Capa do artigo sobre Romero Jucá, em Ano Zero.

5 verdades sobre a conversa de Romero Jucá

Em Consciência, Política por Victor LisboaComentários

Eufo­ria, cho­que, nojo, indig­na­ção: a con­versa de Romero Jucá, divul­gada ontem pela Folha de São Paulo (leia aqui), dei­xou o país inteiro ator­do­ado. Defen­so­res da tese do golpe acre­di­ta­ram que havia sur­gido a prova que fal­tava para con­fir­mar sua teo­ria. Defen­so­res do impe­a­ch­ment ape­nas con­fir­ma­ram as suas sus­pei­tas de que o governo inte­rino é da mesma laia daquele que o subs­ti­tuiu.

Mas, abai­xada a poeira, con­ti­dos os âni­mos mais afoi­tos, cinco pon­tos sobres­saem cla­ros nessa his­tó­ria toda. Vamos a eles.

1) Quem defendeu o impeachment não é responsável pelo Temer

Algo que tenho obser­vado nas redes soci­ais são os defen­so­res da teo­ria do golpe divul­gando qual­quer erro e sujeira do governo inte­rino de Temer e decla­rando que são evi­dên­cias de que o impe­a­ch­ment foi um erro. Mais ainda, apon­tam o dedo para os defen­so­res do impe­a­ch­ment como se eles fos­sem os res­pon­sá­veis. Sem mulhe­res nas pas­tas minis­te­ri­ais? Fim do Minis­té­rio da Cul­tura? Réu da Lava Jato como líder do governo Temer na Câmara? Tudo prova de que o impe­a­ch­ment foi um erro, segundo essa turma. Mais ainda, segundo eles tudo isso é culpa de quem foi às ruas pro­tes­tar pelo impe­a­ch­ment.

Assisti tudo a isso em silên­cio até agora. Mas com a con­versa de Romero Jucá, essa nar­ra­tiva fala­ci­osa che­gou a um cúmulo de eufo­ria quase maníaca.

Então deixa eu escla­re­cer uma coisa.

Não foram os mani­fes­tan­tes defen­so­res do impe­a­ch­ment que fize­ram uma coli­ga­ção par­ti­dá­ria com essa cam­bada de ban­di­dos do PMDB. Nem foram eles que subi­ram em palan­ques durante duas cam­pa­nhas elei­to­rais ao lado des­sas rata­za­nas do PMDB. Não foram os defen­so­res do impe­a­ch­ment que aco­lhe­ram como seu suces­sor um idi­ota empo­lado como o Temer.

Não, quem se coli­gou com esses ban­di­dos do PMDB, subiu no palan­que com essas rata­za­nas do PMDB e tor­nou um idi­ota empo­lado o seu suces­sor foi a Dilma, foi o PT, foi a turma que mui­tos defen­dem e que agora mui­tos tra­tam como se fos­sem ino­cen­tes víti­mas vio­len­ta­das por cri­mi­no­sos com os quais eles jamais tive­ram qual­quer rela­ção.

E caso isso ainda não tenha sido com­pre­en­dido, deixa eu usar de uma metá­fora. Deixa eu falar da…

PARÁBOLA DO BAR FALIDO

Ima­gine que sou dono de um bar e con­trato uma gerente para admi­nis­trá-lo. Essa gerente, ao ser con­tra­tada, apre­senta um sub­ge­rente para subs­ti­tuí-la e auxi­liá-la. Entram inclu­sive de mãos dadas e ergui­das em minha sala!

A gerente e o subgerente que ela apresentou. | Romero Jucá

A gerente e o sub­ge­rente que ela apre­sen­tou.

Mais tarde, des­cu­bro que ambos estão rou­bando o fatu­ra­mento num esquema cri­mi­noso envol­vendo for­ne­ce­do­res. Pior ainda, além do roubo, a ges­tão da gerente tem sido desas­trosa e meu boteco, que antes estava cheio de cli­en­tes, agora está vazio e tem má repu­ta­ção no bairro.

Com a ajuda da polí­cia, obte­nho pro­vas de que a gerente adul­te­rou os regis­tros e os livros con­tá­beis de meu esta­be­le­ci­mento, e assim con­sigo pro­vas para final­mente demiti-la por justa causa. Aliás, demito a gerente e sua equipe de gar­çons e gar­ço­ne­tes. Claro, tenho agora que atu­rar o sub­ge­rente, que está rou­bando por si mesmo junto à sua nova equipe, mas esses eu pre­tendo pegar assim que con­se­guir as pro­vas neces­sá­rias. O pro­blema é que se eu demi­tir esse filha da puta neste momento, o meu bar tal­vez que­bre de vez, pois qual­quer ins­ta­bi­li­dade na admi­nis­tra­ção do bar pode fazer com que eu vá à falên­cia e minha famí­lia morra de fome. Mas se o sub­ge­rente bobear e eu des­co­brir alguma prova con­creta vou colocá-lo no meio da rua, vou mesmo, não importa o que acon­teça — enfim, que situ­a­ção ter­rí­vel essa em que me colo­quei ao con­tra­tar os dois!

O pro­blema é que, depois de sua demis­são, com toda essa con­fu­são me infer­ni­zando, a ex-gerente e sua equipe me pro­cu­ram e dizem que fiz boba­gem, que o sub­ge­rente agora está rou­bando sozi­nho e está dando pro­vas de que é incom­pe­tente. Dizem que ele tro­cou todas as gar­ço­ne­tes por gar­çons e extin­guiu o des­conto que artis­tas do bairro tinham no bar. A ex-gerente e sua equipe, indig­na­dos, dizem que isso é culpa minha, que eu deve­ria tê-la dei­xado admi­nis­trando o bar, e que eu fui um otá­rio que fez cagada ao demiti-la.

Pois bem. Se a gerente tivesse a cara-de-pau de me pro­cu­rar para dizer essas coi­sas, eu a expul­sa­ria junto de sua equipe a chu­tes do meu esta­be­le­ci­mento. Tama­nho cinismo é inad­mis­sí­vel: pri­meiro por­que ela e sua equipe que rou­ba­ram junto com o sub­ge­rente, segundo por­que ela era coni­vente com todo o esquema, ter­ceiro por­que foi a incom­pe­tên­cia e irre­gu­la­ri­dade con­tá­bil dela que me levou a demiti-la, e quarto foi ela quem suge­riu o sub­ge­rente como seu subs­ti­tuto quando a con­tra­tei!

FIM DA PARÁBOLA

O Temer pode errar o quanto qui­ser. O fato é que o governo que está sofrendo o pro­cesso de impe­a­ch­ment não foi vítima ino­cente, der­ru­bada pelos ardi­lo­sos ban­di­dos do PMDB. Ele foi cúm­plice dos ban­di­dos do PMDB e com o PMDB che­gou ao poder. Agora, com a maior des­fa­ça­tez do mundo, Dilma e seus mili­tan­tes ten­tam ven­der a nar­ra­tiva de que são pobres víti­mas de mal­do­sos gol­pis­tas, e que os defen­so­res do impe­a­ch­ment são os res­pon­sá­veis pelas maze­las des­ses mal­fei­to­res.

Mas quem foi às mani­fes­ta­ções exi­gir o impe­a­ch­ment não foi para pedir a posse do Temer, esse tra­pa­lhão pom­poso, um Odo­rico Para­guaçu gour­me­ti­zado. Quem foi às mani­fes­ta­ções exi­gir o impe­a­ch­ment assim o fez para exi­gir o fim de uma estru­tura de poder que se sus­ten­tava em qua­tro pila­res noci­vos para a demo­cra­cia: (1) cor­rup­ção sis­te­ma­ti­zada com ban­quei­ros e emprei­tei­ras, (2) cap­tura ide­o­ló­gico-par­ti­dá­ria de movi­men­tos ati­vis­tas, (3) flerte com gover­nos auto­ri­tá­rios em paí­ses sub­de­sen­vol­vi­dos e (4) entrega da máquina pública em todos os níveis de capi­la­ri­dade a seus mili­tan­tes.

Uma qua­dri­lha de ban­di­dos caiu, e outra em algum momento deverá cair, mas alguém que padece de tuber­cu­lose e cân­cer ao mesmo tempo e con­se­gue se livrar do cân­cer não irá se curar da tuber­cu­lose com retorno das célu­las can­ce­rí­ge­nas.

2) A operação Lava Jato e Moro não são parte do golpe

Se algo fica claro durante a con­versa do ex-Minis­tro Romero Jucá e de Sér­gio Machado, é que todos em Bra­sí­lia estão com medo do Juiz Sér­gio Moro e dos Pro­cu­ra­do­res da Repú­blica res­pon­sá­veis pelas inves­ti­ga­ções e ações penais da ope­ra­ção. Jucá cha­mou Moro de “Torre de Lon­dres” durante a con­versa, uma alu­são ao cas­telo na Ingla­terra em que ocor­riam tor­tu­ras e exe­cu­ções no século XVI. Machado disse que as inves­ti­ga­ções da Lava Jato não dei­xa­riam “pedra sobre pedra”, ao que Jucá con­cor­dou que o caso de Machado “não pode­ria ficar nas mãos desse [Moro]”.

Isso inva­lida com­ple­ta­mente a teo­ria de que os pro­cu­ra­do­res, dele­ga­dos e juiz res­pon­sá­veis pela Ope­ra­ção Lava Jato esta­vam man­co­mu­na­dos com a opo­si­ção para exe­cu­tar a queda de Dilma. Essa situ­a­ção, aliás, é per­ce­bida em uma con­versa inter­cep­tada de Lula, em que ele diz que seu pro­jeto ao tor­nar-se Chefe da Casa Civil seria pro­por aos con­gres­sis­tas uma forma de bar­rar a “Repú­blica de Curi­tiba” e sal­var o couro de todo mundo, inclu­sive da opo­si­ção. Lula, aliás, é men­ci­o­nado na con­versa de Jucá e Machado, quando Jucá diz que Lula se bene­fi­ci­a­ria de seu estra­ta­gema, pois tam­bém seria pou­pado de Moro.

O que per­ce­be­mos é que a ope­ra­ção Lava Jato é algo que pegou todos os polí­ti­cos de Bra­sí­lia, inde­pen­den­te­mente do par­tido e de serem opo­si­ção ou governo, des­pre­ve­ni­dos e de cal­ças nas mãos. Estão todos (todos! inclu­sive PMDB) ater­ro­ri­za­dos, pois se as inves­ti­ga­ções pros­se­gui­rem nin­guém (nin­guém!) se sal­vará.

Acaba, assim, uma das nar­ra­ti­vas do governo Dilma: a de que a Lava Jato foi mani­pu­lada pela opo­si­ção para, por meio da acu­sa­ção sele­tiva, criar o clima para o impe­a­ch­ment. A Lava Jato é um trem des­go­ver­nado, do ponto de vista dos polí­ti­cos de Bra­sí­lia, que nin­guém con­se­guiu frear até agora.

3) A imprensa não está participando do golpe

Outro aspecto da nar­ra­tiva daque­les que acre­di­tam em golpe é de que a grande imprensa esta­ria em con­luio com a opo­si­ção para pro­te­ger PSDB e PMDB ao mesmo tempo em que dedi­cava suas man­che­tes a acu­sa­ções e crí­ti­cas ao PT.

Ocorre que o jor­nal que divul­gou o furo em uma man­chete de enorme visi­bi­li­dade foi a Folha de São Paulo, um dos veí­cu­los de comu­ni­ca­ção que esta­riam incluí­dos na tal “mídia gol­pista”. Além disso, nos últi­mos dias a Glo­bo­News, embora tenha elo­gi­ado a com­po­si­ção da equipe econô­mica, foi cáus­tica e crí­tica em rela­ção a equí­vo­cos do governo Temer tais como a ausên­cia de mulhe­res nas pas­tas minis­te­ri­ais e a esco­lha de um acu­sado da Lava Jato como líder do governo na Câmara dos Depu­ta­dos.

Folha, essa golpista. |Romero Jucá

Folha, essa gol­pista.

E no dia em que a Folha de São Paulo divul­gou o furo da inter­cep­ta­ção da con­versa de Jucá, o Jor­nal Naci­o­nal anun­ciou a his­tó­ria antes de todas as outras em sua cha­mada ini­cial, e deu ampla cober­tura ao fato, inclu­sive con­tra­di­tando a ver­são apre­sen­tada por Jucá. Claro, adep­tos da teo­ria do golpe podem dizer que a Globo assim agiu pois estava sendo alvo de duras crí­ti­cas e fis­ca­li­za­ção popu­lar naquele momento — mas essas pes­soas jamais vão dar o braço a tor­cer.

O fato, porém, é que o escân­dalo de Romero Jucá não exclui ape­nas Moro e os Pro­cu­ra­do­res da Lava Jato da suposta “cons­pi­ra­ção do golpe”: a expo­si­ção desse escân­dalo pela Folha de São Paulo exclui ao menos grande parte da suposta “mídia gol­pista” tam­bém.

4) Simplesmente, não há golpe

Ao longo do dia de ontem, os adep­tos da teo­ria do golpe entra­ram em um estado de eufo­ria des­con­tro­lada, que aos pou­cos foi se arre­fe­cendo à medida em que a ficha caiu. Poeira abai­xada, pode­mos ver cla­ra­mente tudo sob uma ótica mais lúcida.

Jucá falou em acordo espú­rio com minis­tros do STF, falou em acer­ta­mento com os mili­ta­res, mas é bom lem­brar que ele estava ten­tando dis­su­a­dir um acu­sado da Lava Jato a não pro­por dela­ção pre­mi­ada ao Juiz Moro. A falsa pro­messa de ter influên­cia sobre juí­zes é algo tão comum e man­jado que uma de suas moda­li­da­des de prá­tica é até mesmo pre­vista como crime no Código Penal (artigo 357), e foi exa­ta­mente o que Del­cí­dio fez do outro lado, do lado do PT, quando ten­tou dis­su­a­dir outro acu­sado, Nes­tor Cer­veró, a não fazer sua dela­ção pre­mi­ada. Então é bom deci­dir, quem é que con­trola o STF: o PMDB de Jucá ou o PT de Del­cí­dio?

A ver­dade deve estar no meio-termo: alguns minis­tros do STF estão com­pro­me­ti­dos com a opo­si­ção ao PT, outros estão com­pro­me­ti­dos com Dilma e Lula, mas em sua com­po­si­ção glo­bal o Supremo é um órgão cole­gi­ado no qual minis­tros são asses­so­ra­dos por vários juí­zes auxi­li­a­res, e toda e qual­quer deci­são sub­mete-se ao crivo e aná­lise não só de uma nume­rosa comu­ni­dade jurí­dica, mas tam­bém da imprensa. Às vezes, algum inte­resse polí­tico pode pre­do­mi­nar, mas difi­cil­mente qual­quer par­tido ou fac­ção polí­tica seria capaz de guar­dar no bolso todos os mem­bros do STF.

O que a con­versa de Jucá evi­den­cia é algo que todos já sabía­mos: que depu­ta­dos e sena­do­res estão assus­ta­dos com as inves­ti­ga­ções da ope­ra­ção Lava Jato; que depu­ta­dos e sena­do­res estão sur­pre­sos com as mani­fes­ta­ções que leva­ram milhões de bra­si­lei­ros às ruas (basta lem­brar como Aécio foi tra­tado quando ten­tou par­ti­ci­par); que depu­ta­dos e sena­do­res ten­tam de alguma forma apla­car a fúria dos bra­si­lei­ros que pro­tes­ta­ram; que depu­ta­dos e sena­do­res acre­di­tam que, sacri­fi­cando Dilma, apla­ca­rão a revolta dos mani­fes­tan­tes; que depu­ta­dos e sena­do­res desis­ti­ram de ver por parte de Dilma qual­quer ten­ta­tiva efi­ci­ente de con­tro­lar a ope­ra­ção Lava Jato, e espe­ram que o PMDB tenha sucesso onde o PT falhou; que depu­ta­dos e sena­do­res não têm qual­quer melhor plano que esse, mas esse plano é falho, pois a imprensa, a popu­la­ção e as auto­ri­da­des envol­vi­das com a ope­ra­ção Lava Jato não irão ceder a qual­quer forma de pres­são.

5) O problema não é o PT, o PMDB ou o PSDB. O problema é o sistema político.

Como Nel­son Moraes disse, um momento par­ti­cu­lar­mente triste da con­versa de Romero Jucá é quando ele iro­niza a espe­rança do povo bra­si­leiro de ver, após a Lava Jato, uma classe polí­tica livre da cor­rup­ção. Jucá faz troça e diz “Ah, claro, eles que­rem aca­bar com a classe polí­tica para res­sur­gir uma nova, casta, pura”.

Esse sim é um momento impor­tante da con­versa. Os polí­ti­cos do PT são podres, os polí­ti­cos do PMDB são podres, os polí­ti­cos do PSDB e de todos os outros par­ti­dos tam­bém o são. E antes que alguém sus­pire de sau­da­des da dita­dura mili­tar, con­vém lem­brar que naquela época a podri­dão era pior, pois não havia trans­pa­rên­cia nem imprensa livre para denun­ciar escân­da­los — não have­ria sequer pos­si­bi­li­dade de você estar lendo este artigo agora.

O pro­blema não está nesse ou naquele par­tido. O pro­blema está no sis­tema polí­tico atual. Um sis­tema em que só se elege quem tem dinheiro para finan­ciar gran­di­o­sas cam­pa­nhas de mar­ke­ting. Um sis­tema em que um can­di­dato eleito com grande número de votos pode levar con­sigo para o con­gresso vários can­di­da­tos de sua legenda que sequer foram elei­tos dire­ta­mente. Um sis­tema em que o lobby não é regu­la­men­tado e não há qual­quer trans­pa­rên­cia nos gas­tos públi­cos. Um sis­tema com trinta mil car­gos de con­fi­ança, em que a esco­lha para posi­ções-chave em car­gos téc­ni­cos é pau­tada uni­ca­mente pelo cli­en­te­lismo. Um sis­tema em que não se con­si­dera crime elei­to­ral can­di­da­tos uti­li­za­rem a pala­vra de Deus e a reli­gião para sedu­zir elei­to­res.

Pior ainda, temos um sis­tema em que os elei­to­res não estão pre­pa­ra­dos para votar cons­ci­en­te­mente. Não temos cida­dãos no melhor sen­tido da pala­vra: elei­to­res crí­ti­cos e cio­sos de seu com­pro­misso com os prin­cí­pios da Repú­blica, elei­to­res que acom­pa­nham o desem­pe­nho de seus can­di­da­tos elei­tos, elei­to­res capa­zes de dar uma res­posta à toda classe polí­tica nas pró­xi­mas elei­ções. Olha­mos esses escân­da­los no Con­gresso e no Pla­nalto e fica­mos cho­ca­dos, mas esse Con­gresso e esse Pla­nalto (com Dilma ou Temer) é sim o espe­lho de nos­sas defi­ci­ên­cias enquanto cida­dãos.


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Victor Lisboa
Editor do site Ano Zero.

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