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10 razões pelas quais você sempre fracassa

Em Comportamento, Consciência por Mark MansonComentários

(Esta é a tra­du­ção auto­ri­zada do artigo ori­gi­nal, escrito por Mark Man­son em seu site. Se você quer acom­pa­nhar os novos arti­gos em lín­gua inglesa, cli­que aqui e assine a news­let­ter de Mark)


Pense em algo da sua vida que você que­ria muito fazer mas não con­se­guiu. Alguma coisa impor­tante. Seja por você não ter che­gado a ten­tar, por ser tímido demais para fazer ou por ter ten­tado mas falhado espe­ta­cu­lar­mente. Relem­bre em sua mente a maior der­rota de sua vida, quem sabe você esteja bem no meio dela agora.

É des­ne­ces­sá­rio dizer que todos nós fra­cas­sa­mos. Isso é óbvio. Claro, alguns de nós são melho­res nisso que outros, mas é tam­bém algo óbvio. E ainda há aque­les que enfi­lei­ram momen­tos de frus­tra­ção ao longo de toda sua vida e fra­cas­sam de uma forma tão con­sis­tente que é algo que se apro­xima da arte. Nos anos que pas­sei aju­dando os outros a supe­rar seus desa­fios pes­so­ais, fre­quen­te­mente me per­gun­tava qual foi a prin­cipa causa dos fra­cas­sos que tes­te­mu­nhei.

Algu­mas pes­soas têm pro­ble­mas com seus rela­ci­o­na­men­tos, alguns têm pro­ble­mas com dinheiro, outros pro­ble­mas de ansi­e­dade, etc. Mas o maior pro­blema que obser­vei em mui­tas des­sas pes­soas não era algo espe­cí­fico dos rela­ci­o­na­men­tos, dinheiro ou con­fi­ança. É fácil des­co­brir como con­vi­dar alguém para sair, como come­çar um negó­cio ou como sim­ples­mente fazer algo mesmo que sinta medo. Lidar com seu medo do aban­dono, ou com seus hábi­tos finan­cei­ros noci­vos, ou com suas cren­ças auto­de­pre­ci­a­ti­vas sobre o que os outros pen­sam de você? Isso é estar bem mais envol­vido.

É pro­vá­vel que uma pro­funda luta em uma área de sua vida acabe afe­tando todos os outros aspec­tos de sua vida. Os moti­vos que cau­sam uma der­rota não tem qual­quer limite. Os com­por­ta­men­tos e pen­sa­men­tos que sabo­tam você em uma área de sua vida irão lhe per­se­guir em outras áreas. Essa hesi­ta­ção em con­vi­dar alguém a sair pro­va­vel­mente influ­en­cia a sua inca­pa­ci­dade de mudar-se para outra cidade ou pro­cu­rar um novo emprego, a sua timi­dez perante cole­gas mais domi­na­do­res e o rela­ci­o­na­mento pas­sivo-agres­sivo que man­tém com seus fami­li­a­res.

Quando se con­fronta com as mai­o­res opor­tu­ni­da­des da vida, a mai­o­ria de nós se caga. E então ela­bo­ra­mos uma série de estra­té­gias para evi­tar a dor e a pre­e­são ine­ren­tes a ten­tar alcan­ças nos­sos sonhos. Abaixo seguem 10 das estra­té­gias mais comuns para relu­tar­mos. Vamos come­çar com uma aná­lise mais super­fi­cial e depois vamos abrir cami­nho até as pro­fun­de­zas de nossa mente. Leia e chore.

1 — Você tem medo de se destacar na multidão.

Emer­son escre­veu o seguinte:

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A ver­dade é que as pes­soas não gos­tam quando os outros mudam ou rea­li­zam algo que as fazem sen­tir des­con­for­tá­veis ou inse­gu­ras. Esfor­çar-se para rea­li­zar todo o seu poten­cial ame­aça a com­pla­cên­cia com que somos tra­ta­dos pelos outros, lan­çando uma luz em seus pró­prios sonhos que­bra­dos e em seu poten­cial não rea­li­zado. Em mui­tos casos, algu­mas pes­soas até nos ata­cam, pois come­çam a se ques­ti­o­nar, e isso é algo muito difí­cil para a mai­o­ria.

Noite pas­sada con­ver­sei com um empre­en­de­dor da inter­net. Ele come­çou a vários empre­en­di­men­tos on-line. Alguns falha­ram. Alguns fize­ram dinheiro. Tudo isso foi luta. Ele pas­sou um tempo via­jando ao redor do mundo e vol­tou para casa para pas­sar as férias, onde seu pai lhe disse pron­ta­mente que pre­ci­sava “ser rea­lista” e obter um emprego “nor­mal”.

É um sim­ples fato da vida: se você quer fazer algo incrí­vel, algo que faz você se des­ta­car acima do resto, então você tem que se sen­tir con­for­tá­vel sendo dife­rente do resto. As pes­soas vão pen­sar que você é estra­nho, louco, egoísta, arro­gante, irres­pon­sá­vel, detes­tá­vel, estú­pido, des­res­pei­toso, gordo, inse­guro, feio, raso, etc. Aque­les mais pró­xi­mos a você, mui­tas vezes, serão os mais seve­ros. Se você tem auto­de­fe­sas fra­cas ou não tem con­fi­ança em suas pró­prias ideias e sonhos, então não vai muito longe.

2. Você não é persistente o suficiente

Em 2009, o autor ini­ci­ante Karl Mar­lan­tes fila­mente publi­cou Mat­terhorn, um romance base­ado em suas expe­ri­ên­cias na guerra do Vietnã. O livro foi um sucesso. O New York Times defi­niu-o como um dos mais pro­fun­dos e devas­tan­tes livros já escri­tos sobre qual­quer guerra”. Mark Bow­den, escri­tor de Fal­cão Negro em Perigo: a His­tó­ria de uma Guerra Moderna, decla­rou que o livro de Mar­lan­tes era o maior livro já escrito sobre o Vietnã.

Levou mais de 35 anos até que Mar­lan­tes con­se­guisse publi­car seu livro — mais do que a metade de sua vida. Ele rees­cre­veu o manus­crito seis vezes. Durante as duas pri­mei­ras déca­das, os edi­to­res mal con­se­guiam o ler, quem dirá o rejei­tar.

A mai­o­ria de nós desiste rápido de algo pelo qual sente pai­xão. E qual­quer um que teve sucesso tem uma his­tó­ria de esforço e per­se­ve­rança para con­tar. Como diz o velho cli­chê, nada de valor vem fácil.

3. Você não tem humildade

Há muita gente que con­se­gue uma pequena rea­li­za­ção e decide que é um expert. Humil­dade é algo que não conhe­cem.

No mundo do mar­ke­ting digi­tal e dos negó­cios na inter­net, come­cei a notar algo alguns anos atrás sobre os empre­en­di­men­tos que conheci. As pes­soas fala­vam demais, prin­ci­pal­mente sobre o que fize­ram, exa­ge­ra­vam seus suces­sos e faziam tudo para cha­mar a aten­ção para si — e elas eram ape­nas mode­ra­da­mente bem suce­di­das, na melhor das hipó­te­ses; as vezes nem eram bem suce­di­das, ou seja, elas ainda tra­ba­lha­vam em outro emprego e mora­vam com seus pais. Ainda assim, esta­vam ansi­o­sas para com­par­ti­lhar suas gotas de sabe­do­ria para qual­quer pes­soa que as ouvisse.

Mas as pes­soas que eram legí­ti­mas mili­o­ná­rias e haviam con­quis­tado suas for­tu­nas desde o iní­cio, aque­las que real­mente atin­gi­ram o cume da mon­ta­nha do mundo dos negó­cios, fre­quen­te­mente admi­tiam que não tinham as res­pos­tas e ate­nu­a­vam o seu sucesso (ou em geral nem mesmo o men­ci­o­na­vam). Ao invés disso, elas regu­lar­mente apon­ta­vam seus pon­tos fra­cos e men­ci­o­na­vam que pre­ci­sa­vam apren­der mais.

Isso não pode ser coin­ci­dên­cia.

4. Você não consegue criar uma rede de contatos e construir relacionamentos sólidos

Sou um soli­tá­rio nato. E eu tam­bém sou maníaco por con­tro­lar meus pro­je­tos. Seja inse­gu­rança, obses­são ou sim­ples arro­gân­cia, eu tenho pro­ble­mas em dei­xar as pes­soas influ­en­ci­a­rem aquilo no qual estou tra­ba­lhando ou aquilo que me apai­xona. É algo con­tra­pro­du­tivo. Isso uma vez afun­dou minhas aspi­ra­ções de me tor­nar um músico pro­fis­si­o­nal (uma área basi­ca­mente for­mada quase que intei­ra­mente de redes de con­tato) e com cer­teza aban­do­nei algu­mas das opor­tu­ni­da­des que sur­gi­ram em meu empre­en­di­mento na inter­net por causa da minha hesi­ta­ção em entrar em con­tato e me conec­tar com outras pes­soas que pode­riam me aju­dar.

Cos­tuma-se dizer que 66% das pes­soas con­tra­ta­das para um emprego conhe­cem alguém den­tro da empresa que as con­tra­tou. Mas mesmo no mundo não-pro­fis­si­o­nal, o iso­la­mento pode fazer você des­mo­ro­nar rapi­da­mente. Ao invés de falhar, você sim­ples­mente entra em depres­são. Cons­truir rela­ci­o­na­men­tos soci­ais e emo­ci­o­nais sau­dá­veis depende da habi­li­dade de conhe­cer pes­soas e conec­tar-se com elas de uma forma sig­ni­fi­ca­tiva. As pes­qui­sas mos­tram que viver sem con­tato social regu­lar é tão pre­ju­di­cial à saúde como fumar cigar­ros.

5. Você prefere questionar um conselho ao invés de aceitá-lo

Pas­sa­gem garan­tida para ser um idi­ota: ten­tar ter razão ao invés de ten­tar ter humil­dade. Não importa o que seja, se você investe mais em dis­cu­tir e deba­ter seu ponto de vista com quem está ten­tando aju­dar do que investe em apri­mo­rar-se, então você defi­ni­ti­va­mente vai fra­cas­sar. E do alto de seus argu­men­tos sabi­chões, você ainda assim é estú­pido demais para per­ce­ber isso.

Para ser bem suce­dido em alguma coisa, uma cadeia cons­tante de opi­niões pre­cisa ocor­rer: ten­tar algo -> rece­ber opi­niões e resul­ta­dos -> apren­der com as opi­niões e resul­ta­dos -> ten­tar algo dife­rente. Pes­soas que são obce­ca­das em dis­cu­tir sobre o porquê elas têm razão (ape­sar de não fun­ci­o­nar) estão efe­ti­va­mente que­brando a cadeia ao não acei­tar opi­niões sobre o que está fazendo. Por­tanto, elas nunca vão mudar.

Não quer dizer que todo mundo deve­ria sem­pre ouvir con­se­lhos de todo mundo, mas pelo menos você deve­ria saber acei­tar opi­niões sobre seu tra­ba­lho, acre­dite você ou não que são rele­van­tes, e não ficar ten­tando dis­cu­tir como se você sem­pre tivesse razão em tudo.

As pes­soas que sofrem desse pro­blema ten­dem a ser alta­mente inte­li­gen­tes e extre­ma­mente inse­gu­ras. Essa é uma com­bi­na­ção pre­ju­di­cial, pois quanto mais uma pes­soa é inte­li­gente, mais ela é capaz de raci­o­na­li­zar suas boba­gens e encon­trar jus­ti­fi­ca­ti­vas para elas, e mais ela usará esse meca­nismo de defesa para pro­te­ger seu ego frá­gil.

6. Você se distrai demais

Face­book, Twit­ter, Red­dit, Imgur, email, Face­book de novo, volta para o Twit­ter, oh e essa his­tó­ria em qua­dri­nhos diver­tida, publica no Face­book, con­fere o email de novo, men­sa­gem no Face­book, fotos engra­ça­das de gatos, divulga as fotos no Twit­ter, pro­cura no Buzz­feed por mais fotos de gatos, volta e faz tudo isso de novo.

Peço des­cul­pas se acabo de des­cre­ver a maior parte do seu tempo des­perto, mas os pre­juí­zos de sofrer de desor­dem da aten­ção satu­rada não se limi­tam a inte­ra­ções medío­cres nas redes soci­ais. No começo deste ano eu expe­ri­men­tei desis­tir de espor­tes e polí­tica por um mês. Fique espan­tado ao cons­ta­tar como toda a infor­ma­ção que antes eu con­si­de­rava vital e impor­tante logo tor­nou-se bes­teira sem sig­ni­fi­cado — infor­ma­ções sen­sa­ci­o­na­li­za­das com o pro­pó­sito de me cli­cando e com­par­ti­lhando, ao invés de infor­ma­ções úteis e que influ­en­ci­a­riam minha vida.

7. Você não assume a responsabilidade pelo que acontece na sua vida

Sei que é ten­ta­dor cul­par algum fator externo por seus pro­ble­mas, insis­tir que era impos­sí­vel, que não foi culpa sua, e que você não pode­ria ter feito nada para mudar isso. Mas para resol­ver os pro­ble­mas na sua vida, você pre­cisa ter poder sobre eles. Você não pode ter poder sobre aspec­tos de sua vida ao menos que assuma res­pon­sa­bi­li­dade sobre eles. Por­tanto, se você não assume res­pon­sa­bi­li­dade pelo que ocorre a você, você fra­cassa.

Há várias situ­a­ções na vida que pare­cem com­ple­ta­mente injus­tas e insu­por­tá­veis, como se Deus tivesse deci­dido chu­tar o pau da sua bar­raca, e não há nada que você possa fazer a res­peito.

8. Você não acredita que é possível

Não há nenhum poder sobre­na­tu­ral aqui. As cren­ças incons­ci­en­tes sobre as pos­si­bi­li­da­des deter­mi­nam o nível de seu esforço e expec­ta­tiva de sucesso. Por exem­plo, há uma pes­quisa que diz que atle­tas que ali­men­ta­vam cren­ças posi­ti­vas mas erra­das sobre suas pró­prias habi­li­da­des aca­ba­vam supe­rando atle­tas que pos­suíam cren­ças nega­ti­vas mas cor­re­tas sobre suas pró­prias habi­li­da­des.

Além disso, as pes­soas que supe­res­ti­mam o que são capa­zes de fazer tem mais pro­ba­bi­li­dade, você sabe, de levan­tar-se do sofá e ten­tar. E quando você tenta e aprende com suas falhas, você pode em algum momento che­gar ao sucesso.

9. Você tem medo de se importar

Mui­tas pes­soas pegam o vírus da indi­fe­rença. A elas falta uma ver­da­deira e autên­tica pai­xão. Elas relu­tam em inves­tir tudo de si mes­mas em um pro­jeto, empre­en­di­mento ou busca. Mui­tas desis­tem rapi­da­mente. Outras per­dem o inte­resse. E para algu­mas fal­ta­en­tu­si­asmo para até mesmo come­çar.

A indi­fe­rença crô­nica é um meca­nismo de defesa insi­di­oso. Ela cor­rói a moti­va­ção e a von­tade neces­sá­rias para superá-la. Incons­ci­en­te­mente, mui­tas pes­soas não inves­tem tudo de si mes­mas em algo que poten­ci­al­mente as pode levar ao fra­casso, pois o fra­casso pode levar a um monte de ideias que sua mente não está ainda pre­pa­rada para enca­rar: ques­tões sobre seu valor, com­pe­tên­cia, mere­ci­mento etc.

Olha, eu não sou Freud, mas pela minha expe­ri­ên­cia, pes­soas alei­ja­das pela indi­fe­rença não a supe­ram até que algum outro pro­blema emo­ci­o­nal seja arran­cado do incons­ci­ente, con­fron­tado e supe­rado.

10. No fundo, você não acha que merece o que deseja

Mui­tos (ou a mai­o­ria) dos itens acima na ver­dade são aspec­tos super­fi­ci­ais de uma causa mais pro­funda: acre­di­tar que você não merece aquilo que quer. Mui­tos de nós, lá no fundo, têm crença e ideias arrai­ga­das sobre si mes­mas que não são muito lison­jei­ras. Tal­vez você tenha se machu­cado um pouco enquanto cres­cia, tal­vez seus pais ou pro­fes­so­res tenham dito em algum momento que você não con­se­gui­ria rea­li­zar nada, tal­vez você tenha sido punido por seus cole­gui­nhas por ser mais inte­li­gente que eles. Seja o que for, algo acon­te­ceu. E como resul­tado alguma coisa den­tro de você faz com que se sinta des­con­for­tá­vel com a ideia de con­quis­tar gran­des rea­li­za­ções.

O empre­en­de­dor e con­sul­tor de negó­cios Sebas­tian Marshall escre­veu em seu livro Iki­gai:

Noite pas­sada eu estava con­ver­sando com um amigo e disse: “se você fizer isso, estou certo que con­se­guirá seu pri­meiro cli­ente den­tro de noventa dias”. E minha ori­en­ta­ção deve­ria ser a prin­ci­pal coisa de sua vida nos pró­xi­mos noventa dias, mas pro­va­vel­mente fun­ci­o­na­ria.

Seu prin­ci­pal obje­tivo naquele momento era a total inde­pen­dên­cia finan­ceira, e eu for­mu­lei um plano que o leva­ria até seu obje­tivo. Mas ele o segui­ria? Per­gun­tei.

Ele hesita e res­ponde: “Não, não vou”.

- “Essa é a per­gunta que vale um milhão de dóla­res: por que não vai?”

- “Eu não sei. Eu nem mesmo gosto de pen­sar nisso, pra falar a ver­dade, mas vou ten­tar. Eu não sei. Medo? Eu tenho que con­fron­tar meu poten­cial e o fato de que não estou vivendo como gos­ta­ria de viver? Isso está certo? Eu me sinto des­pre­pa­rado? Eu não acho que mereça? Eu acho que tenho que estu­dar mais antes? Eu não sei.”

Por que as pes­soas não rea­li­zam seus pla­nos? Bem, eu ori­en­tei gra­tui­ta­mente pes­soas sobre como ganhar dinheiro, ela­bo­rei um plano cla­ra­mente exequí­vel e bom, ofe­reci para ajudá-las a imple­men­tar. Mais ou menos oitenta por cento delas não acei­tou.”

Esse é mais um dilema da auto­es­tima: você sem­pre encon­tra uma maneira de se livrar daquilo que sente não ser seu de direito. Os pesos e altu­ras do sucesso fazem alguns de nós sen­ti­rem-se reis, e outros sen­ti­rem-se frau­des. Para mui­tos, con­se­guir o que dese­jam é algo que des­perta aquela voz de ser­pente que existe no fundo de suas men­tes, e que cutuca suas inse­gu­ran­ças e medos até arran­jar um jeito de des­truir tudo o que con­se­gui­ram. Pode ser um rela­ci­o­na­mento com alguém que você ama e que você sabota, pode ser o tra­ba­lho dos seus sonhos que você não aceita, pode ser uma opor­tu­ni­dade cri­a­tiva que você troca por um obje­tivo mais “prá­tico”; pode ser sim­ples­mente sair com pes­soas que você admira, mas aca­bar sen­tindo-se um fan­tasma ao lado delas.

Seja o que for, a pis­cina de lama das dúvi­das sem­pre arranja um jeito de arrui­nar a sua vida — de fazer você arrui­nar sua vida, e essa é a ver­dade mais dura. É você. Não há nin­guém mais nessa equa­ção. E quanto mais você negar isso, mais esse medo per­sis­tirá e será uma bar­reira invi­sí­vel, um muro de vidro inque­brá­vel sepa­rando você da feli­ci­dade.

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