapa

cartaomensagem

A chegada desse cartão coincidiu em alguns minutos com o “ok” do Jader Pires, meu editor do Papo de Homem, para a publicação no PdH de uma série de artigos dos autores do AZ propondo um 2015 realmente transformador para todos nós e nossa sociedade. Melhor presente de Natal impossível.

Mas ainda faltava sábado para terminar a semana, né? Bem, uma coisa muito maluca acontece quando o pessoal do Ano Zero começa a conversar, mesmo que casualmente: planos, projetos e ideias incríveis surgem desse papos. E foi de uma conversa minha com Mauricio Bohrer que tivemos uma sacada bem interessante sobre o que deve ser o Tempo de Fazer do Ano Zero, ou seja, sobre como levar para fora da internet nossas aspirações por um mundo melhor e mais solidário, de modo que não fiquemos apenas na teoria e passemos a fazer realmente alguma diferença. De imediato convocamos uma turma de anozerenses e a ideia encontrou o engajamento de toda a turma.

E do que se trata? Bem, essa ideia, que surgiu no sábado passado, fechando o primeiro ciclo virtuoso daquilo que promete ser um 2015 de muito trabalho e amor para o Ano Zero, vai merecer uma atenção especial no início do ano novo. Por hora, fica a expectativa e um pouco de suspense. Mas uma coisa garanto: essa ideia empolgante é um dos marcos do AZ em 2015, e temos outros em mente para tornar nossa comunidade uma verdadeira forma de colaborar com a evolução humana. Nisso, não somos modestos.

Um último recado: Ano Zero entra em recesso a partir de amanhã, e volta em 2015 com força total na segunda-feira do dia 05 de janeiro! Aos leitores que nos acompanharam até hoje, agradecemos de coração a presença, e repetimos o que a Natalia disse no seu cartão: ficamos felizes de compartilhar esse sonho junto com você. =]

escrito por:

Victor Lisboa