Impeachment, Lavajato, propinoduto, delações premiadas, corrupção: é difícil, senão impossível, acompanhar as notícias e entender tudo o que está acontecendo. Na internet há sites, podcasts e grupos de discussão que ajudam a compreender os eventos, citando nomes, jogadas políticas e crimes que compõem esse enorme (e até agora inconcluso) mosaico de eventos. Porém, em algum momento esse excesso de informações e explicações só parece nos deixar mais perdidos.

E se ao invés de analisarmos a superfície das notícias diárias, nós examinássemos aquilo que está por trás dos fatos? Seria possível identificar padrões que podem ser observados e se repetem a cada denúncia, a cada golpe político, a cada acusação? Há regras que podemos abstrair de todos os fatos para poder aplicar em todas as circunstâncias?

Este texto tenta apresentar 6 leis “universais” que tornam a política no brasil uma fossa cheia de merda.

1ª LEI:
TODOS OS POLÍTICOS BRASILEIROS SÃO CORRUPTOS

É provável que alguns defensores do impeachment de Dilma acreditassem que, com a queda do PT, os corruptos sairiam do governo. É provável que alguns defensores de Dilma acreditassem que o governo petista era composto de gente honesta e bem intencionada. Nenhum dos casos me surpreende, pois não devemos subestimar o poder da idiotice humana.

Mas agora os fatos gritam, e já não é caso mais de idiotice, e sim de cegueira involuntária, quase má-fé. Pois os fatos revelam que quase todos os políticos de quase todos os partidos são corruptos.

Ao contrário do que alegava a tese das “investigações seletivas”, já ficou evidente que a operação Lavajato é, do ponto de vista dos políticos de Brasília, um trem desgovernado que passa por cima de todos, sem absolutamente qualquer seletividade. A operação Lavajato é uma lanterna que lança luz sobre uma sala escura chamada bastidores de Brasília, e o que essa lanterna revela é que todos os congressistas e autoridades do Poder Executivo há anos têm sido comprados por poderosas empreiteiras, recebendo mesadas ou propinas, muitas vezes disfarçadas de contribuição para campanhas eleitorais.

E aí, vai defender algum?
E aí, vai defender algum?

Não se salva nenhum: PT, PCdoB, PMDB, PSDB, PP, DEM e qualquer outro partido que tenha a mínima relevância no Congresso e no Executivo. O que o governo do PT fez foi apenas articular de forma mais “eficiente” (para corrompidos e corruptores) um sistema que sempre existiu: o PT aperfeiçoou o que já existia e criou o “propinoduto”, um esquema articulado, dinâmico e profissional de corrupção que organizou e otimizou o fluxo de propinas.

Essa organização estruturada da corrupção permitiu que se criasse o chamado “mensalão”, ou seja, o recebimento de mesada por parlamentares a fim de que votassem sempre a favor do governo. E isso é muito pior do que um político embolsar a grana para gastar em uma viagem na Europa, pois houve a violação de princípios republicanos e democráticos mais elementares, entre eles da separação de poderes e da representatividade.

Se havia alguma dúvida a respeito disso, basta ver a proposta de José Dirceu, um dos maiores articuladores do partido, e Vaccari Neto, tesoureiro do partido, de que o PT proponha um “acordo de leniência”, ou seja, um acordo pelo qual confessa a prática de infrações e, colaborando com investigações, tem sua punição atenuada.

2ª LEI:
TODA DISPUTA POLÍTICA É ENTRE LADRÕES

A segunda lei é uma consequência da primeira.

Tratando-se de uma estrutura política corrompida e criminosa em sua essência, tal como é Brasília, qualquer disputa política dá-se entre facções igualmente corruptas, qualquer alternância de poder ocorre entre legendas partidárias que estão, todas elas, a serviço das mesmas poderosas empresas, principalmente empreiteiras.

Se o impeachment de Dilma trouxe algum benefício, foi apenas o de desmantelar um gigantesco esquema de corrupção que estava a serviço de uma agenda política cujo objetivo era manter no poder uma mesma facção, a do PT. Mas o que se seguiu foi a reconfiguração das relações fisiológicas, a fim de que outra facção, associada àquela (o PMDB), com apoio de facções de oposição ao PT (entre as quais o PSDB), prosseguissem beneficiando-se da mesma estrutura de promiscuidade entre interesses públicos e privados que sempre existiu no país.

Antes que alguém reclame que essa corrupção generalizada é culpa da Democracia, vale lembrar que a corrupção sagrava poderosa também durante os vinte anos de Ditadura Militar. E com o grave adendo de que, naquele período, a imprensa e os órgãos públicos de investigação criminal não estavam livres para apurar e divulgar os fatos.

Então, a que se deve essa corrupção ampla, geral e irrestrita? Esse é nosso próximo assunto.

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3ª LEI:
O BRASILEIRO CONFUNDE POSICIONAMENTO POLÍTICO COM TORCIDA DE FUTEBOL

Não importa que eventos políticos estão acontecendo, uma lei universal da política de merda do Brasil é que a população vai tratar tudo com a obtusidade e rivalidades de torcidas organizadas.

Durante as manifestações a favor do impeachment, muitos dos manifestantes utilizavam a camiseta amarela da seleção brasileira. Em contrapartida, muitos dos que se manifestavam contra o impeachment foram protestar com camisetas vermelhas. Até nomes recíprocos se atribuíram: “coxinhas” e “petralhas”. Isso é sintomático: nós tratamos questões políticas com o mesmo emocionalismo grosseiro e simplório de torcedores de futebol.

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São sempre “nós” contra “eles”.

Basta observar as redes sociais para mesmo um idiota perceber a visceralidade como a maioria das pessoas lida com questões públicas e políticas. Nesse aspecto, tanto o senhor que tem ódio dos “petralhas” quanto a menina que grita “golpe não passará” são vítimas conscientes da mesma imbecilização que nos equipara a todos com os mais fanáticos e irracionais torcedores de um time de futebol.

A pior consequência disso não é o ódio recíproco que separa amigos e familiares das redes sociais. Isso não é nada (e só nos focarmos nisso demonstra como somos cegos para nossa realidade dramática). A pior consequência é que essa nossa forma de lidar com política como se fosse questão de torcidas adversárias acaba sendo manipulada pelos políticos para que defendamos seus interesses escusos.

Não se espante, mas Bolsonaro e Dilma fazem isso.

Sujeitos como Bolsonaro, por exemplo, vestem o uniforme de jogador de um suposto time do “homem de bem” e começam a jogar a bola no campo da torcida adversária, fazendo comentários machistas, homofóbicos e reacionários. Como resultado, seus adversários ficam furiosos e, unidos em torcida organizada, começam a atacá-lo nas redes sociais.

A consequência é que Bolsonaro acaba ganhando publicidade gratuita diante de seu eleitorado (que o elegeu não com base em propostas concretas, mas como representante do reacionarismo) e de milhões de idiotas no Brasil que se identificam com suas ideias, tornando-se um potencial candidato à Presidência da República.

Outra forma de políticos se beneficiarem de nossa tendência de tratar política como jogo de futebol é criar falsas dicotomias: somos nós contra eles. Essa é a síntese da estratégia do PT diante do impeachment.

Num primeiro momento, quando o processo de impeachment começou no Congresso, o partido tentou estabelecer a falsa dicotomia de que a questão se resumia entre Dilma versus Cunha. À medida em que o processo se desenvolvia e ganhava apoio mais abrangente, o PT mudou a retórica e passou a vender a ideia (amplamente comprada) de que se tratava de “nós”, esquerda democrática e humanista, contra “eles”, direita golpista e reacionária.

Se você entra nessa lógica (e muita gente entrou), a consequência é que você associa “humanista”, “anti-reacionário” e “democrático” a “defender a Dilma”. E como você gosta de pensar em si mesmo como uma pessoa legal, logo deduz que precisa ser contra o impeachment. Quando vê, está nas redes sociais defendendo um bando de ladrões contra o ataque de outro bando de ladrões. Pronto, sem perceber, acaba de vestir a camiseta de um time, tal como os marqueteiros do PT queriam.

Portanto, já é bem evidente que todas as facções criminosas que disputam espaço político para usufruir das propinas de grandes empresários perceberam e manipulam essa nossa tendência de lidar com complexas questões sociopolíticas com o fanatismo e sectarismo de torcidas de futebol. E enquanto “torcermos” a favor de certos políticos como se fossem jogadores de nosso time do coração, enquanto odiarmos certos partidos como se fossem times adversários, seremos apenas joguetes nas mãos dos ladrões descritos na 1ª Lei.

4ª LEI:
A PROMISCUIDADE ENTRE INTERESSES PÚBLICOS E PRIVADOS É DE NATUREZA ESTRUTURAL

O capitalismo, ou seja, um sistema de livre concorrência entre empresas privadas no qual o Estado intervém apenas para afastar obstáculos a essa concorrência (como trusts e monopólios), jamais foi realmente implementado no país, da mesma forma que o socialismo jamais teve qualquer chance digna. É que capitalismo e socialismo dependem, para sua implementação, da pré-existência de instituições político-sociais minimamente estruturadas. Porém, no Brasil temos uma organização social mais primitiva (e mantida na primitividade para manter-se a serviço de interesses escusos), que jamais chegou a desenvolver-se até o ponto de ter instituições sólidas.

No Brasil o que há é uma estrutura política fisiológica, na qual grandes empresas têm, como principal fonte de lucro, os contratos públicos e inúmeros benefícios recebidos da Administração Pública. A regra histórica é a grande promiscuidade entre público e privado. O resultado é que temos o pior do capitalismo (grandes empresas predatórias querendo burlar a concorrência e oferecendo serviços e produtos de má qualidade) e o pior do socialismo (Estado autocrático e interventivo, com um aparelho policial militarizado e destinado a proteger a oligarquia dominante, seja ela qual for).

Marcelo Odebrecht: apenas mais um numa longa lista de empresários que compraram os nossos políticos por mais de um século.
Marcelo Odebrecht: apenas mais um numa longa lista de empresários que compraram os nossos políticos e os usaram como serviçais por mais de um século.

Essa é a razão de termos um dos sistemas tributários mais onerosos do país: é preciso sustentar a relação promíscua entre público e privado, e a única forma de fazê-lo é meter a mão bolso do cidadão de forma sistemática e organizada. Afinal, obras públicas superfaturadas precisam ter de onde pagar os valores excedentes.

Esse também é o real motivo por trás do monopólio estatal da exploração do petróleo. Jamais se tratou daquela conversa demagógica de que “o Petróleo é nosso” e de que precisávamos defender o patrimônio nacional. O monopólio da Petrobrás foi assegurado por todos os governos, de esquerda e de direita, porque é uma forma de garantir que a galinha dos ovos de ouro fique no controle da classe política.

Essa, por fim, é principal a razão pela qual um partido que se define até mesmo nominalmente “dos Trabalhadores” acabou tornando-se, vejam a ironia, o partido “das Empreiteiras” quando chegou ao poder. No curso da história brasileira, trocam-se os personagens a cada eleição, a cada revolução, a cada ditadura, a cada fase de democracia, mas os papeis são sempre e exatamente os mesmos: grandes empresários e políticos mancumunados para enfiar a mão nos cofres públicos.

Esse sistema articulado de promiscuidade entre público e privado remonta pelo menos ao nascimento da República, resultado que foi de um levante de militares a serviço de seus próprios interesses, e não de um levante popular. A seguir, esses militares foram substituídos pela oligarquia paulista e mineira de latifundiários, cujo propósito era apenas atendar aos interesses de sua classe.

A partir de então, a máquina estatal e as instituições republicanas foram estruturadas para o financiamento de setores privados poderosos, que evitavam a livre concorrência e davam uns “trocados” ao grupo político que estivesse no poder. Acreditem, os 32 milhões recebidos por Renan Calheiros, presidente do Senado, não são nada.

A existência de um partido como o PMDB é o maior símbolo do desenvolvimento desse sistema: um partido que não passa da agremiação de políticos sem ideologia ou compromisso com princípios republicanos; um agrupamento de políticos cujo único propósito é ocupar cargos de primeiro e segundo escalão da máquina pública para, quando ali chegarem, tornarem-se serviçais de grandes empresas.

Não nos escandalizemos, portanto, com a corrupção. Ela não é uma doença estranha ao organismo que atinge, não é um câncer que ataca a máquina estatal. Ela é parte estrutural do sistema político brasileiro desde sua origem.

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5ª LEI:
O LEGADO DAS FASES ANTIDEMOCRÁTICAS DETERIORA NOSSAS INSTITUIÇÕES

A leitura isolada da 1ª e 2ª leis pode dar a falsa impressão de que o problema é o sistema democrático. Mas nada é mais enganoso: assim como a Lei da Entropia acaba por determinar a corrosão mesmo do metal mais resistente e a deterioração de todos os corpos, o legado que recebemos dos regimes antidemocráticos que assolaram o Brasil no passado corrompe e deteriora a sociedade brasileira ainda hoje, e de forma bem insidiosa.

Nos últimos 100 anos, vivenciamos pelo menos dois períodos antidemocráticos que tiveram significativo impacto na organização político administrativa do Estado, com consequências danosas para todos nós: o Estado Novo de Getúlio Vargas e a Ditadura Militar. Estamos colhendo, neste momento, os frutos mais recentes desse legado.

Estamos apanhando até agora.
Estamos apanhando até agora.

O foro privilegiado que beneficia nossos políticos corruptos, por exemplo, foi mantido pela Constituição Federal de 1988 devido a uma profunda (e talvez na época justificável) desconfiança de que representantes democraticamente eleitos fossem perseguidos judicialmente sem qualquer fundamentação real, apenas pela pressão das autoridades, tal como ocorreu durante a Ditadura. Hoje, o foro privilegiado tornou-se apenas um privilégio garantido aos políticos eleitos, pois a falta de vocação institucional dos tribunais para atuarem como instância originária (= juízo que processa e julga o processo penal em primeira mão) torna a acusação e punição incrivelmente morosa.

Até mesmo a imaturidade de nossa esquerda e direita, que se mostram incapazes de evoluir, é um legado dos períodos antidemocráticos. De um lado, a nossa esquerda continua presa à lógica binária da Guerra Fria, usando chavões ultrapassados como “Não Passarão” e demonizando o tal “Grande Capital”. De outro, a nossa direita continua incapaz de entender que o liberalismo social é a outra face da moeda do liberalismo econômico, e que ser de direita não é necessariamente ser conservador ou reacionário.

Além disso, qualquer pessoa que estude o período da Ditadura Militar percebe a ingenuidade com a qual os movimentos revolucionários de esquerda deram, sem desejar, a legitimação que a direita anticomunista precisava para tolher as liberdades individuais de toda a população. E a partir dessa percepção notamos que hoje em dia esses dois grupos repetem os mesmos passos dessa dança, levando a sociedade brasileira perigosamente próxima ao abismo de novo.

Mas também a rigidez da legislação trabalhista (que protege tanto, mas TANTO, o trabalhador que ele acaba sem conseguir emprego), a militarização da polícia (que com mentalidade de martelo trata qualquer situação, mesmo manifestações populares, como prego) e o estrangulamento da previdência social (que ameaça entrar em colapso e deixar você desamparado no futuro, se algo não for feito) são heranças dos períodos antidemocráticos.

Enquanto não identificarmos e eliminarmos todos os focos corrosivos do legado antidemocrático, não teremos condições de construir instituições republicanas com a solidez necessária para manter a democracia.

6ª LEI:
NÓS SOMOS OS RESPONSÁVEIS POR TUDO ISSO

Atualmente está em voga a tese de que a culpa dessa situação seria o sistema político atual, de forma que uma reforma política daria conta de resolver esse problema.

Não é que eu seja desfavorável à reforma política – ao contrário, ela é importantíssima. Mas é uma perigosa e conveniente ingenuidade supor que o sistema político seja a real causa da merda em que estamos.

Essa tese parte do princípio de que os piores estão no poder pois teríamos um sistema político que favorece a seleção e eleição dos piores. Pressuposto disso é que em nossa sociedade haveria os melhores, mas esses jamais conseguiriam.

Não se trata disso. Para começar, o Brasil tem sido vilipendiado pela corrupção há séculos, independentemente do sistema político e dos donos do poder (República do Café com Leite, Getulismo, Ditadura Militar, Nova República…).

Assim, não é que os piores sejam selecionados enquanto os melhores ficam sem vez. Não é que os políticos sejam piores do que a população. Não. Nós todos somos os piores. Os melhores são uma exceção em nossa sociedade.

Sei que é duro de encarar essa realidade, e que é muito mais fácil acreditar em uma narrativa que nos isenta de culpa, mas acredito que esse ponto tenha sido muito bem demonstrado pela visão de um gringo, quando Mark Manson escreveu a Carta Aberta ao Povo Brasileiro.

Como pretendo demonstrar em outro artigo, Sérgio Buarque de Holanda, Gilberto Freyre, Lévi-Strauss e Vilém Flusser, entre outros analistas da realidade brasileira, identificaram traços de caráter cultural na sociedade brasileira que explicam por que foi criada e perpetuada essa estrutura política de instituições débeis e corrupção generalizada.

Mas o importante agora é afastar o mito de que a população brasileira é uma vítima ingênua de políticos oportunistas que se mantêm no poder.

Lembra-se do festival de horrores e bizarrices que foi o desfile de deputados federais no domingo em que a Câmara dos Deputados votou o relatório da Comissão de Impeachment da Dilma? Desculpe, mas aquela é a cara do povo brasileiro. Nós somos aquilo. Não somos, como sociedade, nada melhor do que eles.

Em outras palavras, cada povo tem o sistema político que merece. E em última instância, nós somos os responsáveis pelos Sarneys, Renans e Cunhas.

Sei que é muito difícil olhar no espelho e reconhecer o quão feia é nossa fisionomia. Mas o primeiro passo para nosso real despertar coletivo é reconhecer quem nós somos neste momento, de verdade. Uma gradual e dolorosa tomada de consciência é o primeiro e inevitável passo que antecede a uma genuína e efetiva transformação.


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escrito por:

Victor Lisboa

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