Uma pediatra recusa atender uma criança de 1 ano pois seus pais são contra o impeachment. Isso mesmo, você leu direito.


Ao longo dessas semanas, fiquei me perguntando que fato marcaria o momento em que o embate entre defensores do impeachment e defensores do governo iria revelar a nossa falta de cidadania, a nossa primitividade e incapacidade de compreendemos o que significa vivermos em uma República (onde há um espaço coletivo que todos devemos preservar com reverência e comprometimento). Porque, convenhamos, após décadas de ditadura militar, Estado Novo e República do Café com Leite, estamos ainda engatinhando e não conseguimos compreender exatamente o que é ser cidadão em uma democracia, algo que sempre pressupõe objetividade em relação ao trato da coisa pública, fuga dos apelos emocionais e tolerância com a diversidade de opiniões políticas.

Pois esse momento chegou, e o fato que soa o alarme é uma pediatra gaúcha que decide não atender uma criança de um ano e um mês de idade por seus pais serem defensores do governo Dilma e contrários ao impeachment.

Para fazer justiça, o atendimento não era emergencial. A pediatra recusou-se a prosseguir com as consultas da criança, e redigiu uma mensagem aos pais. Mas isso não diminui a gravidade do fato.

Como já disse, para mim, o mais imperdoável ato deste governo é ter me obrigado a ficar do lado, ao menos por um tempo, de gente como essa pediatra, no que diz respeito às críticas ao governo. Essa profissional cuspiu no próprio diploma, cuspiu na própria noção de cidadania que com tanto esforço conquistamos. Ela mostrou-se incapaz não apenas de ser uma profissional objetiva e equilibrada: mostrou-se incapaz de ser cidadã, de participar de um Estado Democrático de Direito, de conviver com a diversidade de posicionamentos políticos. Misturou, de forma torpe, dever profissional, emocionalismo rasteiro e posicionamento político.

Péssimo foi ver amigos defensores do governo compartilhando a notícia em redes sociais como que dizendo “vejam, todos esses que estão contra o governo são assim como ela, malvados comedores de criancinhas”. Esse tipo de atitude, eles não percebem, apenas é uma variação daquilo que a pediatra fez: pessoalizar conflitos políticos, atacar o entendimento dos outros não com argumentos, mas com a caricaturização do adversário.

Mas pior ainda é o Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Sul tentar passar a mão na cabeça da profissional, com o manejo de argumentos vergonhosos. Segundo o presidente do sindicato, a pediatra teria se portado de acordo com o código de ética da sua categoria profissional ao não atender um cliente com o qual possui uma indisposição íntima. É um argumento que usa de retórica rasa para defender o corporativismo médico. Por esse raciocínio, se sou pediatra torcedor do Fluminense e os pais de meu cliente são membros do conselho do Flamengo, após uma derrota vergonhosa e de goleada do meu time eu posso me recusar o atendimento. Esse argumento apega-se a uma interpretação míope e cômoda do código de ética da sua profissão (obviamente elaborado para acomodar-se aos interesses da sua classe) para, num legalismo estreito, passar por cima da questão central: uma “profissional” incapaz de minimamente separar paixão política (e poderia ser paixão futebolística) de seu dever técnico-profissional. Também torna totalmente subjetivo o aferimento do que seria a tal indisposição íntima – sancionando assim qualquer capricho de humor.

Além disso, note-se que o argumento do presidente do sindicato confunde uma questão pessoal (por exemplo, eu me recusar a atender alguém que me agrediu pessoalmente, ou que bateu no meu carro de propósito) com algo que é objetivo (o outro ter posição política diversa, ou ser de um time rival). Uma coisa é evitar atender porque houve um desentendimento pessoal por questões íntimas (foi agredido, está litigando na Justiça com a pessoa, etc.) outra é pegar algo uma questão não pessoal (ter opção política, religião ou origem étnica distinta, etc.) e negar o atendimento.

Mas como no Brasil tudo que está ruim pode ainda piorar, houve gente que argumentou que a pediatra estava certa, pois, como profissional particular, tem o direito de não atender determinado cliente.

Por esse raciocínio, um profissional poderia legitimamente se recusar a atender clientes negros, judeus ou transsexuais se quisesse. Afinal é seu direito.

Errou feio. O art. 39 do Código de Defesa do Consumidor proíbe qualquer tipo de discriminação com os clientes: é preciso atender a todos. Um sapateiro não pode se recusar a me prestar serviço por eu ser torcedor do time adversário. Além disso, é bom lembrar que já está consolidado no STF que mesmo em relações negociais privadas (como o caso de um profissional e seu cliente) há certos princípios de ordem pública (não-discriminação, respeito à dignidade humana, direito ao contraditório e ao exercício da defesa) que são de observância obrigatória. O Supremo possui inclusive jurisprudência caracterizando como indevido preconceito o clube que recusa sócios de determinada etnia, ou que exclui sócio sem devido processo legal.

Mas o sintomático, o ilustrativo nesse caso é o fato de que o cliente na verdade é uma criança de um ano e um mês de idade. Afinal, que responsabilidade essa criança tem pelas posturas políticas de seu pai? Pelo que entendemos do caso, subjacente à recusa da pediatra está a confissão de que ela seria incapaz de tratar a criança com o respeito e atenção profissional merecida pois sua aversão aos pais é tão forte a ponto de contaminar sua relação com a criança, correndo o risco de prejudicá-la de alguma forma, diante da perda da objetividade. Se isso não é insano, se isso não é escandaloso, então perdi meus referenciais do que é aceitável.

Mais uma vez, mostramos nossa inaptidão para o exercício da cidadania, revelamos os traços da nossa primitividade.

A única solução para esse caso seria torná-lo exemplar, com o Conselho Regional de Medicina punindo rigorosamente a profissional. Mas esperar isso é acreditar em unicórnios e duendes. Já sabemos o que ocorrerá. Nada. Esse é um jogo em que a cidadania já entra no campo derrotada.


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  • Rodrigo Müller Camatta

    Confesso que fico cada vez mais assustado, principalmente depois de ler os comentários da notícia linkada sobre os que defendem a atitude da médica. É lamentável perceber que uma quantidade grande de pessoas pensa que mais médicos deveriam “ter a coragem que essa médica teve”.

    Lamentável também que isso será usado como propaganda. No final, pouco importa a criança, o fato será usado para marketing político.

    Fico com medo: existe a possibilidade de uma guerra civil? O que vcs acham?

    • Walter Junior

      Respeito a sua opinião, só não entendo por quer julga tanto?!
      Estou certo que nenhum de nós somos cidadãos perfeitos, nem pessoas perfeitas. Não podemos julgar com base em notícias, nas quais uma das partes se mostra vítima e a outra um algoz sem coração. A profissão dos médicos é uma devoção, trabalham por muitas horas, sob pressão, sem gente, sem tempo pra todos, sem equipamento, com conhecimento do que deveria está sendo feito e não vai ser porque não tem investimento. A sociedade que só cobra o melhor e, na medida do possível, recebem mais do que é solicitado do profissional. Entretanto, ninguém observa que nosso governo tenta atingir essa classe todos os dias, as pessoas atacam a classe todos os dias e o “muito obrigado” muitas vezes é deixado de lado, pois eles recebem pra isso. Certo!? Assim como o “muito obrigado” dos garis, dos professores, dos advogados, das secretarias domésticas etc. Ninguém entra em um site pra agradecer, mas quando o negócio é atacar, o dedo vem com muito gosto na ferida alheia.
      Onde eu quero chegar?
      Nossa sociedade não assume que tem raiva de certas profissões e por isso basta uma notícia de que o médico se recusou ou não fez, ou deveria ter feito, para surgirem esses tipos de postagem. São rápidos em dizer o que pensam, porém, preguiçosos na pesquisa.
      É sabido que entre médico e paciente tem uma relação de confiança, se ela for quebrada o médico pode se recusar a atender o paciente, caso não seja urgência, e encaminha-la a outro profissional igualmente qualificado. Notaram? A criança não ficou sem atendimento, ou se ficou é porque os pais queriam criar mídia encima do problema civil que está atingindo eles, mudando o foco do real problema e a fim de enfraquecer aqueles que estão contra eles (no caso os que estão a favor do impeachment) e esqueceram da criança.
      Enfim, eu criei também um julgamento que também é plausível, mas nem eu, nem nenhum de dos senhores, estavam lá na hora e se estivessem, devemos sempre tomar cuidado com o ponto de vista. Com qual peso estou olhando. Você, eu, médico, advogado, gari… somos todos atacados todos os dias, a diferença está em quem se põe no lugar do outro e julga pelo ponto de vista dos dois agentes conflitantes.

      • Fabrício

        Concordo contigo! Julgamos muito, refletimos pouco. Quem dera, fosse o oposto.
        Por um mundo mais reflexivo.
        Seguimos

      • Rodrigo Müller Camatta

        Oi Walter,

        Não estou fazendo um julgamento da pessoa, ou do profissional da medicina, mas sim de uma atitude. Essa atitude poderia vir de qualquer um, de qualquer lado e de qualquer profissão – repare nem entro na discussão sobre a profissão do médico aqui no Brasil.

        Da mesma forma, não seria correto alguém sofrer uma discriminação por estar vestindo, por exemplo, uma camisa do Palmeiras. E também não estou analisando se tem uma lei ou não para isso, a questão é: que tipo de indivíduos nos tornamos que não conseguimos tolerar as opiniões dos outros? Vale a pena viver nesse mundo que estamos criando?

        Conheço gente que apanho na rua por estar com um camisa do PT. Olha o absurdo. E seria igualmente um absurdo se fosse uma camisa do PSDB. Pq NINGUÉM deve ser tratado com violência ou discriminado por uma preferência política, por mais que discordemos dela. E como parece que muita gente se esqueceu disso nesses tempos, por isso disse que fico com receio de uma guerra civil velada no nosso país.

  • José Carlos Coutinho

    Olá Victor,
    Sobre a comparação de ‘paixões’, se é que dá pra chamar esta posição política disso, eu acredito que você menospreza um pouco a importância das escolhas políticas. Pondo a decisão de votar em um certo partido lado a lado com a preferência por time de futebol você ignora que no primeiro caso existe SIM o melhor e o pior (claro que não é fácil descobrir qual) enquanto a escolha de um clube não prejudica a vida de outrem.
    Não que eu seja favorável a decisão da pediatra. Ao contrário, repudio qualquer ato que prejudique um inocente. Mas se você se colocar na ótica da médica, esta é uma ferramenta disponível a ela que pode fazer com que os outros se sintam solidários a sua causa. No pensamento dela “Ora! Se eu me recuso a consultar ele porque são petistas eles vão ver que precisam de mim, e da minha classe, muito mais que de partidos políticos. E se eu preciso de uma mudança de governo que me favoreça então eu apenas estou no meu direito”
    Claro que é muito especulativo dizer que este era o ponto. Mas de qualquer forma ainda haveriam outras linhas de raciocínio onde ela estaria com a razão (segundo algum ponto de vista que não é o meu nem o seu, obviamente).
    A recusa pode até ser um atestado de ódio da parte da doutora. Mas se a vida dela está sendo prejudicada por um grupo político que foi posto lá por pessoas como os pais do menino, eu acho que tal desavença se assemelha mais com um litígio jurídico ou uma batida de carro do que uma ‘zuação’ entre torcedores rivais.

    • Pois no final, sem perceber, você ilustra justamente o que falei a respeito de nossa dificuldade de compreender a cidadania, José. Isso pois no fundo do seu discurso existe uma premissa que você não percebe, mas impregna cada etapa da sua argumentação: a de que a importância dos temas políticos é, naturalmente (e nisso está o erro), diretamente proporcional às nossas afeições ou aversões emocionais.

      Somente um brasileiro, um homem “cordial” como diz Holanda, poderia entender que a importância de um tópico político para nossas vidas justifica o extravasamento dessa esfera de trato público com meus semelhantes para a esfera do emocionalismo. Sim, pois uma profissional médica, dotada de conhecimento técnico baseado na ciência, confessar que é incapaz de aplicar tal conhecimento técnico em determinado caso pois os pais de uma criança de um ano possuem um posicionamento político distinto e isso a abala emocionalmente além de seu controle, é o preço que pagamos por durante décadas tratamos da “coisa pública” (res-publica) com emoções, afetos e desafetos.

      Isso é a essência de nossa falta de cidadania. É o atestado de nossa primitividade.

      • Fabrício

        Victor, os atestados de nossa primitividade podem ser vistos todos os dias.
        Homicídios por ciúmes, brigas no trânsito, ou no parlamento, etc.
        Devemos lembrar que a nossa espécie é assim, ora racional, ora emocional. E isso faz de nós o que somos.
        Não tenho tanta certeza de que nossa falta de cidadania seja derivada de nossa falta de controle emocional. Isso seria afirmar que indivíduos com maior inteligência emocional tendem a ser melhores cidadãos?

        Abraço

        • Vamos por essa linha que é interessante, Fabrício: como você define inteligência emocional? e inteligência emocional é uma faculdade cognitiva com a qual a pessoa nasce ou não nasce ou é uma faculdade cognitiva que, como um músculo, pode ser exercitada e desenvolvida por qualquer pessoa?

          • Fabrício

            Segundo Gardner, todos nascem com o potencial das várias inteligências. A partir das relações com o ambiente, aspectos culturais, algumas são mais desenvolvidas ao passo que deixamos de aprimorar outras.
            É nisso em que acredito. Trata-se de uma habilidade que pode ser desenvolvida. Qual é o ponto?

          • O ponto é que, a partir das relações com ambiente e aspectos culturais, o brasileiro não é estimulado pelo seu entorno social a desenvolver a inteligência emocional, misturando questões objetivas, como política e negócios privados, por exemplo, com o emocionalismo: a pessoalização de todo envolvimento com qualquer pessoa, mesmo que esse envolvimento seja objetivo (dê-se no trabalho ou na política). É exatamente isso o que o historiador brasileiro Sérgio Buarque de Holanda, avô do Chico Buarque, quis dizer ao falar definir o brasileiro como “homem cordial”. E isso para ele não era elogio: cordial tem origem na palavra cardio, coração. Para Holanda, o problema do brasileiro é que ele envolvia as emoções em relações negociais e políticas como desculpa para não se esforçar e aderir com comprometimento aos princípios básicos da civilizade. Isso é ausência de inteligência emocional, de forma que você tocou no ponto principal, no seu segundo comentário: o brasileiro não sabe ser cidadão pois não sabe separar o âmbito das emoções do âmbito de questões objetivas fundamentais. Por uma questão ser “importante”, o brasileiro acredita que isso é desculpa para ele envolver o emocionalismo e as paixões em tal questão. Não é a toa (claro, há outros motivos) que no Brasil se faz pouca ciência objetiva (Física, Química, etc) e é um país cheio de sociólogos e antropólogos: nós não temos muita afeição pela objetividade, por aquilo no qual não podemos imiscuir nossos estados emocionais.

          • Fabrício

            A bibliografia seria “Raízes do Brasil”? Não me lembrava dessa definição. Sua análise é perfeita para defender seu ponto de vista. Obrigado pela resposta.
            Vou fazer um contraponto aqui.
            Graças ao brasileiro ser “cordial”, o “nosso” futebol é do jeito que é. Segundo Aldo Rebelo: “O futebol do Brasil tem sempre como marca o improviso e a criatividade, não tem a disciplina tática tão rígida como a dos europeus.” Somos envolvidos pelas emoções. Talvez por isso também que as bandas estrangeiras se encantam tanto pelo público brasileiro em suas turnês por aqui.
            O que quero dizer é que somos “cordiais” e isso não é exclusivamente ruim. É uma característica do povo brasileiro e tê-la apresenta tanto um lado positivo quanto negativo. Os japoneses podem ser mais organizados e menos “cordiais”, porém são mais “frios”, por exemplo. Profissionalmente falando, podemos inferir que essa característica não foi favorável, no caso da pediatra. Podemos exigir que ela tenha bem definida a separação entre emoção e razão a ponto de não se deixar afetar pela posição política da vereadora? É possível mudar o que ela pensa/sente?
            Não sei se é possível tornar o Brasil menos “cordial”; se sim, como?

          • Citar Aldo Rebelo, uma das maiores excrescências políticas do Brasil, após citar Sérgio Buarque não é lá muito apropriado. Mas vamos em frente.
            Sim, você ilustrou novamente o ponto – por isso o nosso futebol é do jeito que é: um futebol emocional e despreparado; um futebol derrotado por goleada de sete a um por uma equipe que em sua tática e disciplina expressa bem alguns dos principais valores germânicos que não possuímos; um futebol nas mãos de cartolas corruptos que infestam os clubes e a CBF; um futebol em que os principais clubes estão insolventes, sempre de chapéu na mão pedindo favores fiscais e tentando acordos com seus devedores. Nosso futebol, em todos os sentidos, demonstra o quanto perdemos com o “homem cordial”.
            E é típico do brasileiro interpretar a inteligência emocional de outros povos como “frieza”. Sim, coitados dos alemães e japoneses, esses povos frios. Felizes somos nós.

          • José Carlos Coutinho

            Victor,
            Agradecido pela resposta e pela atenção. Estes debates são enriquecedores pra mim. Gostei também da observação do Fabrício.
            Obrigado

            De fato. Esta sua argumentação tem uma lógica inquestionável também pra mim. E se pra você a questão principal do meu comentário era a natureza do pensamento político então eu acredito que não tenha sido claro ou fui ineficiente em dizer o que queria. Tentarei novamente.

            A Médica está com a razão sobre a ótica dela mesmo. Isso é o que se espera de uma pessoa que não seja louca, certo? Assim sendo, não importa se a questão política está sendo tomada por emoções, por princípios éticos modernos,ou mesmo por uma razão científica. O fato é, que na concepção DELA, se negar a atender novamente o garoto é uma ferramenta válida pra exercer sua liberdade política. Então, sim, concordo que isso é primevo. Mas não o torna errado.
            Do ponto de vista da evolução da cidadania isso seria como um neandertal argumentando com um sapiens que ele ainda quer continuar existindo, e que este permita aquele se alimentar também. Talvez não seja o melhor pro conjunto (grupo de hominídeos/ pro nosso país), mas certamente é o melhor pra que quer continuar vivo (no caso a pediatra do Vale de Neander). O clássico exemplo em que o direito individual se sobrepõe ao direto coletivo porque é esta a essência do homem:Sobreviver;
            E sempre será.

    • Nat

      Olá José,

      Se a médica se recusasse a atender a criança num Pronto Socorro eu até entenderia, seria até crime por omissão de socorro.
      Porém, ela recusou em ser a pediatra da criança.Independente da razão, eu não vejo esse bicho de sete cabeças. Afinal, existem quantos pediatras competentes na cidade, só essa médica?

      • José Carlos Coutinho

        Este argumento também é válido e plausível, Nat. Por não se tratar de uma urgência ou emergência eu acho que ela tem o direito sim de escolher quem atende, baseando sua decisão nos critérios que pra ela sejam relevantes.

  • Ana Dias

    Evitar julgamentos, neste quesito é algo impossível. Mas, se eu escolho um profissional, no qual eu confio tecnicamente, e no momento do atendimento ele diz não me atender devido minhas filosofias políticas, é tão ou mais grave quanto racismo ou homofobia.
    No Brasil se criou leis para proteger étnicos, homossexuais, mas não há leis para proteger de crimes por discriminação por filosofias políticas.
    Todos os dias, seja na vida particular ou profissional encontramos pessoas das quais não gostaríamos de nos relacionar: clientes, colegas e até familiares. E nem por isso devemos renegá-los ou deixar de nos relacionar com estas pessoas. Podemos não ter relacionamentos íntimos com elas, mas devemos manter uma relação de forma que chegue o mais próximo possível da harmonia.
    O Código de Ética, neste caso, é sim paternalista. Em nenhuma outra profissão veríamos tais situações. Podemos nos negar a atender por imperícia, por não fazer parte do campo de conhecimento profissional, mas por convicções políticas distintas, é sim imoral. Os médicos e esse seu código de ética duvidoso podem entender como ética tal atitude, mas é imoral.
    É sim comparável como deixar de atender tal indivíduo porque ele não torce para o mesmo time. Não há diferença.
    Eu comparo tal atitude muito parecida com a do Estado Islâmico (talvez não tão violenta), se você é cristão e não acredita naquilo que eu acredito, você não só não merece fazer parte do meu círculo, como do mundo. A verdade, que apoiarmos atitudes como estas não é diferente de apoiar atitudes de racismos, homofobia e intolerância religiosa ou intolerâncias de torcedores. Mais um pouco, alguém com menores capacidades de entendimento, não só vai deixar de atender alguém que não apoia os mesmos conceitos políticos. Será muito pior que isso.
    Se a médica pode…

  • Handerson Ana Laura Xavier

    Parabéns à médica. A mãe pão-com-mortaNdela deveria ficar na dela e não divulgar uma carta pessoal. Se eu fosse a médica processava a mãe pão-com-mortaNdela.

  • Handerson Ana Laura Xavier

    Diz o bandidão Lula que o SUS é a melhor coisa do mundo… bem que essa mãe podia ir no posto, entrar numa fila, para marcar um dia, para pegar outra fila, para pegar uma ficha, para marcar o dia de ser atendida pelo pediatra, que provavelmente não iria, porque ninguém quer trabalhar no SUS porque o SUS do PT é uma merda. Mas a mãe-com-mortadela pode pagar plano de saúde, então é da classe média que os merdas petistas tanto odeiam. Enfim… é plenamente justificável a médica não querer atender a mãe-com-mortadela e o Lulinha dela.

  • Marcelo montenegro lessa

    Esqueça a criança, não houve qualquer prejuízo a ela, talvez houvesse se fosse atendida. Já atendia à contragosto, como revelou a mãe. A mãe é esclarecida e certamente tem recursos. A circunstância que envolve a médica sim deve ser respeitada. Ela não consegue ser médica e ponto. Se Hitler fosse a clínica dela, também não poderia recusá-lo porque tem compromisso com a medicina e com o ser humano?
    Os caras afundaram com o país, detonaram Petrobrás, Fundos de Pensão, e toda a sorte de bandalheira que parece não ter fim, uma verdadeira quadrilha enriquecendo e sugando o futuro pela rapinagem com a coisa pública, só admitindo que a roubalheira na política faz parte, e ficar na passividade, dentro de casa e reclamando que as coisas estão caras. Veja, um monte de corrupto passivo preso e os corruptores, agentes públicos soltos e debochando. Não é discordância, ou discriminação por ideologia, se o PT estivesse governando e desviando valores sem que se tivesse conhecimento, é uma coisa, não haveria a mínima repercussão e nada disso existiria, sem problema, é como o corno que não sabe da traição; mas, quando se revelam fatos da magnitude que vemos é outra história, não se fala em ideologia, ou ponto de vista, pois se está diante de fatos criminosos, e é disso que se trata, CRIMINALIDADE da braba, a qual revelada a um ser politizado, outra reação não pode ter senão a indignação pura, pois é ela que está pagando o pato, impostos em cascata, custo de vida, alteração de cálculo de aposentadoria, etc, etc, etc, e não admite isso. Famílias saem às ruas com revolta do PT/Lula/Dilma, e congêneres, em protesto contra os bandidos que fizeram ele perder o emprego, ter os proventos de aposentadoria aviltados, ameaçado de redução, de desemprego, rapinagem na Petrobrás, fundos de pensão, com a vagabundagem se dispondo a devolver milhões e milhões, delações mil e pilantragens de toda ordem que parecem não ter fim, que levaram o país à desqualificação moral/ética/legal; e aí chegam os defensores, simpatizantes da ideologia. O que esperar? Debate ideológico? Sou absolutamente contra a violência, mas são pessoas defendendo quem, para mais da metade da população, deveria estar na cadeia. Indago, é fácil nutrir simpatia, ou mesmo indiferença, por quem defende essa ideologia, digo, corja? Ah…Mas na política não rola, né?… Sei, olha os hospitais, por exemplo, na sucata, vidas se perdendo a todo instante, e a educação que beleza, aff. Ou seja, é pior do que a ação do homicida que vemos cometer o crime e nos chocamos. Somos alienados, temos que ver pra crer. Para a médica e mais da metade dos brasileiros, não é pouca coisa não. A vereadora aos olhos da médica deve simbolizar a defesa de uma ideologia? Evidente que não, mas, mutatis mutandis, uma promotora de apologia ao crime em pessoa – como se um integrante de facção, que defende a bandeira do crime, entrasse em seu consultório. O mesmo que fez Lula e Dilma quando enalteceram os companheiros condenados do mensalão, como se fossem perseguidos, tadinhos. Acorda Brasil ! Ainda vem com slogan de golpe. Golpe o cacete, globo é o cacete, psdb,pmdb, renam, temer, cunha, e aécios da vida que se lasquem.
    Luis Inácio falô, luis inácio avisô, são 300 picaretas com anel de doutor…

    Eleições já!

    • dederv45

      Por falar em médico, aconselho-te um psiquiatra e uma vacina anti-rábica.