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5 sinais de que você não é tão inteligente quanto pensa

Em Comportamento, Consciência por Pierre ReynardComentários

Sem­pre temos a nós pró­prios em alta conta, e nossa opi­nião a res­peito de nossa inte­li­gên­cia é, em geral, mais gene­rosa do que a pru­dên­cia reco­men­da­ria que fosse. Mas iden­ti­fi­car e reco­nhe­cer nos­sas limi­ta­ções é o pri­meiro passo para nos livrar­mos delas ou redu­zir­mos os efei­tos dano­sos que pro­du­zem em nos­sas vidas.

Sem pre­ten­der con­cei­tuar inte­li­gên­cia, e ciente de que há vários tipos de inte­li­gên­cia iden­ti­fi­ca­das por espe­ci­a­lis­tas, é impor­tante dei­xar claro que aqui esta­mos tra­tando da única forma de inte­li­gên­cia que real­mente importa: aquela que pro­duz resul­ta­dos efe­ti­vos, que exerce uma influên­cia em nos­sas vidas capaz de aumen­tar o sen­ti­mento de rea­li­za­ção pes­soal e a satis­fa­ção com os rumos de nosso des­tino.

Outro ponto impor­tante é que não se trata aqui de não ser inte­li­gente, mas de não ser tão inte­li­gente quanto pode­mos ser. Se você se iden­ti­fi­cou, ainda que par­ci­al­mente, com pelo menos um dos itens abaixo, isso não sig­ni­fica que você é irre­me­di­a­vel­mente burro. Isso sig­ni­fica que há aspec­tos fun­da­men­tais de sua vida que estão sendo tra­ta­dos com negli­gên­cia, e neles existe um amplo espaço para a apli­ca­ção mais esfor­çada de sua inte­li­gên­cia, o que trará bene­fí­cios evi­den­tes em sua vida.

Esses são os cinco sinais:

1- Falta de sucesso profissional

Certo, tal­vez você tenha toda uma jus­ti­fi­ca­tiva aí na sua cabeça para expli­car por­que não des­pon­tou em sua car­reira, mas opi­niões desse tipo tem uma natu­reza muito sub­je­tiva, algo mais ou menos pare­cido com a opi­nião sobre a beleza. Nes­ses casos, impor­tam muito mais os resul­ta­dos con­cre­tos, quem pode ser afe­ri­dos por qual­quer um, com obje­ti­vi­dade.

Para come­çar, pes­soas inte­li­gen­tes con­se­guem uti­li­zar sua ati­vi­dade pro­fis­si­o­nal como forma de asse­gu­rar auto­no­mia finan­ceira e pre­ve­nir futu­ras tem­pes­ta­des econô­mi­cas. Então se você tem trinta anos e ainda está morando com seus pais, ou já se for­mou e ainda recebe aquela mesada de seus velhos, tal­vez seja melhor recon­si­de­rar a sua opi­nião a res­peito de si para ter­mos mais modes­tos.

Mas a coisa vai muito além da auto­no­mia finan­ceira. Nossa capa­ci­dade de lidar de forma inte­li­gente com as deman­das pro­fis­si­o­nais tam­bém é afe­rida pelo quanto con­se­gui­mos expres­sar de nossa auten­ti­ci­dade naquilo que faze­mos ono tra­ba­lho. Isso sig­ni­fica equi­li­brar as expec­ta­ti­vas e a rea­li­dade nem sem­pre ideal para encon­trar cami­nhos que nos per­mi­tam colo­car nosso toque pes­soal naquilo que faze­mos, mesmo quando seja algo roti­neiro.

2 — Estar sempre muito ocupado

Mane­jar o tempo e saber pri­o­ri­zar tare­fas são duas habi­li­da­des que pes­soas inte­li­gen­tes desen­vol­vem com rapi­dez, pois disso depende a con­cre­ti­za­ção de seus pla­nos mais pre­ci­o­sos, além de evi­tar momen­tos de estresse e o esgo­ta­mento de recur­sos pes­so­ais. Se você não con­se­gue defi­nir o que real­mente é impor­tante para você e nem evi­tar que seu tempo seja con­su­mido em tare­fas pouco rele­van­tes, a sua inte­li­gên­cia está sendo sub­ti­li­zada.

Há várias for­mas de demons­trar incom­pe­tên­cia nessa área. Pro­cras­ti­nar e entrar quase em pânico ten­tando cum­prir pra­zos no último minuto é tão nocivo quanto sem­pre pre­te­rir momen­tos de lazer e a qua­li­dade de seus rela­ci­o­na­men­tos para con­se­guir dar conta de todas as suas ati­vi­da­des coti­di­a­nas.

Tempo é muito mais do que um bem vali­oso, é a maté­ria prima com a qual damos sig­ni­fi­cado à nos­sas vidas. Ter uma rela­ção cons­ci­ente e sau­dá­vel com o tempo ou ser soter­rado por com­pro­mis­sos é a linha divi­só­ria entre uma his­tó­ria de frus­tra­ção e o con­trole de seu des­tino.

3 — Falar muito mais do que ouvir

Quando alguém está falando, você está mais pre­o­cu­pado com o que dirá em seguida ou em com­pre­en­der real­mente o que estão ten­tando lhe trans­mi­tir? As pes­soas inte­li­gen­tes sabem que ganham muito mais com a arte de ouvir do que com demons­tra­ções de suas habi­li­da­des dis­cur­si­vas.

A aqui­si­ção de conhe­ci­mento jamais é ins­tan­tâ­nea, e é sinal de inte­li­gên­cia calar-se e ape­nas expres­sar sua opi­nião após ouvir e con­si­de­rar deti­da­mente o que outros têm a dizer. Além disso, a aten­ção é um de nos­sos bens mais vali­o­sos, e dis­pensá-la a alguém demons­trar inte­resse pelo que a outra pes­soa diz é uma forma de aumen­tar a qua­li­dade de nos­sos rela­ci­o­na­mento, cri­ando laços mais ricos e for­tes com os outros.

Inte­res­sar-se pelas outras pes­soas é um dos mai­o­res sinais dis­tin­ti­vos de inte­li­gên­cia — mas não se trata ape­nas do inte­resse inte­lec­tual, do inte­resse pelas ideias dos outros. O impor­tante é man­ter aquele con­tí­nuo inte­resse abran­gente que inclui não só a com­pre­en­são raci­o­nal, mas tam­bém o enten­di­mento emo­ci­o­nal do outro que está diante de nós e com o qual pre­ci­sa­mos nos comu­ni­car em um nível que vai além das meras pala­vras e con­cei­tos abs­tra­tos. A regra básica é clara: todo mundo tem algum aspecto inte­res­sante em seu uni­verso pes­soal, e sua mis­são é iden­ti­fi­car esse tesouro pecu­liar e que está escon­dido em toda pes­soa.

4 — Sentir que se é a pessoa mais inteligente e interessante que conhece

Se sua time­line no Face­book ou no Twit­ter está cheia de publi­ca­ções abor­re­ci­das, e você tem a impres­são de que em seu cír­culo de ami­za­des você é a pes­soa mais inte­li­gente e inte­res­sante, tenho má notí­cias: pos­si­vel­mente você está supe­res­ti­mando essas suas qua­li­da­des.

Quem é real­mente inte­li­gente e inte­res­sante sabe que há mui­tas outras pes­soas mais inte­li­gen­tes e inte­res­san­tes que ela pró­pria pelo mundo afora. Dessa forma, ten­tam cer­car-se de ami­gos que esti­mu­lem o seu pen­sa­mento e ins­ti­guem cons­tan­te­mente novas for­mas de obser­var e com­pre­en­der o mundo

A mente humana tende a aco­mo­dar-se e pre­cisa de con­tí­nua pro­vo­ca­ção para man­ter-se afi­ada e não des­can­sar em luga­res comuns. Como um mús­culo, a inte­li­gên­cia deve ser cons­tan­te­mente exer­ci­tada — e não há melhor forma de fazer isso do que estar sem­pre em con­tato com pes­soas que desa­fiam nos­sas con­vic­ções e cer­te­zas e que nos puxam para fora da zona de segu­rança de nossa visão de mundo con­so­li­dada.

5 — Seus hábitos de leitura são pouco desafiadores

Em um país de pouca lei­tura, se você curte fic­ção cien­tí­fica ou fan­ta­sia e devora os prin­ci­pais livros do seu gênero pre­fe­rido, já merece os para­béns. Mas pes­soas real­mente inte­li­gen­tes bus­cam sem­pre novas lei­tu­ras sobre temas difí­ceis, desa­fi­a­do­res ou sobre os quais nada ou quase nada conhe­ciam pre­vi­a­mente.

Assim como o tempo, é um sinal de inte­li­gên­cia saber pri­o­ri­zar e orga­ni­zar suas lei­tu­ras de forma cons­ci­ente, bus­cando iden­ti­fi­car aquilo que real­mente é impor­tante saber e ler. Mesmo a lei­tura por puro entre­te­ni­mento pode ou man­ter nossa mente aco­mo­dada naquilo que ela já sabe ou esti­mu­lar nosso inte­lecto a esfor­çar-se na busca de maior conhe­ci­mento. Por outro lado, assim como nosso cír­culo de rela­ções, os bons livros são como aque­les ami­gos mais inte­res­san­tes e inte­li­gen­tes que nós pró­prios, que lan­çam nos­sas ideias para hori­zon­tes muito mais amplos do que ima­gi­ná­va­mos exis­tir.

Se você não reserva tempo em sua rotina diá­ria dedi­cado exclu­si­va­mente para a lei­tura de um livro com essas qua­li­da­des; se você não leu nada de novo e esti­mu­lante no último mês; ou se você tem uma lista de lei­tura enorme e é inca­paz orga­ni­zar e pri­o­ri­zar os livros que estão nela, todas essas coi­sas são indí­cios de que seu cére­bro anda de molho por mais tempo do que con­vém a alguém que não se con­si­dera burro.

 

Pierre Reynard
Pierre Reynard, um raposo francês radicado no Brasil, é o estagiário do Ano Zero encarregado das publicações divertidas, gerenciar nossa newsletter e também de nos fazer o café. Além disso, é o culpado por todo e qualquer erro pelo qual possamos ser responsabilizados social ou juridicamente.

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